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19/mar

Então que a CW começou com a zoeira ao colocar The Tomorrow People para ser transmitida às segundas-feiras. Só sei que a audiência foi mais ou menos, mas bateu a finale de Gossip Girl. Não sei comedir se isso é bom ou ruim, pois Blair e Serena perderam o apelo lá na terceira temporada e para uma series finale, cuja pauta importante era saber quem era a “garota do blog”, considero a demo que TTP conquistou bem razoável. Ainda não há nenhuma confirmação sobre a renovação da jornada dos seres do amanhã, mas deu para notar que as coisas poderão ficar mais corridas e desesperadoras só pela conclusão deste episódio. Afinal, o mínimo que podem fazer é fechar a temporada, o que acho bem justo se não houver renovação. Sem contar que os personagens estavam tarados e sexies demais, não?

 

O episódio desta semana deixou a parte mais relevante da trama camuflada. Tudo foi muito suave, cujo previously já deu aquele gosto de que o retorno de Roger pode estar mais próximo do que imaginamos. A trama não criou nada estrondoso, mas se apoiou bem na temática de super-heróis que trouxe não só cenas de ação de primeira, como também mais um ponto para fazer os paranormais do seriado refletir. Afinal, eles já nasceram com a espada, o que custa matar alguns dragões? A pegada de heroísmo era algo que faltava citar em TTP para encucar essa turma que, na maior parte do tempo, fica nas sombras com medo dos agentes Ultra. Claro que não dá para criar vingadores e justiceiros, pois isso não faz parte da proposta da série. Foi legal ver como o assunto afetou os envolvidos, especialmente Russell. Achei muito bacana essa abordagem, pois é impossível não imaginar pessoas com poderes especiais sem capas e máscaras.

 

A parte boa é que o assunto centralizou Russell que estava bem apagado, resumido ao posto de bobo da corte. Ele pode ser bem crianção, mas acho que é por falta de uma oportunidade na trama. O dia dele chegou e o gigolô brilhou. Os flashbacks da vida dele pareciam esquecidos até voltarem à trama para mostrar mais uma parte do que ele fazia a 4 anos atrás. Por meio dele, conhecemos Talia que parecia uma paranormal qualquer, mas que se revelou como detentora de um grande coração. Ela ajudou na formação das Red Avengers que passam os conhecimentos de garota para garota, em diversas partes da cidade, para combater os dragões. Eu gostei bastante do viés da storyline de Russell, de saber que ele inspirou algo, pois o personagem nunca pareceu ser interessante além de ser engraçado. Cara tem o passado conturbado desde que foi expulsa de casa e John um passado bem pesado por causa do envolvimento com Jedikiah. Russell parecia um zero a esquerda, mas ganhou meu respeito, especialmente por desafiar Cara e bater no peito de que ninguém nasceu para viver escondido.

 

Uma das coisas que amo muito em TTP são as cenas de ação. Este episódio não poupou nos golpes e nos teletransportes. Quem merece uma salva é Mallory que arrebentou e sambou. Quem é Cara na noite perto dessa diva, hein? Eu gostaria de pensar que a super-heroína retornará para mais um monte de episódios, pois, por mais que a trama tenha sido morna, a ação compensou muito. As menções de Mallory aos heróis populares me deixaram com palpitações e o otimismo dela não deixou de ser um ponto relevante e bastante inspirador. Sem contar o figurino arrebatador com direito a máscara. Morri de amores, admito!

 

Quem também teve destaque foi Hillary e ela é muito awesome. Porém, ainda não consigo confiar nela mesmo perante todas as inseguranças. A personagem é disciplinada, focada e chata por motivos plausíveis, o que me fez respeitá-la. Alguém precisava questionar o tipo de trabalho feito pelos Ultra e nada mais sensato que ser uma pessoa envolvida. Stephen não vale, pois ele já tem a mente feita. Hillary trouxe a mesa o papo dos benefícios de ter poderes para poder salvar as pessoas e que não faz o menor sentido caçar uma super-heroína que protege uma família de uma gangue perigosa. Estão explicados os motivos que a fazem ser tão certinha e foi bem fofo ela dizer que Stephen a amolece. Falando na dupla, não sei muito bem o que pensar deles ainda, mas aprovo. Como disse no review passado, Stephen – e John – são mais legais longe da Cara. Espero que Hillary tenha um papel maior, pois ela tira facilmente o foco da protagonista que não está lá mais essas coisas.

 

Alguém mais sentiu falta da Astrid? Nunca pensei que fosse dizer isso, pois ela foi a primeira personagem que não curti. A saudade não se deve por questões de shipper (#Jastrid), mas porque ela traz algo de positivo para o John. Quando o personagem respira o mesmo ar que Cara, tudo fica muito chato. Ele fica mala. Argh! Não tenho nada contra a pegação do casal, mas John precisa sair desse caminho. Quis morrer quando ele diz que está preocupado em misturar trabalho com prazer. Tipo, oi? Pare já, John! Ele perde todo o brilho e potencial perto da “namoradinha”, especialmente agora que não tem muito que fazer a não ser ficar sentado à espera da chance de aborrecer Cara ao tomar iniciativas segredadas que tendem a dar mais certo que todas as ideias da atual líder. O paranormal voltou aos ares ranzinzas, mas o bom é que o lado sensato dele não morreu. Ao deixar Morgan ir atrás de Jedikiah, lá estava o respeito dele por Stephen. #VoltaAstrid

 

O domínio desconfortável de Cara ficou muito claro neste episódio. John ficou calado. John deu sugestões. John queria fazer, mas não fez. Ela não deixa ninguém tomar decisões ou partido de uma situação. Só ela pode falar. Só ela pode dar ideias. Achei uó ela tirar todas as esperanças de Stephen quando o assunto Roger ganhou atenção, bem como a falta de necessidade dela ficar bolada porque John mandou Morgan ler a mente de Jedikiah. Cara foi até bem baixa ao jogar na cara do parceiro que a paranormal estava grávida e ao insinuar que ele pisou na bola só por causa do fator sexo. Please, grow up! A liderança de Cara é intragável, pois ela não deixa ninguém fazer absolutamente nada. Achei até inédito a paranormal ter uma ideia – sem influencia de John – para salvar o dia. John e Cara não são os melhores parceiros, pois os dois ficam chatos ao mesmo tempo e não dá para suportar. Claro que líderes precisam se impor, mas não precisam ser tão malas. Aulas para Cara já!

 

Então que o dispositivo encontrado por Stephen era praticamente uma perna de Roger. O início do episódio me deixou meio tensa por causa da ideia do corpo dele estar congelado aos cuidados de Jedikiah. Eu comentei que Stephen entraria pela porta errada e encontraria o pai. Bem, ele foi mais certeiro do que imaginava. Por mais que ele tenha se divertido ao bancar o herói e curtido um flerte com Hillary, a necessidade de encontrar Roger sacudiu o emocional dele e eu senti todos os meus músculos ficarem tensos. Quando a cena final se abre, eu queria bater na cara da Julie Plec. Socorro! Agora o que pega é como Roger voltará à vida. Afinal, Stephen está na zona de risco. A esperança é um contato com Cara, mas a fachada Ultra parece muito bem protegida e já começo a temer pela vida dele.

 

Alguém viu as fotos que promoveram o teletransporte da série para segunda-feira? Eu não queria levar as indagações a sério, mas não tem como. Um deles trairá os demais, um deles morrerá, Russell pode ser líder, Astrid uma break-out, etc. Esses spoilers nas entrelinhas é muito a cara da Plec. Se ela matar um dos personagens vou comprar minha passagem para visitá-la na CW. Já me basta o que ela deixou acontecer em TVD.

 

Agora, nada mais digno que chamar a NASA para o fato de Jedikiah ser pai. Pausa dramática.

Stefs
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