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02/abr

Um minuto de silêncio para o episódio que também teve a melhor audiência em uma segunda-feira nos últimos 15 meses. Será que a CW não se tocou ainda que TTP tem feito um milagre danado? Para quem não sabe, a série tem 22 episódios encomendados e isso quer dizer que teremos um season finale. O que me preocupa é o término precedido de cancelamento, algo que me fará puxar os cabelos de tanta raiva. O canal deveria aprender que, nem sempre, segurar a grade antiga é a melhor solução, pois os novos seriados têm sido bem interessantes. Amo SPN e TVD, mas chega uma hora que é preciso cortar as raízes e a CW é a rede mais sanguessuga que prefere anular algo bom para manter o que já saturou.

 

Fundador

Mas vamos falar de coisa boa. A trama do episódio desta semana criou mais confusão sobre os verdadeiros interesses de Jedikiah e do Fundador com extrema maestria. Porém, até que ponto tudo é verdade? Bathory assumiu os agentes Ultra com pinta de bom samaritano, cheio de promessas, quase um político. O suposto objetivo da antiga trindade de transferir poderes de um paranormal para um humano foi esquecido, pois a situação criada pelo Fundador apontou para a militarização. Ao usar a morte de Cassie como desculpa para tudo, ele enganou todo mundo, até mesmo Stephen que mordeu a isca do novo chefe com muita rapidez. O personagem ainda alteou algumas sobrancelhas com o papo de trégua e de paz para beneficiar os seres do amanhã, o que não soou muito bem, pois ele não escondeu o encantamento pelo DNA da filha.

 

Essa atitude guiou a um novo interesse que soa bastante perigoso: descobrir o código que torna os paranormais mais fortes e imunes às ameaças dos humanos. Ao ter anulado esse gene de Cassie, o que sobra ao Fundador é Stephen, o único sinérgico disponível no mercado. Isso me faz pensar na possibilidade de replicar paranormais, o que volta para a pauta de militarização. Agora, acredito com um pouco mais de convicção que essa é a meta do personagem, pois ele não escondeu o desejo de tornar a própria espécie imune aos humanos.

 

Monty

A situação ficou mais interessante com a inserção do paranormal da semana: Monty. Está certo que o suposto mágico e ilusionista não teve um plot bacana em comparação a muitos que já rolaram no seriado, mas a presença dele serviu para colocar em cheque o súbito comportamento de Bathory. As opiniões divididas sobre a nova liderança dos agentes Ultra foram representadas por Hillary e Stephen, onde um acreditava demais e o outro não sabia no que acreditar. Com a garantia de que não removeria mais os poderes de ninguém, poupar Monty fez o Fundador ganhar uma belíssima vantagem contra Jedikiah, pois foi neste momento que ele conquistou Stephen. Porém, essa atitude do personagem gerou a indagação do desejo de controlar a própria espécie para alimentar ainda mais a guerra. Como foi dito, as regras de captura agora se aplicam aos paranormais mais rebeldes, mas, ao longo da série, situações como a do mágico foram as que mais aconteceram. Então, isso quer dizer que o Fundador tem um prato cheio já que a grande maioria não tem controle dos próprios dons.

 

Contudo, ainda há a máquina que permaneceu como ponto de interesse, inclusa na lista de falcatruas do Fundador. Vale lembrar que ele disse que a engenharia era um sonho do Roger, que me pareceu muito empolgado por ser um paranormal no flashback da semana passada. Eu desconfio muito dele também, sério. Esse papo de salvação dos seres do amanhã ainda não me desce, pois não faz sentido algum. Afinal, eles precisam ser salvos de quem?

 

Jedikiah e Luca

Para colocar mais lenha na fogueira, Jedikiah ficou na moita, desesperado à procura de novos aliados. Ele parecia um disco arranhado que só sabia dizer que a humanidade corre perigo e ainda não conseguiu convencer sobre sua inocência. O pesquisador se mostrou mais obcecado que o normal pelo fator humano, e o encontro com o sobrinho foi decisório. A visita surpresa na casa dos Jameson acarretou na queda da máscara de Stephen diante de Luca, o que causou discórdia, pois soou como uma situação propícia para Jedikiah criar uma suposta reprise do que aconteceu entre Roger e ele. Depois de perder o respeito, John surgiu como a última opção. Confesso que Jedikiah conseguiu me convencer em alguns momentos, mas o Fundador quebrou essa crença ao pontuar que sem a guerra entre humanos e seres do amanhã, o ex-chefe dos Ultra é um zero a esquerda. Fez sentido.

 

Jedikiah

O que move Jed na trama é o interesse por Roger e a suposta humanidade, detalhes que ainda são misteriosos. Assim, o que se sabe com certeza é que o personagem sonha em ter poderes. Por outro lado, Jed teve um pouco de sensatez. Se o Fundador quer militarizar os paranormais, algo que ficou subentendido neste episódio, ele não estava errado em berrar que a humanidade corre perigo. O que o queima é o fato de ter feito o próprio irmão de projeto de pesquisa, cujo foco – até então – era descobrir um meio de ser como ele. Durante todas as falas, Jed frisou demais a importância dos humanos, sendo que é algo que, em tese, ele detesta ser. O personagem não se importa com os seres do amanhã e, a partir do momento em que ele conseguir seja lá o que for de Roger, no mínimo, se achará o novo Duende Verde. Eu ainda quero acreditar que Jed ama o irmão, mas está difícil.

 

Stephen

Stephen ganhou bastante atenção neste episódio e o que chamou a atenção não foi o fato dele engolir as promessas de Bathory, mas por ter sentido pela primeira vez a vontade de matar. A surra que ele deu em Jedikiah foi incrível, o tio merecia umas bordoadas na orelha, pois o que ele fez foi uma babaquice tremenda. Os Jameson eram a linha tênue intocada e não tiro os motivos do Stephen de ter agido como um louco. Percebe-se que o desprezo dele por Jedikiah o dominou por completo ao ponto dele afirmar que encontraria um meio de matá-lo, um desejo que seria aplaudido pelo Fundador. Além disso, Stephen trouxe Astrid e Luca para gerar outra questão que ficou nas entrelinhas das fotos promocionais de TTP: qual dos dois pode ser o novo break-out?

 

Meu voto é em Astrid, pois Jedikiah não teria agido feito um louco se o objetivo não era indicar que, de novo, um irmão é paranormal e outro é humano (e foi confirmado de certa forma que não era ele quem usava o poder na época que Marla namorava). Sem contar que Astrid colocaria mais fogo no triângulo amoroso que ainda não está muito bem definido. Stephen estava de boa na cama com Hillary, curtiu o momento sem compromissos, e acho que seria mais legal se a treta fosse Astrid, Cara e John.

 

Tirando esse drama, Stephen foi muito falho em ceder aos encantos do Fundador com rapidez, o que me leva a crer que isso aconteceu por causa do remorso que a morte de Cassie lhe causou. O bizarro é que não consigo ter raiva dele, pois o personagem ainda não vê maldade nas pessoas. Ele abraçou uma suposta causa na tentativa da guerra acabar. O problema é que o comportamento dele na companhia de Hillary gerou atrito com Cara e com John, e o Fundador poderia muito bem ter pensado em proporcionar essa divisão. No final das contas, Stephen foi puxado para um lado e John para outro. Os dois sentiram de novo o agridoce de serem os supostos porta-vozes de uma iminente guerra. A amizade deles corre risco de ser detonada e eu não queria que isso acontecesse, pois daria razão à Cara.

 

John

John viu o mundo ruir mais um pouco ao saber sobre o paradeiro de Roger. Da mesma forma que foi fácil Stephen dar uma chance ao Bathory, John cometeu a mesma burrada em ficar na sombra de Jedikiah inspirado pelo alívio de saber que o homem que admirou não virou cinzas. Eu jamais me aliaria ao pesquisador, mas o personagem é aquele que se sacrifica e que se anula pelo próximo. Não teve como ele segurar a frustração ao encarar uma verdade que mudou sua vida de novo, o liberando da culpa que carregou por anos. John foi muito contido ao lidar com a revelação e decidiu com facilidade onde ficaria neste embate. Ele tinha que acabar com Jedikiah isso sim, mas nada como uma segunda ameaça de morte ao pesquisador para evitar qualquer trapaça. John pode ser frágil por ser o pai da história como diria Russell, mas ele sabe ser muito frio quando quer. Agora, o paranormal precisa de Stephen para atingir o limbo de novo, mas o BFF está muito ocupadinho com o novo chefe.

 

Sem contar que acho que o Fundador colocou John como alvo, pois nada me tira da cabeça o súbito interesse dele na galera do covil. Nada como pagar a vida da filha matando o “filho” do rival, certo?

 

Cara

Eu sabia que Cara tinha ficado quieta demais no episódio passado para ser extremamente insuportável uma semana depois. O triste foi saber o motivo: ciúmes. Stephen e Hillary compartilharam um momento muito mais sexy em comparação aos de John e Cara, e o recalque não passou longe. A líder apenas provou que age de forma incoerente impulsionada pelo que sente. Nesse caso, invejinha da Hillary. O que foi ela dizer ao John que eles perdiam Stephen, sendo que, na verdade, ela queria dizer que ela o perdia? Cara se empenhou o episódio todo em humilhar Stephen. Achei péssimo a personagem intervir com poderes e golpes para cima da Hillary para se aparecer. John já expressa infelicidade com o comando da namoradinha, mas ele é um cavalheiro e não feriria o ego dela. Mal sabe ele que é um otário de novo. Cara saiu dos limites e me fez rir pela troca da postura badass para de garotinha inferior diante de uma agente Ultra.

 

Foi lastimável vê-la agir com impulsividade para salvar Monty, o que me fez levantar a seguinte pergunta: toda vez que tem um revelado, ele é arrastado para o covil. John costumava dar explicações, condições e sugestões. Cara simplesmente joga a pessoa lá e manda ficar no cantinho. Não há poder de decisão, não? A personagem precisa ser tirada do posto o mais rápido possível, pois ela só acumula burrada atrás de burrada. Ela não aprendeu nada com o caso da irmã dela mesmo, né? Qual parte ela não entendeu que Monty era uma forma de testar Bathory?

 

Amei quando John chama a atenção dela. Isso doeu. O desespero de Cara em ser a melhor ao invés de focar no que interessa a tira do propósito. Ultimamente, os casos viraram uma treta entre Stephen e ela. Não é a primeira vez que ambos se bicam e Hill surgiu como efeito colateral que fez a mocinha se rebelar. Se ela fosse líder, teria deixado o plano sobre o Fundador e Monty rolar, mas Cara tinha que intervir. Pior que isso foi vê-la dizer na cara larga que não é justo sacrificar uma vida para ter certeza se Bathory fala a verdade, mas ela não se lembrou que já perdeu um ser do amanhã por ganância. Ela não se lembrou que um dos gêmeos morreu graças a estupidez impulsiva dela, né? Cara consterna os outros a troco de nada e o que deu para notar é que, do mesmo jeito que Bathory usou Cassie como desculpa pelas mudanças no ambiente Ultra, Cara pegou o costume de salientar o sofrimento de John para justificar suas medidas infundadas.

 

Stephen na máquina

O desfecho do episódio conseguiu aumentar as tensões entre o Fundador e Jedikiah, pois, por mais que não esteja confirmado quem é bom ou ruim, agora dá para tirar novas conclusões. Da mesma forma que Jedikiah é fissurado pela humanidade, Bathory é fissurado pelo DNA da própria espécie. Só com essas informações dá para definir com precisão o lado que cada um deles está. O impasse é justamente os aliados, um detalhe que o Fundador saiu na frente ao revelar o suposto rastreador inserido em muitos paranormais antes da Era Jedikiah. Isso o fez dar o maior passo por meio da máquina e de Stephen. O grande lance foi saber que Roger é o único que pode atrair toda essa galera por causa da ampliação do poder. O impacto final é que a engenharia de ponta ativou os batimentos cardíacos do pai de Stephen, o que frisou o objetivo primordial de trazê-lo de volta. Com Stephen preso no limbo, o caminho se torna mais fácil. A investida do Fundador soou mais como uma busca por Roger e, se Jedikiah perder o irmão, o new boss ganhou mais um ponto no score. Vale mencionar que Jed pareceu bem abalado ao perceber o que o sobrinho fez. Sinal de inocência ou medo?

 

Este final pode ter mostrado que o verdadeiro vilão é Bathory, pois Jedikiah parecia empenhado em algum estudo e sacou que Stephen ingressou na máquina para ativar o pai. Para aumentar a curiosidade, uma informação de Roger sobre a máquina ficou nas reticências e, pela expressão dele, não é nada boa.

 

De uma maneira geral, Roger é o bem mais precioso dos dois personagens, muito mais que qualquer máquina ou paranormal, e quem capturá-lo primeiro é quem terá a maior arma nesta guerra. Resta saber mais sobre o Refúgio que mais soa como um ponto de concentração para um exército alienado de seres do amanhã comandados pelo Fundador.

 

Daí fica em aberto: qual é o destino dos paranormais?

 

A se pensar:

 

Jedikiah foi posto como líder dos Ultra por qual motivo, sendo que Bathory era anterior a ele? A hierarquia da instituição não foi definida e eu entendo que nada aconteceria sem um comando do Fundador. Jed tinha contato com ele no começo da temporada e levou Stephen para que ambos se conhecessem. Onde está essa fatia da trama?
Bathory pode não ser o real nome do Fundador, pois deu a entender desde o episódio passado que é um codinome usado entre amigos. Será?
Sinto falta de um representante humano em TTP, mas não como Jedikiah. Não há o prefeito que sempre se intromete em tudo? Jed não é o bastante e Bathory frisou incontáveis vezes sobre a necessidade dos paranormais se sobressaírem aos humanos para combaterem as ameaças. Mas quem ameaça? Sendo que, em tese, ninguém tem liberdade em usar os poderes. Sendo que tem uma galera que se esconde com John e Cara. O barraco rola solto e não tem governo humano para impedir essa zona?

 

Por mais que todas as evidências estejam na mesa, ao menos, parte delas ainda não permite uma escolha de lado. Roger, você já pode acordar.

 

A série retorna no dia 14 de abril
Stefs
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