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14/jul

Então que a Copa do Mundo acabou. Já pode ficar triste? Como uma ótima cidadã, não deixaria um post sobre o assunto passar em branco. Porém, a ideia é basicamente fazer um “in memoriam” para o Mundial que me rendeu muitos risos, muito nervoso e muita razão para sentir saudade. Aviso que, para variar, o post ficou grande. Eu sempre me dou mal quando planejo um texto e ele sai totalmente do caminho, mas juro que tem muita coisa para pensar.

 

Stefs antes da Copa do Mundo

 

Admito de coração aberto que eu não queria que a Copa do Mundo acontecesse no Brasil. Simples e indolor. Meu voto contra não teve nada a ver com politicagens, mas no ceticismo da capacidade do País em abrigar um evento dessa estirpe. Não adianta negar: aqui não há estrutura para muita coisa. Era muito fácil prever o vexame. Eu conseguia visualizar turistas aos prantos nas portas dos hotéis por falta de vagas, aeroportos atolados por causa dos voos atrasados… Enfim, eu pensei coisas ruins com base na infraestrutura, pensamentos que ganharam mais força no começo deste ano quando passei duas vezes na frente do Itaquerão. Vê-lo na televisão, na abertura da Copa, me fez desacreditar, pois o que testemunhei em meados de abril foram montanhas de terra e empreiteiros de corpo mole. Foi bem difícil acreditar que o Mundial daria certo, ainda mais com a entrega das obras em atraso, o que me deu a impressão de desleixo e de preguiça por parte dos envolvidos.

 

O período pré-Copa foi sim uma piada sem precedentes. Não teve como levar a sério, especialmente quando se vive em São Paulo e se assiste ao caos diário. Nunca deixei de pensar: como o Brasil abrigaria não só a própria população como um bando de turistas? Eu não sei que milagre foi esse, Dumbledore deve ter descido aqui e feito mágica. Não adianta negar que tudo ficou pronto em cima do prazo. Até o “preparo” em falar em inglês foi digno de cair no chão e gargalhar até a barriga explodir. Literalmente, não dava para botar fé com tanto motivo para dar risada. É inegável que a maioria dos brasileiros deixa tudo para cima da hora e foi exatamente isso que aconteceu durante todo o período de planejamento que só aumentou a minha fé de que a Copa seria um tremendo fiasco. Para piorar, a venda dos ingressos apenas firmou o que eu ainda penso sobre esse acontecimento: foi um Mundial para os ricos.

 

Eu nunca mudei de ideia ao dizer que a Copa seria algo ruim para o Brasil. Economicamente falando, claro. Era fácil prever que o país racharia com tanto gasto. Um dinheiro que demorará muito para ter retorno. Um dinheiro que quem pagará por ele somos nós (a conta de luz já aumentou 20%, vejam bem). Se falarem “crise”, não me espantarei. O que virá depois dessa festança será calado, óbvio, pois, se não bastasse ser o ano do futebol, também é ano das eleições. Qualquer rombo será silenciado até outubro terminar, praticamente a mesma coisa que aconteceu com o escândalo do mensalão que ganhou mais ênfase quando Lula/Dilma já estavam no poder.

 

Eu não acredito em coisas que acontecem com extrema facilidade. Não que construir um estádio tenha sido muito fácil, mas ainda penso que algo errado virá no nosso caminho, por mais que o Mundial tenha sido bem-sucedido (desculpem a pequena dose de pessimismo). Eu não quero que nada disso aconteça, mas pode-se esperar de tudo… Afinal, é Brasil.

 

O mimimi político

 

A única vez que concordei com Galvão Bueno e com uma penca de usuários do Twitter (algo que acontece com mais frequência porque não dá para aguentar o lado bajulador do Galvão) é que esse evento não teve nada a ver com política. Eu acho engraçado notar que todos aqueles que vaiaram a Dilma foram os mesmos que pagaram preços exorbitantes pelo ingresso. Hipocrisia, não? Se queria protestar contra a Copa, simplesmente não ia. É muito fácil resmungar ocupando o melhor assento do Itaquerão, né? Outra coisa, eu não entendi o objetivo dos protestos sendo que a Copa já estava rolando. Sério mesmo que acharam que essa atitude faria Dilma feat. turma da FIFA interromperem o evento? Nem a mídia deu bola para isso e foi tão sem cabimento que só reforçou minha descrença nessa turma que não tem um ideal que me convença a torcer pelo sucesso dela.

 

A Copa do Mundo no Brasil veio com muitos propósitos, mas destaco o mais invisível de todos e que é muito comum no cotidiano de qualquer pessoa. Geralmente, quando temos um problema, automaticamente buscamos uma resolução. Se a resolução é de longo prazo, não adianta ficar bitolado, estressado ou resmungando nas redes sociais. O que normalmente se faz? Supre-se ao se ocupar com outras coisas. O Mundial representou perfeitamente isso. Foi um momento de “se esquecer” dos problemas para curtir um evento de grande proporção. O que causa tensão é que a sociedade em si impõe que ninguém pode ser feliz no Brasil, que todo mundo tem que ser apático e negativo, pois, ir contra o pensamento político, os protestos ou as deficiências do País, fere as estrelinhas da nossa bandeira. Eu vi muito isso no Facebook, como se fosse errado abraçar a Copa. Pensem comigo: já somos carentes de muita coisa. Um momento de alegria com a família e com os amigos para torcer pela Seleção é heresia? Isso é falta de amadurecimento e de discernimento.

 

Eu tenho plena consciência dos problemas do Brasil, mas não seria e não será com um bando de cartazes que a coisa toda mudará. Eu não tenho vergonha de ter celebrado a Copa do Mundo. Isso não me faz politicamente incorreta. Não me faz mais tapada ou mais ignorante. Desde 1994 celebro esse evento. Eu tinha 8 anos. Naquela década, os problemas sociais já existiam aos montes. Alguém falou alguma coisa quando a Seleção foi Tetra? Não! Alguém falaria alguma coisa se a Seleção saísse Hexa no próprio quintal? Também não! Só foi o Brasil abrigar a brincadeira que muitos não quiseram descer para o playground pelo simples motivo: medo de admitir que, de fato, gostavam do que acontecia. Imagina a felicidade de uma criança da mesma idade que eu tinha em 94 assistindo ao Mundial dentro de casa? Foi sensacional, eu garanto! É fácil sentar e mandar ver em um texto, eu faço isso direto, mas poucos são sinceros no que realmente dizem e preferem cutucar quem está sossegado.

 

A felicidade, por mais falsa ou verdadeira que tenha sido, com relação à Copa do Mundo, oportunizou a revelação de comportamentos, positivos e negativos. Eu chego aqui como uma pessoa que foi contra o Mundial e que aceitou o desafio de me provarem o contrário. É com surpresa que mudei de ideia. Independente dos problemas sociais, o evento foi fenomenal. Eu não entendo quase nada de futebol, mas não minto ao dizer que o ocorrido foi de encher os olhos. Realmente aconteceu e eu amei quebrar a cara ao ver que o Brasil conseguiu mostrar, male, male, que deu conta do recado.

 

Isso poderia surtir de aprendizado e de inspiração aos nossos políticos. Se houve força de vontade para fazer uma Copa do Mundo, nada como usar a mesma energia para melhorar a nossa qualidade de vida. Esse é um comportamento que poderia ser agregado, mas, infelizmente, somos uma sociedade cheia de oportunistas.

 

Também não há como mentir que a Copa no Brasil soou como estratégia política. É ela que será o termômetro das eleições deste ano. É um fato que influenciará muitos diante da urna. Mais uma vez (e com tristeza), muitos não pensarão nos hospitais ou nas escolas que faltam, mas na quantidade de gols que o Brasil tomou da Alemanha.

 

O que algumas pessoas precisam entender é que o Brasil não possui carências por causa da Dilma. Eu tenho consciência do meu papel, mas não sou capaz de fazer mudanças sozinha. É difícil ser “politicamente correta” quando o Tiririca me sai vencedor (nada contra ele, pois Florentina é sempre rainha). Os políticos fazem deste lugar um circo porque a maioria das pessoas se comporta como palhaços. Com Copa ou sem Copa, meio mundo retorna para as mesmas posições narcotizantes e com mais ideias para cartazes. Da mesma forma que é fácil desacreditar no Brasil, é mais fácil ainda desacreditar da competência da população.

 

Eu nunca deixarei de dizer que o maior problema deste lugar é de parte das pessoas. Isso não é algo universal, pois, felizmente, há cidadãos conscientes, mas não dá para negar que tem brasileiro que também é oportunista. A prova disso? Procurem os safados que ocuparam assentos preferenciais e andaram normalmente até o banheiro. Certeza que, ao verem isso, os políticos caíram no chão de tanto rir. Afinal, como alguém cobra melhorias, se se comporta de um jeito esdrúxulo? É o sujo falando do mal-lavado.

 

Para mim, o Brasil é um espelho. Parte da população é reflexo dos políticos e vice-versa. O jeitinho brasileiro está em todos os lugares. Ao continuar desse jeito, não tem como ter melhorias.

 

A Copa das Copas

 

Eu quase quebrei uma mesa por causa dessa Copa e minha mãe só faltou me matar. Eu queria falar dos melhores momentos, mas começarei pelo lado chato da coisa toda.

 

A Seleção foi colocada no pedestal até perder da Alemanha. Foi aí que os “patriotas” deixaram a máscara cair. Eu tive mais vergonha do brasileiro que do time do Felipão. Pouco me importa se Neymar e Cia. foram arrogantes e cheios de si, pois os tais torcedores só faltaram beijá-los na boca. Só foi perder de 7 que tudo virou um lixo. Foi engraçado ver como as pessoas mensuram algo pelos motivos errados. É em momentos como esse que vejo que o problema por aqui deixou de ser meramente político. Os impasses também se concentram em grande parte das pessoas. Aquelas que passaram 1 mês acompanhando a Copa e abandonaram o barco, tatuando a palavra “vergonha” no corpo por causa de um resultado. Nossa que dramático! O que sempre me deixa encucada (e para o resto da vida) é ver que o patriotismo nunca foi cultivado como tradição e se tornou uma “decisão” pessoal. Isso é muito triste.

 

No dia em que a Seleção perdeu da Alemanha, eu fiquei chocada. Estava ruim? Estava péssimo! O time não jogou nada durante o Mundial, toda partida foi vencida no sufoco. Contudo, foi ótimo ver que o bonitinho que ovacionou o Hino não hesitou em cuspir nele. Depois da partida contra os alemães, fiquei com vergonha dos comportamentos que se seguiram. Queimar a bandeira? Depredar ônibus? Fazer arrastão? Foi ridículo! Antes que falem que é “coisa de brasileiro”, os argentinos fizeram a mesma coisa por causa do resultado da final. Na hora da alegria tudo é lindo, mas e na hora da tristeza? É simples dar uma de Katniss Everdeen e falar que a culpa é da Capital. Em outras palavras, da Dilma (o quanto que li isso no Facebook não está escrito nas estrelas). Com vaia ou sem vaia, a Copa deu certo e a margem de aprovação foi maior que a de recusa. Fim.

 

Toda vez que me deparo com coisas assim, penso: nosso comportamento rebate nos políticos. Se somos uma zona, eles serão uma zona. Eles sabem que podem dar o doce para as crianças pararem de chorar. Muitos viram no Mundial o tal Pão e Circo. Até concordo, pois o evento deu a impressão de que todos os protestos, os problemas sociais e os escândalos não aconteceram/acontecem.

 

Viver no Brasil anda tão difícil que, de uns tempos para cá, é inadmissível desejar o bem. Chegamos a um momento que, viver aqui, precisa de permissão até para ser feliz. Você não pode dizer que gostou da Copa, pois isso lhe rotula como o despreocupado, o mente vazia. Um hipócrita. Bem… Eu não estava xingando a Seleção depois da perda, nem muito menos paguei milhões em ingressos para vaiar a Dilma, nem muito menos queimei a bandeira… Pior que isso, eu não paguei para ocupar o assento preferencial de uma pessoa que pode não ter conseguido ir a qualquer estádio porque o oportunista foi lá e tomou seu lugar.

 

Considerações finais

 

A Copa do Mundo terminou com diferentes nuances: ou foi o tapa buraco dos problemas sociais ou um engana trouxa ou um momento histórico. Há mais colocações, claro, mas o que concluo é que nós, brasileiros, temos muito pouco para celebrar todos os dias. Não é apenas uma questão do Mundial, pois, todos os anos, temos Carnaval e uma penca de feriados. Disso, ninguém reclama. Eu duvidei demais do evento, resmunguei horrores, mas sabem o que tiro de lição? O prazer de ver e de mudar de opinião. Quando vi o show de abertura, desacreditei (não só por ter sido horrível), mas porque o evento de fato estava aqui.

 

É feio olhar para o quintal do outro, mas todos os países têm seus problemas. Ao contrário do Brasil, as outras Seleções, independente do resultado de cada partida, foram recebidas como heróis em seus lares. A Seleção Brasileira já foi melhor considerando o tempo que existo neste mundinho. Eu não vi a mesma garra. A perda para a França em 1998 foi algo que me marcou demais e que me ajudou a desacreditar de todo o processo. Até mesmo em 2002, ano que veio o Penta, meus sentimentos não mudaram. Só acho que todo mundo deveria reclamar menos e participar mais. Quem sabe, as coisas começam a melhorar.

 

Para finalizar, grande parte da população precisa entender que a má sorte política do Brasil vem do fato de ter sido uma colônia de exploração (e esse status ainda permanece). Em outras palavras, o nosso amado e odiado território nacional é explorado desde que foi dominado pelos europeus. Não é porque o PT quis ou porque o PSDB disse amém. Nossos índios e nossos recursos naturais encheram os bolsos de portugueses e de espanhóis. Antes mesmo da Dilma, corrupção já era o nome do meio do Brasil. Foi dinheiro público na Copa? Foi. Isso é de hoje? Não! Nosso dinheiro também serviu para muitas coisas, especialmente ruins. Com mais de 500 anos de estrago, não tem mesmo como resolver uma bagunça com 50 protestos.

 

Só sei que eu tenho mais uma história para contar no futuro. Eu me diverti, especialmente nas redes sociais. A vivência online dessa Copa do Mundo foi extraordinária. Quando rolou o Mundial em 2010, as redes sociais não tinham o poder que possuem hoje. O Twitter não passava de um microblog e as pessoas transitavam a passos lentos para o Facebook. Notar toda essa evolução fez da Copa um evento virtualmente mágico. Acompanhei os melhores tweets das melhores pessoas. Ri do fiasco do show de abertura, babei no figurino da Jennifer Lopez que é sempre maravilhosa mesmo sendo maravilhosamente antipática. Ri do fiasco do playback, assim, lamentável. O melhor? Não fiz nada disso sozinha, pois havia uma penca de gente comigo. O evento me fez entender e respeitar quem é Neymar, pois, por mais que ele não tenha jogado quase nada (ou nada), é impossível negar que o cara tem uma carreira sólida. Espero que o Mozão continue no caminho seguro.

 

Eu chorei com cada cantoria do Hino Nacional. Indignei-me com comportamentos e atitudes. Morri com os pênaltis contra o Chile e quis pegar o Júlio César no colo. Vi o vexame contra a Alemanha, mas continuei lá pelo time, também com vontade de pegar o Oscar (o jogador, gente! #brinks) no colo por causa do gol de honra. David Luiz sambou não só no Esquenta, mas sambou no quesito caráter. Teve Leo DiCaprio. Teve Xuxa dormindo no estádio. Na final, torci pela Alemanha, mas quem é que não fez isso, né? Alemães muito fofos, muito carismáticos e uns p**** jogadores. Tão de parabéns!Como reclamar disso tudo, gente?

 

Enfim, eu só tenho elogios para a Copa. O mais importante: ela deu certo. Nada mais chocante que chegar aqui e afirmar isso. Eu me diverti, adorei, amei. O Mundial oportunizou lembranças que não têm preço. Independente de ser contra ou não, não acreditei que a Copa do Mundo aconteceria aqui. Ainda é surreal. Talvez, tenha sido mais real para quem acompanhou tudo de pertinho. Eu até brinquei que a Globo pegou o cast dos coadjuvantes e dos figurantes para encher os estádios, pois tudo parecia montagem. E sabem o melhor disso? Eu me permiti fazer parte da bagunça. Chego aqui aliviada por nenhum desastre ter acontecido e por todo mundo ter voltado na medida do possível seguro para casa. Esses são alguns valores que importam.

 

Acompanhar a Copa também me deu a certeza de que é muito fácil calar os problemas por meio de um evento esportivo, como também não deixa de ser um momento de colocar essa população cada vez mais egoísta, individualista e arrogante no mesmo quadrado para celebrar a mesma coisa. É com surpresa que a Copa das Copas terminou cheia de pontos altíssimos, especialmente porque a nossa amada internet propiciou os melhores momentos.

 

Tem como ter Copa todo ano aqui?

 

 

Todas as imagens deste post são um oferecimento da internet linda e maravilhosa.

Stefs
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  • heyrandomgirl

    Me traz a Copa de novo porque já tá fazendo falta lixa* Hahahaahahahahahah Eu só vi hipocrisia na maior parte do tempo, especialmente de quem tava no estadio, de boinha, vaiando a Dilma. Ah! Vão lavar louça!

    Enfim, foi tudo isso aí que vc falou e mais um pouco. Agora, nos resta lidar com a realidade e os fiascos das eleições :(

  • Isis Renata

    quando começa a Copa S02E01??? <3

    texto lindo demaz para não te amar (mais?) ok ok bajulações a parte eu senti o mesmo que você e afirmo que não compreendia o ódio mortal pela copa ser aqui. Estava desacreditada? sim, da mesma maneira que você, eu sempre pensei que não temos estrutura para tanta gente foda no mesmo quadrado. O trânsito, a loucura, o preço das coisas. Isso tudo pode ter ocorrido indeed, mas a verdade é que tenho que dizer: Copa das Copas sinheeee *-*
    a verdade é uma só a mim: somos um país com muitos defeitos, e muito a se melhorar, mas somos o povo mais carismático que existe
    sei que temos erros nossos, essa coisa de amar só quando está tudo bem e depois quase matar todos (falo isso em relação ao nosso futebol)
    mas sabemos abraçar com vontade e sorrir. sabemos dar a mão e somos receptivos com quem veio, sim sim
    a prova está nas redes, povo agradecendo a alegria, nosso bom gingado, nossas belezas naturais, ahhh quem dera isso tudo fosse melhor valorizado.

    sabe, fiquei tão triste com alguns comentários maldosos, essa coisa de misturar política e futebol. uma coisa não tem nada a ver com a outra peloamordeneymar rs
    e mais, ontem mesmo ao bater papo com meu chefe ele disse o que você escreveu 'nossos políticos são nosso reflexo' ou seja, o problema é a falta de caráter nosso mesmo. de não saber a bandeira a qual defender. e que tudo é bagunça mesmo

    concordo em gênero e grau quando disse desse povo vulgo 'grinch da copa' que ficou escrevendo textos e texto dizendo que ser feliz na copa não vai criar hospitais,
    mas ser triste também não cria…
    não compreendo….

    eu não aprovava como você, mas não teve como amar, vendo todos se abraçando, se emocionando e surtando pelos mesmos motivos.
    os encontros com oszamiguis, o churras (oh yeah!) e mais alegria

    poxa vida, merecemos essa porcentagem de festança 😉

    nosso time não é o melhor mesmo a algum tempo. e dói, mas a esperança é de fato a última que morre e quero ainda acreditar que podemos dar um jeito nisto. 😀

    foi lindo
    e poderia ter todo ano
    adels <3

  • heyrandomgirl

    Hahahahahaha vc é minha marida, tem que concordar comigo ou pedirei o divórcio #brinks <3

    Eu acho que todo mundo que tava contra a Copa teve vergonha de admitir que tudo tava lindo. Como sou cara de pau, falo mesmo e quero ver quem vai me chamar de alienada. Mas na TL do Twitter era basicamente isso que acontecia e que se via. O povo chatonildo, se remoendo pra dizer que TAVA AMANDO a Copa despejou o veneno e foi massacrado. Eu achei bem feito.

    Eu gostei de ser surpreendida, de ter curtido horrores, especialmente no Twitter, e entrei na onda de zoar porque nem era obrigada a ficar quieta.

    Melhor coisa foi essa Copa acontecer aqui e na melhor vibe da internet <3

  • Mônica Oliveira

    Tá perdendo a graça comentar que eu concordo com absolutamente tudo que você disse! hahahaha
    Eu era muito contra a copa ser aqui, me dava vergonha só de pensar no vexame que eu esperava que nós iriamos passar pela falta de infraestrutura. Mas, gente, que festa linda! Nunca fui tão feliz na internet, nunca gostei tanto de futebol! No começo eu ficava sem jeito de admitir que tava gostando, porque, como você disse, parece que a gente pagava de alienado. Dava pra sentir o julgamento dos outros de longe. Mas, pelo amor, não tinha como não gostar dessa Copa!
    Acabou com um sentimento muito bom de orgulho por termos feito uma festa tão linda, apesar de todos os nossos problemas.