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20/abr

Depois de duas semanas de pura ansiedade, eis que o tão aguardado debut do Paul Wesley como diretor de um episódio de The Vampire Diaries chegou. Eu estava tão, mas tão curiosa para conferi-lo que sonhei com ele por dias. Não posso dizer muito do papel dele na direção, pois não sou especialista no assunto e seria muita falcatrua eu dizer o quanto ele foi bom ou ruim sem entender absolutamente nada do assunto. O papel dele era simplesmente pegar o roteiro e torná-lo funcional na telinha, e ele conseguiu fazer isso independente do ângulo da câmera.O que posso dizer é que o ator/diretor nos levou a um belíssimo retrocesso que englobou pontos-chave das 3 primeiras temporadas da série. A sensação de nostalgia bateu forte, não teve como não dar um suspiro saudosista conforme altas surpresas aconteciam. Meu coração ficou pequeno em um misto de tristeza e de raiva por Sheila, Kol, Vicki… Eu não estava preparada para ser golpeada desse jeito. O que posso dizer com pouco mais de certeza é que o trabalho do Paul na edição (ele também participou dessa parte) foi bem feito, pois a fotografia das cenas das visões e do passeio de Matt do Outro Lado ficaram incríveis.

 

Este episódio foi muito marcante por causa do toque humanizado. Esse detalhe de “humanizar” sempre gera os melhores episódios da série, além do peso das mitologias que contribuem para prender o telespectador. Um misto desses dois itens acarreta em uma fórmula que dá certo, algo que aconteceu esta semana, e me pergunto porque ele não foi escolhido para ser o 100º. O que me fez gostar dele mais ainda foi o equilíbrio da trama, algo que ficou perceptível do começo ao fim. Sem contar que as storylines funcionaram e causaram um efeito inédito: os personagens, que estavam mortos, com plots fracos e soltos no ar, tiveram o que fazer. Em meio à ação, ao drama e à tensão, detalhes muito bem dosados, cada um se moveu dentro das respectivas tramas. Isso é algo que precisa ser comemorado.

 

Já peço desculpas pela resenha ter se tornado um artigo de 7 folhas. Vou dividi-la por partes para não ficar confuso.

 

Os delírios das mentes insanas de Stefan e Elena

 

Quando o episódio começou ao som da digníssima Mad World, eu não consegui controlar meu estado emocional, pois eu tinha absoluta certeza de que tinha superado esses dois personagens safados que souberam cutucar feridas que já estavam cicatrizadas. Não que eu tenha esperança de que eles sejam endgame, mas gosto da maneira como a história deles aconteceu. Stefan e Elena foram arrebatados pelas visões causadas por Markos, mas isso não quer dizer que elas foram simplesmente plantadas. Todas partiram daquilo que um dia os dois esperaram conquistar como um casal. A música foi o encaixe perfeito para simbolizar o que os personagens encarariam logo a seguir: um mundo de fantasia que incluiu tudo o que eles desejaram há muito tempo – uma vida juntos, com família, filhos e contas para pagar.

 

Elena fez meu coração bater forte com seus cabelos lisos, o olhar bondoso, o sorriso de adolescente encabulada por ter visto uma página do seu diário parar nas mãos de um rapaz gentil. Eu não precisava ver mais nada para reconhecer o quanto fiquei chateada com as visões. Não porque Stelena acabou, mas porque Elena não pertence mais ao meu hall de heroínas.

 

As visões deram a Stefan e a Elena uma oportunidade de serem humanos, algo que eles deixaram de ser há certo tempo. Não há como negar que elas se inspiraram em fragmentos do que aconteceu no episódio 2×14 e no que foi dito lá, e isso machucou os dois quando a mágica acabou. O peso de toda essa situação nem foi o fato dos dois terem se apaixonado, mas pelo resgate de detalhes até então ignorados, especialmente por Elena, como a menção aos pais dela. Tem noção do quanto isso é importante? Tem noção de que Elena nunca os mencionou, a não ser por causa do fiasco da Augustine? Isobel e John podem ser os pais verdadeiros, mas e aqueles que cuidaram dela e de Jeremy? Como era a relação? O que eles fizeram? Isso nunca foi abordado no seriado, nem que fosse por uma fala. Daí, volto a dizer sobre a lavagem cerebral da personagem durante a transição para o vampirismo, pois parece que ela se separou da antiga versão de si mesma. É compreensível, porque há um poço de dor na mente e no coração dela, mas essa é a fonte da sua humanidade. Como já comentei, não é questão de reviver o passado e sofrer duas vezes, mas de encontrar o ponto de equilíbrio que a fará se lembrar de que não há problema em se agarrar às características que pertenciam a sua antiga versão e nem em relembrar dos entes queridos.

 

Elena já tinha dito que não queria ser a mais nova Isabella Swan no 2×14, algo que me fez morrer de amores por ela. Stefan entendeu, mesmo que estivesse condenado em vê-la envelhecer enquanto se mantinha como um eterno gatinho de 17 anos. O Salvatore honrou o código de respeitar as escolhas dela e ela permaneceu firme e forte na sua decisão que, na época, a fez uma exceção maravilhosa da regra de garotinhas querendo ser vampirinhas como os namoradinhos. A personagem gostava de ser o que era, o que acredito que não acontece agora.

 

É muito fácil reclamar que a série não é mais como antes, infelizmente é a mais pura verdade, mas, só com o início deste episódio, foi fácil reconhecer que todos os erros que se seguiram em TVD foi por causa da protagonista. A Elena da visão me fez perceber o quanto sinto falta da minha heroína, independente dela estar apaixonada pelo Stefan ou pelo Damon. A versão antiga da personagem poderia ser chata e apática, mas não há como negar que ela desse jeito fez mais bem do que mal. Ela fez bem aos Salvatore. Ela os uniu, os fizeram se apaixonar e abriu espaço para que eles se acomodassem na vida dela. Quando Elena virou vampira, eu esperava que um pouco da consciência altruísta dela se mantivesse e que o lado badass fosse ressaltado, mas ela se tornou um objeto para alimentar o monstro chamado guerra de shipper. Com o tempo, Elena deixou de fazer o que é função obrigatória de qualquer protagonista: inspirar. Ela não tem mais uma mensagem para transmitir a quem assiste ao seriado, outro ponto crucial de qualquer heroína.

 

A Elena das visões foi um reflexo do que a Elena do presente não é mais. É fácil julgá-la também, mas as falhas atuais da personagem é uma questão de má escrita. Eu acredito nas mudanças, acredito em amadurecimento, acredito em crescimento, mas o que aconteceu com a personagem da quarta temporada para cá foi uma lavagem cerebral. O pior é encarar todo o ritmo das visões e perceber que TVD deixou de se levar pelo que é certo. Não por razões Stelena, mas pelo descaso de deixar de lado percursos simples. Por mais que seja uma série sobrenatural, os fãs gostam de humanidade, algo que Elena não possui mais com ela. Supernatural, outro hit da CW, é um exemplo que, em meios às mitologias, preserva acima de tudo a irmandade entre Dean e Sam, mesmo com altos e baixos que poderiam fazê-los dar as costas um ao outro. Em TVD, as coisas são diferentes por causa do triângulo amoroso, o ponto que tem destruído a qualidade da série, mas nada impede todo mundo agir como uma pessoa e não como um robô.

 

Outro exemplo: Teen Wolf. O seriado da MTV tem a grande capacidade de fazer com que todas as storylines fluam e se encontrem no final. Em meio ao sobrenatural, dá para colher uma moral. Em meio às tretas sobrenaturais, a série não se esquece da parte mais importante: a humanização dos personagens. Scott se transformou em lobisomem e nunca deixou Stiles na mão. Não posso dizer o mesmo da Elena, não é?

 

Talvez, os envolvidos com TVD chutaram o balde para atender o fandom. É triste acompanhar os atuais nortes da trama que ganham cada vez mais narrativas vendáveis para gerar uma receita chamada audiência – um comportamento que não dá mais certo, pois esse fator já não é mais o mesmo para TVD desde a 3ª temporada. Inclusive, a audiência deste episódio foi bem baixa para os padrões normais. Há tantas séries sobrenaturais que conseguem funcionar sem todo esse drama de quem fica com quem. A vida seria mais fácil se produtores vissem que não há nada demais ter um casal fixo e fazê-lo sofrer os altos e baixos típicos de um relacionamento. Exemplo: Allison e Scott em Teen Wolf.

 

O romance ilusório entre Stefan e Elena foi natural, como aconteceu na 1ª temporada. Foi difícil não se emocionar com a simplicidade das situações em que ambos foram expostos. É impossível não segurar o suor hétero ao presenciar uma forma de amor tão genuína, independente do shipper que você torce. Basta eliminar quem são os personagens e apenas se deixar levar pelo lado bom de saber que se é amado e que a recíproca é verdadeira. Foi puro e inocente, detalhes que fizeram parte da história de Stefan e Elena. Faço das palavras do Paul as minhas quando ele mencionou em entrevista ao E! Online que queria que as visões fossem românticas e não sexuais, o que de fato aconteceu. Stelena acabou, mas não se pode apagar uma jornada. Stefan já falou isso: os dois possuem uma história juntos, com altos e baixos, felicidades e brigas. Acho que isso é o bastante para compreender o que as visões queriam transmitir aos personagens no presente, pois ambos não tinham motivos para se falarem de novo depois dos eventos do começo desta temporada. A ilusão serviu para aproximá-los, algo que achava impossível, pois espaço para Stelena no seriado não existe mais.

 

Conclusões by Stefan Salvatore

 

Stefan é meu orgulho, mas ele me irrita quando fica muito passivo à Elena. O que tem sido interessante por parte do personagem é como ele tem falado com mais convicção dos próprios desejos e sentimentos. Antes ele até falava, mas tinha aquela questão de poupar o próximo, o que o fazia cortar os próprios pulsos. Não é novidade para ninguém que Stefan ainda ama Elena. Foi de abalar as estruturas quando ambos despertam das visões ao mesmo tempo com lágrimas nos olhos, sentindo algo que, talvez, não remetesse tanto ao amor que sentiram um pelo outro, mas pela vida que desejaram um dia juntos e que não se tornou realidade. Quando eles se declaram um ao outro em frente à lareira, arrisco a dizer que não teve peso romântico, pois foi uma reafirmação de que um estaria ao lado do outro independente do que acontecesse. É impossível se esquecer do primeiro amor. Sempre há resquícios, ainda mais quando ele foi tão incrível.

 

Stefan definiu perfeitamente as visões ao anunciar que Elena e ele, como casal, cresceram e amadureceram. Isso lacrou tudo! Em meio à lorota de universo, o que eles tiveram foi real. Não por causa essencialmente do amor, mas porque eles se transformaram com base em tudo o que compõe um relacionamento como carinho, briga, sacrifício, luta e até a morte. Foi quase um juramento de casamento. Assim, as palavras de Stefan apenas terminaram de explicar a funcionalidade das visões inspiradas nas marcas que Elena deixou na vida dele e vice-versa. Ficou belíssimo!

 

O mito doppelganger

 

Nomearei as duas piores invenções da série para mover o triângulo amoroso: sire bond e o universo. Por mais que TVD gire em torno do sobrenatural, não é preciso chutar o balde. Ainda mais quando o assunto é amor, algo que acredito que todo mundo espera que aconteça naturalmente. Que eu saiba, não é Simpatia Diaries o nome da série, onde você faz uma amarração para que determinado casal fique junto. Eu ralhei demais com esse papo de sire bond, algo muito ridículo na minha opinião, pois Elena já amava Damon e não havia necessidade de minimizá-los a quantidade de roupas que ambos vestem. O papo de universo causou o mesmo efeito negativo, pois é como dizer que TVD existe porque Deus quis. É como se tentassem compensar a baixaria que foi o sire bond ao criar algo para contestar o relacionamento Stelena. Plec, Dries e Cia. devem cheirar meia.

 

O que me incomoda é como o amor é usado na série. Não tinha necessidade de inventar um ponto de gatilho, pois Elena já estava condicionada a amar um dos irmãos conforme as tramas se desenrolavam. Uma Elena vampira se identificaria com Damon. Uma Elena humana é o encaixe para o Stefan. Não precisava sambar tanto e criar ideias mirabolantes que não só comprometeram a qualidade da série, como as características peculiares dos personagens que mudaram para se tornarem altamente dependentes do triângulo amoroso. Damon e Elena já se gostavam. Não precisavam escravizá-la. Stefan e Elena já se gostavam. Não foi porque Deus quis. Eu acho isso um tremendo descaso com as duas partes e não há nenhum motivo para dizer amém a essa bagunça. Ainda bem que esse papo de universo foi aniquilado, pois a profecia doppelganger gira em torno do sangue. Agora cabe a Elena escolher – de novo – um dos Salvatore. Seria pedir muito que isso fosse resolvido nesta temporada?

 

Como Markos afirmou, esse mito foi mal compreendido com o passar dos anos, sendo que a parte que sempre interessou ao líder dos Viajantes era o sangue das cópias para que o grupo pudesse se unir sem serem barrados pelas bruxas e sem causarem desastres naturais. A profecia gira em torno disso, nada mais. É romântico acreditar na tese de almas gêmeas, Shakespeare ensinou isso com Romeu e Julieta, mas impor o universo é pisar no calo. O que me chamou atenção no falatório de Markos foi a contagem de tempo do feitiço: 1.500 anos. Em tese, ele não inclui Elena. Vejam só quem tem livre arbítrio se essa minha viagem na maionese estiver correta.

 

Resumo da polêmica: ninguém ama outra pessoa porque o universo ou um elo quer. Isso acontece por vontade própria. Fim.

 

Stefan e Elena: no presente

 

Real para lá, real para cá, a Elena do presente não teve outra fala a não ser essa (desmerecendo todas, é claro). Confesso que a personagem parecia mais consciente depois de ter terminado com Damon pela milésima vez e, quando digo isso, é porque ela estava mais na dela. Como nada é perfeito, não demorou para as coisas perderem o controle. A começar pelo pedido de amizade ao Damon e a necessidade besta de querer contar a ele sobre as visões. As falhas de Elena neste episódio vêm do vício que a acompanha desde o início desta temporada: o de ser detentora de uma única opinião. É como se a personagem quisesse convencer mais a si mesma sobre um argumento ou uma ideia que o próximo. Neste caso, o quanto o relacionamento dela com Damon foi real. Só sei que não precisava impor essa incerteza, pois está nítido o quanto Elena ainda ama o Salvatore. Por causa das visões, o ex-namorado se viu na obrigação de relembrá-la do quanto eles não são funcionais, o que mostrou de novo que Elena tem a mania de tapar o sol com a peneira. Sem contar que a personagem cobra muitas coisas. Nesse caso, a tal realidade, sendo que ela é a última pessoa a enfrentá-la.

 

Gostei muito do papo Delena, os dois sentadinhos como gente grande, mas o que me fez morrer de ódio foi a falta de tato dela em simplesmente querer compartilhar as visões com Damon. Elena não sabe da etiqueta que nem todo ex tem vontade de ser amigo, né? Damon não é o Matt. O Salvatore não faz o tipinho de que cederá o ombro amigo toda vez que ela ficar chateada. O fato dela se atrever a compartilhar as visões pode ser até compreensível por causa da necessidade de ter o Salvatore na vida dela e de querê-lo como amigo na esperança cega de que ambos poderão conversar até sobre culinária, mas o que ela fez foi muito insensível. Damon praticamente implorou para não saber das visões e ela não respeitou a decisão dele. Achei isso desnecessário.

 

Eu nem culpo mais o Damon, pois o problema está em Elena. Tudo bem que ele não fez por onde, ainda mais quando a reencontra e já questiona os motivos deles ainda estarem vestidos. Claro que, com toda essa confusão, ele terminaria despedaçado e, dessa vez, não foi com muita justiça. A ideia de amizade poderia ser aceita de forma mais madura da parte dele, mas eu já desisti de esperar uma melhora do personagem. Por outro lado, não tiro a razão do Damon ter surtado ao ponto de nem querer escutar a voz dela. Eu não teria agido diferente. O vampiro implorou para não saber dos detalhes, mas Elena não se calou. Por quê? Para chamar a atenção dele e mostrar que finais felizes só acontecem com o Stefan? Para contar vantagem? Para se autoafirmar? Damon foi sábio em dar um quique nela. Pode ter sido infantil? Não sei, mas é preciso lembrar que, por mais que o vampiro seja insuportável na maior parte do tempo, ele compete com Stefan por milhões de anos. Encarar mais uma “perda” o fez perceber que, de certa forma, ele não foi capaz de fazer a pessoa que gosta feliz.

 

Não é à toa que Damon se empenhou muito em terminar as visões não só por se sentir incomodado, mas por notar que não pode dar o que Elena imaginou com Stefan. Ao menos, não agora. Devo dizer que a inclusão do Salvatore na situação doppelganger foi desnecessária também. Não tinha sentido ele estar ali a não ser para alimentar o triângulo amoroso. Bem que ele merecia uma folga, não? Está certo que, em meio ao caos dos Viajantes, o vampiro continuou a ser ele mesmo, com as piadinhas fora de hora e com a eterna mania de chamar uma bruxa para consertar um problema. Isso está perdoado, pois não seria o Damon. A moral de tudo isso é que o personagem não sabe administrar um relacionamento e não saberia manter uma amizade com Elena. Podem ver que ele só tem amigos homens e a única mulher marcante e que teve chance de se aproximar foi Rose.

 

A busca de Elena por um ombro amigo terminou em Stefan. Como disse, as visões serviram como desculpa para fazê-los interagir de novo. Engraçado que ela buscou Damon para uma suposta amizade inspirada nas visões, como também na conversa com Stefan, algo que pipocou do nada, pois, até onde lembro, Elena e Stefan tiveram curtos diálogos quando se encontravam no mesmo ambiente. Não me lembro deles terem sido amiguinhos desde que terminaram, mas beleza. Confesso que a cena final do episódio foi bonitinha, mas não dou minha bênção. Elena deixou nítido que não aceita um chute na traseira e joga para os dois lados para saber qual dos dois Salvatore morde a isca primeiro. Amo o Stefan, mas ele me cansa com esse papel de fazer o bem para uma garota que o destroçou. Na boa, ela não merece. Pior é saber que daqui para frente ele será o psicólogo da relação Delena. É muita forçada de barra para um recomeço de amizade.

 

Porém, eu senti que esse twist foi uma mensagem subliminar para mostrar que Stefan lida com certas coisas sobre Elena melhor que Damon. O que pode ser tirado de bom dessa aproximação entre Stefan e Elena é que ambos recomeçarão de um ponto que eles pularam: a amizade. Os dois se conheceram e foram direto para um relacionamento, e não tiveram tempo de serem amiguinhos. Esse é um detalhe que aconteceu com Delena, um processo inverso, pois o relacionamento deles virou uma bomba atômica. Tenho muito medo do que essa amizade Stelena renderá, pois não confio na Elena.

 

Os demais

 

Enzo já é um personagem muito querido e ele me surpreendeu ao dizer que queria rever Maggie para agradecê-la, o que mostra como é mais fácil suportá-lo, mesmo com todos os defeitos e instintos assassinos, em comparação ao Damon. Ele possui uma sensatez até que suspeita demais, pois o personagem deveria ser perturbado por tudo que passou. Já dizia Kelly Clarkson: what doesn’t kill you makes you stronger. O personagem garantiu as cenas divertidas mais uma vez e captei um leve traço de falsidade da parte dele com relação ao que Damon passava. Parece até que Enzo gostou de ver o BFF se dar mal por causa das visões. Vai saber…

 

Devo dizer que estou muito feliz e orgulhosa da importância que deram ao Matt. Demorou, mas aconteceu, gente! Através dos olhos dele, foi revelado que o Outro Lado mudou a partir do momento que Markos saiu. Os espíritos simplesmente vagam agora e são engolidos no estilo Katherine (algo a se pensar). Se eu for escolher a melhor coisa que aconteceu neste episódio, sem dúvidas, foi o aparecimento do Kol. Meu coração foi parar na testa. Essa foi a parte do episódio que me fez indagar o porquê ele não foi o 100º, pois a trama pesou bastante nas simbologias e o resgate de certos personagens fez mais sentido em comparação ao que aconteceu no 5×11. Matt, daquele jeito unicamente humano, me fez chorar horrores. Espero que ele trabalhe bastante daqui para frente e pare de morrer – o que me faz perguntar se não é o momento para ele ficar bem louco que nem o Alaric por causa do anel. Apenas uma ressalva.

 

Markos foi apresentado, mas não senti ainda o apelo de vilão, nem mesmo no final do episódio. Ainda não sinto os Viajantes como uma ameaça, mas uma belíssima enrolação de trama. Ao destruir a última faca, cogito que esse plot seguirá para a próxima temporada, algo que aconteceu com Klaus. A única serventia até então do personagem foi desmistificar uma storyline que estava fadada ao fracasso. Ele não era o universo, mas tem a promessa de detonar Mystic Falls, cujos moradores estão possuídos por Viajantes. Pirei com o Tyler que também terá o que fazer e, claro, provar que é um bom merecedor do plot twist.

 

E qual é a do Jeremy? Ele arrasou no último episódio para ter DR com a Bonnie? Please!

 

Considerações finais

 

Volto a perguntar: porque este episódio não foi o centésimo de TVD? Tudo se encaixou perfeitamente e a trama fluiu. Nada soou forçado. Foi um episódio emocional, significativo e humano, três tipos de sentimentos que não existem mais na série por causa da necessidade de dar relevância ao que não é mais interessante: o triângulo amoroso. Paul está de parabéns! Agora, quero ver o bicho pegar… Se é que vai pegar, porque esta temporada só Cheesus. Chega de triângulo amoroso. Mais ação, por favor!

Stefs
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  • gabrielle araujo

    de nada lida eu comentei porque concordei com tudo o que você disse, e com toda certeza vou ficar acompanhando suas resenhas pois elas são realmente ótimas, sem querer bajular , mas são as melhores que já lí sobre a serie. Você aborda cada capitulo de clara e divertida e ao mesmo tempo organizada e direta o que facilita muito a compreensão do leitor. Então parabéns pelo seu talento e continue fazendo esse excelente trabalho seus leitores agradecem.
    Ps: estou ansiosíssima pelo capitulo amanhã e pela sua resenha sobre ele.

    Em 23 de abril de 2014 21:12, Disqus escreveu:

  • heyrandomgirl

    Olá, Gabrielle, tudo bem?

    Obrigada pela visita e pelo comentário positivo com relação à resenha. Isso me deixa mto, mto contente, ainda mais quando se fala do tamanho, pois não sou uma pessoa muito controlada Hahahaah.

    Acho que nosso coração pelo Stefan tem tudo para ficar menor conforme a temporada se aproxima do final, pois não sabemos o que acontecerá com o personagem. Ainda mais depois de tudo o que ele passou.

    Eu espero que Tyler tenha algo realmente para fazer, assim como o restante. Torço muito por isso, pois nenhum dos personagens teve uma história boa e que prendesse como nas temporadas anteriores. O que valeu neste episódio foi a nostalgia, concordo, até porque eu acho os viajantes uma tremenda enrolação. Mesmo que TVD tente voltar ao caminho das mitologias, muito se perdeu.

    Fico bem aliviada que alguém concorde comigo sobre o Markos. Ele vai ter que trabalhar mto na maldade pra convencer. Ainda mais quando se tem a responsabilidade de tentar arrasar mais que o Klaus, um vilão de praticamente três temporadas. Vai ser uma árdua tarefa.

    Eu tive que tirar um print do directed by Paul Wesley, porque não me aguentei de emoção tbm Hahhaahahah

    Mto obrigada mais uma vez pela visita e pelo comentário!

    Beijosss!!

  • heyrandomgirl

    Eu já tentei diminuir a resenha, mas descobri que não consigo. Pra vc ter ideia, meu sábado é totalmente destinado a escrevê-la e ela me irrita em determinados momentos que me dão vontade de chorar Hahahahaha. Mas é bem verdade isso que vc comentou sobre posts grandes, e eu já me conformei que não consigo mais contornar esse hábito. Ainda mais pq sempre acho que falta alguma coisa – e sempre falta Hahahaha

    Há boatos que ele dirigirá mais episódios na próxima temporada e é algo que não duvido, porque a CW pode ter todos os defeitos do universo, mas chega uma hora que ela larga de mão e libera os atores de dirigir, o que deve ser um alívio pra equipe qdo recebe esse aval. Se TVD passar da sexta temporada – eu espero que não se continuar neste ritmo – até outros atores podem se envolver. Mas acho que o Paul é o único com essa pegada, porque ele gosta dessa bagunça toda Hahahaha

    Eu tbm me tornei como vc. Eu só consigo ter foco nos personagens. Fui Stelena mto verde, admiro muito a história do casal, e foi uma luta escrever esta resenha por causa disso. Eu nunca me envolvi em barracos do fandom, mas o shipper me impedia de ser imparcial. Acho que só consegui quebrar essa preferência que mais vejo como um favorecimento porque comecei a acompanhar a bagunça mais de perto e não quis mais pensar assim. Eu me sentia frustrada e impaciente, porque da parte de algumas pessoas que gostam de TVD tudo é a base da ofensa. Infelizmente.

    Eu tinha fé que o Jeremy com todo o discurso dele trouxesse melhoras para a Elena, mas, se nem o irmão foi capaz disso, a personagem se tornou um caso completamente perdido =[

    Torcendo pro Stefan conseguir passar ileso para a próxima temporada Hahahaha

    Beijoss!

  • heyrandomgirl

    Olá, Mirella, tudo bem?

    Eu li seu comentário às 7 horas da matina e ele foi o suficiente para me fazer pular da cama. Eu fiquei tão feliz que não tenho palavras, só sei que bateu forte Hahahahaha. Eu tento ao máximo explorar tudo o que aconteceu na trama de TVD. Já tentei ao máximo escrever a resenha em 3 páginas, mas é uma tarefa que já me conformei ser bem impossível. Eu me incomodo com o tamanho por causa das pessoas que leem, mas não consigo não me aprofundar nos assuntos. Fico feliz que tenha gostado dela. 😀

    Houve muitas coisas boas no episódio, né? Esse eu guardei com muito carinho, sem dúvidas.

    Eu tenho que fazer um artigo psicológico sobre a Elena. Ela continua a agir que nem uma idiota, sem perceber. Acho que ela precisa se consultar comigo para colocar a cabeça no lugar. Ela me odiaria ao ler as coisas que escrevo dela Hahahahaha.

    Antes eu cometia o erro de pontuar o triângulo amoroso, algo que começou a me gastar e não fazer nenhum sentido, pois sempre quis falar de TVD como um tudo. Não queria mais falar bem de um e mal do outro. Isso requereu muito treinamento e bloqueio no coração. Fico mais leve e mais segura ao optar por não tomar mais partido de ninguém.

    Vamos torcer pro Stefan não se dar mal no final da temporada, pois é algo que já virou moda, né?

    Obrigada pelos elogios e pelo carinho. Volte sempre!
    Beijosss.
    Beijoss!

  • heyrandomgirl

    Olá, Alyne, tudo bem?

    Confesso que estou bem preocupada com este ponto, pois, toda vez que o Stefan se aproxima da Elena demais, ele acaba sendo o machucado da história. Por mais que ele esteja todo maduro e mais seguro de si, espero que nenhum efeito colateral rebata nele. Tudo bem que eu tenho a sensação que ele vai parar do Outro Lado, mas é só a sensação Hahahahaahahahh

    Beijos e obrigada pelo comentário!

  • heyrandomgirl

    Eu tbm concordo que as coisas foram bem paradinhas mesmo com toda a nostalgia, pois os viajantes estão um porre, uma encheção de linguiça master. Nem pra trocarem e colocarem o Silas pro final da temporada. ><

    Não boto fé no Markos, ele não tem pinta de vilão e estou com saudades do Klaus causando. Melhor vilão não há.

    Vamos aguardar!

    Beijos e obrigada pelo comentário!

  • Rebecca de Castro

    Adorei a resenha,mas discordo,achei o episódio um porre de chato!

  • Alyne Oliveira

    Preciso concordar com vc,tenho medo da ''amiizade'' stelena ,tenho medo de um nova decisão colocar Stefan de novo em segundo plano,não com o amor mas com a vida!!!

  • Mirella

    Adorei sua resenha! Pra falar a verdade, a melhor que li nos últimos tempos!!! Pensava eu que não haveria fã nenhum da série que pudesse exemplificá-la tão bem sem estar pendendo mais para um lado do triângulo! Mas que bom que vc existe!!! Este ep para mim foi muito importante pq despertou novamente uma aproximação entre Elena e Stefan, como vc apontou, e por acabar com aquele lance idiota do universo. Inclusive, ler sua resenha me abriu a visão para outras questões, como por exemplo a sacanagem da Elena em forçar o Damon a escutá-la sobre as visões, nem tinha percebido, já que nem ligo pra ele, queria que Damon sofresse mesmo, tou cansada do Stefan sempre levar a pior em prol de quem não merece!! Enfim… Parabéns pela resenha! Seguirei acompanhando este site agora! 😉

  • heyrandomgirl

    Hey, Yuri, tudo bem?

    Eu comentei sobre este detalhe na resenha, mas não deixei tão claro com o nome da Vicki (Os espíritos simplesmente vagam agora e são engolidos no estilo Katherine (algo a se pensar)). Deve ter passado batido na hora que vc leu.

    Independente disso, concordo plenamente contigo com relação a essa ideia, pois pensei na mesma coisa e isso dá um pouco de força ao fato da Plec e da Dries terem insinuado dias depois da "morte" da Kath que ela "poderia" reaparecer – sendo que a Dries deixou bem claro que a personagem não retornaria.

    Se não for um erro, é um detalhe que precisa ser trabalhado, sem dúvidas. O Paul até comentou que no episódio ele colocou um easter egg e acho que pode ser associado ao que aconteceu com Vicki.Vai saber, né?

    Mais uma vez, obrigada pelo comentário e pela visita!

    Beijão.

  • Yuri Barbosa

    eu estive lendo as ultimas reviews sobre Resident Evil, e nenhum falou algo curioso que eu percebi: Acho um tanto quando misterioso a maneira com que a Vicki foi arrastada para o ''nada'', o Kol disse que gostaria de nunca saber para onde ela foi, isso significa que isso não é algo comum lá no outro lado, isso me deixa curioso, outra coisa, pode ser apenas coisa da minha cabeça, mas eu achei muito semelhante a maneira como que a Vicki foi sugada para o nada com a maneira que a Katherine também foi, ou elas provavelmente foram para o mesmo canto (acho que não) ou foi um erro de produção do episódio, já que realmente pelo menos pra mim, a maneira que a Vicki foi sugada acabou ficando um pouco parecida com o arrastamento da Katherine, acho pouco provável (não digo de certeza) ter alguma coisa a ver, então aposto em um erro de produção, já que realmente pra mim ficou muito parecido com o fim do 5×15.