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20/mar

Mais um season finale de Pretty Little Liars chegou e devo dizer que o episódio foi muito bom. Ele poderia ter sido ótimo se a máscara da suposta/o A tivesse sido retirada, mas era pedir para que o Natal chegasse mais cedo. A série foi renovada e ela precisa de mais roupa suja para lavar. Confesso que não fiquei aborrecida com o fato de terem vendido uma ideia na promo e ter acontecido algo totalmente diferente. Fico cansada de ver o povo reclamar e dizer que Marlene nunca cumpre o que promete. Acreditem: a vida se torna mais fácil se você não cria expectativa sobre tudo o que envolve PLL. Jamais que a identidade de quem quer que fosse seria revelada, pois a trama morreria. É preciso pensar em continuidade. Já enrolou demais? Sim, mas enquanto a série for renovada, mais lorota será incluída.

 

O episódio foi um convite para sentarmos e escutarmos o que Alison tinha a dizer. Sendo bem realista, a personagem não conseguiu me convencer. Uma vez little bitch para sempre litte bitch. O que senti durante a narração do flashback é que Ali deu uma romantizada nos fatos. Até em si mesma, algo pertinente para quem é uma ótima contadora de histórias. Os momentos que me fizeram pensar assim foram quando ela consegue manobrar o embate com Spencer e jura segredo sobre o fato da liar consumir anfetaminas, como também a finesse ao lidar com Mona. Comportamentos totalmente sem sentido, pois Ali nunca teve bom caráter. Tudo que ela contou soou como uma despedida de quem estava prestes a morrer – muito conveniente porque quase todo mundo apareceu justamente naquela noite. A garota sempre preferiu as mentiras e acho que isso foi dado em grande dosagem. Ali precisa ganhar a confiança das liars e nada mais justo que bancar o Pinóquio.

 

Ali passou a viver acompanhando o tic tac do relógio. Ela quer saber quem é A e insinuou que isso deveria acontecer naquela noite. Caso contrário, teria que desaparecer, só que dessa vez seria para sempre. Noel fez uma aparição curta, mas que não deixou de gerar perguntas sobre o papel dele na vida da garota. Deu para sentir uma relação de confiança, especialmente porque ele foi o responsável em organizar a nova tentativa de fuga dela. Quando as liars ocupam os seus lugares, não teve como respirar direito e nem despregar os olhos da tela para não perder nenhum detalhe. O ritmo da trama foi arrastado por motivos justos, pois todo mundo queria saber o que houve na fatídica noite em que Ali deu “adeus” ao mundo.

 

Antes de entrar no flashback, fiquei bem revoltada com o comportamento de Hanna, Aria e Emily. Elas simplesmente viraram a página? Sério mesmo? A aparição de Ali foi um perfeito teste de amizade e eu fiquei bem contente por Spencer não ter sido inclusa na sessão abraço. Não só por ainda ter sido vista como suspeita de ter machucado Ali, mas porque ambas sempre foram incompatíveis. Ainda sinto que Ali usará essa lealdade das liars a seu favor. Ela já mexeu muito com Emily e sabe o efeito que causa se chorar um pouquinho. Independente disso, a estranheza entre o quinteto foi essencial para acarretar algum tipo de redenção. Eu não gostei tanto dessa facilidade de aceitação das liars por Ali. Uma delas tinha que ficar em alerta, mas todas se renderam ao filme de terror da garota. Eu sinto que há muito que se perdoar, especialmente por todas as tramoias que ela incitou contra pessoas queridas e contra o próprio quarteto. Por outro lado, Ali mostrou um medo real que a impede de voltar ao mundo que já lhe pertenceu. Será que ela não sente falta dos jogos, do domínio e da liderança? Duvido! Ali é muito duas caras. Essa pegada de vítima entalou na minha garganta.

 

Vou falar de algumas partes que achei interessantes do relato de Ali.

 

Ao perceber que estava sob ameaça, Ali começou a fazer uma lista de suspeitos. Claro que Ian estava incluso por causa dos famosos vídeos que poderiam comprometer não só o quinteto, como outras pessoas de Rosewood. Foi dito que os dois realmente tiveram um caso, que Melissa sempre exerceu o papel de empecilho. A irmã de Spencer nunca aparentou ser uma pessoa muito sã, pois, de certo, ela era bem obcecada por Ali de um jeito extremamente negativo. Não foi de surpreender ouvi-la dizer ao Ian que poderia machucá-la, pois esse era o efeito que a garota causava em todo mundo, com exceção dos machos que a ovacionavam. Meio mundo a detestava. Qualquer um iria querer afogá-la na privada, até eu.

 

Jenna também foi citada e dita como inocente depois de ser ameaçada. Os vídeos exerceram um papel fundamental para mover Ali ao covil de A e causaram terror em Ian que enlouqueceu por causa disso ao longo da primeira temporada de PLL. Conforme eliminava as pessoas da lista, Ali se sentia mais segura, prestes a celebrar a vitória em cima de A. Quando o N.A.T Club foi citado, comecei a matutar como há uma notável falta de informação sobre o grupo, assunto que deveria ser trabalhado com mais profundidade já que Melissa firmará estadia em Rosewood. Ian e Garrett foram eliminados, mas Jenna e ela ainda possuem conhecimento do que rolava lá. O lema deles é que viam tudo, mas o quê? Por que na primeira temporada esse assunto foi trabalhado para ser calado do nada? Quero “ibagens”!

 

Uma das cenas que não foram acrescentadas – até porque não faria sentido, pois o POV era de Ali – foi a busca que Melissa e Cia. fez no quarto da personagem atrás dos vídeos. Sem contar que a irmã de Spencer estava enfurecida naquela noite, provavelmente por Ian ter comentado que a rival estava de posse do material. O que aprendi com Melissa por meio do flashback é que ela deve ser a verdadeira maluca da família sem precisar de remédios para ter algum tipo de surto. Isso me faz crer que foi ela quem matou a garota que ocupou o lugar de Ali. Spencer foi inocentada da culpa de ter atacado a antiga rainha de Rosewood e toda aquela cena da pá foi explicada como uma criação da mente dela impulsionada pelo medo de ter feito aquilo, ou seja, não era real. De acordo com Marlene, Spencer não atacou Ali, mas o que fica de mensagem é que a liar carregou a pá. Mesmo capotada no celeiro, as dúvidas ficaram. CeCe chegou a ter um encontro com Melissa, um detalhe importante. Depois do cochicho da energética Hastings ao pé de ouvido de Peter, com a sede de provar a inocência da irmã, parece que a personagem promete mais suspense.

 

Ali limpou a ficha de Toby, Byron (notei um suposto erro de edição nessa cena porque o cabelo dela estava diferente. Sem contar a ausência da blusa de frio, algo também notado quando ela volta para casa. História não contada?), Spencer e das outras liars ao dopá-las. Não há como negar que a estratégia dela – se for verdadeira – foi bem sagaz. Por mais que soe real tudo o que Ali disse, podemos tranquilizar um pouco o coração com o fato de nenhuma das meninas pertencerem ao “A” Team, mas ainda acredito que uma delas não é flor que se cheire. Ainda defendo a ideia do quanto seria awesome alguém do quarteto ser uma bela de uma sacana. Compensaria por toda a enrolação do seriado.

 

Ezra também foi inocentado e o livro foi confirmado como um objetivo que ele sempre teve inspirado no primeiro encontro com Ali. O que doeu foi saber que ele gostava mesmo da garota ao ponto de ter ficado na bolha de ilusão e não ter notado o óbvio: que ela não passava de uma adolescente. Morri de rir quando Ali joga no Google o que o professor lia, o que só mostra como ela sempre foi perspicaz e manipuladora. Ezra ficou preso ao encanto dela e eu fiquei com tanta pena da Aria. Eu já pressentia que algo de ruim aconteceria com o personagem, pois não faria muito sentido ele continuar na série. Até porque, nos minutos finais, Ezra disse que sabia quem estava por detrás da máscara. A pergunta que fica é: como ele foi baleado, gente? Perdi o momento?

 

A cena não deixou de ser chocante e ao mesmo tempo bizarra, pois, quando ele cai no chão, Ali e Aria pareciam duas doidas em cima dele. Já acho válido Ezra morrer, porque criar um hate entre as ex-namoradas seria o fim da picada. Ali já causou discórdia demais. Caso ele não morra, é bem provável que fique um bom tempo de molho para aparecer milhões de episódios depois como aconteceu com Jason.

 

Em determinado momento, Ali achou que ganhou de A, mas acabou sendo apedrejada na porta de casa. WHAT? Isso não é loucura? A pessoa por detrás do black hoodie só pode ser um doido do Radley e um conhecido muito próximo dos DiLaurentis, pois isso foi o cúmulo da cara de pau. Ninguém daria a cara tapa desse jeito, ainda mais porque Jessica podia ver tudo pela janela. O impacto da situação me fez crer que esse cidadão ou cidadã fez o que fez já com o intuito de ser visto. Não dá para saber se houve uso de máscara, mas só pelo fato de Jessica ainda proteger essa figura é bem provável que ela saiba quem é. Por saber quem é, é lógico pensar que faz parte do convívio dela. O segredo que separava mãe e filha foi o fato de Jessica ter sido responsável em enterrar Ali e foi bem triste a parte em que ela conta que tentou fazer sinais e gritar para dizer que estava viva. Não acho que Jessica tenha feito isso por maldade, Marlene ressaltou a expressão de dor dela, mas a showrunner pode mentir.

 

Jessica foi o ponto mais importante da trama e abriu muitos vieses para refletir. Quando ela entra em cena, a mulher parecia alarmada com alguma coisa e pensei em problemas no Radley. Eu fui atrás de informações para ver se Marlene tinha comentado algo sobre a teoria das gêmeas de novo e ela defendeu o assunto como mitológico e não deu garantia concreta de que acontecerá. Porém, não é impossível. Spencer entrou na fila de ter uma gêmea, assim como Ali, mas quem pesa agora é Jessica. Há teorias que dizem que Marion, a mãe de Toby, seria a twin da Mrs. D. Porém, Marion teve que morrer para proteger outra pessoa. Quem? Daí se pergunta: Marion morreu mesmo? Peter estava muito afoito em dar esse assunto por encerrado quando apresentou uma conciliação para Toby. As suspeitas só aumentaram porque o pai de Spencer e Jessica têm um trato. Para proteger quem? Spencer? Ali? Eu? Você? Não há nomes concretos e as suposições aumentam. Quando Ali é golpeada, Jessica acabou como única testemunha, mas onde se encaixa o fato dela ter visto a filha discutir com Spencer? Onde estava CeCe que também foi cúmplice? Cadê o Jason que também viu a amiga da irmã com a mesma roupa e tudo mais? Onde ele estava afinal?

 

O que se sabe é que havia 3 meninas na mesma noite com as mesmas roupas, mas qual delas, além de Ali, realmente estava lá? CeCe não foi encaixada em nenhuma das cenas do flashback. Todo caso, Jessica esconde um segredo tenebroso. Ela jogou terra na cara da filha e pagou do mesmo jeito. Só uma pessoa muito familiarizada conseguiria se safar.

 

Ainda no relato de Ali, o encontro dela com Mona gerou controvérsia. Digo isso porque Mona já narrou um flashback na segunda temporada (2×25) em que conta que viu Ali como Vivian Darkbloom em uma loja. Um encontro inesperado, cujo tratamento foi digno de uma víbora. Pelo ponto de vista de Mona, foi nesse momento em que ela pediu para ser popular, o que anula as dicas gratuitas de Ali antes de sumir de Rosewood. Ou foi incoerência de trama ou alguém mentiu. Meu voto é em Ali, pois jamais que ela agiria de forma tão doce. Sem contar que foi muito sem noção Mona levá-la de volta ao hotel, sendo que o covil dela estava ao lado. Vale lembrar que a ex-BFF de Hanna tem problemas psicológicos, isso ficou marcado no season finale da segunda temporada, e, provavelmente, ela tem problemas de personalidade. Não é à toa que a personagem ganhou de novo um requinte à la Norman Bates. A ajuda parecia uma bênção para Ali, pois foi com Mona que Vivian Darkbloom virou a identidade oficial dela, largando pistas que as liars seguiram.

 

O interessante desse plot é que Mona gerou dois vieses a se pensar:

 

1. O papel de Mona no “A” Team foi apenas para saber quem é A para ajudar Ali. Afinal, ela não sabia quem era o chefe do time, algo dito no season finale da 3ª temporada.

 

Ou

2. Mona salvou Ali por estar aliada sabe-se lá com quem (A?). Ela salvou a garota e a norteou para depois persegui-la. Essa é a ideia que ficou conforme o relato de Ali, o que a fez sair da penumbra para proteger as liars. Mas temos o incêndio e ela não aproveitou a chance de vingança ou de ter respostas de Mona por quê?

 

Fora do flashback, a aparição de CeCe não causou estardalhaço. Ela jogou com Gabe e deve ter contado coisas sobre Spencer, talvez, para desviar a atenção de alguém. A personagem parece uma testemunha importante, até por afirmar que sabe quem foi morta no lugar de Ali. O que me deixou com a pulga atrás da orelha é que a personagem não surgiu no flashback. Onde estavam as duas loiras de blusas amarelas? Pura invenção de uma mente bêbada do Jason? Vamos combinar que ele não é a pessoa mais confiável e isso ficou provado no episódio da semana passada. CeCe criou um plot em torno dos Hastings, a família que também esconde muitas coisas sobre aquela noite. Ela foi muito tranquila, até mesmo em dizer que Ali estava viva, e o motivo dela ter matado Wilden também não foi esclarecido.

 

A testemunha de Gabe era A, sem dúvidas, só pelo fato de como Jessica terminou. Matando um coelho, essa pessoa foi atrás do outro. O final foi digno do susto, ainda mais quando Ezra aparece com o boné na cabeça. Não pensem que A pode ser um homem por causa do porte físico, até porque Marlene deu a dica de focar no porte atlético. Essa pessoa é um mutante que consegue pular de prédios.

 

Fazendo um adendo: no previously, houve o resgate do término Paily. Na hora do salto, pensei na Paige. Não há muitos homens em Rosewood com destaque no momento, não é? Tô ficando bem doida já, percebam.

 

Dúvida: Ian e Ezra disseram que Ali não dormiu com eles. Então, quem foi o responsável pela suposta gravidez dela. Wilden? Gross.

 

Ali não abriu o jogo totalmente. Ela deu o que as liars precisavam saber e há muitas brechas. Acredito que a personagem seguiu a dedo o fato de criar uma mentira – nem que fosse parcial –, pois é mais interessante que a verdade. Só acho que ela tentou garantir o dela, pois é muito fácil criar situações e ditar comportamentos de boa amizade sendo que as liars estavam dopadas e não podiam contestar nada. Faltaram muitas coisas e várias afirmações dela foram incoerentes se formos considerar o que já aconteceu na série. Esse flashback deve ter, no mínimo, 90% de mentiras. Os outros 10% representam o verdadeiro medo dela de A.

 

Foi um season finale muito boa que deu o que precisávamos saber. Pouco material para ter mais motivações para a próxima temporada. Se isso mudará todo o contexto da série, não sei, pois não vi nada de mais além da ameaça chamada A. Só. Bem suave…

 

Agora, teremos uma folguinha e eu queria agradecer quem lê minhas resenhas de PLL. Nos vemos na próxima temporada. <3

 

Fonte das minhas citações: Inside TV

Stefs
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  • heyrandomgirl

    Olá Priscila, obrigada pelo comentário. Ansiosa para a próxima temporada já. Hahahahaha

    Beijosss!

  • Priscila Andrade

    Excelente resenha, como sempre!!!!