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23/mar

The Vampire Diaries retornou do hiatus e mostrou o novo plot que girará em torno dos Viajantes, o que trouxe para meu desespero o assunto dos doppelgangers de novo. Eu deveria ficar muito feliz com isso, pois nunca é demais ter várias versões do Paul na série. Já tinha sido confirmado na Comic-Con do ano passado que esta seria uma pauta a ser desenrolada nesta temporada, mas admito que me sinto como o Damon por não aguentar mais escrever esta palavra. Com o novo viés na trama, espero que as coisas fiquem mais interessantes. A 5S está uma droga na maior parte do tempo, mas se tem uma coisa que TVD costuma acertar bastante é em mitologias. Ainda há esperança, vai saber! Este episódio foi bem envolvente, todo mundo voltou a respirar sem Katherine e os Viajantes chamaram a atenção, e não acho nem um pouco vergonhoso pedir por mais deles.

 

As expectativas para o retorno de Elena foram altíssimas e, depois de 3 semanas, ela encarou o mundo real sob a própria lupa e a situação lhe deu uma baita crise de identidade. Sem contar que ela teve que engolir a seco a chateação por todo mundo não ter notado algo de errado e teve que lidar com o gracejo de ser contaminada com um vírus letal. Eu gostei do que aconteceu com a personagem, pois comentei nas resenhas passadas que tinha suspeitas de que Elena poderia “sentir” o que Katherine causava enquanto era parasita de seu corpo. Tudo bem que todas as alucinações foram motivadas pelo vírus, mas elas não aconteceriam com esse viés se Elena estivesse preocupada com outros assuntos. A Santa Gilbert sentiu tudo, sem poder fazer nada, e seria insensato se ela retornasse com o emocional inabalado.

 

Por mais que tentem, Elena não consegue ser a mesma garota de antes. Não que mudanças não sejam positivas, mas detonaram a personalidade e o caráter dela. Muitos dizem que é culpa do Damon, eu até assino embaixo, pois ela deixou de ser a mesma desde que ficou com ele. Por mais que ela agisse de forma impulsiva por causa do vírus, o duelo moral surgiu tarde e não foi eficiente. Às vezes, acho que nem ela liga mais para si mesma. É como se ela tivesse desistido e se apoiado nos Salvatore para ter algum tipo de identidade. Ao olhá-la nas alucinações, revoltada porque ninguém a reconheceu, só se percebe o quanto a personagem já está distorcida e eu não vejo uma rota de retorno. O fato de ninguém ter notado que a Elena de 3 semanas atrás estava fora dos limites é uma prova de que ela já é detentora de atitudes semelhantes as de Katherine. Ela mudou para pior. Tornou-se uma protagonista nada heroica e cheia de frescuras. Foi o cúmulo vê-la anunciar de novo o ódio por Katherine, o que a fez soar patética, especialmente ao queimar tudo o que a rival usou. Elena não tem mais pré-julgamento e ela mesma reconheceu isso no final do episódio. Ao invés de encarar o novo impasse, a Santa Gilbert se reteve a culpar uma pessoa que saiu vitoriosa de qualquer maneira.

 

Elena tem grandes dificuldades em reconhecer as próprias burrices e eu só quero ver quem levará o fardo daqui por diante, pois a doppelganger rainha foi passear no dark world. Eu achei meio repetitivo ela resmungar sobre a inimiga, mas, ao mesmo tempo, foi excelente porque Elena se voltou para dentro a fim de tentar entender porque ninguém associou que a garota que dedou o caso promíscuo de Caroline, que terminou com Damon e que seduziu Stefan logo em seguida não era ela. Será que Elena já não é uma wannabe Katherine há muito tempo? Basta se lembrar da fase dela sem humanidade. Ela era um projeto vergonhoso de maldade e de promiscuidade. A Elena do passado realmente não dançaria em uma mesa de bar e não tiraria a blusa. Não chamaria o irmão para beber. Não daria em cima de Stefan depois do término precoce com Damon. A pior burrada é terem transformado Elena em vampira e não saberem usar o plot de maneira que a valorizasse. Parece que todo mundo se esqueceu de que a personagem nunca quis ser do jeito que é e, às vezes, penso que ela nunca superou isso e tocou o foda-se (sorry pela palavra, mas não encontrei outra que pudesse me representar).

 

Dentre todas as alucinações, uma das que mais marcou foi entre Steferine feat. Stelena. Que coisa mais sexy, não? Eu queria muito ver a cena em que Elena lia o diário de Katherine e não esperava esse tipo de pegação imaginária logo em seguida. As cenas entre Paul e Nina em TVD sempre são muito bem-vindas em qualquer fase doppelganger. Os dois possuem uma química muito forte, deu até para sentir a paixão da Katherine e do Stefan (que achava que era Elena). Contudo, a interação me fez ficar incomodada, pois o objetivo era relembrar que a série não se esqueceu da porcaria do triângulo amoroso. Por outro lado, essa cena foi bem impactante, especialmente quando Damon surge para reforçar o assunto. Com a chegada dele, me toquei que ainda não teve um confronto entre os três. Espero que isso nunca aconteça, pois Stefan está totalmente em outra vibe. O bom é que o surto da Elena, especificamente nesta alucinação, trouxe mais aspectos da dualidade do caráter dela. Isso aconteceu quando ela tentou transformar Luke, o novo personagem, para se alimentar e caiu em si porque é errado. Ela não é assassina, mas não pensa duas vezes em agir como tal.

 

Confesso que, enquanto ela sofria com o vírus, fiquei com pena, especialmente por ela ter sido feita de babaca por tanto tempo por causa da falta de tato do namorado irresponsável que não abriu o jogo sobre o fato de ter matado Aaron. Sei que o ódio ao redor dela ultimamente é altíssimo, talvez, ela tenha merecido ser feita de tonta por Damon, não sei, mas o fato de ela estar desorientada deveria ter feito o vampiro ser mais honesto. O bacana desse dilema de Elena é que ela começou a processar os próprios valores que se perderam totalmente a partir do momento que ela engatou um relacionamento com o Salvatore. Isso já é totalmente culpa dela, pois a personagem mesma disse que ele era uma péssima escolha. Mesmo assim, Elena continua crente de que pode mudá-lo, sendo que ela já mudou demais por ele. O esforço nesse relacionamento – se é que há algum – só vem de um lado, pois Damon não mostrou neste episódio que estava a fim de ser bom ou de ser sincero. Ele só quer ter, nada mais.

 

Delena também era a parte mais esperada do episódio e devo confessar que a conversa pelo telefone foi bem fofinha, mas fiquei fora do sério quando Damon resolveu omitir o que fez com Aaron. Não, não acho que tenha sido em respeito à situação dela, pois o Salvatore só abriu a boca ao estar diante do estado deplorável de Elena, o que o fez ver como ela se sentia extremamente culpada por achar que tinha matado Aaron. Durante os delírios, essa situação foi a que mais destruiu Elena, o que me deixou ainda mais enojada com o comportamento de Damon. Sério, que tipo de namorado é esse? O Salvatore permaneceu na posição de vampiro emo extremamente insuportável e eu esperava que ele fosse ter um pingo de dignidade, aquele amadurecimento que tanto espero que aconteça com ele. Porém, é o mesmo que dizer que sou filha da Céline Dion. O pior das atitudes do Damon foi o discurso tosco de que ele matou Aaron como uma espécie de confirmação de si mesmo só porque “Elena” terminou o namoro. Quantos anos o vampiro tem mesmo, gente? Ah! Tá! Ainda acho bizarro o irmão mais velho se comportar como uma criança. Só acho.

 

Se Elena não dissesse que se sentia culpada por achar que tinha matado Aaron, Damon jamais teria aberto a boca. O vampiro me fez rir com as falsas promessas e foi tão besta ele tentar contornar a necessidade dela de conversar com telessexo. Achei sensacional o fato de Matt e Jeremy causarem um pouco de pânico psicológico nele, pois, além dos travelers, a expectativa também estava concentrada no fato do Salvatore abrir o jogo para Elena e o efeito que isso causaria. Como já disse Tyler: piada. As memórias de Aaron foram muito bem esquecidas com mais uma pausa para vamp sex, algo que me convence de uma vez por todas que Delena é um shipper que só sobrevive com isso. É essa a mensagem que TVD tem me passado. É sexy e enche os olhos, mas tudo que Elena passou ao longo deste episódio foi anulado pela atitude final de dormir com um cara que matou o amigo dela. Foi deplorável! Simplesmente destruíram a graciosidade dos dois e eu nunca cansarei de dizer isso.

 

Elena é um filhote que se tornou facilmente manipulado dentro de um relacionamento tóxico, como bem disse Damon em seus poucos momentos de clareza. Elena abriu mão da própria personalidade, dos próprios valores, magoou os amigos incontáveis vezes e passa por cima de Stefan como se ele nunca tivesse sido importante na vida dela. Tudo para tentar remendar um brinquedo que não tem mais jeito. Eu queria que Jenna estivesse viva para dar um choque de realidade nela, pois não vejo mais conserto para Elena. Se a personagem não melhorar com esse papo de doppelganger, não vejo motivos para acompanhar a próxima temporada. Não consigo ver um meio da série trazer de volta a garota altruísta que ela costumava ser. As pessoas mudam, mas há sentimentos que permanecem por estarem intrínsecos na nossa personalidade. No nosso caráter. A mudança total de Elena só me prova que ela é totalmente influenciável. Perto de Stefan, ela consegue ser mais ajuizada. Perto de Damon, ela só quer farrear. Como respeitar uma protagonista que não sabe quem realmente é?

 

Stefan e Caroline foram dignos de todo o destaque que receberam. Tudo bem que fiquei meio enraivecida só pelo fato deles se juntarem para ajudar as duas pessoas mais desmerecedoras no momento. Vou dar uma aliviada em Elena, pois ela tinha motivos mais do que suficientes para estar doidinha da silva. Porém, ajudar Damon é o mesmo que declarar que ele pode fazer o que quiser já que o irmão mais novo sempre dá jeito em tudo. Stefan sambou quando esteve frente a frente com a ex e foi uma surpresa ele revelar que afastou o beijo de Katherine por saber que não era Elena. Eu queria acreditar em um mundo em que o vampiro se desapegue dela, mas o amor dele é muito forte. Por que Deus? Ele é o personagem mais masoquista da série. O que compensa é que ele deu uma endurecida, talvez, por tudo que passou e não tiro o direito dele. De novo, Stefan lidou com a situação com extrema elegância para pavor de Elena.

 

Ao lado de Caroline, Stefan tem sido mais bacana e divertido, o que é bom. Ri demais quando ele trolla a amiga ao chamá-la de Rebekah e de Lexi depois de correr o risco de ficar desmemoriado por causa de Sloan. Em troca do antídoto, Stefan teria que ajudá-los a encontrar o outro doppelganger dele. Eu sei que o assunto já saturou, mas morri de amor pela nova cópia. Médico! Mande ele para Saving Hope para trabalhar junto com o Daniel, por favor! Tenho certeza que Paul arrasará na atuação, claro que nada supera Silas, mas estou curiosa para conhecer essa nova faceta. Caroline foi uma linda durante este episódio, toda protecionista com relação ao amigo e realmente disposta a correr o risco de desafiar os Viajantes para conseguir um acordo. Outra parte muito boa foi Stefan dizer que, se perdesse a memória de novo, não teria com que se preocupar. Acho que isso rebate perfeitamente na forma que ele tem agido. Stefan não quer carregar mais nada.

 

No fim, o Salvatore roubou a cena ao encarar uma parceria inusitada com Enzo que, junto com Caroline, trouxe as partes que interessaram: os Viajantes e a primeira menção de Markos. Além da nova cópia, o suposto vilão da vez tem um grande interesse no sangue dos últimos doppelgangers, ou seja, Stefan e Elena. O chefe está prestes a chegar para dar uma animada nas coisas – assim espero – e isso quer dizer que a vida do médico corre perigo, pois ele precisa morrer para restar apenas uma versão de Stefan para que a mistura dos sangues surta efeito. Como ele já foi coletado resta saber por qual objetivo, algo que me soa como o fim de qualquer cópia. Elena é da linhagem de Katherine e acho que isso a faz Viajante por osmose. Onde entram Stefan e suas dezenas de cópias?

 

Isso vai dar problema, mas não tanto quanto Liv e Luke prometem. Fiquei embasbacada com as duas caras dela e fiquei animada para saber qual é o plot. Tadinha da Bonnie! Quando ela arruma um emprego para ficar na série, logo ela é chutada porque terá o tapete puxado. Quando é que ela deixará de ser âncora para voltar a assumir o posto de bruxa, hein? Ela de mentora foi uma função até que interessante, mas de que adianta se Liv já manja dos paranauê? Resta saber o que a dupla quer da Elena.

 

Também estou curiosa para saber como se dará a viagem de Enzo e Caroline para matar o médico doppelganger. Fiquei bem contente pelo personagem ter permanecido e por parecer bem, pois tenho simpatia pelo BFF do Damon. Agora, Stefan está fora do alcance, pois ele é necessário para ser GPS da própria cópia e tenho certeza de que ninguém sentirá a falta dele.

Stefs
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