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27/jun

Se o episódio da semana passada de Pretty Little Liars causou um tremendo nó no cérebro, este terminou de queimar meus neurônios. Minha cabeça explodiu diante de tanta informação. Depois de dois episódios que concluíram o círculo em torno de Ali estar viva, agora a trama resolveu dar os primeiros sinais de engate. Ali se assentou, bem como as Liars, então, nada mais justo que ir ao que interessa. Claro que, na visão da série, isso significa que chegou a hora de abrir um enorme leque de informações. Junto a ele, veio o mar de suposições que recomeçou o acho que é, mas não é e o diz que me disse, mas não disse nada. Este episódio abriu espaço para mais um longo período de enrolação e, dessa vez, parece que será bem forte, algo que sempre deixa qualquer fã de PLL frustrado demais. O que aconteceu esta semana foi um bombardeio de incógnitas, banhado de frases de efeito, acompanhado de muita histeria. Confesso que não curti o comportamento de certos personagens, como também de certos questionamentos, mas falarei sobre isso conforme a resenha se desenrola.

 

Aviso: a resenha ficou enormeeeeee!!!! Culpem os personagens.

 

O episódio foi intenso. Nem dá para dizer se ele foi bom ou ruim, pois o objetivo foi muito claro: pontuar as incógnitas da vez. A trama trabalhou raciocínio e reflexão, daquele jeito que ninguém sabe o que fazer com tanta informação. As Liars estavam compenetradas e preocupadas. Ali melancólica, mas atenta. Os dias se passaram – ao menos foi o que deu a entender – e o funeral de Jessica DiLaurentis foi palco para um conflito, não só entre a família, mas entre o quarteto. Achei uma pena essa doida varrida ter morrido. Tudo bem que não vimos o corpo dela dentro do caixão, mas, por enquanto, ela não existe mais em Rosewood. A tradição de PLL em abraçar o clima fúnebre não ganhou atenção como de costume, mas foi bacana rever as meninas prontas para mais um adeus.

 

Durante o babado, alguém sentiu falta da fatídica SMS de A? Eu fiquei à espera do recadinho como se minha vida dependesse disso. Cada vez mais começo a aceitar que o “A” Team acabou. Repito que esse silêncio não é normal, ainda mais quando se tem a perda de uma pessoa que aparentou ser importante para Ali. Motivo mais do que perfeito para enviar uma mensagem cheia de deboche, não?

 

A perda da Mrs. D deu oportunidade para conhecermos um pouco mais da dinâmica dessa família que tem muita história, mas metade nem foi contada. Surpreendi-me com o comportamento do Mr. D, todo dominante e desagradável com Jason (certeza que é recalque por não ser filho dele). O surto ao ver o vestido que Ali usava foi espantoso, mas, nesse quesito, ele teve toda a razão em dar a louca. Afinal, o traje não era só um traje, mas um figurino que também foi usado no velório da filha. Se eu acreditei nessa coincidência? Nem um pouco. A escolha não foi inocente, pois Ali gosta do espetáculo. Ela é a atriz, lembram? Ela gosta de encenar e de causar conflito. Ela gosta de ser o centro das atenções. Duvido muito que Ali não tenha assistido ao próprio velório justamente para conferir se a mentira deu certo, como também para se vangloriar. Não é possível que a garota não tenha notado a roupa da mãe naquele dia. Estou com Spencer: nada disso foi coincidência.

 

Em contrapartida, não duvido que Ali tenha sentido a morte de Jessica, independente do tipo de relação que ambas possuíam. Acredito que isso pode instigar o desejo dela por vingança. Não acredito, tão pouco, que ela esteja amedrontada. Nem Mona conseguiu abalá-la, quem dirá uma situação da qual ela já enfrentou. Ali parecia abatida, mas estava muito ligada nos arredores. Como venho dizendo desde o começo desta temporada, pode-se esperar qualquer coisa do caráter da personagem. Por mais que ela parecesse muito triste com a perda da mãe, isso ainda não é o suficiente para torná-la uma boa samaritana. Ninguém sabe qual é a dela e eu começo a alimentar ainda mais o fato de que A samba na minha cara. Ao menos, até certo ponto da trama, Ali deve ter feito parte da brincadeira. Até que se prove o contrário, a jovem não é confiável e essas facetas têm tudo para gerarem uma tremenda confusão. Ela ama mentiras ao ponto de dominá-las perfeitamente como se fossem verdades, o que a faz digna de desconfiança.

 

Vale um adendo na cena em que Hanna entrega o vestido para Ali: em um momento, ela estava chorosa e a expressão dela mudou rapidinho quando a Liar a deixou sozinha. Isso quer dizer o quê? Medo? Tédio? Receio? Bipolar mesmo essa menina, hein?

 

Além do caráter suspeito, finalmente Ali mostrou as garras e recomeçou a plotar. Tudo bem que isso é motivo de preocupação, mas é bacana saber que ela não abaixará a cabeça. Ezra se tornou o gancho essencial para mantê-la na superfície, cujo reencontro pareceu desconfortável para ele e natural para ela. Achei que o professor estava com receio de respirar o mesmo ar que Ali, não só por ter medo do que Aria pensaria de um momento entre duas pessoas que tiveram um relacionamento, mas por saber o que acontecerá se voltar a remar no mesmo barco da sua Holly. Além do livro de assinaturas do funeral da mãe, Ali quer mais informações que podem gerar a continuação do manuscrito de Ezra. Tendo pistas, há chances de se garantir. De novo, ela carregará meio mundo na nova trama para se proteger e sabemos que nada termina bem. Espero que os movimentos dela daqui para frente sejam interessantes e que a personagem saia logo dessa “versão” de coitadinha. Ela não é, né?

 

Todos contra Jason

 

Jason se tornou suspeito pela morte de Jessica. Achei uó! Ainda mais por ter sido uma ideia reforçada pela Emily, a Liar que tem me tirado do sério desde a temporada passada. O irmão de Ali passou de pacificador de uma situação totalmente desconfortável entre o pai e a irmã para ser um criminoso. Concordo que até certo ponto ele poderia ser o responsável, pois é quase certo que Jessica conhecia quem “matou” Ali. Conforme o desenrolar da trama deste episódio, foi fácil pensar que Jason teria feito o que fez para silenciar para sempre incontáveis segredos. A mãe era uma caixa de Pandora e morreu por causa disso. A situação do personagem também me fez lembrar do quanto ele foi deixado de lado não só por ter problemas com a bebida, mas por não ser 100% DiLaurentis. Ali o sabotou muito, não há como negar, um embate que deve ter gerado muita mágoa, mas ao ponto dele matar a mãe? Que eu saiba, Jason tem mais motivos para capotar a irmã, isso sim.

 

A ideia de colocá-lo nos holofotes foi para fazer as Liars se movimentarem, o que mostra como a temporada ainda está sem foco. Sem A, é preciso encontrar algo para se apoiar. Claro que com Jason isso não funcionou, pois essa suspeita não teve um pingo de coerência. Inclusive, queria saber de onde Emily tirou tanta certeza sobre alguns fatos, em especial sobre Jessica saber quem bateu em Ali (sendo que Ali desmaiou, sem saber a reação da mãe). Não dá para levar essa Liar a sério, de verdade, por ela ser passional demais. Desde que Ali voltou, Emily gira ao redor dela. A parte maravilhosa foi vê-la quebrar a cara. A personagem já deveria ter aprendido que nada é dado de graça, ainda mais escancarado desse jeito. As coisas em PLL não funcionam assim, né Ems? Acorda, menina!

 

Ainda em Jason, ele pode ser um belo mentiroso, mas, como Spencer bem pontuou, ele ficou bem afetado com a morte da mãe. A parte “boa” é que ele tem um álibi por causa da temporada na reabilitação. Eu até que fiquei aliviada com isso, pois já me basta a irmã como a problemática da família. Como disse na semana passada, acredito que Jason agiu todo esquisito para proteger Jessica, um ponto que tem mais fundamento para qualquer suspeita. Afinal, ele tinha algo para fazer na Filadélfia, poderia ser uma reunião do AA, mas a urgência do comportamento ainda não me fez crer que o personagem estava todo alarmado só para comer pizza e bater um papo com a galera da reabilitação. A não ser que o pai dele não saiba disso e ele tenha vergonha de contar. Fiquei com dó e não tiro a razão dele em não querer viver em uma casa mal-assombrada, a definição perfeita de onde vive. Pelo menos por enquanto, Jason está fora da lista de suspeitos, mas ainda acho que há algo mais na Filadélfia, muito bem camuflado aos olhos das Liars. Sem contar que ele ainda é valioso por ter deixado subentendido que sabe de muitos segredos, especialmente dos Hastings. Isso me fez lembrar do receio dos DiLaurentis até mesmo para lidar com Spencer.

 

Spencer contra todo mundo

 

A estadia de Jason serviu para uni-lo à Spencer. Eu estou amando essa dinâmica e ficaria muito feliz se continuasse. As olhadelas de soslaio durante o conflito do Mr. D e da Ali me fez ficar no chão, pois shipparia os dois muito fácil se não fossem irmãos (e se Spoby não fosse lindo). As cenas entre ambos contribuíram para que eu ficasse no chão. Meu cérebro pediu arrego por causa de tantas suposições em torno do e-mail de Jessica, um dos plots que mais despejou informação. A mensagem incompleta e não enviada perdeu um pouco do valor quando Jason fala com toda a convicção do mundo que Spencer não deve confiar em Peter. Isso é de um peso estrondoso, pois se trata do pai deles. Se a Liar não pode confiar naquele que a sustenta, supõe-se que há um motivo horrendo. Dessa forma, é fácil incluir o segredo de Melissa, como também o inusitado encontro entre Peter e Ali, com direito a uma carona que ficou solta no ar. Jason não é bobo e, acima de tudo, reconhece a inteligência de Spencer. O que ele fez antes de ir embora foi dar o suficiente para que ela começasse a investigar.

 

Adendo: a mensagem de Jessica também me fez pensar em milhões de coisas e adorei o joguinho mental de Jason para fazer Spencer pensar nos motivos que fariam uma pessoa interromper um objetivo. Para isso, vamos recapitular: os 2 últimos episódios da 4ª temporada se amarraram aos 2 primeiros desta. Tudo começou no Bridal Show, organizado por Jessica. Àquela altura, é bem provável que ela soubesse que a filha estava viva. Duas horas antes, o e-mail foi a 1ª coisa que a Mrs. D se empenhou e, de súbito, achou melhor dizer que não poderia proteger o nosso desconhecido cara a cara. Isso pode incluir uma 3ª pessoa, no caso, ficou a entender que seria Peter. Também é preciso levar em conta que Jessica pode ter interrompido os pensamentos por causa da missão de entregar a mala para certo alguém. Depois disso, teve o lance da delegacia, o que a impediu de dar atenção ao e-mail. De lá, ela sumiu. Esse é um dos nós que me encucam no momento. Quem recebeu a mala? Para quem era o e-mail? Socorro!

 

Peter contra todo mundo

 

O elo Hastings-DiLaurentis está cada vez mais estreito. Peter ganha seu lugar ao sol na trama desta temporada e pirei quando ele comenta sobre uma mudança. Já era tempo, né? Depois de tantos perrengues, eu mesma teria feito minhas malas e procurado outro canto para viver. Por mais que Peter tenha segundas intenções com relação a essa súbita decisão, a atitude foi bacana. Não me lembro de nenhum adulto levantar a bandeira para sair de Rosewood.

 

O que importou foi o confronto entre os típicos Hastings. Tudo porque o lado investigativo de Spencer voltou com força total. Isso quer dizer que Peter tem que lidar não só com os DiLaurentis, como também com o segredo de Melissa e com a filha mais nova que quer saber das coisas. Para tristeza e desespero dele, Spencer estava histérica e pulso firme, comportamentos que gosto demais. Porém, deixo neste parágrafo minha preocupação. A Liar sempre surta e nunca termina bem. Inclusive, eu a sinto meio abalada ainda com o ocorrido na temporada passada. Em tese, ela não teve tempo de se recuperar e logo mergulhou na neura de ficar à espreita de tudo que envolve os DiLaurentis. Claro que nada de bom virá, ainda mais depois de ter recebido dois avisos, de duas pessoas diferentes. De um lado, Melissa foi ardilosa em dizer para Spencer se afastar de Ali. Do outro, Jason pede para que ela desconfie de Peter. Dizer isso à Liar é o mesmo que lhe dar aval para vasculhar, e foi exatamente isso que ela fez.

 

Spencer bem que tentou amarrar Peter pelos calcanhares, mas deu de cara com o insucesso. Não só com o insucesso, mas com a repetida situação de não estar inteirada dos fatos diante da muralha formada pelo pai e pela Melissa. Isso só a deixou mais agitada e eufórica, totalmente sem paciência para quem está começando agora. Eu gosto bastante dessa versão da Liar, mas devo dizer que fiquei um pouco descontente com o suposto “patriotismo” com relação ao Jason. Tudo bem ficar preocupada e tentar defendê-lo, ainda mais por ela ter se aproximado dele com o passar do tempo. Contudo, não gostei desse papo “nosso sangue é o mesmo”. Ficou esquisito, até mesmo para a própria Spencer que sempre foi muito cuidadosa e cética. Não soou legal, nem quando ela discute com Melissa. Spencer começa a ter sérios problemas de lealdade, sendo que ela é 100% Hastings. Só me falta a personagem ser projeto de traição também. Daí desço rolando pela ladeira.

 

A propósito, foi ótimo vê-la contestar Emily com argumentos e atitudes que beiraram ao sarcasmo.

 

A muralha formada por Peter e Melissa em torno do segredo – como milhões de outros que envolvem os Hastings e os DiLaurentis –, tem apenas como objetivo impedir que Spencer avance. Foi muito fácil captar o quanto Peter e Melissa sentem o peso dessa incógnita que muda cada vez a rotina e o comportamento deles. Peter anda enchendo a cara, Melissa está desesperada em compartilhar o que sabe, ao ponto de quase dar com a língua entre os dentes. Isso me faz pensar que o segredo deve ser delicioso, aquele que faz Melissa nadar em um mar de rosas só por ter destruído alguém. No caso, é bem provável que a vítima seja Spencer. Mesmo com as mudanças no convívio, Peter trouxe um argumento muito interessante: problemas complicados podem ser resolvidos com medidas simples.

 

Logo em seguida, ele emenda que é simples resolver algo quando não se sabe se de fato é verdade. Essa última sentença me fez relembrar de todo o dilema de Spencer e do que Peter e Veronica fizeram. Os pais encobriram a “verdade” da filha, sem ao menos terem certeza se ela teria matado Ali ou até mesmo a garota que foi enterrada no lugar. Até então, esse é o único segredo que poderia perturbar os Hastings, especialmente Peter, por ele ter ajeitado a bagunça. Óbvio que deve haver algo mais…

 

Para concluir o plot Hastings, Melissa apareceu com aquela expressão de boazinha, mas não perdeu o hábito de agir como uma cobra, muito bem protegida pela pele de cordeiro – que bem seria Peter. Meu Deus, o que diabos essa mulher quer tanto contar? A rainha ainda não deixou barato e cobrou satisfação pela suposta perseguição de Toby. Mais uma vez, Wren foi citado, e me pergunto quando esse lindo dará as caras. Depois de aparecer como líder do grupo de vitimizados por Ali, Melissa parece muito confiante. Tudo bem que o tal segredo lhe dá certa fragilidade, o que pode ser uma falsa impressão, mas a personagem deixou muito claro que qualquer um é capaz de fazer o que quiser sob qualquer circunstância. Uma frase de efeito que deve pertencer à vida dela desde que começou a combater Ali.

 

Pressinto que esse tal segredo será desvendado no episódio 100, mais precisamente o 5×05, pois há promessa de que algo será revelado. Os Hastings estão confirmados, olha a dica.

 

Balanço dos outros personagens

 

As Liars não trabalharam em conjunto. Sem o mínimo de esforço, Ali conseguiu separá-las. Enquanto Hanna e Emily culpavam Jason, Spencer tentou amordaçar o pai e Aria teve que lidar com Ezra. A única coisa que as colocam na mesma página é a nova mentira propiciada pela antiga rainha da cidade, um ponto de preocupação, pois, até agora, o caso Shana não entrou em ação. O quarteto retomou a rotina escolar, mas sem deixar de pensar no que ofereceriam de argumento real assim que a polícia exigir um interrogatório. No decorrer da trama, meio que senti uma tentativa de mostrar o quanto as meninas acham que se conhecem. Aria era a mais frágil e as outras meninas estavam nem aí. Emily só quis saber de proteger Ali, Hanna está perdida na noite e Spencer só quis saber de Jason. Não há cumplicidade entre elas desde que Ali retornou, e isso só aconteceu nos minutos finais, graças à cena Sparia. Esse distanciamento foi ótimo para Mona, pois ela entrou pelas frestas para soltar as famosas indiretas e liberar alguns fantasmas.

 

O flashback entre Mona e Hanna me fez sentir muitas coisas, especialmente o agridoce de que fui enganada. Eu sempre fico tocada quando o passado dessa Liar é resgatado, mas, dessa vez, fiquei com repúdio. Eu acreditei que Hanna tinha se transformado porque quis ou por ter sido um meio de homenagear Ali, já que a antiga rainha de Rosewood sempre pegou no pé dela para fazer dieta e tudo mais, mesmo que de um jeito deselegante (e que impulsionou o distúrbio alimentar). Agora, saber que ela mudou para assumir um posto foi demais para minha saúde. Eu esperava que as coisas seriam melhores para Hanna neste episódio, mas ela acabou no meio-termo. Uma hora ela foi mala ao abraçar a ideia de Emily, depois apareceu toda protetora, e terminou como a CeCe 2.0.

 

Vamos devagar, produção!

 

Primeiro: de onde saiu essa ideia da Liar ser espelho de Ali, de um jeito que ambas não podiam ser vistas separadamente? A falta de uma storyline forçou Hanna a um subplot supérfluo e que me indignou demais. Não é à toa que ficou mais claro que ela só se movimenta quando está envolvida com alguém. Enquanto Caleb não retornar, nem o coitado do Travis pode ter uma pontinha na série, pois tudo está reservado para o episódio 100. Admito que o flashback foi interessante, mas eu não quis acreditar que Hanna foi tão boba ao abraçar a sugestão de Mona, uma pessoa que realmente se preocupa como as pessoas a veem. Eu fiquei dividida, pois acreditei que Hanna tinha dado a volta por cima por mérito e não por futilidade. A hipocrisia foi o resultado final, pois na hora de desfilar que nem a Regina George, tudo foi lindo. Agora que Ali retornou, fica muito fácil culpar os outros por algo que não foi empurrado goela abaixo. É muito fácil resmungar do peso da transição, só porque não foi feita com base no que se é.

 

Sinto-me no direito de dar os parabéns à Mona pelo coice dado contra a ex-BFF, pois confirmou que esse súbito remorso da Liar não passou de hipocrisia. Depois de ter ocupado o lugar e tê-lo usufruído, fica fácil chorar as pitangas e pintar o cabelo, só porque bateu de frente com o fato da mudança ter acontecido mediante a um desejo alheio. Meio tarde para perceber isso, não? Aliás, quem é Hefty Hanna mesmo? Mona sempre arrasa.

 

O retrospecto foi bem doentio ao concluir que Mona queria uma Ali 2.0. Já que ela não conviveu com a original, nada como criar uma. Ela tem uma paixão platônica por essa garota, o que dá a entender que o que aconteceu no relato de Ali no season finale da 4ª temporada pode ter um pouco de verdade. Porém, ainda continuarei agarrada as minhas dúvidas.

 

Aria continua a me encher de orgulho. Adorei a frieza perante Ali, bem como a assertividade em dizer que não é obrigada a falar com Ezra. Admito que morri de consternação quando ela foi visitar o ex, pois queria que a negativa se mantivesse. Sei bem que não tem como apagar um relacionamento de uma hora para a outra e Ezria ainda é um assunto inacabado. Fiquei com o coração na mão por causa do estado do professor feat. a expressão de cachorro molhado que indicou o quanto ainda gosta da Liar. Se o sentimento é real ou não, o que importou foi a atitude dele em querer protegê-la, todo alarmado por causa de Shana. Quando ele levantou, todo decidido, perguntando como poderia ajudar, quase me joguei da janela de tanta emoção. Por mais que eu ainda seja contra a permanência do personagem do Ian em PLL, parece que Ezra será de grande ajuda, até mesmo para as outras Liars. Ele ainda é uma vítima e um alvo que precisa se manter calado. Resta saber até quando a língua dele ficará travada, pois Ali já o rodeia por querer a continuação da história dela.

 

O episódio me fez ter um pouco de certeza que parte do caos causado por A tem dedo da Ali, pois tudo se acalmou desde a confirmação da sobrevivência dela. Até na temporada passada houve poucas mensagens, justamente quando a existência dela era boato. O que notei também é que, mais uma vez, houve uma suspeita que logo foi esclarecida, o que só reforça que ninguém sabe de nada. Os 3 episódios ficaram presos ao básico, em coisas que não renderam. Começo a ficar com raiva dessas teses bobas com resoluções práticas, sendo que Shana é quem deveria ser o babado da vez atrelada à misteriosa morte de Jessica.

 

Está na hora de focar nas prioridades.

 

Para refletir:

 

A is gone ou não? Volto a repetir que esse silêncio só reforça minha apreensão de que Ali é mandante do barraco. Jamais que A ficaria assim quando seu alvo está soltinho por aí.

 

Quando é que vão mexer no túmulo da Ali? Às vezes, penso que essa menina, se for a mesma apresentada na temporada passada, foi escolhida a dedo para morrer justamente por ser desagradável como Ali. Em tese, seria uma pessoa que ninguém sentiria falta. O que serviu de alerta foi a atitude de Spencer em retomar esse tópico e ainda se sentir meio responsável.

 

Noel foi citado neste episódio como se estivesse presente. Ainda tenho dúvidas sobre a lealdade do personagem. Ele já serviu Jenna e Ali… Shana virou a casaca de última hora… E?

 

Mona não confirmou o fato de Ali estar viva durante o boot camp com Hanna. Até onde vai esse amor dela pela loira mais mentirosa da cidade?

 

Peter teve um encontro com Ali que me deixou com o coração na mão. Eu pensei besteira, sendo bem sincera. Resta saber qual é o acordo e se tem a ver com o segredo de Melissa.

 

De quem é a silhueta que apareceu no cabeleireiro ao lado de Mona? Eu a achei muito parecida com Ali, com a diferença do cabelo mais curto. Porém, o formato do rosto estava estranho, como se estivesse de máscara. Isso só aumentou minha esperança sobre a teoria das gêmeas. Vale dizer que Mona não ficou nem um pouco feliz com a tomada de decisão de Hanna. Talvez, por ser uma quebra final do elo que um dia existiu entre elas.

 

Ezra está destemido como também inseguro ao ponto de mudar a fechadura de casa. Shana se foi, mas isso não quer dizer que o “A” Team acabou. Ou acabou?

 

O que era a figura vista no quadro da igreja? Aquele vulto branco? O quadro faz parte do Fitzgerald Art Foundation e li por aí que poderia ser uma mensagem de alguém para Ali. Se for, ela estava bem apavorada, né? Isso me fez associar a cena da silhueta com essa imagem.

 

Por que tudo que é corpo tem que ser largado no quintal dos Hastings?

 

Alguém tira a Paige da série? Não me esqueci da posição dela no grupo de vitimizados por Ali, e tenho certeza que metade do eu te amo dito por ela foi uma tentativa funesta de reatar com Emily e, de quebra, ficar por dentro dos babados sobre Ali. Friendzone para sempre, grata.

 

Preciso mesmo falar da tal Sydney? Eu acho que a Emily não tem sorte em atrair pessoas bacanas. Se essa pessoa for do “A” Team, vou ser obrigada a bater um papo com a Marlene.

 

E aí? Gostaram do episódio? Acho que já tá permitido pular para o 5×05.

Stefs
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  • heyrandomgirl

    Olá, *_* Mto obrigada pela visita, pelo comentário e pelo elogio <3 Eu estou ansiosa demais para o episódio 100, espero que seja bom e que coloque um fim nesse segredinho dos Hastings, tô ficando é louca isso sim Hahahaahahahah

    Sim =[ Agora PLL vai enrolar, enrolar e enrolar….Se fosse só por esta temporada, tudo bem, mas tem mais 2 hahahaahahah

    Beijos e volte sempre 😀

  • Maria Fe Rodrigues

    É, infelizmente ainda temos umas bons 10 dias para esperar o 5×05. Adorei a resenha o/ Quanto a esse episódio, o que mais me deixou com duvidas foi esse quadro. O restante é tudo ladainha que a gente sempre sabe que vai ocorrer/ou que, se ocorrer, as liars vão ficar uns bons episódios duvidando.