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04/jun

Eu sei que não faço resenha de Revenge aqui no Random Girl (um dia quem sabe, pois estou bem a fim de mudar a grade de séries), mas eu precisava desabafar sobre o season finale da 3ª temporada. Sei que já faz um tempinho que ela aconteceu, mas foi um episódio tão, mas tão perfeito que não tenho palavras, só sei sentir. Alguém me explica o que diabos foi aquilo? Eu não me recuperei ainda do baque causado por tantas informações ao mesmo tempo. Isso porque faz dias que o assisti e, assim que sentei de frente para o Rory, eu só pensava em fazer este post. Eu não sei o que doeu mais: ver mais um shipper afundar ou o retorno de David Clarke. Parece que levei um soco no nariz e ainda estou desnorteada por causa da dor.

 

Mesmo com tantos sentimentos que querem implodir do meu ser, algo me ocorreu assim que este episódio terminou: por que não foi series finale? O desenrolar dos fatos que desencadeou a incriminação de Conrad e o desejo de destruição de Victoria por Emily ganharam conclusões – mesmo que de um ponto de vista parcial já que a série foi renovada – absolutamente perfeitas. Tudo foi muito bem amarrado e não tenho o que tirar e nem pôr. O gosto agridoce da vingança foi dado na medida certa, sem exageros, sem plots twist mirabolantes, tudo respeitando o que a protagonista tinha em mãos para lacrar mais um momento decisivo. Dessa vez, houve até o acréscimo de um belo coração partido pelo que aconteceu com Aiden. Só acho que a série deveria ter terminado por aqui. Só acho.

 

Revenge está no auge e, depois do season finale da 3ª temporada, vi a oportunidade da trajetória de Emily ser encerrada com um belíssimo e bem cravado ponto final ser perdida. Tudo teve cara de series finale: Victoria em uma clínica psiquiátrica, Conrad achando que tinha contatos mais do que suficientes para fugir da prisão, Daniel sabotado, Charlotte se tornando uma doida vingativa e David Clarke inocentado. Não que eu não tenha gostado de tudo o que aconteceu. Eu amei, ainda mais o retorno daquele que é a razão da história existir, mas acho que a série descartou a grande chance de terminar e errou ao aproveitar ideias incríveis que poderiam lacrar uma jornada que, pelo visto, continuará por tempo indeterminado.

 

O arco que envolve os Clarke podia sim ter sido muito bem finalizado nesta temporada. Por mais que a série raramente decepcione com as reviravoltas, não podemos nos esquecer de que Emily Thorne é uma inimiga que quer justiça. Não dá para negar que a premissa de Revenge pede que ela vença. Todos os momentos saltitantes dos Grayson nunca duram, pois não é a proposta da série. Afinal, aqueles que destruíram a vida da protagonista não podem brindar o tempo todo ou de um jeito permanente. A storyline dos personagens principais é equiparada, o que impede subplots muito fora do plot principal, pois Emily e os Grayson são vilões na maior parte do tempo. Os dois lados querem provar algo que, em tese, não será bom para ninguém.

 

O que os difere são os propósitos que, graças à Victoria, ficaram mais centrados nos mistérios da vizinha nesta temporada. A maneira como os plots dos dois lados se desenvolveram até o season finale foram dignos de final conclusivo. A primeira coisa que pensei assim que os créditos apareceram foi: por que diabos garantiram uma nova temporada, ainda mais com a caminhada da vitória de Emily?

 

O season finale foi de perder o fôlego. Foi arrebatadora, envolvente e surpreendente. Nada mais belo que Emily fazer sua caminhada ao som do nome verdadeiro entoado pela arqui-inimiga. É para glorificar de pé! Eu fiquei completamente arrepiada com essa cena. Por mais que não pareça, Revenge tem um plot bem fechado que impede que outras storylines fiquem esparsas, e não dá mais para inventar algo para prolongar plots que não tem futuro, como a identidade da protagonista (detalhe que já enrolou demais) e até mesmo o papel do Jack.

 

Só acho muito surreal todo mundo ser burro para não desconfiar dela. Admito que a magia do mistério em torno da personagem se perdeu um pouco, pois a vida fica muito fácil quando todos que chegam perto de desmascará-la se dão mal com apenas um movimento no tabuleiro. A personagem se define como um robô, mas robôs também cometem erros. As coisas não são fáceis assim. Digo isso especialmente por causa de Daniel que estava um porre nesta temporada, mas em uma posição bem inteligente. Foi genial vê-lo indagar sobre o tal FBI não ter dado as caras depois da morte do Pascal. Pior, ninguém foi mais a fundo. Também adorei ver Victoria presa à iniciativa de derrotar a ex-nora, pois Emily estava segura demais.

 

É possível pensar que David foi inserido na trama para dar mais razões para a história seguir em frente, pois não há mais nada a se fazer. Quando Conrad é capturado e David é inocentado, foi algo digno de final de série e não de temporada. Amei a cantoria, o ambiente sombrio e o carro nos calcanhares do Sr. Grayson. Foi um último triunfo perfeito tirado de um filme de terror. Deu até para pensar se pai e filha não estavam juntos o tempo todo, pois, se David ficou foragido, ele deveria saber da vingança de Emily. Afinal, fazer os Grayson assumirem a culpa poderia levar anos e, do nada, o cara me sai da toca. Opa!

 

O que aconteceu no season finale foi o que imaginava para o encerramento da saga de Emily. O papa Grayson morreu e Victoria foi internada como louca. Tudo bem que os Grayson sempre contam com sobrevidas, mas não dá para brincar de The Vampire Diaries. Concordo que há muitas coisas que podem ser feitas e/ou respondidas, especialmente por causa do retorno de David que só serviu para enlouquecer as pessoas um pouco mais. Só sei que não há mais lugar para o suspense que torna Revenge tão interessante. No caso, a identidade de Emily. É fato que a Sra. Grayson sairá do hospício para provar que a inimiga se chama Amanda, mas, até aí, o que esperar do miolo da trama da próxima temporada? Afinal, é preciso encher linguiça para acompanhar o plot principal.

 

Eu acompanho Revenge desde o início. A série não perdeu nem um pouco a qualidade, mas prevejo uma 4ª temporada um pouco mais fraca, pois, os pontos principais conseguiram uma espécie de conclusão. Será preciso uma nova tramoia tão grande e assustadora para vencer o que já foi visto. Não duvido da capacidade do seriado, mas, para o tipo de premissa que ele possui, não dá para ter mil seasons. Não há tanta história para isso, embora haja muitas pessoas na fatídica foto para serem riscadas por Emily Thorne.

 

Na minha opinião, o que sobra para o futuro de Revenge são as razões de David ainda estar vivo e quem contribuiu com isso. A série deu a impressão de que Emily já é vencedora por ter conseguido inocentar o pai e o problema agora é a identidade, um detalhe que acho de menos. Victoria não ficará presa e terá que lidar com muita coisa – e isso inclui Daniel que se ferrou pela glória dos hipogrifos. O cerco foi perfeitamente fechado contra os Grayson que estão totalmente destruídos, a não ser que Conrad também volte à vida para dizer que David tentou matá-lo, algo que soaria como uma alucinação. Claro que será muito interessante ver o reencontro de David e de Emily, duas bazucas apontadas para a mansão de Victoria, mas, para mim, o desfecho desta temporada foi muito perfeito. Não precisava mais prolongar a história.

 

Mas, Stefs, ficaram pontas soltas.

 

A única ponta solta que vi foi o caso do Jack ir para a cadeia por causa do sequestro falso de Charlotte, um detalhe que poderia ser facilmente ignorado se a série fosse finalizada. A graça de Revenge sempre foi em deixar muitas coisas nas reticências. Por isso, volto a dizer que teria sido inteligente deixar certos pontos no ar. Isso tornaria tudo mais interessante, como a dúvida eterna se Capitu cometeu adultério. Histórias de trairagem, de vingança e de sabotagem possuem finais conclusivos perfeitos quando lacunas se mantêm abertas, pois reforça o suspense.

 

O povo está muito mal acostumado com conclusões dignas de novela da Globo, sendo que nada melhor que o inimigo continuar de pé e deixar nas entrelinhas o próximo passo. Emily teve sua perda e seu ganho final. O que mais ela quer? Em tese, a personagem baniu os Grayson, restando apenas Daniel, mas não há mais propósito no quesito David. O que mais pode acontecer? A revelação de quem ela é? Isso já aconteceu, pois Victoria já sabe.

 

Há a justificativa da sobrevivência do David, mas também não vejo como isso influenciará na trama, pois, da mesma forma que Emily, o problema principal dele deve ser só os Grayson. O pai deu fim em um e a filha no outro. Quer coisa mais perfeita que isso?

 

 

Eu amo Revenge. Emily VanCamp me enche de orgulho em cada episódio, pois, desde que ela foi escalada para o papel, não dei tanto apoio por causa do currículo de boa moça da atriz since Everwood. Ela levou a personagem ao limite nesta temporada e não sei o que mais pode ser exigido de Emily Thorne. Acredito que pesar no lado amoroso não tem graça, pois Aiden era perfeito para ela. Fiquei muito desnorteada com a morte dele, sério. Jamais superarei isso, pois ambos tinham muita química. Devo dizer que o ritmo dos dois sustentou muitos episódios e eu não vejo Jack como sucessor. Ele é uma porta, embora tenha se desinibido dentro da vingança de Emily por motivações que ficaram focadas em Stevie.

 

Enfim, espero que a próxima temporada seja muito boa ou esfregarei este post na cara da sociedade. Odeio quando as séries são prolongadas por mais tempo que o necessário, mas Revenge nunca escondeu o seu potencial. É bem capaz que me surpreenda de novo, as always.

 

Deixo nesta linha o meu amor pela Margaux. Francesa linda e estilosa demais.

Stefs
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