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27/jul

26. Maior loucura feita por Harry Potter.

 

Por motivos de dinheiro, nunca fiz uma loucura bem louca (oi?) por Harry Potter, daquelas que me fizesse chutar o balde de uma hora para outra. Já pensei muito ao longo da minha vivência no fandom sobre o que poderia fazer de arrasador, mas nunca tive apoio financeiro para tanto. Acho que minhas loucuras se resumem a micos e batidas de pé para fazer qualquer coisa que envolvesse a saga. Desde o ensino médio até o ensino superior.

 

No meu 2º ano do ensino médio, houve uma feira de informática. Nessa época, Harry Potter e a Câmara Secreta estava nos cinemas. Cada grupo tinha que criar um projeto fantástico que funcionasse no computador (e no ato da apresentação), para garantir uma nota decente para todas as matérias. Eu e minha parceira de roubo pensamos em coisas difíceis e mirabolantes, até empacarmos na ideia de criar um teste de Seleção das Casas. Esse foi o projeto, banhado de ceticismo de muitos, um detalhe que enfrento até hoje porque não largo a saga de jeito algum.

 

Fizemos nosso projeto todo a caráter. Usamos cosplay no meio de uma escola de trouxas. Nos meus passeios pelos corredores, sempre encontrava uma criança que estava morrendo para encontrar o stand sobre Harry Potter. Lembro-me até de uma que apontava freneticamente para um dos nossos cartazes e a levei junto com os pais para fazer o teste. A lembrancinha era uma vassourinha… Foi maravilhoso criar esse pedaço da saga por meio de um projeto tão legal de elaborar, muito mais sincero e produtivo que tantos outros. Sem contar o fato de que éramos as únicas com um trabalho “menos sério” que foi mais sério que todos que fiz na escola.

 

Outro momento de horror foi quando cheguei trajada de cosplay no meu 1º emprego, com uma coruja de pelúcia embaixo do braço. Era um sábado, dia de sessão de Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, e não tinha um cidadão que não tirou onda da minha cara. Depois do final de semana, teve gente falando que me viu na TV. De fato, era verdade, pois eu e a gangue brilhamos no programa da Sonia Abrão, na época transmitido pelo SBT. Até meu pai me ligou em choque ao reconhecer a minha fuça. Eu nem sabia que tinha aparecido, pois fiquei foragida atrás de todo mundo porque não podia vender minha imagem desse jeito #risos.

 

Vale mencionar o TCC, aquele projeto que todo mundo quer falar difícil. Mais uma vez, não fui levada a sério e arrasei. Eu tive duas sortes: a monografia era individual e minha orientadora manjava dos paranauês culturais. Isso foi o ponto de partida para eu apresentar um esqueleto sobre Harry Potter. Quando anunciei a coisa toda, mais olhares de ceticismo… Afinal, como se chega ao final da classe de jornalismo com um tema desses? Se é uma coisa que aprendi é fazer as coisas dentro das minhas capacidades e de acordo com o que meu coração pede. Eu não teria feito um trabalho melhor se tivesse considerado a ditadura (eu pensei nesse tema). Não teria dado tão certo quanto as 105 páginas de um recontar que envolvera a minha experiência e que dera oportunidade de outras pessoas fazerem parte.

 

Por um grande período, eu sentia vergonha de levar a saga para todos os lugares, especialmente em universos que “exigem” que você seja um adulto. Sempre me senti como a pessoa que ninguém levava a sério. Ainda sinto isso na maior parte do tempo, mas aprendi que cada um faz o que é pertinente. Isso agrega valor ao que se faz. Eu nunca fui contra ao que queria e nunca quis aparentar mais intelectualidade.

 

Eu gosto de fandom, gosto de Harry Potter e quero ver quem tirará isso de mim, grrrrrr!!!!

 

Amanhã o desafio continua com a seguinte questão: 19 anos se passaram. O que mudaria no Epílogo?

Stefs
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  • Sei Starfire

    Olá!
    Acredito que estava neste mesmo dia!

    Sou "o" Harry Potter que fizeram entrevista… ><

  • Isis Renata

    ai que lindooooooo *-* achei super fofo seu projeto da escola, ai que mágico. Ainda mais nos primórdios de tudo. Deve ter sido desafiador.
    Nunca fiz algo do gênero, mas fui para a escola com minha cos em 2003 na festa de halloween e fui a sensação do intervalo. Lembro que até a professora de português falava "a menina do harry potter'
    o ruim de levarmos a sério o fandom é que ninguém mais o leva a não ser os próprios fãs mesmo. eles acham até que não temos mais idade para tal coisa.

    nunca tive dinheiro para loucuras de grande escala
    mas sou escandalosa o suficiente para minhas loucuras de pequeno porte hahaha

    :*