Menu:
09/jul

8. Membro da Ordem da Fênix.

 

Demorou, mas chegou a vez de falar dele. Remus Lupin, a melhor pessoa dessa Ordem da Fênix. Eu poderia fazer aquela redação carinhosa, cheia de floreios e marquinhas de beijo no papel, pois meu amor por esse homem é inexplicável. Desde o Prisioneiro de Azkaban, eu queria ter esse lobisomem aqui em casa e, lembrando agora, esse foi o personagem que durante a zoeira do fandom de Harry Potter eu chamava de pai. Por muito tempo, assinei como Lupin nos fóruns e nos blogs da vida. Bateu até uma saudade!

 

Remus é um personagem que vai muito além de Prisioneiro de Azkaban. Ele fez parte do grupo dos Marotos e era o menos beneficiado, por assim dizer. Dito como o mais inteligente da Grifinória, o bruxo tinha dificuldade de assumir o posto de monitor-chefe porque os melhores amigos não conseguiam passar um dia sem se meterem em encrencas. Além de ser mordido quando era criança por Fenrir, o personagem não pertencera a uma família rica e batera na curva do preconceito por não ser puro-sangue. Remus sentiu todo o peso do preconceito calado, ao contrário do Sr. Weasley que, de certa forma, enfrentou as críticas de cabeça erguida.

 

O bruxo ficou conhecido pelo mundo das fanfics como o cara tímido, dócil e muito amoroso. Dono de uma baixa autoestima tremenda por causa da licantropia. O que o salvou durante o período em Hogwarts foi a lealdade de James Potter e Sirius Black que não hesitaram em se transformar em Animagos para compartilhar as noites de Lua Cheia a fim de controlá-lo. E ele faz parte da história da escola. Aquele Salgueiro Lutador só existe por causa dele.

 

Remus não atingiu o sucesso no mundo bruxo e, às vezes, me pergunto por que ele não tentou algo no mundo trouxa. Ele se mostrou muito talentoso na arte de ensinar e escola de sangue-ruim nunca faltou neste mundo. Porém, o problema dele sempre foi o fator lobisomem, o dilema que simplesmente o fez empacar e desacreditar que poderia ter uma vida melhor. Imagino que o crescimento dele não tenha sido fácil, algo que me lembra muito o Snape que cresceu em um lar disfuncional. Sem contar que Remus foi um dos bruxos que viu a guerra terminar e recomeçar, e imagino como deve ter sido dramático demais ver tudo acontecer de novo.

 

É fácil ter certeza de que, com o fim da 1ª Guerra, o bruxo mudou muito por ter perdido de uma vez só todas as pessoas que acreditou e amou. Ele perdeu James e Lily em uma porrada, Peter em outra e Sirius em mais algumas. De fato, ele acreditou que Sirius foi um traidor e só voltou a respirar depois de 12 anos quando bateu de frente com o esclarecimento. Imaginem que agonia? Tenho certeza que essa situação o fechou mais e, sem dúvidas, o tornou um pouco mais descrente. Afinal, como Sirius, o melhor amigo, padrinho de casamento do Harry e do casamento dos Potter poderia ter apoiado uma atrocidade em nome do Voldemort? Imaginá-lo sozinho, sofrendo, me dá um aperto tremendo no coração.

 

Acredito que o papel dele na Ordem ficou mais claro por causa das adaptações. Remus é cuidadoso e, por ser calmo, contrabalançou muitos humores, especialmente os de Sirius e os do Harry. O bruxo deveria ser um dos estrategistas justamente por ter vivenciado a mesma guerra e por ter sido um dos poucos que ainda estava vivo. Em outras palavras, ele sabia das coisas e sabia perfeitamente como os membros deveriam agir. Por mais que Sirius quisesse fazer protesto, Remus foi sensato em impedir deslizes que poderiam ser causados por mera impulsividade. Acredito que ele teve uma das tarefas mais difíceis: assumir o lado lobisomem, um lado que ele passou a vida inteira renegando, para espionar os inimigos. Era o mínimo que ele poderia fazer enquanto tentava assegurar a única pessoa que importava: Harry.

 

Como professor, ele foi brilhante, sem mais. Conforme o desenrolar da trama, Remus perdera o segundo medo: o de ser amado. Eu não apoio ele com a Tonks, pois a maneira como esse “relacionamento” começou em Enigma do Príncipe deixaria o mais popular dos ficwriters morto de vergonha. Eu gosto da Tonks na Ordem, mas a distorceram ao fazê-la agir como uma apaixonada histérica, algo que também aconteceu com a Hermione. Sim, eu achei um absurdo.

 

Voltando ao Remus, Tonks deu ao maridão o que ele jamais acreditou que teria por causa da sua condição: uma família. Por isso, achei uma palhaçada sem precedentes os dois morrerem. Uma das manias da Jo – e que me mata até hoje só de lembrar – foi repetir o que aconteceu no passado, no presente. Remus e Tonks não precisavam de um fim como o de James e de Lily. Remus não precisava morrer só porque todos os Marotos morreram. Foi uma sacanagem desnecessária tirar o direito do Teddy de ter uma família. O moleque virou o novo Harry Potter e ficou claro que ele recebeu mimo dos Weasley, mesmo tendo o menino bruxo como padrinho.

 

Remus é meu membro da Ordem favorito, como também pertence ao top 10 de personagens mais amados da minha lista. No geral, ele me cativou por ser prestativo e preocupado. Sem dúvidas, ele foi aquele tipo de pessoa de uma bondade e de uma humildade tremendas, dono daquelas conversas inteligentes e inspiradoras que lhe tomam horas, sem que você perceba. Acredito que o mundo do Maroto se resumiu a muita observação, o meio que o fez aprender sobre tudo. Eu tenho muitos motivos para me orgulhar dele, mas, acima de tudo, Remus tem meu respeito por não ter desistido. Mesmo sendo lobisomem, ele não abriu mão de tentar viver.

 

Eu queria saber muito como ele conseguiu se virar, especialmente por ter sido negado em grande parte das entrevistas de emprego.Mesmo sem tanta autoestima, Remus não hesitou em ajudar o próximo, confortou todo mundo que podia e se encorajou a saltar da cama dia após dia para enfrentar as surpresas que o aguardavam. Foi uma tremenda pena ver o Maroto morrer depois de ter tudo. Nunca superarei isso.

 

Amanhã o desafio continua com a seguinte questão: Comensal da Morte

Stefs
Postado por:       

       
Aproveite para ler também
Escreva seu comentário antes de ir <3