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02/mar

Meu Deus! Eu pensei que morreria se The Tomorrow People não voltasse logo. Ainda mais por estar com aquela sensação de despedida, pois ainda desconfio da falta de tato da CW em querer cancelar uma série que tem mostrado tanto potencial. É meio triste quando algo tão bom é mensurado por audiência. Desde o começo, TTP mostrou ser aquele tipo de seriado que cresce aos poucos juntamente com os atores que amadurecem na telinha junto com a trama. Não houve reciclagem de cast, algo muito comum do canal que não tem vergonha na cara de colocar os mesmos rostos em séries diferentes. É praticamente uma heresia tirar os seres do amanhã do ar. Porém, vivemos em um mundo de modinha, onde as séries com a faceta mais teen conseguem sobreviver um pouco mais. Além do retorno de Heroes, eu queria sonhar que TTP fosse renovada como presente de aniversário adiantado.

 

A confirmação de renovação ou cancelamento só acontecerá daqui algumas semanas e TTP continua com a jogatina de colocar todas as cartas na mesa para ganhar um pouco mais de atenção. Este episódio não foi tão bom quanto os dois antes do hiatus, mas isso não quer dizer que não tenha mostrado potencial. Mais uma vez houve uma reviravolta arrebatadora e o peso da ação não foi tão forte quanto o emocional, cujo tema central foi família. Marla tinha muitas explicações para dar, mas só informou o que é útil para Stephen enquanto pensava em uma rota de fuga. Ela é um ser do amanhã e Roger não sabia. Enquanto um tentava lutar contra o Fundador o outro protegia os filhos, mantendo o segredo por anos. Marla ganhou muito minha admiração por sair da suposta faceta de mulher boba e se revelou bem forte para quem só parecia sofrer pelo marido que a abandonou. Sem contar que ela se apresentou como uma pessoa prática que tem tudo na mão caso aconteça uma tragédia.

 

Dentro da mesma temática de família, Jedikiah deu o ar da graça e foi o grande sacana do episódio. Afinal, ele pareceu com toda aquela expressão prestativa, cedeu a Stephen uma visão valiosa do passado dele com Roger e se mostrou muito solícito com os Jameson. Quando Jed compartilha uma memória particular com o sobrinho, fiquei bem empolgada, pois faltava apresentar essa outra fatia da história que, até então, era misteriosa. A princípio, achei que ambos representavam aquele tipo de irmandade equilibrada apesar dos pesares, mesmo com a divisão de interesses. Porém, Jed é fiel ao Fundador desde sempre e luta contra os seres do amanhã por mero recalque enquanto o irmão estava engajado em rebater tudo isso. O que intrigou foi o ultimato de Roger sobre a possível captura dele caso tudo desse errado. Juntando as peças, nada mais inteligente que usar John para fazer o trabalho sujo, pois Jed sairia como o cão arrependido que tentou proteger o irmão, mas sem sucesso. O pesquisador nunca escondeu o rancor de não ter nascido com poderes, o que o faz agir por egoísmo.

 

Esse assunto rebateu no caso semanal que envolveu os gêmeos Nathan e Cyrus. Um era paranormal e outro um humano. A aparição deles não só serviu para deixar a mente cruel de Jedikiah trabalhar a mil por hora, como também trouxe de volta a pauta do Projeto Anexo, pois, até então, na mente da sociedade inteira de seres do amanhã, John e Killian eram os únicos capacitados a matar. Tudo não passou de um mal-entendido que terminou em tragédia. Foi incrível como os dois personagens foram responsáveis em causar caos sem se esforçarem muito. De um lado, Jed queria fazer o transplante de poderes ao alimentar a ambição do gêmeo humano que era o reflexo do pesquisador, especialmente quando ele faz aquele discurso que mais parecia palavras para si mesmo. Do outro, Cara e Stephen entraram em uma competição para ver quem os capturava primeiro, o que gerou uma treta interna.

 

Se Cara queria ganhar meu desafeto, ela conseguiu. Juro que queria dar uns tapas na orelha dela. A personagem começou tão bem a temporada para se tornar uma narcisista insensível que, agora sem John, tenta provar a todo custo que sabe ser líder. Pois bem, ela não sabe. Cara é ótima estrategista, mas não sabe comandar sem impor os próprios desejos. Como disse John antes do hiatus, ela gosta de ser obedecida sem ser contestada. A personagem se achou a rainha do camarote durante o episódio ao ponto de usar um problema sério para dominar outro que, no caso, foi eliminar Jedikiah. Cara passou dos limites por ser impulsiva e tentou se provar pela milésima vez, o que deixou um rastro de sangue como lembrança de novo. Meu sonho realizado foi vê-la pedir para John voltar e, o mais bonito, foi ele dar as costas para ela. Até o Russell não curte a liderança dela. Quem dirá os outros seres do amanhã.

 

Stephen ganhou mais do meu respeito neste episódio por não ter segurado a língua para emparedar a mãe, muito menos destratar Jedikiah e não poupou as patadas para cima de Cara. Esse é meu garoto! Sem John, as coisas começaram a se perder e Cara chegou a ter planos tão desesperados para vencer que não se importou nem com os riscos contra a família de Stephen. Eu reconheço todos os defeitos de John como líder, pois ele não passa de um velho resmungão em alguns momentos, mas ele tem o mérito de escutar as pessoas, algo que Cara passa por cima. Stephen apenas jogou a real e foi libertador.

 

John foi adotado por 1 dia pelos Jameson e morri de amor, pois tudo lembra Roger. A amizade que Stephen e ele têm construído juntos está magnífica ao ponto deles começarem a falar bem/mal de Cara. Melhores pessoas esses dois! Ambos possuem tudo para serem não só bons parceiros contra os agentes Ultra, como bons irmãos, pois eles se entendem com muita facilidade. Da mesma forma que John ficou preocupado com Stephen, o mesmo aconteceu neste episódio, só que ao contrário, uma amizade que tem dado certo mesmo com Cara no meio. Ele partiu meu coração ao conversar com Marla sobre Roger e ao fazer o jantar para a família. John é uma pessoa muito boa, rabugenta sem sombra de dúvidas, mas ninguém pesa na balança o quanto ele já sofreu por ser um filhote do Projeto Anexo. Foi formidável ele deixar Cara a ver navios, o que demonstra que, mesmo a amando, ele tem opinião própria.

 

Por mais que o Projeto Anexo não tenha sido comentado com clareza, o assunto voltou à tona de um jeito diferente, pois agora o papo é transplante de poderes. Mais uma vez, a série deixou no nosso colo as malditas reticências do que poderá acontecer. Roger naquela redoma, todo congelado, me fez ver que Jedikiah é um gênio e que não haveria ator melhor para interpretá-lo que o Pellegrino. Com a perda dos gêmeos, o pesquisador não parará e meu medo é que ele tenha a ideia brilhante de testar Luca e Stephen. Está aí uma chance de Marla crescer na trama para proteger os filhos com afinco, ainda mais agora que ela sabe que os Ultra caçam seres do amanhã.

Stefs
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