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20/jun

Outro episódio muito bacana de Pretty Little Liars. Estou até surpresa, mas devo confessar que isso muito me preocupa. Digo isso porque a série sempre mostra serviço nos 5 primeiros episódios e depois tudo amorna por causa da famosa encheção de linguiça. Por se tratar desta série, não é de se esperar algo muito diferente, pois já virou um modus operandi. Por outro lado, PLL mostrou potencial em dois episódios que podem ser considerados um aperitivo para a promessa de uma temporada de qualidade tendo como apoio os fatos obscuros que ainda rodeiam Alison. Eu tenho gostado bastante dessa continuidade na história, as Liars estão na mesma página, e isso impede que a trama disperse. Gostaria que essa pegada permanecesse, pois pode fazer com que os mistérios engatem de um jeito cuidadoso e não soltos no ar como acontece para confundir meio mundo. Ali é o foco da vez, então, em tese, não há muito que inventar.

 

Em outra via, as Liars retornaram à estaca zero por causa do déjà vu oportunizado por Jessica DiLaurentis. Isso só aumentou minha fé em Ali, pois acredito que a personagem proporcionará uma temporada incrível. Claro que tudo o que temos agora é pouco perto da pancada de episódios que estão por vir, mas, com a residência dela em Rosewood, uma trama mais paranoica e com mais segredos podem render algo eletrizante.

 

Falando em paranoia, essa foi a palavra-chave deste episódio. Eu gostei muito do ritmo com que alguns fatos se desenrolaram, especialmente a atenção dada ao emocional das Liars depois do que aconteceu com Shana em NY. Literalmente, seria impossível todas manterem os pés firmes depois de mais um momento traumatizante. Na verdade, seria surreal. O quinteto voltou à Rosewood abatido, temeroso, estressado e esgotado. Sem contar que todas estavam com a vaga sensação de que A não passa agora de uma lenda urbana, um detalhe que não pode ser afirmado (ainda) com toda a certeza do mundo. É muito fácil e simples Shana se tornar A e assumir a culpa por todo o bullying de 4 temporadas sendo que, considerando as palavras de Emily, faz mais sentido a garota ter ocupado o lugar da Mona. Isso sim daria razão para a falecida namorada de Jenna ter surtado de uma hora para a outra e de ter partido para cima de Ali.

 

O episódio ainda teve tempo de brincar com a morte ou a vida de A, uma situação que continua uma incógnita, pois essa figura possui diferentes facetas. As Liars frisaram o tempo inteiro que essa insegurança acabou, mas nem elas confiavam tanto no que diziam. Há muita coisa mal contada – como sempre – e esse leque de informações precisa se abrir já que Ali não teve nenhuma opção a não ser voltar para casa.

 

Pausa: o que foi aquela caminhada à la Beatles rumo à delegacia? Eu rachei o bico.

 

Ali continuou no centro das atenções, o que é excelente. Contudo, não aguento mais vê-la chorar, pois sei que dentro dela existe uma little bitch que está à espera de uma oportunidade para dar o bote. Eu até acredito na chateação da personagem com relação a tudo o que aconteceu, como também no possível medo do que pode vir acontecer, mas Ali possui uma personalidade dual que acarreta atitudes que atiçam muitas dúvidas. Ao sair do ônibus, ela deu uma de menina indefesa, que queria fugir de novo, mas ficou para “dar” um ponto final em tudo que envolve A. Mais uma vez, Ali não me convenceu, especialmente na cena da delegacia. Ela poderia ter se deixado levar pela mensagem que seria de A (que mais tarde foi revelada como um recado da Mona) ao inventar o papo de sequestro para ganhar tempo, mas ela mudou a postura diante de Gabe e, mais tarde, foi meio rude com as Liars por causa do recadinho. Isso não me inspirou confiança.

 

Ali coloca em dúvida aquela sensação de mudança por causa das circunstâncias. Mesmo com todo aquele rio de lágrimas, vale o lembrete de que temos uma ótima atriz nos holofotes, rainha do egocentrismo. Sim, a garota estava apavorada, pode haver coisas das quais ela realmente teme, porém, pode ser um pavor não necessariamente direcionado a um anônimo que se empenhou por anos a lhe mandar mensagens. A personagem pode muito bem ter medo de ser desmascarada por não ser tão santa quanto aparenta. Ali tem como uma das características principais a manipulação. Mentir para ela não é nada. Quem garante que essa é a faceta definitiva?

 

Mesmo com essas dúvidas, foi muito bom vê-la de volta ao lar. Admito que acreditei nas lágrimas, no receio de retornar a uma cidade que a engolirá quando tiver oportunidade, como se o real inimigo estivesse em cada esquina (ou até mesmo dentro da própria casa). Foi bem legal ver o quarto do ponto de vista dela e não das Liars, o misto agridoce de finalmente estar no lugar que lhe pertence. Alison estava chorosa, mas os sentimentos dela sempre seguem muitas vias, bem como tudo na sua vida. Ela pode ter ficado desse jeito pelo pavor de saber que está a céu aberto e que não dá mais para fazer as coisas escondidas porque até as Liars não estão a fim de lhe dar uma folga. Há chances da personagem ser vítima, algo que jamais acreditarei (até que me provem o contrário) considerando o histórico dela em Rosewood.

 

Dúvidas a parte, gostei do saudosismo DiLaurentis com direito a primeira aparição do Papa, muito mais apaixonado pela filha em comparação a mãe que sempre se mostrou obcecada demais. Tudo poderia ter sido mais feliz se não fosse Jason e seus mistérios.

 

O comportamento de Jason estava fora do normal. Na temporada passada, ele mentiu sobre a reabilitação e, do nada, reapareceu totalmente bipolar, um comportamento que pode ter sido ativado pela presença de Ali. Ele também não foi poupado da lista de bullying da irmã por causa do histórico com bebida e por ter o fardo de ser meio DiLaurentis e meio Hastings, um balde cheio para ser motivo de piadinhas. Esses dramas do personagem – e tantos outros que devem estar embaixo do tapete – dá razão para a falta de sensibilidade com relação ao retorno de Ali. A cena do quarto foi muito sombria e eu pensei seriamente que ele saltaria na cama para asfixiá-la com o travesseiro. Com tanta tensão, Jason não me deixou com o pé atrás por ser frio com a irmã ou por ter limpado o carro dela, mas pelas circunstâncias que o colocaram em NY e na Filadélfia.

 

Isso me fez voltar à cena da pedrada na cabeça da Ali. Jessica se comportou de um jeito desesperado e surpreso, como se conhecesse o agressor. Ela enterrou a filha desacreditada, talvez, porque prevesse um momento como aquele. Isso até justificaria o modo como também deram cabo nela. Na hora, coloquei Jason na cena do crime, pois a pouca quantidade de informação foi o suficiente para culpá-lo. Ele é da família e tem o perfil agressivo e meio paranoico. Inclusive, ele pode ser o filho favorito ao invés da Ali, cuja morte pode ter rendido um alívio tremendo para a família.

 

O que reforçou um pouco a sensação de que o agressor de Ali é um conhecido da família DiLaurentis foi a necessidade urgente de Jason em ir à Filadélfia. Ele em NY pode até ter sido por saber que Ali estava viva, mas todas as atitudes dele indicaram que o problema interno da família pode ter um grau mais aterrorizante. O mais bizarro é que essa situação deve incluir os Hastings, pois Peter e Melissa também estavam na Filadélfia na mesma noite deste episódio. Isso casa com a mala entregue pela Mrs. D e o e-mail sobre não poder mais ajudar tal pessoa. Ficou difícil também não pensar no Radley, no desespero de Jessica ao telefone na noite em que Ali foi atingida e das incontáveis teorias sobre Marion Cavanaugh. Só sei que o jeito como Jason agiu era para dar continuidade ao que a mãe fazia. Fiquei com dó ao ver a expressão dele diante do corpo de Jessica. Agora, resta saber quem é o/a protegido/a e por quê. Claro que essa pessoa é conhecida ou nem valeria tanto esforço.

 

Balanço das Liars

 

As Liars bem que tentaram acreditar no refrão A is gone, mas não há nada certo ainda. Afinal, não houve justificativa plausível sobre os motivos de Shana ter mudado da água para o vinho. Enquanto isso não acontece, ainda há uma ameaça à solta. A mando de Jenna? Não se sabe, mas o “A” Team pode estar calado, mas não deve ter encerrado as atividades. O silêncio não foi o suficiente para aquietar as Liars, pois elas afundaram na paranoia.

 

Emily continua como a pessoa mais irritante do mundo (tudo bem, ela até que foi sagaz neste episódio) porque ela acha lindo puxar o saco de Ali. Já prevejo a personagem se dando mal pela milésima vez. Depois de tantos traumas causados por A contra a família dela na temporada passada, Ems deveria ser menos ingênua. Pior que essa chatice só tende a piorar quando Paige resolver dar um show, o que colocará a Liar como objeto de desejo de um possível triângulo amoroso. Será bem insuportável assistir a treta Paily e Emison – se houver, claro. No fim, alguém precisa ser a cega passional e nada mais sensato que ser Emily.

 

Quem não está nada bem na trama é Hanna. Por causa dessa distância, conclui-se que a personagem só tem engajamento em algo só quando namora. A Liar está bem apagada, o que não é justo, pois ela tem sido uma das mais ardilosas ao lado de Spencer com relação ao mundo Ali e foi diminuída a um trabalho por osmose – xeretar o e-mail da Jessica.

 

As estrelas do episódio foram Aria e Spencer. Houve a promessa de que Aria não seria mais a mesma nesta temporada e o gatilho para isso foi Shana. Eu adorei vê-la amarga, revoltada e paranoica. Ela estava muito afetada e isso deu brilho à personagem da Lucy que, diga-se de passagem, tem ganhado ótimas oportunidades para mostrar o potencial desde os impasses com Ezra. Adorei a neurose atrelada à sensação de perigo iminente, com toda a pressão psicológica para fazê-la se torturar pela morte de Shana. Ao lado dela, temos Spencer, dona de um painel em neon de tanto que arrasou ao demonstrar os primeiros indícios da insatisfação de estar mais uma vez no universo Ali. A Liar não está satisfeita com o próprio comportamento e demonstrar isso é extremamente positivo, pois o quarteto precisa de uma realista. Spencer é o ponto firme e de atrito. É a nossa barraqueira!

 

Alguém precisa mostrar amadurecimento e nada mais justo que ser Spencer, pois Ali já domina as meninas sem fazer muito esforço. A revolta é justificável, pois o quarteto enfrentou tudo sozinho e cresceu com base nos traumas. A aproximação de Ali só serve para deixá-las sem rumo, algo que aconteceu neste episódio. Cada uma delas não é mais a garota de antes e não vejo a hora disso rebater na Queen. Spencer deixou claro que não está a fim desse ciclo vicioso e isso gerará muitas tretas, um detalhe que já começou desde o episódio passado. Não há nada mais lindo que ver as frenemies se mordendo. Acho maravilhosa essa desconfiança que acarretou no retorno do lado Nancy Drew de Spencer e sabemos que isso nunca termina bem.

 

Preciso mesmo falar de Spoby? Foi muito bom rever o casal depois de tanto tempo, mas imaginei um pouco mais de tensão por causa do mal-estar causado pelo vício de Spencer. Quanto menos drama melhor, claro, mas os dois possuem muito que conversar, não? O ponto positivo é que amei ver a Liar focada no namorado ao ponto de deixar as amigas de lado. Aplausos! Essa luta dela em não querer se afundar no dilema de Ali será fundamental para transformar a personagem de novo, como também para rachar a amizade do quarteto. Em contrapartida, Toby esclareceu sua visita à Londres. A fim de confirmar pautas em nome da namorada, ele ganhou um reencontro com Wren, um grande nome na lista dos comandantes do “A” Team. O crush das Hastings tem muita culpa no cartório e eu o quero de volta para contribuir no grupo de vitimizados por Alison DiLaurentis. Por enquanto, Wren impulsionou o papel de Melissa na trama, cujo retorno não poderia ser mais mentiroso. Ficou meio claro que ela correu com medo de Toby. Seria uma atitude relacionada ao segredo compartilhado com Peter?

 

A conclusão do episódio foi um novo Game On. Mona bem que tentou enganar a galera com seu perfil prestativo, com apitos e novos Apps para celulares, mas ela estava bem consciente de onde pisava. A atitude dela contra Ali meio que contesta o que foi relatado no season finale da 4ª temporada. O confronto e a resposta de Mona apenas me fez ver que Ali pode muito bem ser A. Seria o clichê mais desrespeitoso da série, eu sei, mas a trama brincou bastante com isso. O chefe reconheceria o funcionário, o que poderia ter inspirado Ali a pedir ajuda para Mona. Vai saber.

 

O que me fez gostar ainda mais deste episódio foi a maneira como certas dúvidas foram soltas e rapidamente esclarecidas. Aria quase surtou ao pensar que A a atormentava por causa da música clássica, mas foi Mike quem mexeu no iPod dela. Ali e as Liars pensaram que A foi responsável pela nova mensagem e, no final, quem a enviou foi Mona. A essa altura do campeonato, qualquer membro do “A” Team já teria se manifestado, nem que fosse para dar boas-vindas ao seu alvo.

 

Se Mona conseguiu o número de um celular que foi comprado em NY para que o quinteto não fosse rastreado, A teria tido a mesma astúcia. Tudo o que foi levantado como algo feito pelo vilão/vilã caiu por terra, ficando apenas um resquício da música clássica entoada no jardim de Aria que ainda não tem um culpado. De resto, nada nos leva a crer que A ainda existe. Mona deixou claro que não precisa mais se esconder, até brincou que poderia ter assinado a mensagem, deixando a entender que A perdeu esse poder. Não penso que seria por causa de Shana, pois, para mim, ela não era nem o dedo mindinho do “A” Team, apenas um efeito colateral para desviar a trama. Ali retornou e acarretou o silêncio de um time, o que é suspeito, pois não é uma atitude normal.

 

Só sei que PLL retornou ao ciclo antigo por causa da descoberta do corpo de Jessica. Tudo começará de novo, com o risco de ter os mesmos impasses.

 

Apenas frisando:

 

Jason foi para a Filadélfia. Vale dizer que Melissa e Peter também estavam por lá.

 

Mona também estava em NY. Eu acho engraçado como as Liars movem uma caravana.

 

Ainda tenho interesse em saber os motivos de Ali pedir ajuda justamente para a Mona.

 

Quando tomarão providências sobre o babado da menina que morreu no lugar de Ali?

 

Deixei de comentar alguma coisa? Podem deixar um recadinho!
Stefs
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  • heyrandomgirl

    Oieeeee, Gustavo,tudo bem? Obrigada pela visita!

    Eu tbm fiquei bem confusa com este episódio no começo, tive que voltar algumas cenas zilhões de vezes, especialmente para poder escrever. Assim, PLL sempre dando trabalho Hahahahaahah

    Jason em NY e em todos os lugares pode não ser tão bagunçado quanto a Mona, ahahahahahaha Gente, esse povo tem vira-tempo não é possível! Tão mais eficientes que a caravana do Silvio Santos Hahahahaah

    Obrigada pelo comentário e pelo elogio. Volte sempre *-*

    Beijão!!!

  • Gustavo Silveira

    Oieeeeeeeee, adorei sua resenha do episodio, acabei de assistir e estou muito muito confuso, sei que Shana não é definitivamente A, e essas coisas com Jason, NY e tal me deixaram muito confuso kkkkkk,o jeito é esperar os próximos episódios rs. Abraços