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30/abr

Eu não sei muito bem como começar esta resenha, pois sinto muitas coisas ao mesmo tempo, desde alegria até luto. Mais uma vez, o episódio cumpriu o objetivo de fazer com que meu coração parasse no meio da garganta devido às cenas de ação sempre incríveis e à agonia tremenda causada por cada tomada de decisão dos personagens. Prestes a terminar uma temporada, arrisco a dizer que esta série foi basicamente um milagre divino da CW. Jamais diria que The Tomorrow People pertence à emissora, pois não tem nada a ver com a grade costumeira dela. Digo isso porque ela foi uma das poucas que me conquistou no desenrolar da fall season e, como já comentei por aqui, TTP foi amor à primeira vista. É um amor arrebatador, daqueles que aumenta a ansiedade conforme os dias passam na espera de um reencontro. Praticamente, o seriado quebrou todas as regras e é difícil dizer como fã a chateação que me causa por não ver algo tão incrível ser bem-sucedido.

 

Antes que meu discurso vire um monólogo lamurioso e digno de lágrimas – preciso economizar palavras para semana que vem –, saibam que falar qualquer coisa sobre este episódio é complicado. Em todos os quesitos, especialmente de trama, não houve nada de ruim. Tudo foi maravilhoso e com um gosto amargo de despedida. Eu pensei em muitas palavras que pudessem definir o que sinto e a escolha final foi dor. Este episódio doeu like hell. Ele já abriu triste, uma emenda do que aconteceu na semana passada. Stephen apareceu tarde demais, no ato da explosão, e ficou acabado com a morte da Hillary. Posso dizer que o flashback foi um tremendo golpe baixo, pois, até aí, o relacionamento deles era um perfeito booty call. Revelar que os dois tinham um comprometimento só tornou a morte dela mais dolorosa. Sem contar que Hill morreu totalmente em vão, pois o Fundador sobreviveu.

 

Perto de terminar a temporada, cada membro da Trindade se fixou em seus devidos papéis: Bathory e o desejo de aniquilar a humanidade (ainda tenho minhas dúvidas sobre isso), Roger a arma letal da máquina e Jedikiah e a vontade insana de ser um paranormal. Com os três a postos, a garantia de que as coisas sairiam do controle eram altíssimas. Todos os desejos que foram muito bem contornados ao longo de 20 episódios se tornaram reais, rodeados de muita convicção. O Fundador não morreu, mas ganhou novas feições – por assim dizer – muito dignas de um vilão que renasceu das cinzas para dar o bote final. Ele não apareceu tanto, algo que também aconteceu na semana passada, mas deixou o recado bem claro: Cara deveria entregar Roger ou perderia um paranormal por hora. Para aumentar a tensão, lembram quando comentei que faltava uma presença humana para combater os agentes Ultra? Isso aconteceu meio tarde e de um jeito nada legal.

 

O governo americano não poderia ter ganhado um representante melhor: o vovô Argent da série Teen Wolf. Michael tirou férias da temporada de caça aos lobisomens para detonar os seres do amanhã. O impasse é que um governante que era para ser a favor dos humanos abraçou a causa de Bathory. Uma causa que ainda está nas reticências. O negócio é tão sério que Jedikiah foi parar em um centro psiquiátrico ao tentar chamar a atenção para os danos que o Fundador causaria ao acionar a máquina. Agora, sabemos que essa briga é muito mais séria, longe do alcance de qualquer paranormal. É de se deixar qualquer um tenso.

 

A família Jameson foi responsável em apertar o coração. Eles foram traídos, humilhados e injustiçados. Eu simplesmente não consegui digerir isso. Eu fiquei muito, mas muito revoltada. Antes de chegar nessa parte, preciso dizer que é maravilhoso assistir uma família tão unida, tão apaixonada e tão fiel, algo que raramente se vê em séries televisivas, pois sempre alguém precisa morrer, ser órfão ou ser um rival. Comentei na semana passada o quanto é de extremo valor essa interação dos Jameson, especialmente para Stephen que é um dos protagonistas. Tudo bem que a promo do season finale já denunciou o futuro de Roger, mas foi impossível não morrer de amores pela cumplicidade que os manteve juntos até o final. Eles deixaram bem claro o gosto de despedida. Preciso dizer que Marla estava sensacional. Vi meu desejo se tornar realidade quando ela se incluiu na ação ao ponto de atacar Natalie para proteger o marido. Como única mulher, ela é o pilar, especialmente de Roger, e foi incrível vê-la protetora, confiante e badass. Marla me encheu de orgulho.

 

Sobre a traição, eu fiquei com vontade de vomitar. Foi uma baixaria tremenda. Se eu estivesse naquela bagunça, eu teria vergonha de ser uma paranormal. Roger ganhou o prêmio de salvador injustiçado e terminou como bode expiatório para um bando de seres do amanhã que estavam contaminados com o soro rastreador e com a vida em contagem regressiva por vontade própria. Como ele mesmo disse no começo do episódio, o Fundador tentaria virá-los um contra o outro, e ele conseguiu sem fazer muito esforço. A trama não só acompanhou o tique-taque do relógio, como também cada batida do coração dos personagens. A atitude de Natalie e de Russell foi egoísta, pois eles – assim como os outros – foram contaminados porque quiseram. Ninguém os obrigou a colocar o rabo entre as pernas para ingressar no Refúgio. Tenho espasmos de raiva só de mencioná-los, sendo bem sincera.

 

Foi bem cômodo para todos os paranormais contaminados virarem o jogo por estarem prestes a morrer, né? Por mais que eu não tenha confiado em Roger desde que ele abriu os olhos, foi de se lamentar a maneira como ele foi tratado em um momento tão decisório. Tipo, 10 contra 1? Foi isso mesmo que aconteceu, produção? Russell já não estava com o melhor score e ganhou meu desprezo ao sair como o verdadeiro traidor da história. Não culparei Natalie por ter colocado lenha na fogueira, pois, na primeira aparição, a personagem deixou bem claro que só pensa no próprio umbigo e que se dane a humanidade. Agora Russell tem um histórico no covil e Cara e John o adoram. Do nada, ele simplesmente é ludibriado e comete a segunda burrada em curto espaço de tempo? Entendo que Roger não foi merecedor da confiança de ninguém, ainda mais por ter ficado ausente por 6 anos, mas o cara tentou unir a galera e só ganhou risos de deboche. O mais legal é que ninguém parou para ouvi-lo. Assim fica fácil.

 

Roger chegou e se assentou como se nada tivesse acontecido. Nesse ponto, eu compreendo a atitude hostil de Natalie, pois não dá para confiar em quem “chegou” agora. Porém, ver Russell abraçar a baixaria só provou que ele é um inútil. Sem contar que a irresponsabilidade dele só ganhou mais força. O personagem não é confiável. Se Cara deu a liderança a ele, o mínimo que Russell poderia fazer era consultá-la. Quando Natalie indaga quem era o líder do covil naquele momento, já senti que coisa boa não viria. Eu fiquei horrorizada com a maneira que os paranormais voaram para cima de Roger, como se ele fosse uma ameaça. Foi nojento! O que se aprendeu é que Russell muda de time muito rápido, isso aconteceu com as Red Avengers que quase o levaram por alimentarem o desejo súbito dele em salvar o mundo. Ao entregar Roger, o paranormal foi contra tudo que, supostamente, acreditou. Não tiro a razão dele em querer ser importante, pois até eu queria uma storyline melhor para ele. Porém, essa bela puxada de tapete foi o fim da picada. O traidor precisará correr muito para ser perdoado. Só acho que Cara poderia mandá-lo embora. Pena que não existe mais covil.

 

Natalie estava tão, mas tão irritante. Isso quer dizer que Leven fez um ótimo trabalho, pois eu queria arrancar a cabeça dela. Por mais que a personagem tenha sido a agente provocadora da traição, devo dizer que ela ludibriou todo mundo com perfeição e saiu vitoriosa. O que mais achei estranho foi o fato de Cara não fazer absolutamente nada para colocá-la no devido lugar. Tudo bem que rolava mil e um dramas, mas a líder do covil deveria ter dado um belo de um aviso antes de salvar a cambada que, no final do dia, não valia a pena ser salva. Natalie foi muito esperta, simplesmente genial, um tipo de inimiga que poderia facilmente ser tão arrebatadora quanto o Fundador. O que pesa agora, especialmente para Russell, é que a decisão tomada pelo calor do momento foi totalmente sem motivação. Afinal, Cara e Stephen conseguiram desplugar o rastreador que os condenaria. Como eles pagarão por isso? Enquanto Natalie ficou ótima por ter se salvado, já que ela pouco liga para a humanidade, Russell pecou feio e nem quero ver o que ele dirá à Cara ao anunciar que ele foi o responsável por essa reviravolta. Por mim, ele pode morrer. Odeio traíras!

 

Em meio a esse revés que colocou os paranormais contra Roger, Jedikiah rendeu muitos risos. Quando ele apareceu preso à camisa de força, desacreditei. Eu sabia que ele dentro do covil não prestaria e, de fato, não prestou. O Fundador sempre foi muito interessado em certa parte do código de DNA que torna uma pessoa paranormal, algo que ele estudou com base nos genes da Cassie. Ao fazer a fórmula do soro rastreador, Bathory se revelou como um belo gênio e sambou na cara de Jedikiah. Porém, a descoberta trouxe um tremendo plot twist: Jed se tornou um paranormal. Analisando o comportamento dele neste episódio, o pesquisador pode não ser o vilão da história toda, pois, de certa forma, ele quis ajudar. Encontrar o código-chave que faz alguém ter poderes foi o presente de Natal que ele ganhou de surpresa.

 

O que importa é que, mesmo com esse desejo de acabar com o Fundador, Jedikiah não perdeu a característica que sempre o fez interessante: o de colocar os próprios desejos a frente de qualquer pessoa. Ele sempre desejou ser um paranormal e protegeu Roger tendo essa necessidade como prioridade por causa do transplante de poderes. Agora que basta apenas uma mudança no DNA, Roger não significa mais nada. Pergunto-me se Irene está totalmente sem poderes. A parte boa é que durante a transferência ela ficou viva, o que é um grande avanço científico. Há certos males que vão para o bem, certo, Jed?

 

Não me custa repetir que falar do John sempre é algo que dói. Eu não queria acreditar que ele ficou sem poderes, pois pensar nisso era o mesmo que declarar uma cartada óbvia. TTP tem fugido bastante das obviedades e não esperava que John fosse “terminar” desse jeito. Eu não queria que isso fosse real, pois não faz o mínimo sentido. Ele é o herói de Charlie, o pai do Russell, o líder… Como se anula os poderes do verdadeiro salvador? Quando o Fundador disse que enviaria uma mensagem por meio de John, achei que fosse por telepatia. Quando Stephen o vê no corredor Ultra, a confirmação de que ele perdeu os poderes estava ali, escancarada. Isso arrasou meu coração, pois John sempre foi o suicida que salvou todo mundo e agora ele se tornou um zero à esquerda. Tenho absoluta certeza de que John jamais teria deixado Natalie aumentar a voz daquele jeito para Roger e a convidaria gentilmente a se retirar. Ele jamais teria deixado que faltassem com respeito aos Jameson. Porém, a trama precisava tirar a peça principal para chegar a uma season finale rodeada de ‘e se’. O que dá um pouco de ânimo é que, graças à descoberta de Jedikiah, John pode ter os poderes de volta.

 

Quem será o ponto de equilíbrio agora? Cara?

 

A vulnerabilidade de John criou um elo mais forte com Astrid. A união dos dois precisava de uma motivação e Plec já sabe que tem um casal de ouro. Se a série for renovada, é de se esperar que o shipper seja arruinado, pois ela tem o dom de sabotar qualquer relacionamento. O segredo é aproveitar o que Jastrid/Jostrid tem de melhor e só tenho a dizer que as cenas entre os dois personagens foram perfeitas. Gosto da maneira como ele sorri só de saber que ela está por perto, como também aquela sensação de alívio que transparece no rosto dele como se o mundo não existisse. Sem poderes, John é comum e banal, como Astrid. Mesmo assim, ambos conseguem ser divertidos até prestes a serem atropelados. Ela reconheceu tudo o que vejo em John, um homem corajoso e teimoso demais da conta. Astrid tem a habilidade de fazer com que as pessoas que cruzam o seu caminho se sintam em casa. Chorei horrores quando John fala para Cara que ela não merecia morrer sozinha, mas nada ganhou da jaqueta da sorte e do beijo. Deixem-me com meu momento fangirl, pois adoro casais em início de namoro.

 

Vale um adendo: gostei da fragilidade da Cara. A personagem teve muitas fases, desde a garota badass até a líder petulante. Agora, ela viu o mundo desmoronar e, pior, não tinha a menor ideia do que fazer. Foi ótimo vê-la desse jeito, perdida. Isso deu força a ela de um jeito que a fez retroceder e voltar às raízes ao ser destemida e, claro, badass na medida do possível. Cara ainda me fez chorar quando foi buscar Astrid, uma sutil mensagem de que humanos e paranormais podem coexistir. Foi uma das cenas mais lindas deste episódio. Ao ver Astrid se jogar nos braços de John, anunciou-se um novo distanciamento, pois Cara e Stephen – em tese – precisam trabalhar no que sentem um pelo outro.

 

Pausa para o drama

 

Roger foi colocado na máquina. E agora? Qual é o real alcance dela? A ideia do Fundador é realmente exterminar os humanos? Ainda desconfio.

 

Posso imaginar que Jedikiah dará um jeito no Fundador? Afinal, os dois têm contas a acertar, pois Bathory se recusou a dar poderes ao pesquisador e ainda levou Roger de brinde na época que a Trindade era unida. Jed está louquíssimo, confesso que pirei com isso. Como ele é um revelado, o pesquisador não tem controle dos poderes e já prevejo destruição.

 

Como ainda não há confirmação de renovação, é fácil se perguntar como fecharão muitas lacunas em 40 minutos na próxima semana. Não sei como sobreviverei a season finale e já estou preparada para a despedida.

Stefs
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