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12/jun

Nem parece que fez tanto tempo que Pretty Little Liars tirou umas férias, né? Como tradição, acompanharei mais 1 ano das nossas queridas meninas que já começaram muito bem, com a pose de imbatíveis. As Liars retornaram cheias de gás e de dinamismo, deixando de ser o popular quarteto para dar espaço para mais uma pessoa: Ali DiLaurentis. Ainda é muito cedo para apostar em alguma coisa ou teorizar sobre algo, mas estou bem positiva com relação a esta temporada. Por enquanto, posso dizer que minha grande esperança está concentrada em Ali, pois acredito que a personagem tem tudo para tirar a trama da mesmice e da monotonia. Sem contar que há muitos segredos que podem sair debaixo do tapete por causa da presença dela que, este ano, será mais constante. A Queen pode apimentar tudo, né?

 

A season premiere foi uma emenda da finale da 4ª temporada e o clima não estava dos melhores por causa do tiro que Ezra recebeu de A. Com medo do que viria a seguir, o quarteto, que passou a ser um quinteto, trabalhou o episódio inteiro não só para salvaguardá-lo, como também para manter Ali embaixo do braço. Todas estavam muito empenhadas e mantiveram o ritmo eletrizante da trama. Porém, Ezra foi a principal razão de fazer as meninas agirem de um jeito bem sagaz. O professor era o alvo mais sensível por ter anunciado o conhecimento da verdadeira identidade daquela/daquele que perturba a paz de Ali e das Liars. Não seria nem um pouco fora do propósito garantir que ele ficasse de matraca fechada. Só sei que todo mundo queria que seus objetivos fossem bem-sucedidos.

 

A estava tão atrevido/atrevida que tenho que desabafar sobre a cena da ambulância. Foi genial! Se não fosse pelas fotos dos bastidores dos próximos episódios, acharia que Ezra iria dessa para melhor, ainda mais depois dessa ousadia que fez meu coração parar na garganta.

 

Para deixar a situação de Ezra ainda mais dramática, Aria tinha que ser responsável pelo gostinho saudosista com relação ao shipper. Por mais que meu coração tenha um pedacinho Ezria, ainda sou meio contra ao revival do casal. Espero que demore bastante para ambos reatarem. Vamos combinar que as prioridades são outras, mesmo que Marlene tenha garantido muitos casais nesta temporada, o que acho bem errado. Sendo sincera, os romances não são a prioridade em PLL, acho horrível quando começam a dar destaque demais a isso, e o que realmente importa acaba de lado. Inclusive, os shippers costumam ajudar na encheção de linguiça e nunca cansarei de repetir que alguns quebram o ritmo da trama.

 

Não tenho nada contra uma dose de amor, sou Spoby ferrenha, mas com Alison na vizinhança, quem são os casais na fila do pão? Calma que não sou tão má assim, pois a curta cena Ezria no hospital foi muito fofa e me fez suspirar, o desespero de Aria sempre comove e quase tive um enfarto quando ele teve um piripaque.

 

A minha crença de que Ali será o destaque da temporada foi confirmada por causa do empenho dela neste episódio. A personagem é dúbia e honra perfeitamente o ditado de what you see is what you get. As Liars querem acreditar que ela se tornou uma boa pessoa e é isso que ela venderá para ter proteção. É tudo uma questão de sobrevivência e, claro, de mais mistérios. Ali estava bem posicionada entre as meninas, engajada, envolvida e preocupada. Era como se a personagem sempre fizesse parte do elenco principal de PLL. Se isso é falsidade, não sei, pois ainda não dá para tirar uma conclusão enquanto uma das milhões de facetas dela ganha mais atenção que as outras. Não tem como negar que a versão de boa amiga caiu como uma luva e foi muito útil dentro de tudo o que aconteceu. De fato, conhecemos um lado da personagem que nunca foi apresentado, nem mesmo nos incontáveis flashbacks.

 

Porém, a impressão que ficou é que ela mudou por causa das circunstâncias. É bem doentio uma pessoa fingir a própria morte e o que me aborrece um pouco é que demorará demais para que as motivações sejam explicadas. Por causa disso, espero que seja algo que me deixe muito mal por semanas. Enquanto esse dia de glória não vem, Ali surpreendeu ao dar muito apoio para Aria com relação ao Ezra, ao ponto de querer assegurar se os dois tinham chance. Em algumas cenas, considerei seriamente o fato dela ainda gostar do professor, pois o questionamento poderia ser uma forma de saber qual parte do terreno é mais seguro pisar. Em suma, Ali estava boa demais para ser verdade. A mágoa dela por Shana também tentou me testar, mas continuarei com as minhas dúvidas. Vão me dizer que Ali não adoraria o ato final em que as meninas a protegem contra um amigo que se tornou inimigo nos últimos minutos da prorrogação? Ela amaria isso, gente!

 

Meu teste de descrença com relação ao comportamento de Ali quase desvaneceu também na despedida de CeCe. Não tem como negar que as duas são muito mais que BFFs. Ambas são cúmplices de incontáveis tramoias e crimes. Ambas não são apenas parecidas fisicamente, como pensam igual também. As duas são malucas e não hesitam em fazer o que é melhor, especialmente para si mesmas. Devo dizer que não engoli nem um pouco o jeito como CeCe escapou da prisão, como se fosse tão fácil quanto sair do banheiro. Eu não aceitei isso, ainda mais por lembrar da Mrs. D que também caiu em uma emboscada e acabou enterrada. Se A conseguiu passar despercebido/a, nada impede que um auxílio a mando de Ali tenha facilitado o caminho para CeCe. Afinal, ficou entendido que a Queen tem muitos contatos além das Liars.

 

Ali sempre foi muito fria, persuasiva e manipuladora, mas, perto de CeCe, e até mesmo de Emily, ela estava mais humana. Tudo porque ela parecia realmente preocupada com toda a situação desencadeada por A. Fiquei pasmada, pois, se a ideia é fazer com que todo mundo seja enganado por ela de novo, o resultado tem tudo para dar certo. A personagem estava muito convincente, muito confortável até mesmo quando estava temerosa. Quando Ali abre mão de ir embora para assegurar CeCe, admito que fiquei tocada, pois imaginei que rolava um ódio desde o que aconteceu com Wilden. Contudo, as duas renderam uma cena muito interessante e CeCe foi embora com o prêmio de melhor aliada dentro dessa bagunça. Espero que ela retorne logo, pois quero ver mais interação das duas.

 

Esclarecimentos: eu também fiquei contente com certas revelações, algo que Ali tem obrigação de dar agora que as Liars sabem da existência dela. CeCe não era Red Coat, mas uma imitação. Porém, isso não me fez aquietar na crença de que esse impasse que dominou praticamente uma temporada inteira acabou. Eu acredito que essa persona ainda existe. O casaco vermelho foi considerado parte do cosplay de Vivian Darkbloom, que recebeu uma menção honrosa neste episódio. Talvez, um lembrete de que essa faceta não morreu. Para fechar o ciclo, Ezra não tinha nada a ver com os paranauê de A. Temos dois inocentados até que se prove o contrário.

 

O tão aguardado flashback foi muito fofo, porém, o que chamou atenção foram os diálogos e a menção de Ezra ao chamar Ali de sua Holly Golightly. Ele não estava tão errado em dizer isso, pois essa clássica personagem do filme Bonequinha de Luxo é famosa por sua vida de aparências. Ela não é verdadeira sobre quem realmente é e consegue enganar muita gente. Ali sempre foi descrita como uma ótima contadora de histórias, temos o diário dela como uma das maiores provas disso, e as semelhanças com Holly fazem jus à fórmula que compõe Alison DiLaurentis. Isso me fez voltar para o season finale da 4ª temporada. O relato dela estava muito perfeitinho para fazê-la de garota vítima das circunstâncias. Como se ela nunca tivesse feito mal a ninguém e não merecesse o que aconteceu.

 

Para botar mais lenha na fogueira, Ezra emenda que ela já é uma atriz por contar a própria história com extrema convicção. Daí, entramos na parte da adoração e da encenação. Ali sempre quis ser imortalizada e adora uma mentirinha para causar o caos na vida de alguém.

 

Assim, deixo registrado que não confio 100% nela. Contudo, isso não quer dizer que duvido que ela não seja uma boa amiga. Eu até acredito nisso, mas os benefícios da segurança, um detalhe importantíssimo que a fez ficar foragida por 2 anos, soam mais fortes. O que deu mais respaldo para minha desconfiança do caráter atual dela foi o gosto de saber que Ezra mentiu sobre ser pobre. Ou seja, ela ainda não perdeu o gosto pelo jogo. Tudo bem que não me espantaria se ela dissesse mais tarde que usou tudo e todos porque é divertido, algo bem do feitio dela. Por se tratar de começo de temporada, ainda não dá para julgá-la, mas que a história da noite que ela resolveu se fingir de morta está mal contada, está sim.

 

O grupo de vitimizados por Alison DiLaurentis

 

Essa parte foi inspirada em Meninas Malvadas, não é possível. Mona me deixou bem chateada com essa tomada de atitude em recrutar todos os que foram vitimizados por Alison DiLaurentis. Quando Lucas apareceu, achei que a reunião teria um papo bem sério, mas me vi dando risada com o que foi revelado. Nada mais insensato que unir todos que sofreram bullying de Ali. Claro que essa ideia pode ser uma tremenda fachada, pois temos Melissa inclusa no pacote. Digamos que a Hastings nunca foi de brincadeira quando a pauta principal é a eterna rival e ela não ficaria em casa sem fazer nada. Mona pode ter feito isso para ganhar tempo também, mas achei a empreitada infantil, justamente por esperar algo mais inteligente.

 

Paige chegou bem perto de receber um pouco do meu amor, mas deletei a personagem de vez quando ela retrocedeu ao ver Melissa. Lá vai ela cometer a milésima burrada para afetar o antigo amor platônico de Emily.

 

Adendo: o grupo de vitimizados me fez pensar no N.A.T. Club. Nada como juntar aqueles que odeiam Ali e botá-los para vigiá-la. Olhos em todos os lugares. Vale lembrar que Melissa está no time de Jenna, que também incluía Shana. Pela conclusão deste episódio, o tal “B” Team resolveu juntar forças e a tal mudança de jogo que Mona deixou subentendido pode ser algo mais ou menos parecido com isso. Porém, vale lembrar que ela não é mais funcionária de A. O grupo possui o benefício de Ali ter passado tanto tempo fora, o que tornará essa galera meio desconhecida. O tempo passa, né?

 

Os Hastings

 

Essa família maravilhosa tem muita coisa para contar e, pelo visto, ela será ainda mais influente e importante nesta temporada. Estou bem feliz com a ideia de ver mais a Torrey, pois Melissa simplesmente não pode ficar de fora de uma temporada em que Ali está oficialmente viva. Sem Jessica DiLaurentis no pedaço, é muito provável que Peter e Veronica sejam o elo de apoio tanto para Ali quanto para Jason, e tenho certeza que isso causará muitos surtos, especialmente no que condiz à Spencer. A dualidade de Melissa sempre foi muito interessante, pois ela também sabe ser uma bela mentirosa. O que voltou a encucar no plot dela foi o segredo compartilhado com Peter no season finale da 4ª temporada, algo que chama atenção por não poder ser compartilhado nem mesmo com Veronica. Pior que isso é incluir Spencer. Só eu percebi o quanto ela estava com medinho do papai?

 

Dá para imaginar que o segredo tenha a ver com os DiLaurentis. Não há como negar que os Hastings tem uma parte da vida interligada a essa família, e acho que isso não se resume apenas a existência do Jason. Radley, Spencer, Marion… Acho que tudo está interligado.

 

Adendo: só eu achei que Melissa foi muito firme ao dizer que tinha certeza que era o corpo de Ali enterrado? Ela falou com tanta vontade que me deixou com a pulga atrás da orelha.

 

As Liars e Alison

 

As Liars estavam bem confiantes na presença de Ali e isso me deixou satisfeita. Por mais que o momento fosse de puro alarde, a dinâmica foi perfeita. A cena do parque foi sensacional, uma pena que terminou em algo muito bizarro. Tenho horror a máscaras! O que deve ser tirado disso é como elas realmente se uniram para proteger Ezra. Adorei como Ali se impôs, bem como Emily, Spencer e Hanna que fecharam o combo badass. O quinteto incorporou a arte da guerra e, de quebra, tiveram uma chance de colocar parte da conversa em dia. Por mais que essa alegria de viver em grupo pareça permanente, o lado positivo dessa situação é que as meninas ainda não confiam em Ali. Isso é ótimo, pois já me basta a Emily ser facilmente enganada por tudo o que o seu amor platônico lhe diz. Quem será a energia entre elas é Spencer por ser quem questiona e quem confronta. Com essa Liar, o buraco é mais embaixo. Afinal, a treta sempre será entre Ali e ela, e a competição entre ambas está apenas no início.

 

Spencer e Ali compõem o embate que quero ver por muitos e muitos episódios. A cena do hotel em que elas procuram por comida representou um pouco do que está por vir. Hanna e Emily ovacionaram Spencer diante de Ali, e isso não foi muito bem digerido. Na mente da Queen, esse era o posto que lhe pertencia. Foi muito fácil captar essa infelicidade da parte dela, como também a sensação de chateação por ter sacrificado a amizade para se esconder, o que acarretou na perda de muitas coisas. É aqui que começam as diferenças, pois as Liars amadureceram e estão mais independentes. Aquelas meninas do celeiro não existem mais e imagino perfeitamente como Ali tentará ser a melhor do grupo de novo, especialmente para confrontar Spencer. A treta tem tudo para ser intensa.

 

O que me deixou bem sentida foi quando Hanna, Spencer e Emily tentam visualizar uma vida sem A. Mal sabem elas que isso, provavelmente, só acontecerá em 2016.

 

Desconfiança é essencial para tornar as coisas mais interessantes e para não dar espaço para Ali achar que pode fazer o que bem entende. Como Ezra disse, Ali conta as histórias com convicção e é bom nos prepararmos para contos que podem ter trechos verídicos e falsos.

 

A morte de Shana

 

Pior que o grupo de vitimizados por Alison DiLaurentis, a ideia de Shana surgir como um dos milhões de inimigos de Ali foi muito tosco. A personagem sempre me pareceu excelente e, do nada, ela perde o controle, surta e acorda com vontade de matar a então BFF por causa do amor por Jenna. Que.coisa.mais.sem.graça! De fato, a cena final do episódio foi digna de último ato teatral. Shana surpreendeu pelo posto de maluca, mas nada fez sentido. Sei que teve muitas pistas sobre a personagem, porém, não consigo pensar em nada que a impulsionaria a virar a casaca, a não ser o namorico com Jenna, e ainda não é o suficiente. No hospital, havia uma versão de quem seria A que foi atraído/a para fora pelas meninas. Shana surge em um ponto de dúvidas após a cena em que Ali faz a tal ligação para os amigos. Quando Ezra surta, fiquei abismada. Fazê-la de suposta A foi demais para a minha saúde. Nada a ver!

 

Shana morreu de um jeito muito fácil também. Dar à personagem a oportunidade de se revelar como parte do “A” Team foi apenas uma tentativa de tirar o foco das coisas mais importantes. Afinal, as Liars agora acreditam que tudo acabou. Shana poderia ser um bode expiatório. A traição dela soou como avassaladora para Ali, mas até quando? Vale dizer que achei a cena muito parecida a que acontece em Pânico 2, onde o ponto conclusivo também acontece em um teatro. Marlene e suas inspirações.

 

Perguntas:

 

Ali disse que tinha amigos. Quem são eles? Achei muita coincidência Shana surgir no hospital depois da cena em que ela está ao telefone;

 

No hospital, quem quer que fosse A, me deixou encucada com a mensagem de ordem para seguir a líder que poderia ser Ali ou um pedido da/do mandante da missão. Isso reforçou a ideia de que havia mais de uma pessoa do “A” Team em NY. Daí, a cena corta para Ali disposta a atrair A e me lembrei dos livros… Só vi sinais;

 

O plot final de Shana deixou no ar a busca pela justiça. Considerando as últimas afiliações dela, posso imaginar que essa seria a mensagem do grupinho de Mona?;

 

Aria segurou a espingarda. Alguém pensará nas digitais?;

 

Qual mestre Noel obedece de verdade? Por mais que ele esteja de boa perto de Ali, ele já se enrolou com a Jenna, né? Depois do incidente com Shana, há muito que se pensar…

 

Eu amei este episódio, especialmente do trabalho em equipe das meninas. Parecia até que Ali nunca tinha ido embora. Espero que continue assim.

Stefs
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