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20/jul

18. Qual filme/cena tirou você do sério por não estar de acordo com os livros?

 

Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban me tirou do sério por completo. Eu não consigo chegar perto desse filme e nem é por recalque potteriano, mas de raiva mesmo. Ouvir o nome do Cuarón me dá alergia. Quando vi esse “espetáculo” no cinema, cheguei em casa querendo tacar minha cabeça na parede. Não nego que gostei da fotografia, dos filtros que deram um toque especial e que registraram a transição de um diretor para o outro, e do jeito como se desenrolou a passagem do tempo tendo o Salgueiro Lutador como base. Sem contar que o acho um dos mais fiéis no quesito diálogo, mas não sei o que Cuarón e Cia. beberam na hora de transformar esse livro tão lindo em uma “coisa” cinematográfica.

 

Lembro-me que uma das coisas que ansiava para ver era Sirius e Remus por motivos de Marotos. Eu não tenho nada contra os atores, tenho uma admiração muito grande por eles, especialmente pelo David, pois nunca superei o beijo gay dado no Leo DiCaprio em Eclipse de uma Paixão (eu tinha 15 anos quando vi esse filme, imaginem). O problema de ser fã demais é ver os envolvidos destruírem suas expectativas. A trollagem com a Era Marota vem de berço, em Harry Potter e a Pedra Filosofal, um detalhe que só fui notar por causa do meu envolvimento no universo das fanfics.

 

Os Potter tiveram a primeira aparição no Espelho de Ojesed e, sempre que a vejo, tenho vontade de chorar. Eles não morreram com 40 e poucos anos. Harry é filho de pais muito jovens e Chris Columbus iniciou a tradição marota totalmente errada. Isso me dá nos nervos até hoje, pois influenciou em tudo. Eu tive fé de que alguém se tocaria, mas que pobre menina iludida eu sou. Nem a Rowling para se manifestar.

 

No sentido de adaptação, até entendo a iniciativa de escalar atores mais velhos para os Marotos, pois garante melhor a sensação de familiaridade. Muitos não receberiam bem o fato de ver no Espelho que Lily e James eram recém saídos da adolescência quando Harry nasceu. Porém, essa é a verdade nua e crua. Os Potter saíram de Hogwarts diretamente para o altar. Conforme a Sra. Weasley disse em algum dos livros (desculpa, gente, não lembro), na época da 1ª Guerra Bruxa as pessoas se casavam depressa com medo do dia seguinte. Pela passagem de tempo, James e Lily tinham 21/22 anos quando morreram. Eles se formaram em 1977 e o Harry nasceu em 1981. Façam as contas e entendam minha frustração.

 

O mesmo incômodo rolou com Sirius Black e Remus Lupin em PdA. Eles ficaram com aparência de acabados. Não que eu quisesse vê-los como príncipes, mas dou fácil uns 50 anos para cada um. Mais que a incoerência com a idade dos Marotos, o que me irritou foi a caracterização do Sirius que, na verdade, parecia Gary Oldman sendo Gary Oldman. Achei um horror! Remus também estava muito a desejar, de um jeito que me deixou bem revoltada por justamente ser o meu Maroto xodó. Claro que não é culpa do Cuarón, mas isso e mais um pouco fez a minha experiência com essa adaptação pior que minha leitura de Enigma do Príncipe. Eu leria fácil o livro que menos gosto, mas dificilmente veria Prisioneiro sem uma boa companhia.

 

Quem também foi detonada nesse filme foi Hermione Granger que estava sendo Emma Watson na versão adolescente que, na época, esbanjava hormônios para cima dos boys no set. Eu a detestava! O casaquinho rosa, aquele cabelo todo escovado, e aquela preocupação de “é assim que meu cabelo fica quando estou de costas?” reforçaram alguns momentos de péssima escrita. Outro ponto que me fez feliz, e ao mesmo tempo infeliz, foi ver que, ao longo do filme, Harry e Hermione se roçavam o tempo inteiro. Cuarón deu aval para cenas cheias de duplo sentido e isso destruiu metade do filme. Atrelado a isso, veio o novo Dumbledore que ficou a coisa mais lixosa do planeta trajado de mendigo. O diretor de PdA aniquilou a elegância e a personalidade de muitos personagens. Eu não curti nem um pouco.

 

No geral, é triste ver um livro incrível mal adaptado e mal dirigido. Só salvou alguns efeitos especiais, mas daí me lembro daquele lobisomem ridículo e vejo que o serviço foi, literalmente, malfeito feito.

 

PS: que ele não dirija Animais Fantásticos e Ondem Habitam, pelo amor de Deus! Não me importo com os prêmios por Gravity, pois Cuarón sabe lidar com sci-fi e não com fantasia.

 

Outras menções honrosas: ausência da batalha em Enigma do Príncipe que foi perdoada pelo que aconteceu em Relíquias da Morte (e a cena da Bellatrix explodindo tudo foi top demais) e o jeito como Harry viu Dumbledore sendo morto. Enfim, há muita mancada nas adaptações…

 

Amanhã o desafio continua com a seguinte questão: Diretor Favorito

Stefs
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