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27/abr

Antes de mais nada, gostaria de agradecer a todas as visitas na resenha da semana passada (e das últimas também). Eu nunca esperei ter tanto retorno, de verdade, pois sempre acho que ninguém lê, embora o número de visualizações mostre o contrário. Eu fiquei bem chocada, especialmente por ter recebido comentários tão legais – algo raro de acontecer também. Saibam que vocês me fizeram dar saltinhos de alegria e me deram um pouco mais de animação para continuar a escrever as resenhas de TVD, algo que já cogitei em abandonar. Fico feliz por terem gostado e opinado, pois sou fã de compartilhar ideias e, acima de tudo, da paz no fandom. Deixo meu abraço virtual bem apertado procês.

 

 

Hora da resenha!

 

Em época de season finale, fiquei bem espantada quando soube que este episódio seria centralizado no Enzo. A essa altura do campeonato, os fãs querem pancadaria e não 40 minutos de uma história que nem se deu ao trabalho de disfarçar o quanto estava fadada a chegar a canto nenhum. Por sorte, não houve o apelo do triângulo amoroso, o que deu para enxergar melhor o quanto a trama se agarra a um espaçamento muito grande para dar respostas. Isso é bom para segurar o suspense, mas nem isso a série consegue mais. Desde o salto de Katherine para ocupar o corpo de Elena até Damon assumir a morte de Maggie, TVD arrasou nas obviedades nesta temporada. Para ganhar tempo, a solução é utilizar os personagens que tem e Enzo foi um deles. Ele era a única ponta solta que precisava de resolução, só não acho que precisavam presenteá-lo com um episódio temático. Ao menos, a storyline de Enzo recebeu uma conclusão, nem que seja parcial.

 

Eu só não achei essa atenção ao Enzo totalmente ruim porque ele aproximou – nem que fosse por pouco tempo – Stefan e Damon, algo que não acontecia há eras na série. Para não deixar a saideira dele passar batida, o vampiro não foi para o Outro Lado e isso quer dizer que ele infernizará fantasmagoricamente quem ainda permanece em Mystic Falls, ou seja, Stefan e Elena. Se não fossem por esses dois motivos, diria que este episódio de The Vampire Diaries foi uma bela encheção de linguiça. A conclusão do plot de Enzo foi até que bacana para indicar que o que acontece do Outro lado é muito sério, mas, com 3 episódios pela frente, o seriado voltou ao círculo vicioso da repetição, algo que explicarei conforme esta resenha se desenrola.

 

O episódio abriu em clima de suposta negação. Bonnie estava tensa com o fato de morrer (de novo), Elena não falou muito (alguém notou isso?), nem mesmo sobre Damon, e Stefan parecia em clima de férias (para voltar a se martirizar mais tarde). Depois da conclusão do episódio da semana passada, Stefan e Elena foram os primeiros a pipocarem inclusos ao primeiro sinal de repetição da trama: o Salvatore estudando na companhia de uma ex-namorada. Esse revival foi o menor dos deslizes que aconteceram esta semana, pois o que importou mesmo foi a interação do ex-casal. Stefan e Elena estavam bem confortáveis na própria pele e nem pareciam que estavam afastados por tanto tempo. Aprovei a companhia por não ter peso amoroso. Parecia até que os dois eram parceiros de universidade, nada mais que isso. Era como se os incidentes do começo da temporada não tivessem acontecido, o que é muito bom, pois ninguém merece um discurso dramático a essa altura do campeonato.

 

Stefan estava seguro, sorridente e cheio das piadinhas. Ele estava incrível para quem respirava o mesmo ar da garota que ainda ama e, depois de muito tempo, foi até tranquilizador ver Elena preocupada com algo que não fosse o relacionamento dela com Damon. Ela estava tranquila, tranquila até demais para quem estava desesperada em ter o ex por perto, o que a define como a personagem em negação por causa do velho hábito de nunca encarar a realidade e de contornar os problemas. Nada mais cômodo para a Santa Gilbert fazer isso na companhia de Stefan. Devo dizer que essa amizade Stelena ainda me preocupa por mais que ambos estejam em um nível interessante de pacificidade. É estranho dizer isso, mas acho que a série só precisava alinhar esses personagens para a trama fluir e para dar a sensação de que nada mudou, de que tudo se mantém como nos velhos tempos. Tudo bem que eles possuem um plot que os condenam a ficar juntos por serem as últimas cópias, mas o que quero dizer é que foi nostálgico vê-los como a boa e velha dupla que controla o caos. Stefan e Elena voltaram até a compartilhar um segredo. Foi um bom (re) começo de amizade, mas ainda sinto que isso terminará muito mal – para o Stefan.

 

Bonnie e o Outro Lado

 

Bonnie ganhou mais atenção por causa da desintegração do Outro Lado. Não é difícil ver que toda a parte dramática do season finale ficará nas mãos da nossa querida bruxinha. De novo. Resta saber se é a hora para comprar os lencinhos e iniciar o processo em que preciso me acostumar com a possível saída da Kat Graham. Amo essa mulher demais! O plot com relação a este assunto ficou meio solto no ar na semana passada, até um pouco confuso por causa das migalhas que recebemos a cada episódio, mas, finalmente, o assunto ficou mais claro. No discurso inabalado de Markos, o foco dele vai muito além das bruxas. Ele quer tirar a mágica de Mystic Falls e, pior, descobriu um meio para isso. Confesso que esse objetivo já virou uma enrolação sem precedentes e ainda não conseguiu me impactar. Ainda não consigo sentir medo do dito novo vilão. Silas causava mais pavor do que ele, sem dúvidas.

 

Por causa desse gosto antecedido de despedida por parte da Bonnie, devemos nos preparar para mais um ritual de passagem da série que é matar algum personagem próximo da protagonista. Há spoilers que prometem 3 mortes permanentes, ou seja, 3 personagens se vão, mas voltam. Posso dizer que acho essa estratégia muito porca? Qual é a graça de impactar com a morte para depois trazer fulano de volta? Como já disse, a série é sobrenatural, mas não precisa abusar disso para criar reviravoltas sem nexo. Com a aflição e o desespero da Bonnie em descobrir meios para manter o Outro Lado, é fácil imaginar que ela será uma das sorteadas.

 

Dessa forma, volto a frisar a crise repetitiva desta temporada de TVD: Katherine e Bonnie já “morreram” e foram honradas com despedidas de doer o coração para retornarem mais tarde. No caso de Katherine, teve todo aquele flashback maravilhoso para ela terminar sendo sugada por uma nuvem negra. O mesmo destino está reservado para a Bonnie? Justamente a personagem que sempre foi a responsável em salvar o dia? Já sinto o cheiro do descaso. Não boto tanta fé que Bonnie sobreviverá no final desta temporada, até porque a Kat está muito dedicada à música e ao relacionamento dela. Dentre Caroline e Bonnie, é bem provável que a bruxa dê adeus.

 

Passar pelo buraco negro que levou Katherine – e pelo visto Vicki – soa como uma realidade para quem está do Outro Lado. Sem contar que é um ponto da trama que ainda está em aberto. Não sabemos por quanto tempo o purgatório sobrenatural se manterá, mas Liv pediu para Bonnie começar a se despedir dos entes queridos, pois, a partir do momento que 1 elemento quebra um feitiço – Markos –, a coisa toda desanda. Bonnie e Liv tiveram uma ótima conversa, por mais que ambas estivessem prestes a se estapearem, e o diálogo captou o peso do que virá a seguir. Liv bem que tentou esconder o quanto estava de boa com o fato de Enzo torturar o casal doppelganger, pois nada com a bruxa é sem objetivo. Se Stefan e Elena morressem, as bruxas sairiam vitoriosas, mas acho que não será dessa vez. Mesmo com a petulância, Liv bateu o martelinho ao dizer à Bonnie que não há nada a fazer pelo Outro Lado.

 

Com o perigo iminente, só penso que um (ou dois) dos personagens principais será sugado para o buraco negro. Isso aconteceu nos livros, não necessariamente desse jeito, e quem se deu mal foi Stefan. Comentei isso quando Katherine deu adeus pela segunda vez e não me espantaria se esse fosse o gatilho para a próxima temporada. Um dos Salvatore precisa dançar, já virou moda, o problema é que eu queria que fosse Damon. Não por detestá-lo demais nesta temporada, mas porque ele precisa de ação. Ele precisa de uma oportunidade para crescer longe de Elena. Sem contar que Stefan já sofreu demais e eu não quero assistir isso de novo.

 

A suposta parte boa da queda do Outro Lado é que há a promessa de que outros personagens que já se foram deem as caras. A primeira aposta é Alaric, cujo nome foi o primeiro a deslizar pela língua de Elena. Com isso, temos outra crise de repetição: a caminhada dos fantasmas. Eu nunca cansarei de dizer que TVD pecou e muito em matar certos personagens e essa tentativa de compensar o erro trazendo rostos que amamos como uma forma de tortura já virou o pior costume, ainda mais perto de season finale. O mesmo aconteceu na temporada passada e veremos tudo de novo? Cadê a criatividade? Não sou tão relutante em dizer que amaria rever Alaric, pois fiquei arrasada com a morte dele, mas essa brincadeira de morto-vivo não é mais novidade e dá a impressão que os escritores se acham os Deuses (e estão em crise de produzir algo melhor). Tudo bem que eles são por controlarem a história, mas um pouco de tato está em falta, não?

 

Claro que rever aqueles que se foram doerá muito. É algo que sempre dói. Porém, matar o mesmo personagem duas vezes é pedir para perder a amizade. Enquanto Bonnie não encontra uma solução, ela continuará a esconder o fato de que se o Outro Lado cair, ela cairá junto. Meu coração fica apertado só de pensar. Infelizmente, tudo que envolve magia vem com um efeito colateral, Tessa deixou isso bem claro antes de passar pela âncora. Eu só espero que Liv e Luke se compadeçam com a causa, mas um dos gêmeos já sentou para assistir ao que acontece. Estou triste. Não quero que a Bonnie se vá. Será que não tem mesmo um jeito de segurar o Outro Lado? O lar dos nossos queridos personagens será mesmo destruído?

 

O último episódio desta temporada promete muitas lágrimas e Paul afirmou que o que acontecerá no final será um revés para que a trama volte a se habituar e, quem sabe, dar o gosto do que era antes. São promessas e spoilers que ainda não me dão confiança, especialmente porque esta e a 4ª temporada foram um completo fiasco.

 

#Enzonator

 

Por mais que eu não tenha gostado do episódio ter sido voltado praticamente ao Enzo, o personagem também contribuiu para dar uma folga ao triângulo amoroso e para gerar cenas entre Stefan e Damon. O vampiro foi bastante útil para reunir os irmãos que são o coração de TVD. Esse coração muito abalado, diga-se de passagem, desde a última escolha amorosa de Elena. Os Salvatore precisavam de uma motivação para conversarem e para colocarem certos pingos nos is. Queria pensar que ambos entraram em um hiatus de tretas, mas nenhum momento de pacificação dura muito tempo entre os dois. A parte boa é que Enzo teve um papel importantíssimo para fazê-los refletir.

 

Além disso, Enzo também foi arrebatador ao abraçar a revolta que sentiu ao saber qual foi o fim de Maggie, a amada que não viveu tantos anos quanto imaginou. Estava claro como água que Damon a tinha matado. A situação ficou ainda mais óbvia quando Enzo começou a relatar os acontecimentos entre as décadas de 50 a 60 que casaram perfeitamente ao que Damon tinha se tornado e nem foi preciso pensar muito para saber quem matou Maggie. Fora isso, Enzo deu um show de atuação quando desligou as emoções e achei isso bem importante, pois fez Elena falar sobre o assunto pela primeira vez. Ela resumiu o que eu sinto ao ver um vampiro fora da tomada. Inclusive, arrisco a dizer que Damon e Elena se tornam uns belíssimos babacas quando estão sem emoções.

 

Os flashbacks também foram sensacionais, especialmente pela lindeza dos Salvatore com aquelas expressões de perigo. Enzo ainda foi sacal ao sujar as mãos de Stefan de sangue, um plot twist que me fez dar um pulo. Não adianta negar que o BFF do Damon foi uma das joias da temporada e, quando ele realmente se for, fará falta por causa do humor, do sotaque e da bondade muito bem camuflada com doses de terrorismo.

 

Damon + Defan

 

 

Damon estava emocional na medida certa neste episódio, reflexivo e consciente de si mesmo. Algo muito semelhante ao que senti com Stefan e Elena. Para Damon, Enzo foi uma das poucas pessoas que viu algo de bom nele. O único amigo que o inspirou a não odiar Stefan. Enzo fez muitas coisas boas, mas o que mais desmoronou o Salvatore foi o fato dele não querer odiá-lo pela morte de Maggie ao ponto de se desligar para poder se vingar. Male, male, foi uma bela amizade, mas nada ganha de Dalaric. O comportamento de Damon foi uma surpresa e tanto. Ele sentiu muito, muito mesmo por ter magoado Enzo. Esse foi um dos pontos que me deixou bem chocada, pois foi um daqueles raros momentos que o Salvatore conseguiu ganhar meu amor. O vampiro me fez relembrar do que ele costumava ser no começo de TVD por causa das piadinhas petulantes para cima de Matt e de Jeremy, como também por ter deixado a sua lealdade aflorar. Lealdade é o que torna Damon cativante, uma marca da personalidade dele que foi muito bem camuflada por causa do amor cego por Elena que o sugou por completo.

 

É verdade que o Salvatore não tem limites quando é cutucado, é cruel quando acha que tem direito, não tem escrúpulos, entre outros instintos que compõem o personagem. Dentre tantas desvantagens de ser Damon Salvatore, há a vantagem de que ele sempre foi muito bom em ser leal. Vimos isso com Alaric. Inclusive, Damon já disse ao Stefan que estaria ao lado dele, independente da situação. Ele tem sido insuportável das últimas temporadas para cá, não tem como negar, mas vale lembrar que o Salvatore sempre luta por aqueles que valem a pena. Damon não desistiu de Alaric e não desistiu de Enzo. Isso é um belo de um lembrete sobre quem ele costumava ser antes de ser destruído pelo triângulo amoroso.

 

Damon era um ótimo personagem, aquele que gostava de estar em meio a uma batalha pelos motivos certos e não porque está revoltado. Eu me esqueci totalmente de quem o Salvatore costumava ser, pois foi muito fácil – e ainda é – odiá-lo por causa das últimas decisões que ele tomou, especialmente no que condiz à Elena. Ele é bom com os amigos que confia, mas não é bom o bastante para o irmão e para quem está apaixonado. O vampiro costumava ter um valor inestimável para qualquer trama de TVD e foi resumido a um beberrão que concentrou toda sua vida em um romance. Damon enche a cara, resmunga, mata. Ele não tem tanto direito de reclamar que a vida é injusta. Há injustiça porque ele costuma atrair isso por ser impulsivo. Este episódio foi uma oportunidade de relembrar quem Damon era sem o peso de Elena. Ele é leal e a trajetória dele comprova isso. O discurso dele sobre Enzo foi honroso demais. De se orgulhar mesmo.

 

No final do dia, Damon só tinha coisas boas a falar do Enzo e isso é uma forma de mostrar que ele valoriza as pessoas, mesmo de um jeito totalmente distorcido. Esse sentimento de lealdade é sempre delicado de comentar, ainda mais quando colocamos Damon no centro do debate. Ele não tem sido o melhor personagem da temporada. Ele não foi um dos melhores personagens da temporada passada. As cenas Defan se tornaram uma raridade e era isso que estava em falta. Stefan e Damon são os corações da série para mim. A irmandade deles deveria ser o maior exemplo de amor e de cumplicidade. Elena deveria ser a partir de agora a parte mais desimportante se o seriado quiser funcionar na próxima temporada, pois a família precisa prevalecer. Os Mikaelson são o maior exemplo disso, embora se sacrifiquem demais em relação aquilo que desejam com o passar dos séculos.

 

A conversa final entre Stefan e Damon foi muito tocante. Ambos precisavam daquilo. Damon precisava dizer mesmo que indiretamente que ama o irmão. Stefan precisava perdoar o irmão mesmo que não pronunciasse as palavras. Os dois foram acometidos pelo furacão Elena e precisavam entrar em um consenso. Agora, vem o tsunami Enzo.

 

Adendo importante: não sei se muitos sabem, mas Damon é dito como o herói da temporada, então, nada mais justo que nos dar motivos para torcer por ele depois de uma pancada de fiascos e de mancadas que ele deu desde o começo da temporada. Stefan mesmo disse que ele é o responsável pelos assuntos do Outro Lado e, antes de lidar com Enzo, ele foi atrás da faca. O terreno está prontinho para Damon se movimentar e eu espero muito que ele honre essa oportunidade. Está mesmo na hora de mudar um pouco o herói da história.

 

Stefan Salvatore em retrocesso

 

Ultimamente, só tive muitos motivos para falar bem de Stefan. Contudo, senti vontade de estapeá-lo neste episódio. Ele estava tão presente, tão forte (o que foi aquela voadora que ele deu no Enzo, gente? Tô morta!), tão responsável… Foi tudo bom demais para ser verdade, pois o personagem teve um retrocesso ao que costumava ser, o vampiro que carrega o martírio dos outros nas costas. No final, ele voltou a ser o bom Stefan que assume os dilemas alheios ao ponto de bater no peito ao dizer que matou Maggie e de lutar contra Enzo, sem se esquecer da lição de moral. Mesmo com o lado bom do Stefan, ele forçou demais a barra ao optar por manter o segredo da morte de Enzo porque Damon teve um ano difícil.

 

O Salvatore é tão viciado em pensar no bem-estar dos outros que se esqueceu de que quem teve o ano difícil foi ele. Tudo bem, Damon passou pela Augustine, um tremendo pesadelo capaz de traumatizar qualquer um, mas Stefan ficou no fundo do lago, regenerando, morrendo, alucinando; saiu quase ripper do cofre; teve o cérebro fritado por Tessa; viu Katherine morrer e a matou depois; quase teve o cérebro fritado de novo por causa de Tom; viu Elena nos braços do irmão e teve alucinações felizes com ela. Tem certeza de que foi Damon o dono do ano difícil, Tefinho? Pare de ser tão misericordioso. Uma dose de egoísmo não faz mal a ninguém.

 

Eu fiquei indignada com essa colocação dele diante de Elena. Está certo que o lado altruísta dele sempre fala mais alto, especialmente por causa daquela eterna culpa que ele acha que carrega pelo Damon, mas esse é um ponto que precisa de superação. Stefan aprendeu a falar o que pensa e a externar muitas coisas, não é hora para ele voltar a ser aquele que por tudo chora. Ainda mais quando o assunto é o irmão que matou a melhor amiga dele e que mata quando está boladinho da vida de forma gratuita. Agora, todo mundo disse amém porque Damon matou o Aaron, mas aniquilar outro serial killer, por mais gentil que ele fosse quando queria, é motivo para colocar Stefan no purgatório? Please! O Salvatore cresceu e amadureceu. Não quero que estraguem isso, pois demorou muito para o personagem alcançar esse nível. Sim, é lindo esse lado compassivo, mas essa coisa de pensar só no próximo sempre foi demais para o Stefan, porque ele se esquece de si mesmo. Já foi o tempo em que ele se incumbia de sentir por todo mundo, mas, como diz a Plec, esse é o charme do personagem.

 

Eu não o julgarei por querer guardar o segredo de Damon, pois, de fato, Stefan não matou Enzo. A mão dele estava no lugar errado na hora errada, jamais passaria pela cabeça de alguém que o BFF do irmão saltaria para a morte por conta própria. O dilema é que Damon não será convencido disso, nem com uma apresentação em PowerPoint. Sim, Stefan mataria Enzo, mas só se tivesse certeza de que Damon correria risco de morte. Um detalhe que o Salvatore mais novo não estava tão errado, certo?

 

Vamos ver até onde vai esse segredo e o quanto ele abalará a relação Defan.

 

Markos e os Viajantes

 

Finalmente, Markos revelou o que quer e a pauta promete fazer a trama pegar fogo. Ao menos, é o que todo mundo espera. No final das contas, o sangue de Stefan e de Elena é muito mais valioso e não tem apenas como objetivo destruir a maldição que impede a tribo de manter estadia em algum canto. A mistura também é poderosa para acabar com qualquer resquício de mágica. Isso quer dizer que temos uma nova versão da cura, o repeteco final desta temporada de TVD. Confesso que essa informação me impressionou ao ser dita por Markos, mas, quando a ficha caiu, vi que é o mesmo plot com o objetivo de ter um fim diferente.

 

Markos deixou bem claro que acabará com a vampirada que impedir os Viajantes de dominarem Mystic Falls. Por meio de Sloan, ficou provado que o sangue das cópias cura todos os males desde bruxaria, vampirismo, licantropia e até gripe se bobear. Será que cura tendinite? O plot twist dos Viajantes fez meu coração bater acelerado, pois meu sonho é ver Elena curada (eu, a iludida). Porém, isso levará Stefan junto com ela, pois os dois são os pontos-chave da trama. Ambos serão perseguidos porque Markos quer mais sangue.

 

E agora, José?

 

Comentários finais

 

Com tudo o que aconteceu neste episódio, TVD apenas mostrou que age como um cachorro atrás do rabo: Cura? Fantasmas? Bonnie morrendo? Stefan e Elena como ponto de gatilho? Damon forever alone? Claro que as storylines não receberam tais nomes, mas foi muito fácil associá-los e ver que esse combo aconteceu na temporada passada e no começo desta, ou seja, não tem nada de novo para engatar o season finale. Há uma tentativa quase desesperadora da série trazer a mitologia que tanto amamos de volta, mas recebemos mais do mesmo. O que pode ser visto como novidade é o resultado final que pode vir com a explosão do Outro Lado, o possível sucesso dos Viajantes em eliminar a mágica e como isso afetará Mystic Falls. Não vejo nada além disso.

 

A ausência do triângulo amoroso nos deu oportunidade de ver que Damon, Stefan e Elena funcionam melhor individualmente. Damon voltou a ser o formidável petulante, Stefan voltou a ser aquele que tudo protege e Elena a vítima que é arrastada até ser golpeada. Um ritmo familiar. Os três funcionam melhor separados, isso ficou muito claro. É como se o trio tivesse recobrado a identidade, mas ainda há muito que se trabalhar para torná-los queridos como antes, especialmente Elena.

 

A falta de foco, ainda mais perto do season finale, é muito preocupante. Uma das coisas que vem me incomodando com a série é essa falta de suspense. Antes, eu ficava desesperada em saber o que viria a seguir, mas, esta temporada, tem sido um constante repeteco de obviedades também. Não estou animada com o fim, sendo bem sincera.

 

Uma teoria que aquece meu coração:

 

Damon estava na fase ripper na década de 60 e ele estava do mesmo jeito na década de 70, período que marcou a morte da Lexi. Supostamente, ele chegou desligado em Mystic Falls, pois só assim justificaria o rastro de sangue dos Whitmore como também o desejo de perturbar Stefan. Afinal, quando estava na Augustine, o Salvatore tentou odiar o irmão e, quem sabe, esse sentimento se intensificou por causa do abandono. Quando Damon aparece no 1×01, ele só queria se vingar do irmão. Talvez, a última cartada da sua turnê assassina. Ele usou Katherine para provocar o caos, algo que poderia muito bem ter ganhado força por ainda amá-la, até se apaixonar por Elena. Assim, acredito que a Santa Gilbert trouxe os sentimentos dele de volta ou jamais teríamos visto o lado bom de Damon Salvatore. Falta uma versão dele nos anos 90 e do Stefan também. Só acho.

 

Perguntinhas:

 

Tyler era Tyler quando viu o experimento da Sloan, né? Tive essa impressão por causa do foco nos olhos dele anunciando o lado híbrido dominando Julian, o Viajante parasita. Espero que ele faça coisas de peso na trama, pois o coitado só se deu mal.

 

Podemos esperar grandes coisas do Enzo como Gasparzinho, o inimigo nada camarada? Ele parece bem disposto a destruir Stefan, Damon e quem sabe Elena. Não sei se morrer sem emoções causa alguma diferença, mas Enzo não se foi completamente apaixonado pelo trio. O vampiro quer vingança. Resta saber como ele fará isso.

 

Alguém mais sentiu falta da Caroline? Cadê a Caroline, pelo amor de Deus! Obrigada mais uma vez pelos comentários <3

Stefs
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