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20/maio

Sabe aquele filme tão fofo e tão bonito visualmente que faz você querer fazer parte dele? É esse o caso de Not Another Happy Ending, longa inspirado no livro de mesmo nome assinado por David Solomons e estrelado pela minha linda Karen Gillan. Além de contar com a ginger, outra pessoa que me fez assisti-lo foi Freya Mavor, a Mini de Skins. Para quem não conhece nenhuma das duas – puxões de orelha da Stefs –, o filme vale pela premissa que gira em torno da vida de uma escritora atrapalhada que quer ser publicada. Mesmo sendo uma comédia romântica bem fraca, NAHE entrou na minha lista de filmes obrigatórios para assistir quando os complexos sobre minha vida de escritora wannabe se iniciam. Sim, eu tenho uma parte do guarda-roupa dedicada a isso.

 

Jane Lockhart é a personagem principal de Not Another Happy Ending, uma escritora ingênua que corre atrás para que seu 1º livro seja publicado. Duramente, ela enfrenta a realidade de inúmeras cartas de rejeição que terminam em um mural, que também é chamado de mural da dor. Depois de muitas tentativas, eis que o momento de glória da personagem chega e Tom, dono de uma editora pequena e um ogro de editor-chefe, dá a Jane a sonhada notícia: ela será publicada e terá um contrato para mais 1 livro. Logo, a escritora se torna muito prestigiada, basicamente um fenômeno para uma editora perdida na Escócia. Jane começa a desfrutar os melhores momentos da sua vida, com mesa de autógrafos, leitura do livro, turnê de divulgação, prêmios e um namorado arrogante que se empenha em escrever um roteiro inspirado na obra dela. Tudo está perfeito, até essa maré de boa sorte se virar contra ela.

 

O bloqueio criativo empaca Jane no último capítulo do seu segundo livro. Isso desespera Tom que tem a ideia nada brilhante de tornar a vida dela bem infeliz, pois Jane é daquelas que escreve inspirada em experiências pessoais, o que a faz resgatar muitos sentimentos que rebatem em uma escrita profunda e sensível. Isso quer dizer que, estando feliz, ela não escreve nada. Enquanto ele se empenha em infernizá-la, Jane tem que lidar com outros demônios, tais como Darsie, personagem do livro que a persegue por querer seu final feliz.

 

Há muitos motivos bobos que impulsionam a trama, mas isso não quer dizer que Not Another Happy Ending seja péssimo. O filme é muito agradável e garante boas risadas e suspiros até o final. Sem contar que Karen está maravilhosa. O pecado é que, por ter um foco romântico, a vida de escritor não é aprofundada, pois o roteiro ficou preso à proposta do bloqueio de escritor versus às artimanhas de Tom em fazer os dias de Jane bem ruins. Contudo, esses dois plots conseguem divertir.

 

Vale dizer que nem tudo são risos, pois há a parte sensível que fica por conta da relação de Jane com o pai.

 

You don’t have to be miserable to write. You do because you have to.

 

Muitas coisas tornam Not Another Happy Ending agradabilíssimo de assistir, como a fotografia com tomadas incríveis de Glasgow. O clima do filme também é muito diferente se for comparado a um rodado em Londres. Karen Gillan está incrível e não digo isso por ser uma extrema fangirl. Este foi o primeiro trabalho dela pós-Era Pond em Doctor Who e o carisma dela compensa qualquer deslize de roteiro. A atriz não encarnou uma personagem desafiadora, mas Jane é Karen e vice-versa, especialmente por causa do jeito destrambelhado.

 

Outro ponto positivo de NAHE é que Jane não cai no clichê de escritora supervalorizada ou que tem uma arrogância e um ego nas galáxias. Ela é uma garota comum, cujo sonho é ter um livro publicado. A personagem escreve por amor e o prestígio vem como consequência. A trama é simples da mesma forma que a protagonista. Jane se destaca, principalmente, por causa do comportamento positivo quanto ao que escreve por ser devota ao que faz e por levar para o lado pessoal se aquilo que projetou não acontece como de fato precisava acontecer. É bem legal ver no filme o impasse entre escritor e editora, mesmo que muito breve. A parte negativa é que tudo acontece rápido demais, sem aprofundar os detalhes que tornam o longa, à primeira vista, encantador. É como se a trama se perdesse junto com a mente bloqueada de Jane.

 

Além de tudo isso que escrevi, o filme ainda brinca com os sentimentos do escritor ao mostrar as fases importantes do processo: escrita, rejeição, aceitação, publicação e divulgação. Tudo muito rápido também, o que é uma pena. Eu não reclamo muito da qualidade do longa porque a proposta de NAHE é reescrever o amor e isso acarretou no romance que tem um final que achei demais de tão criativo.

 

Not Another Happy Ending é visualmente lindo, alegre, colorido, atrapalhado e sensível. É diversão garantida!

 

 

Nota da autora: o filme não chegou ao Brasil e imagino que não tenha previsão. Isso quer dizer que não há nome e nem legenda em português (ao menos não encontrei). Quem tem ouvido bom para o inglês, só sentirá um pouco de dificuldade por causa do sotaque escocês que é carregadíssimo. Eu assisti ao filme duas vezes para poder resenhá-lo, mas quem não tiver esse mesmo compromisso pode conferi-lo de boa.

Stefs
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