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09/fev

E mais uma vez me senti imersa na primeira temporada de The Vampire Diaries e eu não sei comedir o quanto isso é bom ou ruim. É bom por relembrar um período em que a série estava no auge e ruim porque pontua a falta de criatividade. Devo confessar que o retrocesso de Damon aos velhos tempos foi o que deu vida ao episódio. Infeliz ou felizmente, ele garantiu que as coisas esquentassem, mas ainda acho que ainda falta um verdadeiro vilão (que pelo visto é um tal de Markos). Desde a semana passada, o Salvatore tem ajudado a criar um pouco de expectativa para o que virá a seguir, outro detalhe que também estava em falta na série. Por mais que soe clichê o retorno dele ao mundo da insensibilidade, Damon trouxe de volta meu plot favorito, que acreditei piamente que não voltaria.

 

O episódio teve uma pegada um pouco sombria, um detalhe que tem plena capacidade de durar se usarem a inteligência. A folga do triângulo amoroso tem sido a melhor coisa desde então e nota-se o sutil desespero de tentar corrigir erros que surgiram desde o começo da temporada. Depois do fim do dilema da Katherine, chegou a hora de resgatar as antigas storylines que sinto que se encontrarão no meio do caminho: Wes e sua pesquisa maluca e os Viajantes.

 

Enquanto a lambança não começa, nada mais justo que a trama abrir com a Viajante que agora é a pessoa mais amada de Mystic Falls: Katherine Pierce. Agora que ela tem o controle permanente do corpo de Elena, a vida dela se tornou um antro de perfeição. Admito que fiquei um pouco feliz por ela, pois a personagem nunca teve nada daquilo e nada mais justo do que desfrutar. Quem não faria isso que atire a primeira pedra, ainda mais quando se tem dois Salvatore na jogada. Sem contar que nunca é tarde demais para dar um sumiço na Elena, algo que tem lá seus pontos positivos também. Mal acreditei quando Katherine resolveu abraçar a ideia do diário, pois uma coisa que não aceito até hoje é este item ter sido aniquilado. Kath está na posição que sempre quis, sendo amada e paparicada, sentimentos que ela nunca recebeu e nunca compartilhou.

 

A parte engraçada ficou por conta da ligação para Matt para saber se Elena chamaria Stefan para sair daquele jeito e, claro, o encontro dela com o Salvatore na festa, toda adolescente piriguety querendo conquistar o gatinho da balada. A cara de nojo dela em salvar Jeremy também foi divertida, pois ninguém mais o odeia quanto ela.

 

Mesmo com todo o lado piadista de Katherine, vale mencionar o grande defeito de personalidade que pode ser a ruína dela: o fato de ser egocêntrica. Nadia foi muito sabia ao impulsionar a mãe a salvar Jeremy, pois era isso que Elena faria. O amor centralizado por si mesma falará mais alto em algum momento, ainda mais porque Stefan está incluso no pacote. Isso dará brecha para tomadas de decisões egoístas e sabemos que Katherine não gosta de interrupções. O comportamento súbito dela não só chamou a atenção de Caroline, como também de Tyler que não vai deixar Nadia nem um pouco em paz, especialmente agora que Matt sumiu de vista por ter chutado a verdade sobre o que acontece com Elena.

 

Contudo, o grande ponto negativo da presença de Katherine é justamente o fato dela ser irritante e abusada. Ela passará dos limites para conquistar Stefan e isso ficou bem óbvio neste episódio. É fácil aguentá-la em uma ou duas aparições, e vê-la dominar a trama inteira pode ser meio desgastante. Em inúmeras entrevistas, Plec não afirmou quando Katherine será desmascarada e confesso que isso muito me preocupa. Não dá para segurar uma personagem como ela por muito tempo, especialmente como uma das principais. Tê-la por mais tempo pode tornar a trama insuportável, pois Katherine não tem limites e tudo o que ela faz não deixa de ser um desrespeito contra Elena e os amigos dela. Ela está desesperada para reconquistar Stefan e eu espero que ele descubra no que está se metendo antes de se magoar, pois o seu grande pesadelo amoroso é famoso por danos colaterais muito profundos. Não sei se aguento mais 1 episódio “Stelerine”, pois esse mash up muito me incomoda.

 

O que me deu um pouco de esperança foi o fato de Tyler pegar Nadia na boca da botija. Incluir Matt também foi uma sacada muito boa, pois nada como o melhor amigo para descobrir a verdade do que acontece com Elena. Seria muito clichê se um dos Salvatore descobrisse essa troca. O meu cansaço de TVD começa a ficar mais evidente, pois estou farta de ver Matt como fantoche. Continuo indignada com a Dries por ter prometido algo muito bacana para ele e não ter cumprido. Espero que essa reviravolta sirva de alguma coisa, pois chega de ser hipnotizado, né? Sem contar que Tyler e Matt são os personagens que estão sem storyline e a união contra Nadia pode render bons frutos.

 

Pergunta que não quer calar: WTF a Caroline com aquela cara de ciúmes para cima de Stefan? Por favor, me digam que foi apenas olhar de preocupação, pois quero me convencer disso. Pelo amor de Deus, que não inventem pegação Steroline, porque, como já disse, será minha demissão da série. Tirando isso, acho que ela se juntará a Matt e Tyler para derrubar Katherine. Seria o ideal, pois os três sambaram lindo na mão da fake Elena.

 

Além de muito babado e confusão causados por Katherine, The Vampire Diaries corre atrás do prejuízo para ocupar brechas que pertenciam a personagens de primeira. O pontapé inicial foi encontrar uma nova bruxa, Liv, parceira de faculdade de Bonnie. A newbie ainda tem muito que aprender para controlar os poderes e essa é uma oportunidade para dar a antiga bruxa de Mystic Falls algo para fazer. Vale mencionar que Bonnie é outra que continua do mesmo jeito, sendo usada como solução para qualquer estrago. Isso é o fim da picada! Inclusive, ela ainda me deve algum tipo de reação sobre o fato de não sentir Katherine passar pelo véu. Eu queria pensar que isso tem a ver com toda aquela mágica que os Viajantes fizeram na presença de Stefan e Elena, com direito a coleta de sangue, o que daria um sentido um pouco plausível para esse detalhe que ainda considero uma tremenda falha. Por mais que Katherine tenha morrido humana, ela tinha sangue mágico e é uma doppelganger. Ela não é assim tão normal, né? Por isso, esse assunto ainda não faz o menor sentido para mim.

 

Para reforçar ainda mais a presença dos Viajantes, conhecemos Sloan que virou uma aliada do Wes por motivos que ainda não foram explicados. Pelo menos, dá para notar que essa parte da storyline ganhará mais importância e o foco é justamente detonar a vampirada.

 

Enzo e Damon deram uma sobrevida ao episódio e abraçaram o objetivo de destruir Augustine que continua com os experimentos. Em meio ao bailinho da solteirice, ambos estavam a todo vapor para capturar Wes, o último Whitmore. Por mais que meus sentimentos lutem entre o amor e o ódio com relação ao Damon, não tem como negar que ele arrasou de certa forma. Claro que Enzo se destacou mil vezes em comparação ao amigo de cela, além dele ter aquele sotaque muito sexy e aquele sorriso cretino. Sem eles, o episódio seria sem graça, pois não dá mais para focar toda a dinâmica da série em Katherine e não há outro personagem para dar foco, pois meio mundo está sem arco. Isso quer dizer que a série resolveu usar o que tem para tentar dar um resultado de antigamente, o que não tem funcionado tão bem.

 

Resgatar a Augustine foi a ideia mais inteligente que poderiam ter, pois amei essa storyline. Senti muito pelo Aaron, ele era bobão, mas legalzinho, e eu queria acreditar que mais coisas sobre a sociedade secreta serão reveladas. A cereja do bolo foi Damon ter sido infectado com o vírus e agora ser obrigado a se alimentar da própria espécie. Posso dizer que fiquei em choque com isso? Tenso vai ser ele não dar uma mordidinha em Enzo, pois é o que pressinto que acontecerá em breve. Uma reviravolta estava em falta, só não sei se o Salvatore vai dar conta disso, pois sabemos que ele vai girar no mesmo disco.

 

Vamos falar sobre os Salvatore

 

Damon: o retorno dele aos antigos moldes pode não ter sido grande coisa, mas não deixa de ser uma grande coisa. Afinal, dois Salvatore apaixonados pela Elena foi uma das coisas mais chatas que aconteceu no decorrer da quarta temporada. Um deles tinha que voltar a ser desalmado e, por mais que eu goste do Stefan nessa vibe, Damon responde melhor a ideia de cometer crueldade sem remorsos (sqn!). Conforme observava a jornada dele neste episódio, não senti veracidade como acontecia nas primeiras temporadas. Eu o achei meio patético e desesperado, e ainda não consigo engolir a motivação para ele voltar ao que costumava ser. Usar o toco dado pela fake Elena não justifica o que ele faz agora. Como disse, é tudo uma questão de escolha. Para mim, isso é desculpinha de um homem que, pela idade, deveria estar mais seguro de si e não agir como um bebê teimoso. Foi durante o comportamento dele no episódio que voltei à fase Elena desligada e Deus do céu como ela me tirou do sério. Não que o Damon tenha feito isso agora, mas a razão dele ter voltado a ser assim é intragável.

 

Eu pensei seriamente que Damon tivesse desligado os sentimentos, mas me lembrei de um discurso da Rose, lá na segunda temporada: chega uma hora que o vampiro é tão velho que se desligar não funciona mais. O que acontece é a camuflagem do que sente. É nesse ponto que Damon chegou e isso é imaturidade.

 

Lá na primeira temporada, Damon vibrava frieza, pois o objetivo dele era cumprir a promessa de atormentar Stefan para o resto da eternidade. Mais tarde, ele deixou bem claro que tinha se tornado o que é por causa de Katherine e quem o ajudou a melhorar foi Elena. Lindo! Porém, quando as coisas se acalmarem, duvido muito que Damon tenha peito em dizer que fez o que fez porque achou que Elena realmente tivesse terminado com ele. Os fins não justificam os meios na maioria dos casos e eu não sei como o lado incorrigível do Salvatore passará imune, sendo que isso não pode acontecer. Não foi Enzo que o impulsionou a voltar a ser cruel, pois Damon está indo no embalo porque não sabe lidar com a perda. Como disse Katherine, ele só age. Eu achei meio lamentável o vampiro chutar a lembrança de Elena como se ela não fosse nada e ainda considero um absurdo vê-lo agir dessa forma por causa de uma bica que poderia ser real. Imaginem se fosse de verdade? Mystic Falls seria destruída!

 

Confesso que fiquei feliz com o retorno do lado diabólico do Damon, mas ele não é o vampiro ardiloso que costumava me estressar nas primeiras temporadas. É uma versão mais triste e lamentável de um personagem que sempre mostrou um potencial incrível e que foi altamente descaracterizado. Nem dá para levar a sério o que ele fala agora, pois é tudo mágoa de cabocla. Damon não quer ser remendado, isso sempre ficou muito claro. Ele não sabe lutar com o que sente e era algo que o vampiro já deveria ter aprendido, pois não é possível que depois de tanto tempo uma pessoa não consiga ser capaz de contornar com mais estilo um coração partido.

 

Além de um possível caso Steroline, outra coisa que tem tudo para me fazer jogar TVD para o alto é a decisão final de Elena, e isso inclui voltar ou não com ele. Damon provou em 40 minutos que não tem maturidade para lidar com absolutamente nada. Será muito surreal Elena abraçá-lo de volta, cuja justificativa dele será (um exemplo): poxa vida, pensei que você tinha terminado comigo e resolvi desabafar com meu amigo de cela de 5 anos, pois criamos um vínculo – pausa para olhos lacrimejantes. Não, né? Vale lembrar que Jeremy quase se ferrou de novo. Por culpa de quem? Sem contar que é fácil esperar que Elena se comova com o fato dele ter sido infectado e eu espero que nada do que ele fez antes seja esquecido.

 

Stefan: ele também voltou à estaca zero, o famoso Stefan que limpa a sujeira alheia (ele bem que poderia fazer faxina aqui em casa, não ligaria). O que me deixou meio surpresa com o personagem nem foi o fato dele tentar impedir Enzo de contaminar a cabeça de Damon, mas a maneira como ele encarou o relacionamento Delena. Assim como as mulheres, homens também têm senso competitivo quando o assunto é amor e Stefan mostrou que não foi tão santo assim. Afinal, ele desejou que o irmão falhasse ao lado de uma nação inteira e boa parte das pessoas de Mystic Falls. Poucos amigos de Elena viam sucesso nesse relacionamento e não vejo nada de bizarro Stefan confessar que esperou por um escorregão e, ao ver que Damon se tornava uma pessoa melhor na companhia dela, ele simplesmente deixou tudo acontecer.

 

No final das contas, e mesmo com todas as investidas de Katherine, um detalhe que poderia muito bem fazer Stefan morder a isca de primeira por ele ainda amar Elena, o Salvatore escolheu Damon e isso me fez feliz. Quando o assunto é irmandade, meu coração se enche de amor e eu sou muito Team Defan. Ninguém melhor que Stefan para saber como Damon fica ao atingir o fundo do poço, o problema é que nem ele sabe como reverter o mal que o irmão provoca quando está consternado. Adorei escutá-lo dizer à fake Elena que gostou do que Damon se tornou perto dela. Achei muito legal ele tentar intimidar Enzo sendo que o problema mora no sentimento que o irmão ainda tem por Elena. O discurso dele no final do episódio foi tudo o que eu precisava ouvir e eu acho uma pena Katherine distorcer isso.

 

Por mais sonífero e boca aberta que Stefan possa ser, ele sempre vê o lado bom das coisas e das pessoas. Alguém na série precisa abraçar esse perrengue. O que ele falou para Katherine mostrou o autorrespeito que ele criou por si mesmo, uma compostura de um personagem que não ligava de pular do precipício para salvar quem fosse. Agora, ele reflete um pouco mais antes de colocar a mão no fogo. Isso vale para o momento em que ele chuta Damon, o momento de wake up call que pode mudar mais uma vez a relação entre os Salvatore.

 

Contudo, ainda acho uma automutilação ele jogar Elena para cima de Damon com o discursinho de que com ela, ele se torna melhor. Ah! Chega desse papo!

 

O episódio foi bem legal se for pesar Denzo e Katherine, mas ainda há muitas questões que precisam de respostas. Agora, a deixa ficou nas mãos de Damon e o fato dele se alimentar da própria espécie. Quero só ver o que vão inventar para curá-lo, pois não consigo ver uma saída.

 

Por outro lado, temos Tyler farejando Nadia e eu pressinto que ele vai descobrir a verdade sobre a pequena incursão de Katherine no corpo de Elena. Só uma coisa: karma’s a bitch!

 

A série volta no dia 27/02.
Stefs
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