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05/mar

Depois do feriadão prolongado, nada como continuar os trabalhos, não é mesmo? Muito bem! A ressaca pós-Oscar foi bem apropriada, pois, sem dúvidas, foi a melhor edição dos últimos anos. Para vocês terem ideia, a audiência ficou acima das expectativas, algo que não acontecia desde 2004, quando O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei fez o rapa. As tentativas funestas para que o show funcionasse permaneceram por árduos 10 anos até chegar Ellen DeGeneres para realizar um grande milagre.

 

Para uma premiação longa e que tende a ficar chata, Ellen conseguiu quebrar a monotonia e divertir tanto quem assiste como quem fica sentado por horas à espera dos ganhadores da noite. Com direito ao selfie que ultrapassou a quantidade de retuitadas da foto dos Obama e a pizza que fez as celebridades ser gente como a gente, o conjunto da obra superou qualquer expectativa. Tudo bem que em alguns momentos deu para notar certo desconforto da apresentadora e nem todas as piadas funcionaram, mas ela tirou a pose classuda de todo mundo ao tentar ser ela mesma na maior parte do tempo.

 

Vale mencionar as partes emocionantes desta edição do Oscar, como o vídeo em homenagem aos que faleceram do ano passado para cá, como também o vídeo sensacional focado nos heróis do cinema. Literalmente, a premiação me fez morrer de amor, especialmente porque as escolhas dos premiados foram bastante justas, a não ser por Leo DiCaprio que saiu de mãos vazias. Torcia por ele, mas Matthew McConaughey era unanimidade no meu coração. Sorry, marido!

 

Claro que os looks da noite mais glamorosa do cinema não passariam batidos aqui no Random Girl. Enquanto assistia ao red carpet, acredito que a mulherada estava com medo da chuva, pois todas foram minimalistas ao extremo. Confesso que não teve nenhum vestido bafônico e nenhum penteado surpreendente. As atrizes economizaram bastante, algo que aconteceu no Globo de Ouro. Em grande maioria, os vestidos foram de cores claras puxadas para o nude e para o prateado, uma unanimidade. A opção dos trajes foi ditada pela leveza, até mesmo no after party, onde a sobriedade das atrizes ganhou destaque. Todas se renderam a um toque mais natural, inclusive no make, sem exageros.

 

 

Minhas preferidas da noite foram Lupita Nyong’o e Idina Menzel. Para mim, elas arrasaram e humilharam as demais atrizes. Lupita se tornou uma referência fashion forte durante a maratona de premiações do cinema. Imaginei que ela fosse aparecer bem maquiada com cores fortes, um dos muitos pontos que sobressaíram no estilo da atriz. Porém, ela concentrou tudo no vestido e acertou no Prada. Lupita parecia uma princesa, com direito a uma tiara bem discreta que arrematou o look leve e perfeito.

 

 

Idina é linda e exótica. Ela chegou de Vera Wang e cantou de Reem Acra, duas grifes que figuraram bastante na premiação. Os dois vestidos que ela usou fizeram jus ao estilo classudo dela, versões longas e justas na cintura e no busto. Idina representa bem o caso de decotes em premiações como o Oscar, um detalhe que acho horrível quando é cavado demais. O vestido que ela usou para cantar Let It Go estava sob medida e a deixou bem romântica. O decote a valorizou e não a deixou vulgar. Não tem como contestar que ela era uma das mulheres mais bem vestidas do Oscar. Foi impossível não prender a respiração a cada aparição dela.

 

 

Se é uma coisa que ainda me deixa impressionada é a repaginada de Kelly Osbourne. Não tenho nada contra e nem a favor dela, mas compreendo perfeitamente tudo o que ela passou relacionado ao próprio peso. Ela estava divônica com o vestido branco Badgley Mischka, com alguns detalhes em dourado nos ombros para quebrar a impressão de noiva no tapete vermelho e se proteger da chuva. Ainda na escolha de vestidos claros, Cate Blanchett arrasou ao optar por Armani Prive. Quem também apareceu lindíssima foi a Jenna Dewan que mostrou boa forma depois da gravidez com o nude Reem Acra e Jennifer Garner se inspirou no figurino bem O Grande Gatsby com o franjado Oscar de La Renta.

 

 

Os vestidos escuros foram poucos, mas suficientes para se destacarem em meio às escolhas românticas da maioria das atrizes. Charlize Theron tem um Q de vilã e o pretinho básico da Dior só ajudou a intensificar essa impressão. A presença dela foi bem impactante no tapete vermelho, pois a escolha a tornou única. Vale mencionar o decote fechado, a parte mais babado do vestido. Emma Watson não causou frisson dessa vez ao preferir um Vera Wang que mais lembrava uma blusa com uma saia, não propriamente um vestido. Ela estava bem básica, mas linda.

 

Sandrinha seguiu o mesmo estilo de Idina ao optar por um modelo justo na cintura e no busto, sendo bem clássica no tapete vermelho com o vestido by Alexandre McQueen. Eu amei esse tom de azul! Viola Davis estava uma fofa, como sempre é, e honrou a noite ao ingressar na ala das coroas divas que reconhecem os limites do próprio corpo e da etiqueta exigida pela premiação ao optar pelo vestido da grife Escada.

 

 

As únicas que chamaram minha atenção no after party da Vanity Fair foi Amy Adams que escolheu um vestido branco da Carolina Herrera e o achei mais bonitinho em comparação ao azul que ela trajou durante a premiação. Quem chegou perfeita demais foi Evan Rachel Wood, cujo vestido Elie Saab a fez parecer uma personagem tirada dos anos 20. Kate Hudson trocou de roupa e arrasou com o look by Zuhair Murad. Morri de amor!

 

As menções honrosas ficam para Jared Leto que só faltou usar suspensórios para fazer cosplay de 11º Doctor. Ainda estou apaixonada pelo bow tie vermelho.

 

Premiação linda! Só gente diva! Tem como repetir todos os domingos?

Stefs
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