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30/jun

Hoje é um dia bem legal para apresentar uma das novas colaboradoras aqui do Random Girl. Todos comigo: seja bem-vinda, Mônica! A partir de hoje, mensalmente, ela trará para vocês dicas de livros bem legais e de outras coisas que ela quiser (menos safadeza oculta!). Em breve, a bio dela estará disponível. Mesmo assim, peço que a amem, ok?

 

Bora para a resenha.

 

 

20 Mil Léguas Submarinas conta a história do Náutilus, um submarino muito a frente do seu tempo, comandado pelo Capitão Nemo. A história se passa no final da década de 1860 e é narrada pelo Professor Aronnax que, junto com o seu assistente, Conselho, e um arpoador, Ned Land, acaba sendo aprisionado pelo Capitão durante sete meses e meio. O livro foi publicado em 1870 e faz parte da série de Viagens Extraordinárias do Júlio Verne.

 

O que eu mais gosto desse livro é o equilíbrio perfeito entre ficção científica e humor, e provavelmente foi isso que me fez gostar tanto da história quando eu era criança. Eu me lembro de querer ser escritora muito antes de ler Júlio Verne, mas a primeira memória que eu tenho de pegar um livro de verdade e ler foi com o 20 Mil Léguas. Era uma edição da Disney, superfofinha e ilustrada, que eu devo ter lido e relido mais de dez vezes. Não sei porquê, mas eu nunca tinha parado para pensar que aquela não era a edição verdadeira do livro. Só me dei conta realmente disso quando vi numa livraria a edição definitiva lançada no Brasil pela Zahar em 2012.

 

 

Esta edição, além de ser linda, em capa dura e totalmente comentada, traz também as ilustrações originais da publicação do Verne. Ou seja, é um livro que nem precisa ser colecionador pra querer ter na estante. Eu tinha uma memória afetiva muito forte desse livro, mas como seria, de certa forma, a minha primeira vez lendo ele todo, eu fiquei com um pouco de medo de não gostar e estragar um pedaço da minha infância. Ainda bem que isso não aconteceu! Inclusive, eu acho que não teria gostado muito da história se tivesse lido o livro completo quando eu era criança, já que ele tem várias tiradinhas e detalhes que eu não entenderia antes.

 

Por se tratar de Júlio Verne e de um livro que se passa embaixo do mar, a descrição da biologia é muitas vezes bem maçante, mas eu imagino que quem se interessa por biologia marinha vá gostar dessas partes, da mesma forma que eu fiquei fascinada pelas descrições que ele faz da geologia. Além disso, como eu falei no começo, o humor é utilizado nas doses certas e, geralmente, ele vem pra quebrar a monotonia dessas descrições. Um charme a mais do livro é que ele se embanana bastante com as datas, e, nesta edição comentada, o tradutor colocou uma nota no rodapé corrigindo o erro todas as vezes.

 

 

O final é um pouquinho decepcionante, porque ele não explica exatamente como eles conseguiram escapar do Náutilus. Por outro lado, os destinos do Capitão Nemo, sua tripulação e submarino também não foram revelados, e isso eu achei muito legal, já que fica totalmente por conta da imaginação do leitor. A escrita é bem gostosa, dá pra ler rapidinho, a única coisa que me atrasou e cansou mesmo foram as descrições da fauna e da flora marinhas.

 

Do Júlio Verne, além do 20 Mil Léguas, eu só li Viagem ao Centro da Terra, que também faz parte das Viagens Extraordinárias. A história narrada pelo Professor Aronnax sempre teve um lugarzinho muito especial dentro do meu coração, mas, como geóloga, a viagem ao núcleo, por mais fictícia que seja, deixa meus olhinhos brilhando! Chega a ser doloroso pensar em escolher um dos livros, então eu vou evitar fazer comparações aqui, mas eu dei quatro de cinco estrelinhas para o 20 Mil Léguas Submarinas no Goodreads.

 

Pretendo, num futuro não tão próximo, ler outros livros das Viagens Extraordinárias e, inclusive, reler Viagem ao Centro da Terra. Aí, quem sabe, eu consigo decidir qual dos dois eu acho melhor.

 

 

Na Prateleira
Nome: 20 Mil Léguas Submarinas
Autor: Júlio Verne
Páginas: 455
Editora: Zahar

Mônica
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