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05/jul

3. Qual é a Casa que você gostaria de entrar?

 

Essa é uma pergunta interessante, pois tive que refletir muito sobre ela. Quando trilhava os caminhos da saga, tinha quase certeza de que meu coração pertencia à Grifinória. Meus dois cachecóis provam muito bem isso. Porém, com o passar dos anos, meu amor pela Sonserina só cresceu por mera identificação (e por amor aos personagens que lá habitam). Eu queria muito aprofundar este post, pois gosto muito da psicologia de cada Casa e é uma pena ter que resumir meus pensamentos confusos.

 

Desafio difícil demais!

 

Logicamente, eu gostaria de entrar na Sonserina por dezenas de motivos, especialmente de personalidade. Pessoas dessa Casa não expõem a vida e conseguem levá-la muito bem sem mil cidadãos ao redor. Elas preferem o isolamento das masmorras e só aguentam conversas com amiguinhos e colegas que compartilham dos mesmos pensamentos. O que conflita é que muitas dessas conversas entre sonserinos é por mero interesse, algo que não combina comigo. Esses bruxos também possuem a habilidade de não dependerem de ninguém ao ponto de criarem uma reputação que berra em neon: não ultrapasse. Os mecanismos de defesa são altíssimos, algo que me rende extrema identificação. Eu não deixo qualquer um se aproximar e, quando isso acontece, nunca é o suficiente. Se é uma coisa que amo muito é minha posição defensiva.

 

Conforme me afundava no fandom potteriano, me descobri como uma cobrinha nata justamente por estar na companhia dos meus iguais, um ponto muito prezado para quem pertence a essa Casa. No fórum Potter Village, eu tinha minha família formada por um bando de Lestrange e eu era a mãe soberana. Tínhamos assinatura, lema, símbolo, tudo bonitinho. Conforme via o comportamento dos sonserinos da saga, mais me sentia como eles. O único momento sábio de Sirius Black (não gosto do personagem, gente) foi dizer que o mundo não se divide entre pessoas boas e Comensais da Morte (não me recordo se foi exatamente com essas palavras), e ele tinha toda razão. Quem está na Sonserina não se torna “o malvado da história”. Até porque Peter Pettigrew não é de lá, né? Nem muito menos o Dumbledore que, para mim, é o maior fanfarrão da saga (pode vir haters!).

 

Sem pestanejar, Sonserina é minha escolha, especialmente por eu ter um lado tinhoso, sem limites e que não tem medo de magoar ninguém. Eu sou prática, pois não gosto de dar uma missa como conselho. Sem contar que não sou tão paciente com dramas. Eles precisam ser catastróficos para chamar minha atenção. Afinal, há certas coisas que são possíveis de serem contornadas, não é? Eu não tenho medo de cutucar a ferida e faço de tudo para que ninguém encontre a minha. Isso é muito Sonserina. Os bruxos dessa Casa possuem uma redoma e poucas pessoas conseguem atingi-la. Basicamente, eles não demonstram o que sentem, outro mecanismo de defesa. Imaginem se todo mundo soubesse da história do Snape? Ele não seria temido. É isso que adoro dentro da psicologia da Sonserina, essa proteção consigo mesmo.

 

Desde que me entendo por gente, muitos dizem/diziam que têm/tinham medo de mim antes de me conhecer. Eu digo que é bobagem, pois não tenho cara de quem comeu e não gostou (ou tenho? Hahaha). À primeira vista, eu não sou receptiva. Na verdade, para alguém tocar meu coração, precisa provar certa afinidade. Eu não me abalo tão fácil e, com o passar dos anos, minha imunidade só aumentou. Quanto mais velho o sonserino, mais fechado ele fica. Contudo, isso não quer dizer que esses bruxos não tenham fraquezas. Eles apenas não as mostram. Draco chorou, Snape chorou, Narcissa tremeu e assim por diante. O que se preza aqui, acima de tudo, é a posição de escudo insondável. Você nunca sabe o que esse povo está pensando. Sonserinos não são transparentes e eu sou assim também.

 

Sonserinos são independentes e conscientes dos arredores. Por isso muitos conseguem mover as peças do jogo perfeitamente em silêncio e sozinhos. O que encanta é que, por detrás da muralha, há comportamentos que surpreendem, como o do Snape, mas, se você analisar bem a fundo, saberá que ele não fez o que fez por adorar o Harry. Ele fez o que fez pela Lily. Ah! Foi por amor! Não, gente! Snape queria James e Harry mortos. Snape pediu para salvá-la, o resto que explodisse. Bruxos do tio Salazar não possuem senso de romantismo – até que se prove o contrário. Draco Malfoy casou e teve filho, mas tenho certeza que é algo frio e distante.

 

Os pontos que não me colocariam na Sonserina é essa sede de conquistar as coisas sem ter o tato de se preocupar com os outros. Essa humanidade que ainda há em mim me impede de pertencer totalmente ao “lado negro da força”. Sonserinos são ambiciosos e querem conquistas independente dos meios. Eu gosto da ideia de dominar algo com perfeição, mas não manipularia uma pessoa para conseguir isso. Há também a questão de puxar o tapete para ter sucesso, algo que também não é a minha praia. Na Casa do Salazar, há muita preocupação com o individual e isso aniquila qualquer um que estiver na zona de tiro. Eu sou individualista no sentido de fazer as minhas coisas solitariamente, mas não jogaria o parceiro na lama (a não ser que ele mereça. Sou geminiana acima de tudo). Esses bruxos gostam de ser os mestres naquilo que dominam e não hesitam em derrubar quem se atrever a impedi-los.

 

Outro ponto é a arrogância atrelada ao desejo de manter a reputação. Eu não acho os sonserinos tão arrogantes, sendo bem sincera, pois sempre vi isso na Grifinória. Na verdade, eles são bem inseguros. Tom, Draco, Snape, Lucius… Uma penca de bruxos dessa Casa se preocupava em ter uma posição de respeito, seja por medo ou por inteligência. Dumbledore respeitava Tom por reconhecer o quanto ele era brilhante. Independente disso, o status dos sonserinos tem muito a ver com poder. Eles pisam em qualquer um por sucesso. Por detestar esse tipo de atitude, é bem provável que o Chapéu Seletor não me mandasse para lá. Eu adoro ser reconhecida pelos meus esforços, sem pensar no que ganharei em troca.

 

Por mais que haja lealdade no sonserino, ele quer que tudo se exploda, especialmente se essa reação estiver envolvida com o objeto de interesse. Snape se humilhou para Lily ser salva. Narcissa se humilhou para o Snape a fim de garantir proteção ao Draco. Eu faria o mesmo se cutucassem minha família. Porém, nada com sonserinos é instintivo, mas por interesse. Eles agem em troca de algo. Sonserinos cativam por serem fiéis ao grupo que pertencem, mas não hesitam em quebrar as amarras se o interesse deles for ameaçado. Pode ser algo ou alguém.

 

Sonserina é a Casa que eu gostaria de estar por ter crescido abraçada à bandeira verde e prata. Conforme os personagens se revelavam, eu me via em todos eles. Lá não é o lar dos vilões, mas dos astutos, dos ambiciosos, daqueles que fazem qualquer coisa sem pensar no próximo. Lucius fez o que fez por status, Snape fez o que fez para salvar o amor da vida dele, Draco virou o que virou por falta de opção. Todos são mais humanos que o próprio Peter Pettigrew que me bola um plano de dois anos para sabotar os Potter. Quando falam que a Sonserina abriga gente ruim, sempre colocarei a foto de Rabicho como exemplo.

 

E, outra coisa, sonserinos são inteligentes e apreciam a inteligência do próximo (para o bem próprio, claro). Esse benefício não é universal, pois nem todos da Grifinória são nobres.

 

3. Qual Casa você imagina que seria enviado?

 

 

E a resposta é: Corvinal. A principal justificativa que posso dar é que, para mim, Sonserina e Corvinal são Casas similares e compatíveis. Muitos pensarão que é loucura, mas sonserinos e corvinais se assemelham na sede por conhecimento e por serem muito inteligentes. O que os difere é o meio para atingir o fim. Enquanto o sonserino quer o conhecimento para ter sucesso e poder, corvinais querem sabedoria e aprendizado. Há uma combinação incrível entre ambas e é preciso chegar muito perto para ver o quanto são parecidas. Não é à toa que Salazar e Rowena provaram que esse alicerce é possível, mesmo de um jeito doentio.

 

Acredito que os bruxos da Corvinal são racionais e estrategistas. Dois itens que me definem muito bem. Lá moram os mais assertivos, os mais minuciosos e, acima de tudo, os apaixonados pelo que fazem. Essa é a Casa que beira a criatividade e eu me identifico demais com isso. Sem contar que, mesmo que muitos trabalhos sejam feitos individualmente, Rowena deu aos seus moradores o senso de coletividade. Ela deu o senso de acreditar naquilo que ama, de mostrar os talentos. Ela deu o senso de encontrar a compreensão das coisas por meio do conhecimento. Eu acredito que a Corvinal é onde há os comunicadores, os professores, os artistas. E eu tenho todos esses instintos muito claros.

 

Eu acredito que conhecimento é um meio para alcançar sabedoria. Eu não peso tanto no sucesso quando crio um texto, edito uma foto ou posto um comentário no Twitter. Corvinais passam a ideia de serem espontâneos no que fazem e o maior exemplo disso é a Luna. Os bruxos dessa Casa não precisam se provar, pois sabem o quanto são bons naquilo que dominam. Eles não precisam pisar nos outros para terem status, pois a inteligência deles já é o bastante para serem admirados. Dessa forma, o povo da Corvinal dificilmente é levado a sério, não tanto quanto os alunos da Lufa-Lufa, mas a vejo como a Suíça de Hogwarts.

 

Os bruxos dessa Casa gostam de aprender e não de estudar, um ponto que sempre gera discrepância. Por esse motivo, eles odeiam o tédio e a rotina, algo muito meu e que me aborrece demais. Corvinais gostam de se sentir úteis e eu odeio inércia. Não é à toa que as festividades de Hogwarts têm dedo deles. Os moradores dessa Casa amam a inteligência e a criatividade. Eles fazem o que fazem por acreditarem ser o certo e depositam o coração nisso. Eles gostam de ter os iguais por perto desde que acrescentem em algo que, talvez, não tenham notado antes. Eles gostam de criar e eu amo criar.

 

Por eu ter o senso de respeito ao próximo, eu acho que o Chapéu Seletor não me enviaria para o antro das cobrinhas. Eu me sinto muito mal quando vejo essa coisa de fulano puxando tapete do outro. Acho muito infantil. Só sei que tenho muito das duas Casas, ambas abrigam estudantes perspicazes e que compartilham conhecimento. O que as difere é o objetivo da vida. Sonserinos fazem de tudo pelo sucesso. Corvinais fazem de tudo pela sabedoria. Ambas são detentoras de membros com grande inteligência, que querem dominar tópicos com o máximo de precisão e que trabalham em conjunto (quando é necessário), o que me faz divergente. Meu senso de respeito ao próximo poderia me encaminhar para a Corvinal. Só não sei se lidaria muito bem com isso, pois acho que minha personalidade sonserina é influente demais.Resumindo: Sonserina é meu signo e a Corvinal é meu ascendente.

 

Acredito que escolher uma Casa vem de uma tremenda reflexão pessoal, de caráter e de personalidade. Se é uma coisa que aprendi é que nem todos os personagens representam os lares dos quais vivem. Temos Peter Pettigrew para isso. Eu tive que pensar bastante e pesquisar para fazer este post e acho que ele foi um tanto quanto revelador. Estou em choque.

 

Amanhã o desafio continua com a seguinte questão: 1 professor, 1 feitiço, 1 criatura mágica

Stefs
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  • heyrandomgirl

    Eu tbm sinto orgulho alheio por gente fdp! Por mais que não curta trairagem e por jamais ser capaz disso (ao menos até a conclusão deste comentário ahahahah), fdp que abraça esse lado e não tem medo de expor merece celebrar. Não é à toa que meu gosto pelos bandidos na ficção é logo de cara, não adianta. Não gosto de certinhos, mimizentos e tudo mais. Me IRRITA pq não consigo ser assim.

    Pessoas de Capricórnio são minha zona de conflito. Vc fica ligada ae Hahahahahaahha

  • Mônica Oliveira

    Um +1 gigante nesse seu post. Se eu respondesse isso há alguns anos atrás, diria Sonserina duas vezes, mas atualmente eu duvido que o Chapéu me pintaria de verde sem hesitar. Sempre achei que sonserina é sinônimo de capricórnio, até reli os livros tentando prestar atenção nisso pra ter certeza de que não tava falando merda. E revi todas as minhas escolhas de vida e o meu comportamento (quando eu tinha tempo de sobra pra pensar na vida) pra poder dizer com certeza que sou sonserina até o último fio de cabelo. Mas são exatamente as características deles que você não gosta que me deixam também com um pé atrás. Eu nunca teria coragem de puxar o tapete de alguém, tenho muito desprezo por quem faz isso, aliás. Porém, consigo respeitar quem faz esse tipo de coisa sem disfarçar, entende? Admiro filho da puta que se assume como filho da puta, por mais que não admire o que eles façam, porque pra mim isso é ser fiel a quem você é.
    Mas enfim, não me acho muito próxima da Corvinal, apesar de ser uma puta Casa, na minha opinião. Diria que sou 90% verde e 10% azul.

  • heyrandomgirl

    Ownn seu ascendente é no melhor signo <333 Hahahhaha. Eu confiei que era da Grifinória porque meu 1º crush foi a Hermione e sempre tentei ao máximo ser estudiosa. Mas daí, fui crescendo e percebendo que não era nada disso. Sonserina sempre será minha Casa, não tem jeito, mas me intriguei mto por ter bastante da Corvinal tbm.

    Do mesmo jeito que a Jo não enviou a Hermione pra lá – algo que tbm não entendo – acho que não seria enviada para a Sonserina. Hahahahaha Vai entender como esse Chapéu Seletor trabalha, né?

  • Karla Kelvia

    Eu tenho ctz de que sou Corvinal desde que li HP e a Pedra Filosofal, pela primeira vez. Foi amor imediato e mais, foi identificação imediata. Eu nunca fiz um teste, ou penso em outra escolha, pq, pela minha personalidade, eu sei que o Chapéu Seletor me colocaria na Corvinal sem nem pensar mto! Como sou Aquário com ascendente em Gêmeos, e todas as minhas características batem com as desta casa. O meu amor pelo conhecimento, minha admiração pela sapiência, a vontade de aprender coisas novas e diferentes, a criatividade e a capacidade de me desligar qdo algo não me interessa para focar naquilo que realmente importa são, para mim, incrivelmente corvinas. A Luna é a demonstração de que o conhecimento mais vem de dentro e vai além; e eu não sei por que raios J.K. não pôs a Hermione lá. Enfim. Sou Corvinal!!!