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07/mar

Eu achei que meu coração fosse saltar no meu colo com este episódio de The Tomorrow People. A adrenalina correu solta, não só no momento em que o assistia, mas também por causa do desespero de ver a gangue até então liderada por Cara ameaçada graças ao retorno de Julian. Quando soube que o personagem voltaria, era de se esperar que nada de bom aconteceria. Ao menos, não para Cara. Porém, o foco dele foi destruir aqueles que estavam embaixo da asa do seu antigo rancor, impulsionado pela raiva de ter perdido tudo, até a própria gangue. Julian foi o responsável em levar a trama ao limite e deu para notar um pouquinho de presa para concluir determinados plots. Só no dia 17 saberemos se a série será renovada e já há a confirmação de que ela será uma das primeiras a ter a temporada finalizada pela CW. Chorando desde já!

 

Independente dessa apreensão que me mata a cada dia, a trama começou no auge, com a invasão de Julian no território de vidro de Jedikiah. Sentado na cadeirinha que o condenaria a uma vida sem poderes, as coisas se tornaram mais interessantes quando ele propõe ao pesquisador um prato cheio de seres do amanhã. Não quaisquer paranormais, mas os protegidos por Cara. Claro que isso desconcentrou Jed, pois era óbvio que ele achava que a bagunça era de John, mas, mesmo assim, ele não refutou a oportunidade e não se esqueceu de ser sádico ao ponto de colocar um explosivo no nariz de Julian. O personagem representou um ótimo vilão desde a primeira aparição e não queria que ele morresse. Contudo, o tempo que lhe foi dado acarretou uma onda de terror e fiquei com o coração na mão por temer a segurança dos meus queridos paranormais. Julian me tirou do sério ao se atrever machucar Charlotte e dar uma sabotada básica em Stephen, mas são coisas de vilão e ele arrasou.

 

Uma das coisas que sempre me matou de curiosidade foi como aconteceu o primeiro encontro entre John e Cara. Fiquei tão contente com essa abordagem neste episódio, mas admito que esperava um pouco mais. Não houve uma surpresa gigante quando eles se cruzam dentro do metrô, algo esperado, claro. Não dá para imaginar outro lugar onde ambos se conheceriam, mas sou uma garota que ama fantasiar e tinha uma visão dessa situação um pouco mais arrebatadora. O flashback serviu para mostrar que John já assumia o grupo de seres do amanhã, o que me fez acumular um pouco mais de desgosto do comportamento atual da Cara. Ela foi adotada e deu sorte do paranormal mais top se apaixonar e lhe dar liberdade para “governar”, especialmente por ser uma telepática incrível. Durante essa cena, não pude deixar de me perguntar como Cara se tornou tão durona, sendo que a personagem sempre pareceu uma tolinha. Nada como conviver com dois homens implacáveis.

 

Essa parte do passado de John e de Cara também serviu para dar respaldo às temáticas do episódio que foram as questões de ter medo e de pertencer. Na parte do medo, John e Astrid me fizeram sorrir que nem uma bobona. Posso dizer que shippo eles demais, sem ninguém brigar comigo? Nunca superei a cena em que ele a salva na audição de música. Ainda choro litros por dentro só de relembrá-la. A conversa curta via Skype foi tão gracinha, bem como a maneira como John tentou quebrar o medo que Astrid sentia só de pensar em estar ao redor de Stephen. A cena do metrô foi tão maravilhosa, pois foi neste momento que eles fomentaram o início de uma relação de confiança. Se for para os dois se gostarem, eu dou todo apoio, pois os personagens começaram a construir uma história, algo extremamente importante para qualquer shipper. Sinceramente, não sei como John suportou Cara por tanto tempo e vice-versa, pois os dois são tão incompatíveis. Nem acho que Stephen combine com Cara também para ser bem honesta. Os amiguinhos ficam tão bem perto da Astrid – essa sou eu querendo mudar o triângulo amoroso. Porém, o bromance Stephen e John ainda é a melhor coisa de TTP. Melhores pessoas esses dois.

 

Uma das coisas que me deixa feliz é ver John sorrir. Perto de Astrid, o personagem conseguiu ser ele mesmo. Algo que, talvez, nunca lhe foi oportunizado, pois ele sempre ficou no posto de agente Ultra e, mais tarde, de líder de um esconderijo cheio de paranormais. John ficou mais natural neste episódio, sem a expressão taciturna, e deu para notar que o personagem também tem os próprios medos e também sofre com a ideia de não pertencer a canto nenhum. Cara é o que ele entende de lar, bem como os paranormais no subsolo, mas, até o convite para se retirar, John achou que era desimportante. Ele é um tremendo amigo com pinta de paizão. O cara é absolutamente essencial e um ótimo apaziguador. John se importa, demais, ao ponto de se fazer necessário. Quando ele faz o café da manhã de Stephen e olha a foto do amigo com Astrid, ficou evidente do quanto ele pulou altas fases da vida, especialmente a adolescência. Está claro que John sente falta disso e, provavelmente, ele acredita que se jogar na frente dos outros é a única maneira de resolver alguma coisa.

 

Esse sentimento de valor foi muito bem representado por Charlotte, outra pessoa que não escondeu o quanto John precisava retornar para o que Astrid chamou de covil. Ninguém estava satisfeito com Cara, porque ela não sabe comandar. Tudo bem que eu entendo o histerismo dela em impedir John de fazer uma burrada suicida ao tentar recuperar Charlotte, que se atreveu a ir atrás dele em uma atitude totalmente fofa, pois ele não se importa em se sacrificar pelo próximo. O fato dele se jogar na frente das pessoas pode ser um ponto ruim, mas é a forma que ele encontrou para proteger quem ama. John disparou em defesa de Cara no flashback, o mesmo ele fez por Astrid, e não seria muito diferente com relação à Charlotte.

 

Posso dizer que não fiquei tão contente com o revival Cara e John? O que notei neste episódio é uma brincadeira a la Julie Plec de mudar os casais para gerar confusão, pois não há nada definido ainda. Quem viu a promo do próximo episódio, sabe que Stephen também não ficará fora da pegação, o que o afasta por algum tempo do que ele sente por Cara. Meu coração já está confuso, acho bom resolver isso logo, pois sou velha e não tenho mais disposição.

 

Por falar em Cara, ela começou o episódio irritante, mas, no final, diante de Julian, ela voltou a ser a garota kick ass que me encantou no começo da temporada. Tudo o que ela precisava era de um estímulo e isso aconteceu com o retorno de John, onde ambos, ao lado de Russell, fizeram o final da trama ser incrível. Gosto dela assim, em ação, de maneira que todos participem. Ela não sabe lidar com as coisas sozinha e isso ficou muito claro neste episódio.

 

Jedikiah me deixa na corda bamba. Uma hora ele está malvado e na hora está quase chorando. A obsessão dele por Roger e pelo transplante de poder parece que nunca existiu pela maneira como ele ficou desesperado por causa de Stephen ter se tornado refém de última hora de Julian. Ele tinha lágrimas nos olhos e nem me atrevo a dizer se foi falsidade. Sei lá. Por mais que ele tenha essa sede de ser um paranormal, o personagem é muito dual por causa do papo de família ou, quem sabe, por saber que o sobrinho tem valor. Sem contar que Jed demonstrou um gosto de terminar a guerra, mas, na mente dele, isso só acontecerá quando ele adquirir os poderes de Roger. Já prevejo a tragédia!

 

Stephen ficou jogado para escanteio, pois este episódio foi voltado apenas para a relação John e Cara. Eu tenho dó dele, pois o personagem é arremessado de um lado para o outro por causa da tarefa de agente duplo. Fiquei bem contente ao vê-lo na companhia de Astrid, pois acho a amizade deles tão gracinha. Quase morri quando ele fez aquela cara sapeca ao jogar a indiretinha sobre John para a amiga. Ainda bem que eles superaram o que aconteceu, pois acho a amizade deles preciosa. A parte boa de todo o caos é que Stephen conseguiu manter a identidade, algo que Julian sacou e surtiu como um ponto de ameaça. Com seu papel ainda segredado, o encerramento do episódio foi mais uma deixa sobre o plot principal que é trazer Roger de volta, agora com um arsenal de instrumentos voltados para experimentos, onde apenas um fez amizade com Stephen. Ainda acho que ele encontrará o corpo do pai ao adentrar por uma porta errada. Seria louco!

 

CW, por favor, renova TTP!

 

A série retorna no dia 17 de março. Sim, ela será exibida às segundas-feiras.
Stefs
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