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16/abr

Depois de 1 semana que mais pareceu duas, The Tomorrow People retornou com um episódio que começou morno e terminou fervendo. Há três episódios do season finale, o derradeiro final se aproxima e já estou com o coração pequeno. Pelo menos, o Fundador finalmente saiu das sombras para confirmar quem é o vilão da história. Tudo bem que ainda tenho minhas desconfianças, mas, depois de tudo o que ele causou, o personagem apenas se denunciou como um inimigo que se dá bem no começo e que logo se dará mal. Ao menos, é o que espero. A trama deste episódio situou cada personagem conforme os objetivos que agitarão as coisas daqui para frente e ainda é possível desconfiar de qualquer um. A conclusão da trama rendeu mais uma reviravolta bombástica e percebe-se que daqui para frente será só tiro, porrada e bomba. Hooray!

 

O último episódio deixou muito drama a ser trabalhado em torno da máquina que amplia os poderes, do Refúgio e de Roger. Essas três pontas do triângulo ajudaram a situar Stephen, Jedikiah e o Fundador que foram responsáveis pelos resultados finais da trama até aqui. Bathory manteve a compostura, a elegância e a poker face, comportamentos que funcionaram perfeitamente para ludibriar a galera em meio à ordem de caça ao Jedikiah. As coisas pareciam que caminhariam bem, sem danos. Imaginei que o episódio se arrastaria até o final, mas logo as cartas do Fundador foram colocadas na mesa com extrema discrição. É fato que Bathory sempre esteve consciente da relação John e Jedikiah, e o papo de trégua apenas foi usado como instrumento tanto para causar o bem como o mal. Nada como fazer do mesmo argumento uma arma. O interesse por Cara e por John não passou despercebido desde que ele assumiu a chefia Ultra, cujo objetivo não era conhecê-los, mas saber quem estava aliado com quem. Jedikiah foi apenas um efeito colateral que desencadeou uma bagunça que entregou não só John como Roger, o que fez o Fundador sair vitorioso deste episódio.

 

O que ficou escancarado é que o verdadeiro jogador de xadrez é o Fundador e, conforme a trama se desenrolava, ele deixou um rastro sutil de pavor. Quando ele gargalha no encontro com Russell, foi fácil imaginar os pelos da nuca de Stephen eriçados de pânico. Por falar nessa cena, ela só serviu para mostrar que o Fundador sabe muito bem trabalhar em cima do emocional das pessoas, bem como manipular conforme a personalidade delas. Russell nunca escondeu a mania de grandeza e Bathory atendeu todas as expectativas ao notar que o ser do amanhã tem espírito de rico (ninguém mandou ele ir direto no caviar, oras!). O joguinho do Fundador só ficou mais evidente quando ele dá o relógio de luxo, assim, de caridade. O personagem já mostrou o quanto sabe controlar o espetáculo de marionetes e dessa vez não foi muito diferente. Todo discurso de presidente que quer a paz no mundo foi certeiro, o que tornou o papo de trégua ainda mais real. Citar o Refúgio foi a cereja do bolo – e a gargalhada maligna, claro.

 

Eu gosto muito do Russell, mas a irresponsabilidade dele me irrita. Porém, além de ter lutado ao lado das Red Avengers, o paranormal ganhou mais alguns pontos positivos comigo ao confrontar Cara sobre o que ela queria fazer agora com a existência da trégua. Russell me derreteu ao dizer que queria rever a mãe, o que coloca em cheque quais seriam os desejos dos outros paranormais que estão escondidos. Mais uma vez, esse papo de que Cara é durona saiu pela culatra, pois ela é sensível até demais e, pior, não deseja nada. Se a guerra é tudo para Jedikiah, bem como o irmão que é seu projeto de estudo, o mesmo vale para a personagem que não tem nada além do covil. Em tese, Cara tem Sophie, mas até a irmã a desbancou com um discurso lindo ao defender a falta de necessidade de trocar uma vida humana por uma eterna fuga por causa dos poderes.

 

Cara não precisava dar uma resposta verbal ao Russell, pois é óbvio que, se todo mundo seguir a vida, ela ficará sozinha. Ela nunca pensou em um futuro além das paredes do covil. A paranormal acha que morar em um túnel e ter John são suas razões de viver, mas começo a ver que esses dois itens são belas desculpas para ela não encarar a realidade da qual sempre se encontrou e contornou. Sendo uma forever alone, isso pode até explicar a relutância dela em aceitar a trégua. Afinal, sem a galera foragida, Cara não tem o que fazer. Sad but true.

 

Ainda digo que a personagem continua um porre. Cadê a versão badass do começo da temporada? Plec pode manejar seus seriados via Skype, mas nada acontece sem a benção dela. Essa mulher tem o dom de deixar que arruínem as personagens toda vez que elas se apaixonam. Elena Gilbert é o exemplo para a vida. A showrunner deve ter man issues, não é possível. Cara tinha extremo potencial e foi reduzida a uma versão colegial cheia de ciúmes. Ela é líder, por favor! Tem como ela agir como tal? A maneira como Cara tratou Hillary foi lamentável. O ciúme apenas comprovou de novo que ela age demais com base nas emoções. A personagem ficou tão desconcentrada por causa do relacionamento de Stephen que quem deu a ideia brilhante do episódio foi Astrid. WTF? Para não dizer que Cara foi totalmente péssima, o mínimo que ela fez foi esperar uma opinião de John sobre a trégua.

 

Alguém sentiu falta de alguma revelação? Esta semana não teve, pois as atenções ficaram concentradas em Roger, o que fez Jedikiah ser uma decepção neste episódio. Não sei se sou fria demais neste ponto, mas o desespero dele soou tão falso e manipulativo que me deu gastrite. Eu esperava muito mais a partir do momento que ele fugiu, algo que aconteceu no episódio passado. O personagem choramingou o tempo inteiro, ficou de babá do corpo do irmão e se mostrou um belo de um egoísta. Por mais que Jed tenha ficado longe de qualquer confusão, o que pode ser um indicativo de que ele fala a verdade e tudo mais, ainda não confio nele. Pellegrino tem um histórico interessante de vilões e essa marca registrada não me faz colocar as mãos no fogo por Jed ainda. O personagem só se mostrou útil no final do episódio ao lado de Marla, mas a ideia de bondade da parte dele não me desce pela garganta.

 

Jed é obcecado por Roger e essa razão ainda não foi justificada. O que se sabe é que o pai de Stephen não pode chegar perto do Fundador, mas há lacunas a serem preenchidas. A maneira como ele tratou John também não me fez feliz, como se o paranormal fosse algum tipo de assassino de aluguel. Esse foco no próprio umbigo pode indicar que Jed pode ser pior que o Fundador. Não me espantaria…

 

Stephen estava genial neste episódio com sua ideia romântica de fritar a máquina e trazer o pai de volta. Ele até que se deu bem, mas só porque foi manipulado por Hillary para abraçar o lado herói e pisar na cara dos inimigos. Confesso que não fiquei nada surpresa pelo papel de duplo agente da Hill, pois a maneira como ela agiu neste episódio deixou um rastro de suspeitas. Primeiro porque ela não hesitou ao dizer que confia no Fundador semanas atrás e, do nada, ela abraça a galera do covil e acha Roger uma estrela? Não, né? Sem contar o lado compreensivo, a baixa guarda, os sorrisos… Hillary não é assim. Ao contrário de Cara, ela preza muito a reputação para ser levada a sério. Jamais, considerando o histórico dela desde que apareceu em TTP, ela bancaria a garotinha apaixonada, que se ofende por qualquer coisa. Quando ela cobra algo de Stephen, Hillary denunciou que se comportava de um jeito estranho, pois ela sempre colocou o trabalho em primeiro lugar.

 

Talvez agora com a traição declarada, a agente retroceda ao ver a causa que Stephen defende. Admito que, se a personagem for mesmo a traidora da temporada, fiquei iludida à toa, pois queria que fosse alguém de dentro. Porém, Hill já enganou todos e tem chance de dar uma segunda apunhalada a favor da turma do covil. Basta ela querer.

 

Preciso deixar meu adendo de que Hillary e Stephen é vida. Eles são muito engraçados juntos e gostaria que eles fossem além de um booty call. Digo isso porque acho que ela morre só porque Cara existe. Só eu acho que Cara não combina com ninguém da série?

 

Devo comentar um pouco do John e do quanto ele se apagou desde que o dilema sobre Roger entrou em cena. Sinto falta dele em ação. Jedikiah tem sido uma péssima companhia e, sendo bem sincera, acho que nem o covil faz bem ao personagem, pois ele só encontra mais fardo para carregar. Cada cena em que ele aparecia dava dó, especialmente porque John parece que está em uma eterna TPM por não parar de chorar. É compreensível essa sensibilidade, pois ele sofreu com o remorso de ter matado Roger por 6 anos. A trajetória do personagem foi compensar o erro ao proteger Stephen e, ao encarar a possibilidade do retorno do dito salvador dos seres do amanhã, não tem como não ficar mexido à espera de uma absolvição. Só acho que seria uma burrada homérica ele perdoar Jedikiah que só o vê como uma máquina assassina. Agora, quero muito o reencontro de John e Roger. Espero que seja emocionante.

 

Mesmo com a chance de todo mundo respirar aliviado, John é alvo do Fundador e a causa do possível final da trégua. Tudo muito bem maquinado. Um argumento positivo que agora virou negativo. Hillary foi a cartada de mestre do episódio, o que coloca todos os membros do covil em posição de risco. O Fundador está em grande vantagem e eu quero achar que Hill não vá até o fim com isso por ter visto o que realmente acontece no túnel, o papo da união faz a força, pois o que ela sempre quis foi proteger pessoas indefesas por ter poderes.

 

Só acho que Stephen precisa perder a ingenuidade rapidinho. Em parte, o caos que virá na próxima semana também é culpa da cegueira dele. Até consigo imaginar Cara dando sermão. Como um belo desesperado, era óbvio que Stephen pisaria na jaca. Em muitas jacas. Só consequências daqui para frente, mas, ao menos, Roger estará de volta. Posso dizer que foi lindo a família Jameson quase toda reunida? Faltou o Luca!

 

Vale um adendo sobre Astrid e sua curta aparição que mostrou o quanto a personagem está alerta e astuta ao que acontece no mundo paranormal. Mais trabalho para ela, por favor!

 

A se pensar:

 

O Refúgio soa como Nárnia e eu acho que lá não tem nenhum paranormal, mas não deixa de ser um paraíso. Pela visão de Roger, o lugar tão requerido pelo Fundador soa como uma bolha particular, onde um ser do amanhã vive bem ao estar rodeado de lembranças das pessoas que ama. Quando Stephen encontrou Roger no limbo, ele estava em casa, com uma baita foto de Marla pendurada na parede. Isso me deixou confusa, pois não vi nada disso como uma solução da problemática da guerra ou como algo positivo. Parece alienador ou um processo de extinção (?).

 

Por isso, a pergunta permanece: quem quer exterminar os seres do amanhã (se é que esse ainda é o objetivo da coisa toda), Jedikiah ou Bathory? O Fundador parece muito feliz com a ideia de ter Roger de volta, mas por quê? Até onde sei, o pai de Stephen deu a vida para tentar destruir a máquina, mas ela continua lá com a proposta do Refúgio para a própria espécie. Roger não abraçaria essa ideia supostamente tão legal?

 

E quem colocou Roger no limbo? Jedikiah pode ter ganhado os créditos, mas parece que isso não era segredo para ninguém, right?

Stefs
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