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10/jul

9. Comensal da Morte.

 

Eu poderia resumir este post em apenas uma linha: Bellatrix Lestrange é minha Comensal favorita por ter matado Sirius Black. Porém, não é só por isso que gosto tanto da personagem.

 

Bellatrix é louca. Insana. Autêntica. Uma das coisas que sempre me admirou, mesmo sendo por uma causa errada, foi a lealdade dela pelo Voldemort. Contudo, há algo que nem todo hater conseguiu captar. Ao longo da saga, a Comensal da Morte foi apresentada como uma bruxa que não se importava com ninguém. Há certas nuances da personagem que os que a odeiam não conseguem ver, nem muito menos captar. Por mais que essa doida varrida amasse ter sangue nas mãos, ela nunca escondeu que, de um jeito distorcido, era uma mulher preocupada. Não só com os afazeres de Comensal da Morte, mas com Narcissa Malfoy.

 

Eis a magia que sempre capto em histórias que envolvem irmandade: a mais velha protege a caçula. Basicamente, minha vivência diária. Esse é um detalhe que está escrachado em Enigma do Príncipe, pois Bellatrix acompanhou a irmã até a casa do Snape. Sempre ficou claro o quanto ambas eram unidas, mesmo que uma servisse ao Lorde e a outra não. Isso deve ter consternado Bellatrix durante toda a sua existência, mas, mesmo assim, ela não a abandonou só por não ter a Marca Negra.

 

Claro que as preocupações de Bellatrix são meramente ilustrativas e oportunistas, pois tudo o que ela fez foi em nome do Voldemort e não em nome da causa. A personagem sempre foi muito independente e muito decidida, o que lhe rendeu um lugar VIP no camarote do Lorde das Trevas. Ela era a única que tinha confiança total e, durante a reunião na Malfoy Manor, em Harry Potter e as Relíquias da Morte, tenho certeza que a coisa que ela mais queria dizer à Narcissa era: eu te avisei. Bellatrix baixava um pouco da guarda quando o assunto era a irmã caçula. As duas eram o que restavam para manter a glória de uma família totalmente arruinada por causa da mistura de sangues-puros com sangues-ruins e dos simpatizantes pelos trouxas. Ambas foram unidas, mas se distanciam por questões de status e de escolhas.

 

Como disse no post sobre o Draco, dona Narcissa tinha o lado mãe aflorado. O filho sempre foi prioridade. Bellatrix perdeu essa humanidade em algum momento da vida (culpa do Sirius, eu sei!), pois ela apenas casou para manter a linhagem da família em bons lençóis. Foi um casamento de negócios (e que negócio! Rodolphus é uma delícia na minha mente).

 

Por mais que muitos odeiem a Bellatrix, ela foi uma das representantes do girl power no desenrolar da saga. O que a torna uma Comensal (quem é Alecto Carrow na boate?) de valor é justamente o fato dela ter feito mais que muito macho. A bruxa era a única mulher dentro de um grupo formado por um bando de incompetentes do sexo masculino. Se formos dividir os Comensais em equipes, é fácil imaginar que Bellatrix era a mais requisitada porque os homens que queriam provar algo ao Lorde sabiam que isso só seria possível tendo-a como companheira de crime. Tenho certeza que Lucius se regozijou durante a tramoia no Ministério da Magia, mas caiu do cavalo. A burrice masculina se estende ao Rabicho, ao Crabbe e ao Goyle pai e assim por diante. Não sei como o Voldemort suportou essa galera. Tirando a bruxa, os irmãos Lestrange são meus xodós, bem como o Snape. Os únicos que prestaram.

 

Claro que o ponto delicado da minha preferência 5 estrelas pela Bellatrix é por causa da morte do Sirius. Eu só gosto do Maroto na fase adolescente, não tem jeito, pois criar histórias para ele nessa versão é espetacular.

 

Resumindo meus motivos: como adulto, a petulância dele em querer fazer tudo ao mesmo tempo depois de 12 anos de cela me deu nos nervos. Sem contar a infantilidade para cima do Snape dentro da Ordem da Fênix e da mente criativa em tratar Harry como James. O cara me sai da prisão, teoricamente com a sanidade intacta, querendo brincar de Glee?

 

Literalmente, Sirius parou no tempo e eu nunca soube lidar com isso. Faltou amadurecimento, algo que esse safado nunca se permitiu e acabou empacado na nave da Xuxa. Porém, que fique bem claro que só fiquei indignada com a morte dele porque queria que o Harry tivesse um lar. Nada mais sensato que ter isso ao lado do padrinho. No mais, foi bom ele ter ido dançar e cantar Don’t Stop Believin’ além do véu.

 

Sobre meu fetiche Bellatrix e Sirius: o poder das teorias dos fãs durante minha vivência no fandom me fez acreditar que rolou algo meio Game of Thrones entre esses primos. Eu shippo hard! Amava escrever 50 Tons de Cinza com esses dois personagens (se é que me entendem). Nada tira da minha cabeça que ambos nunca acalmaram o ódio que sentiam um pelo outro completamente nus, e nada mais irônico que duelarem até se destruírem. Recalque amoroso!

 

Minha mente fantasiosa gostaria de acreditar que um dia eles se gostaram, não diria apaixonados, e que isso foi destruído por causa da escolha de cada um. Como a Rowling nunca explicou porque Bellatrix se tornou uma doida varrida, passarei o resto da minha vida culpando o Sirius. Por isso achei a forma como eles se confrontaram ideal e, sinceramente, não imaginaria outra pessoa para matá-lo a não ser a Comensal.

 

Sobre a morte da Bellatrix: não gostei da Molly ter feito isso. Eu sempre vi o Neville como dono do poder para exterminá-la. Eu fiquei bem chateada com essa “troca”. Se é uma família que precisava de justiça era os Longbottom. Sem mais!

 

Bellatrix é geniosa, atrevida, maluca e não tem vergonha de ser o que é. Mesmo como vilã, ela apresentou durante a saga uma tremenda personalidade. Ainda mais por ser “a garota do mal”. Por mais que a causa dela tenha sido maligna, o que se tira de bom é a autenticidade da personagem. A atitude. A vida sem amarras que, na época em que ela nasceu, não era tão permitida porque os casamentos eram arranjados. A Comensal se afundou naquilo que acreditou. Todo mundo faz isso. A diferença é apenas a causa.

 

Amanhã o desafio continua com a seguinte questão: Vilão

Stefs
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