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10/jul

Então que Pretty Little Liars chegou a um marco que nem todas as séries, especialmente adolescentes, atingem. Eu estou orgulhosa! São tantas coisas boas que eu poderia falar, mas só sei que esse é um daqueles tv shows que me deixa muito cansada por causa do raciocínio. Eu sou apaixonada pela história, pelo cast, pelos personagens, pelos casais… Enfim, PLL é meu vício de muitos, e é óbvio que não pedirei o divórcio até saber quem é a maldição chamada A.

 

Confesso que estou meio dividida com relação a este episódio. Ficou escancarado que a ideia dele foi homenagear o lado mais hard do fandom por causa dos casais que, do nada, ganharam foco. Isso me deixou meio infeliz. Foi fofo, foi doce, porém, o problema de não se importar tanto com shipper é que não engulo tão bem quando o showrunner começa a girar o seu trabalho em torno disso. No caso de PLL, só há um diferencial: Marlene respeita os casais fixos desde a 1ª temporada. Esse é um detalhe que merece elogios, pois nada mais irritante que triângulo amoroso. Tenho minha torcida como qualquer outro fã, mas o que realmente importa para mim é a trama. Por causa dos casais, o episódio foi lento e morno. Ele só esquentou nos últimos minutos por causa do estardalhaço provocado por A. Não foi tão ruim, claro, mas, por ter o peso de 100 elefantes, esperava que, no mínimo, o suspense fosse o ponto-chave, pois é isso que faz PLL ser PLL. Infelizmente, não foi isso que aconteceu.

 

Este episódio deixou a sensação de que algo mais poderia ser feito. Sim, fiquei satisfeita com muitos momentos, mas, tirando os casais, não resta nada, só Mona e Ali no parque da Xuxa. A trama perambulou de shipper a shipper avisando que o episódio 100 seria só sobre isso. Hanna e Travis foram os primeiros a ganhar atenção, um casal invisível que ressurgiu só por causa do retorno de Caleb. Palhaçada, né? É uma mancada homérica chutar o garoto porque Ravenswood não deu certo. Travis nem teve tempo de ter uma storyline decente. O mesmo aconteceu com Jake, lembram? Fiquei com tanta raiva! Enfim, gosto de Haleb, mas, toda vez que o Caleb ficava mudinho diante da Liar, não conseguia deixar de pensar que ele só estava ali porque a série dele flopou (um fato). Travis foi uma gracinha, deu um conselho bacana para a namorada sobre o retorno de Ali, e me dá dó saber que ele irá embora em breve.

 

Falando em Caleb, que expressão de quem comeu e não gostou foi aquela? Hanna era obrigada a esperar por ele, é? O personagem tem todo meu respeito, pois sempre o considerei um pilar essencial não só para a Liar como para as outras meninas, assim como Toby. Porém, a ideia de ficar de picuinha me irritou sem ao menos ter começado. Eu já estou com birra desse triângulo amoroso que nem nasceu, especialmente porque Hanna está insuportável. Eu queria entender o que se passa na cabeça da personagem, pois, considerando a problemática da temporada até aqui, ela tem me saído como uma tremenda patética. Muda por causa de Ali, bebe por causa de Caleb e corre atrás do ex como uma cachorrinha. Vale mencionar o hobby.

 

Alguém cancela a Hanna, por favor? Inclusive, ela fuçou o guarda-roupa da Courtney Love, né? Gente, eu fiquei horrorizada com os looks deste episódio. Saudades Hanna perua!

 

Quem também merece ser cancelada é a Emily. Hanna e ela competem para ver quem ganha o prêmio de mais chata de Rosewood. Eu não consigo mais suportar a voz da personagem, sério. Quando há a reunião das Liars por causa de Jenna, a decisão dela em mentir me fez revirar os olhos de ódio. Tudo o que ela tem feito até então é para proteger Ali e eu não acho isso nem um pouco romântico. Ela é outra que está toda feliz, engajada com os assuntos da natação, toda crente de que A não existe mais… Essas atitudes da personagem em nome do crush tem tornado cada vez mais difícil suportá-la (não que fosse fácil antes, mas a gente abafa).

 

Neste episódio, havia a promessa da cena Emison. Eu estava curiosa até ficar furiosa. Só decepção! Talvez, eu me sinta assim porque não confio na Ali e ficou escancarado que Emily foi totalmente manipulada. Esse papo de dizer que o sentimento não era unilateral me fez querer bater a cabeça no teclado. Se Ali estiver jogando, não tem como negar que foi uma sacada inteligente. Emily não tem pré-julgamento e mordeu a isca rapidamente ao ter a ferida do passado cutucada. Eu achei meio lamentável ela simplesmente ceder, considerando tudo o que Ali provocou. Quem vê cara, não vê coração, né? Eu não gostei do que rolou, pois imaginei que seria algo natural. Ficou muito óbvio o quanto Emily se deixa levar por qualquer situação e acho um abuso ela ainda ser tapada depois de 5 anos de série. Para compensar meu inconformismo, amei ver a Liar com cara de taxo diante da mentira do crush. Bem feito mesmo! Quem dera se aprendesse, mas nem Papai Noel existe.

 

Que fique bem claro que não tenho nada contra Emison. Eu estava muito ansiosa para vê-las juntas. Por ter sentido com mais força neste episódio que Ali começou a mexer os peões do tabuleiro, seria de uma chateação tremenda iludir Emily e os fãs que torcem pelo shipper. Digo isso porque a Liar só se mete em relacionamento furado e é fácil imaginar que, se Emison vingar, Ali não demorará a pisar no calo dela. Por mais suave que seja o pisão.

 

Aria e Ezra me fizeram pensar, pois, como disse nas resenhas passadas, eu gostaria que o envolvimento deles demorasse um pouco mais. Amo o shipper, as interações entre ambos foram condizentes até aqui, mas, de novo, Marlene sabe o que deu e o que provocou. Finalmente, o casal fez as pazes, mas de um jeito quente. Foi bom? Apesar dos pesares foi sim, mesmo eu sendo contra o retorno do Ian (e do Tyler) em PLL. Porém, se é uma pessoa que Aria precisa no momento é o Ezra. Eles tentaram reconstruir a confiança dentro da friendzone, mas é inegável o quanto há amor ali. Se for para adiantar a recuperação da Liar, ainda muito traumatizada por causa de Shana, que seja nos braços do professor. Definitivamente, ele é a melhor pessoa no momento. Se for para depender das amigas – com exceção da Spencer –, Aria está perdida, algo que ficou claro perante o coice maravilhoso dado na Hanna e na Emily.

 

Quem também precisa do apoio constante do namorado é Spencer. Sparia é a melhor coisa da vida, não tem jeito, mas ambas têm muito que lidar. Nada como se segurar em pessoas imparciais. Spencer e Toby tiveram os diálogos mais construtivos do episódio. Só eles estavam focados no que interessava e é em momentos de aflição como esse que fico besta como Spoby funciona perfeitamente. Mesmo depois de todas as intempéries, eles conseguem se tratar com cumplicidade. Sem julgamento. Sem brigas desnecessárias. Ambos são muito equilibrados e reconhecem o momento de dar conforto ou de puxar a orelha. O debate sobre Alison foi pertinente e fiquei bastante aliviada em ter a confirmação de que Spencer não confia nela. A Liar acredita na verdade nos detalhes. Afinal, um mentiroso sempre falha nesse quesito e é exatamente onde Ali tem deslizado desde que retornou.

 

Toby foi maravilhoso em consolar a namorada, especialmente ao dizer que não há vergonha em querer fechar a porta para alguém tóxico. Eu não poderia concordar mais e queria que Spencer fizesse isso.

 

Vamos falar sobre Ali

 

De uma maneira geral, Ali estava no auge da falsidade. Outra coisa, não aguento mais vê-la com os olhinhos caídos, prestes a chorar. Desculpa, mas não orna com a personagem. Uma das coisas que Ali mais fez neste episódio foi jogar, especialmente para cima de Emily, a ponta mais fraca do quarteto. Achei lamentável a maneira como ela ficou ao redor da Liar como um urubu neste episódio. Para garantir o escudo, nada como jogar pesado, e achei meio sem noção Ali resgatar o passado para afrouxar as defesas (se é que há defesas) de Emily contra ela. Para mim, ficou escancarado o esquema de abocanhar uma integrante do quarteto para ter álibi para tudo o que acontecer no futuro. Acreditei que Emison rolaria de um jeito natural, com todo um plano de fundo, mas foi mera manipulação.

 

A garota abriu o episódio tagarelando com alguém, toda bem-vestida, com um sorrisinho confiante e mentindo na cara lavada para Aria. Até aí, tudo bem! O engraçado foi vê-la mudada de um episódio para o outro. Na semana passada, Ali estava toda fragilizada, toda trabalhada na mochila pink com bolinhas. Agora, ela me aparece como a perua do passado, o queixo erguido, o olhar iluminado de falsidade. Gente, sério! Eu não consegui suportar o lado Madre Teresa dela. Obter a confiança das Liars? Pedir desculpas a todos os vitimizados? Provar que tudo o que aconteceu a mudou? Sou Team Spencer e não confio nessa lorota. Pode chorar e se encolher, mas Ali começou um novo jogo e isso inclui as tão preciosas Liars. Se fazer de coitada soa como outra parte do plano. Hanna teve toda razão ao dizer que o quarteto voltaria a ser fantoche da Rainha da Maldade e tenho certeza que isso se repetirá. Eu não confio na Ali e no papinho de boa vizinhança. Ela só quer garantias.

 

A interação de Ali com Mona me deu o suficiente para continuar na defensiva. A Rainha da Maldade não hesitou em agredir a antiga loser da escola. Ela se posicionou como a old Ali, como se nunca tivesse abandonado o papel (um show de atuação, diga-se de passagem). Da mesma forma que ela consegue montar a expressão de Maria do Bairro, ela também sabe ser Paola Bracho. Essa dualidade da personagem sempre foi meu ponto de constatação. Não dá para confiar em alguém com tantas nuances, sendo que nenhuma é propriamente real. Ali tem poder, independente dos haters, e ela sabe disso e deve ter amado o circo com relação ao seu retorno para a escola. Como a Queen disse, há quem ainda almeje pela companhia dela, bastando apenas um abraço e um pedido de desculpas. A garota sabe como dominar as pessoas. Eu juro que quero pensar diferente, mas estou no grupo da Spencer. Não dá para confiar, ainda mais quando não se consegue parar de mentir.

 

Adendo: a cena dela no espelho me fez acreditar de novo que Ali não é Ali. É uma viagem na maionese, eu sei, mas não acho que ela seria tão insegura na hora de enfrentar a civilização. A personagem anda contando com mudanças rápidas de comportamento e de personalidade para gerar confusão. O máximo que acreditei das atitudes de Ali foi o medo do desconhecido, mas ainda tenho um pé atrás. A personagem não escondeu o pavor de Jenna e de Mona, e a lacuna que fica é a motivação para isso. Esse foi o comportamento mais convincente para mim até então. Porém, Ali mostrou de novo que sabe ser maldita e quero ver como ela se virará depois de ter sido desmascarada por Mona diante de todos os vitimizados. Gente, a Marlene tá tirando as ideias dela de filmes dos anos 90, né? Parecia até uma cena de Ela é Demais, Segundas Intenções…

 

As aparições

 

E o “B” Team retornou e revelou que Sydney faz parte do grupo. Choquei ao perceber como Jenna e ela ficaram bem parecidas. A meia-irmã de Toby voltou fervida para Rosewood e, claro, tem muitas armas apontadas para a testa de Ali. A curiosidade da vez é que a personagem tem um apartamento em NY, o que ajudou a explicar um pouco mais sobre a mudança súbita de comportamento de Shana. Independente das armações da vez, fiquei com pena da Jenna. Achei até engraçado ficar com dó dela e não da Ali. Ela pode ser uma little bitch, mas está para nascer uma pessoa que só perde. Perdeu a visão, perdeu Toby, perdeu os amigos, quase perdeu a vida, perdeu a namorada e perdeu a casa. Tá difícil ser Jenna, hein? O que achei inusitado foi o fato dela ter ido atrás de Aria. Isso mostrou que o objetivo dessa equipe é cercar as Liars. Sydney já tem Emily. Lucas está conquistando Hanna de novo. Não há empecilhos para Jenna se aproximar de Aria. Estamos de olho.

 

O que me interessou na súbita reunião do “B” Team (cadê Melissa?) foi o envolvimento de Mona. Isso confirmou o que ela disse para Ali semanas atrás: o fato de poder sair e fazer o que quiser sem precisar se esconder. Até então, Mona não pertence mais ao “A” Team, e essa informação atrelada à união dela na turma de Jenna meio que confirma isso. Ela só quer que Ali saia da cidade por motivos que não saberemos tão cedo. O mesmo desejo parece comum aos envolvidos que recebem ordens de uma pessoa com maior poder de decisão. Como o “B” Team é esclarecido, dá ainda para fazer cogitações sobre o “A” Team. O objetivo de Mona neste episódio foi único: fazer todo mundo desacreditar de Ali. Para isso, nada como atingir as Liars, pois, removendo a defesa, há garantia de ataque.

 

Lucas também se mostrou bastante perspicaz, o que oficializou que ele retirou tudo o que disse sobre Ali na semana passada. O garoto voltou para o lado negro da força e começou a sondar Hanna. Movimento esperto. Só sei que ele me dá arrepios e queria saber se o mestre dele é a Mona. Nunca foi afirmado que Lucas é parte do “A” Team. Há dúvidas, mas…

 

Eu preciso elogiar a Paige. Por mais que ela tenha aquela cara de tapada, Emily deveria aprender com uma pessoa que tratou Ali de um jeito realista. Definitivamente, não dá para esquecer do passado com um pedido de desculpas. Foi bacana a iniciativa de colocar Ali e Paige frente a frente, quando esse spoiler saiu imaginei que ambas brigariam por Emily, e fiquei aliviada por ter sido uma curta lavagem de roupa suja. Concordei muito com Paige e achei a atitude de Ali – mais uma vez – muito falsinha. Paige foi direta e eu adorei.

 

Veronica merece ser abraçada, amada, ovacionada, pois ela é uma das mulheres mais fortes de PLL. Vocês não fazem ideia do quanto estou orgulhosa dessa senhora que finalmente resolveu dar um chute na bunda do Peter. Ela me deixou com o coração na mão, pois deu para sentir certo terror com base no comportamento urgente de sair da mansão dos Hastings. Veronica tem medo do Peter, não dá para ignorar isso. Por mais que Spencer e ela não tenham saído da cidade, respirar além daquele antro tóxico pode fazer com que ambas se controlem e pensem melhor. Veronica foi genial ao revelar que nunca abaixou a guarda para o marido ao ponto de pagar um investigador particular. Isso deu mais um nó para o mistério que sonda Peter e Melissa. Ainda não consigo pensar que ambos tenham bolado a morte de Jessica, pois seria algo muito óbvio. Mais vai saber…

 

Considerando o que foi prometido para o episódio 100 de PLL, tudo foi cumprido, com exceção da revelação de um segredo babado que desencadearia mais coisas a se pensar. Eu fiquei caidinha quando anunciaram a pessoa que está na tumba de Ali, a tal da Bethany Young, que, com certeza, impulsionará uma incursão ao Radley (já amo sem ter acontecido), o medo de Ali (mais verdades serão reveladas) e o receio de Spencer (por achar que a matou). No geral, o episódio economizou muito por causa dos casais. Dava sim para fazer algo melhor, de ter um roteiro mais instigante. A confirmação de que A existe foi a salvação da coisa toda (que explosão maravilhosa), pois nada como o/a vilão/vilã de PLL voltar ao som das famosas SMS.

 

O que tiro de lição deste episódio é como PLL consegue ser diferente quando trabalha o romance. Por mais que não tenha gostado do foco nos shippers, não há como negar o jeito maravilhoso com que os homens completam as Liars. Eles oferecem equilíbrio a elas. Por mais que eu seja a favor das trocas, por achar que as meninas precisam conhecer outras pessoas além da bolha, não dá para negar que o que elas possuem é muito honesto. São relacionamentos saudáveis. São relacionamentos que nunca exigiram mudanças drásticas. As personagens amadureceram e cresceram por causa de A e não por causa dos namorados, e isso é um grande mérito da série. Por isso, perdoo esse foco todo no amor, pois nada mais doce que ser consolada e protegida por alguém que se ama muito.

 

A refletir:

 

A casa do Toby foi incendiada. O primeiro sinal de A. Eu já estou com medo dessa versão vingadora, hein? Nossa, muita maldade! Como disse na resenha do 5×02, PLL está repetindo o mesmo percurso da 1ª temporada. Espero que funcione.

 

Desde que o “B” Team se revelou, deu a entender que há mais 2 grupos que trabalham com objetivos diferentes: Big A e o “A” Team da Mona. Eu vejo essas duas “facções” como algo separado, pois ainda sinto que Ali assinou algumas mensagens como A. Prevejo que a figura malévola da vez não tem nada a ver com o desejo de Jenna em despachar Ali.

 

Jenna retornou focada em sabotar Ali junto com Sydney e Mona, mas há alguém mais no grupo. Melissa ou Big A? Já começou a confusão de quem é quem, e quem pertence aonde, socorro! As três são comandadas por alguém e esse alguém disse que nada seria como antes. Pelo estrago do final do episódio…

 

 Então quer dizer que a Mona ainda toma uns remedinhos, é?

 

Caleb e Ali trocaram uma olhadela suspeita. Para quem não sabe, Marlene fez um tease sobre os dois, indicando que ambos se conheciam. Há boatos de que terá um flashback e, por causa da solteirice dos personagens, há riscos de rolar algo (ou de ter rolado). Eu só queria que isso fosse real para Emily cair do cavalo, mas daí me lembro do comportamento chato da Hanna. Então, não.

 

De volta ao covil de A, o foco é Alison. O que me chamou a atenção foi o cosplay da viúva que apareceu na 4ª temporada e nunca mais deu sinal de vida. Cadê essa pessoa na fila do pão?

 

Resumindo o episódio: adeus férias sem A.

Stefs
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