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17/jul

Eu tenho que agradecer a todos os envolvidos que trouxeram A de volta. Só por causa desse fator o episódio desta semana prestou. O que eu senti foi um misto de susto, de riso e de irritação. Houve alguns momentos de surpresa que perderam o brilho por causa da turbulência de informações que começaram a deixar a trama confusa. Antes, esta temporada de PLL não tinha foco, mas agora há uma pancada de coisa para as Liars desatarem os nós. Isso é bom, pois, graças a/o A, a entonação de mistério começou a transitar em Rosewood de novo e espero que engate. O episódio manteve o ritmo de continuidade a partir da destruição da casa do Toby, mas ninguém (além da família) lidou com os impactos. Foi como se isso nem tivesse acontecido por causa da taxa quase zero de preocupação.

 

O episódio abriu muitas questões e uma delas foi o motivo do retorno de A. As meninas logo se reuniram para discutirem o ocorrido e, como de praxe, Emily tem que falar abobrinha. Com todo perdão, mas maldito seja o beijo Emison que apenas intensificou a chatice da Liar. Sério. Está bem difícil engoli-la. Toda vez que ela entra em cena, meu grau de irritação sobe. Em comparação a todas as Liars, Emily não amadureceu nada. Isso porque a personagem foi uma das que mais sofreu dentro das tramoias de A. Eu não consigo entender essa posição burra e ingênua depois de tanta rasteira. Ela quase morreu e teve parte da casa destruída. É tão fácil assim se esquecer disso? Só mesmo no mundo de Alice dela para acreditar que Shana era A.

 

Acho idiota como Emily ainda menospreza a inteligência de um inimigo/inimiga depois de tanto tempo. Foi demais Aria e Hanna caírem em cima dela, detentoras de argumentos muito válidos. A pior fase da Liar é quando envolve paixonites. Não é à toa que a personagem me tirou do sério ao tentar impedir que Ali fosse embora. Emily chegou a um ponto da petulância em que não respeita o pensamento de ninguém e se acha no direito de intervir. O problema é que ela deixou de pensar nas amigas por causa do crush. O mundo dela se chama Alison e isso é meio lastimável. A Liar está tão iludida que acreditou que o vídeo da Mona seria um tipo de edição caseira. Alguém poderia cancelá-la? Emily baixa a guarda muito rápido, nem Aria está tão passiva como antes e ela foi a que sofreu menos.

 

A única coisa boa da personagem neste episódio foi ao tomar uma atitude decente ao pressionar Paige para saber dos membros do grupo de vitimizados. Claro que ela fez isso pelos motivos errados. Afinal, em nenhum momento ela prezou pela segurança dela ou das amigas, só da Ali.

 

Demorou, mas Hanna voltou a ganhar um pouco do meu carinho. A mudança no visual começou a refletir nos argumentos da Liar, todos excelentes, especialmente para cima de Emily. Eu não a julgo por querer Ali longe, pois eu teria agido igual (senão pior). Foi impossível não segurar o riso com a atitude da personagem, pois ficou na cara o desejo de despachar a Rainha da Maldade pelos motivos errados. Nada como aproveitar uma chance de ouro para se livrar de um estorvo. Alguém do quarteto precisava se incomodar com a presença de Ali, muito além do gelo, independente das razões. Afinal, a “recém-chegada” é responsável pelo inferno astral de todas elas. Além dessa atitude, Hanna merece os parabéns por causa da língua afiada. Adoro vê-la dando patada. Pode demorar um pouco, mas, assim como Aria, o veneno sempre vem cheio das verdades. Amei todas as voadoras contra a Emily, tudo bem que aquela breve discussão entre ambas foi muito vergonha alheia, mas Hanna arrasou ao cuspir na cara dessa sonsa. Se é para agir inspirada em algum sentimento (errado) causado por Ali, que bom que ainda é possível mudar o visual sem perder a consciência das circunstâncias.

 

O único ponto negativo de Hanna é o tal triângulo amoroso. Eu não lido muito bem com mudanças rápidas de relacionamento em uma série, pois as coisas não funcionam assim na vida real. Tudo bem que PLL retrata adolescentes e isso incumbe muitos sentimentos impulsivos, sendo um deles o amor. Minha taxa de aceitação é ainda mais baixa quando um interesse amoroso novinho em folha é trazido para o cerne da trama e tem que sair sem mais nem menos por causa do “casal oficial que existe há 1.000 anos antes de Cristo”. Eu gosto de Haleb, mas a burrada da Marlene meio que acabou com a magia que eu tinha pelo shipper. Ravenswood berrava cancelamento antes do piloto ser lançado. Como você me tira um personagem que já tinha uma storyline, todo um background, e uma interação muito presente com as protagonistas para mandá-lo para uma série cheia de news faces?

 

Eu detestei tanto a ideia de Ravenswood que nem assisti. Inserir o Caleb de novo em PLL pedirá uma reconstrução do personagem, pois ele não é mais o mesmo por causa da vivência em outro lugar. Travis não foi bem aproveitado porque era óbvio que ele não duraria tanto, e estou bem sentida com o fato dele ser descartado só porque o ex da Hanna voltou. Eu sou muito a favor da permanência dos mesmos shippers, mas, nesse caso, foi um deslize cuja correção é implausível. Até última ordem, Caleb não quer se comprometer, mas sei que Haleb vingará em alguns episódios. Vale dizer que o lado bom do retorno dele é a amizade e o suporte ao Toby que, mais do que nunca, precisa de um ombro amigo. Eu disse na semana passada que admiro Caleb por causa do envolvimento com o drama chamado A, e ele provou neste episódio que ainda está antenado. Isso é um bom recomeço. Sem contar que pode ser uma ótima oportunidade para aproximá-lo de Ezra.

 

Ezra não cruzou os braços e começou a descavar seus arquivos à procura de algum link entre Bethany Young e Jessica DiLaurentis. Confesso que a empolgação dele me deixou com o pé atrás, pois me lembro como se fosse ontem do seu comportamento em Ravenswood ao ter o covil descoberto. Eu gosto de imaginar que o personagem é desequilibrado e que só tem foco quando está na companhia de Aria. Literalmente, está difícil dar confiança às iniciativas dele. Ainda mais porque o professor só falta trajar uma camiseta com os dizeres: posso ajudar? Essa chance de fazer parte de toda a experiência real de A pode fazer Ezra se redimir e tirar a impressão de que é inconfiável. Pelo visto, muito se falará sobre o livro e mal posso esperar. Ali demonstrou um desejo pela continuação da história, então, acho que esse será o lance dos futuros episódios. Ezra tem muitos contatos que deram respaldo ao seu material e fico até com medo com a alta probabilidade de A exterminá-lo. O mais interessante é que ele se tornou o ponto de apoio das Liars. O quarteto meio que depende do trabalho do teacher. Afinal, ele sabe demais. Por saber demais, ele precisa ser silenciado.

 

Aria fez cold shoulder para cim do Ezra. Eu achei a primeira cena deles tão distante, como se nada a mais tivesse acontecido. Não nego que Spencer foi sábia em dar uma chacoalhada na amiga, mas a carne é fraca, né? Antes se envolver com um mentiroso ao invés de um assassino (nenhum dos dois é recomendado, ok? Sigam o conselho da Spencer). Porém, não dá para negar que a preocupação mútua entre Ezria tem rendido bons momentos. Devo aproveitar e dizer que Aria merece elogios também por continuar paranoica e realista. Tudo bem que não aguento mais o medo dela de ser descoberta por A, mas o jeito consciente, detalhista e empenhado, ao ponto de oferecer seus pequenos serviços ao Radley, foi excelente. Bem que eu disse que Aria merecia ir para o sanatório e ela escutou meu conselho. Sucesso!

 

Foi muito difícil encarar a fraqueza de Spencer. Não aceitei muito bem, pois ela nunca ficou no escuro sobre as mancadas do pai. A Liar sempre foi a mais consciente dentro de muitas circunstâncias e fiquei meio revoltadinha com a esperança dela pelo retorno de Veronica e Peter. Não, né? A mama Hastings arrasou desde que decidiu ir embora, provando que é forte o bastante para botar fim na palhaçada. Ela já aguentou demais e eu a admiro por isso. Veronica deveria amá-lo muito ao ponto de suportar até uma traição (com direito ao Jason). Como vi isso acontecer com meus pais, não tiro a razão da mãe da Spencer em hipótese alguma. Essa libertação do Peter rendeu cenas maravilhosas entre as duas personagens, um aspecto que nunca ganhou a devida atenção. A oportunidade mostrou que a Liar está com o emocional no lixo, não só por causa da separação dos pais, como também por ainda achar que suas mãos tem o sangue de Bethany.

 

É complicado chegar aqui e dar uma sapatada, pois Spencer sempre rende elogios. Porém, nunca imaginei que a veria tão iludida por algo que exigia mais compreensão da parte dela. Se ela não soubesse de nada, até entenderia a esperança dentro dessa situação. A parte tensa é que a Liar deixou nítido neste episódio o excesso de protecionismo familiar, ao ponto de se indignar com a possibilidade de Peter ser A (imagina que louco o “A” Team formado pelos pais das meninas #risos) e com a verdade de que Melissa pertence ao grupo da Mona. Esses pontos realçam o ponto fraco dela: a crença absoluta no emblema Hastings. Spencer vomitou horrores em cima das amigas, especialmente na Aria e no Peter, mas o problema é pessoal. O confronto com o pai foi a prova do quanto ela está apavorada.

 

Ali continua a ser a garota que é impossível falar sem acrescentar um “e se” ou “ou”. No começo do episódio, achei a poker face dela um horror. Nada convincente aqueles olhinhos de pavor com relação às mensagens de A. O jeito como Ali encarou as Liars e ergueu o celular para mostrar a primeira SMS não garantiu o pavor dela, nem muito menos o seu suposto desentendimento sobre o que acontecia. O ataque de A mexeu com as minhas estruturas (Marlene pegando referências de Hitchcock again), pois agora o drama da Rainha da Maldade se tornou mais real. Isso destruiu – em tese – a hipótese de que a personagem mentiu o tempo todo sobre a sua insegurança. Isso é bom, pois dá pelo menos 10% de confiança. Porém, a dualidade de Ali e a divergência de comportamentos ainda chamam atenção. Diante de Emily, ela é a garota fraca, chorosa, que só quer ir embora para salvaguardar as amigas. Com as outras, ela não hesita em ser grossa, estúpida e em jogar os podres na face. Claro que sou mil vezes a favor da versão little bitch da Ali, Sasha simplesmente arrasa quando encarna a Paola Bracho.

 

Só sei que não aguento mais essa pseudo-fragilidade e continuo a acreditar só no medo de Ali contra o invisível, um detalhe que ficou evidente depois do ataque, mas não dá para acreditar que ela é fraca. Ela tem contatos, mostrou que é esperta e prática na hora de salvar a própria pele. A incógnita é que ninguém sabe qual é a dela e nem o desejo insano de A em aniquilá-la. Isso soa como um jogo psicológico level mil. Só acredito numa coisa (e tenho até medo de cair do cavalo): de que Ali sentiu verdadeiramente a morte da mãe. Ou então, tudo é uma superencenação. Não podemos nos esquecer de que ela é atriz e mentirosa.

 

Mesmo com alguns momentos dispensáveis, é inegável a tentativa da temporada em resgatar o que se perdeu ao longo da 4ª. Desde o retorno da Ali, a trama deu uma reviravolta a fim de repetir os passos da 1ª. Depois do que aconteceu com Jessica, o funeral e um incidente estrondoso, nada mais sensato que tirar do cochilo aquele/aquela que faz a série valer mais a pena. As coisas parecem que assumiram suas posições e as Liars estão inclusas em um novo arco que exigiu o retorno de rostos antigos, como também de plots que pedem respostas. Espero que enrolem menos (sou uma menina sonhadora).

 

A refletir

 

Eu detesto todos os policiais de Rosewood. Até tolero o Gabe, mas a Tanner é o Wilden 2.0. Demorou, mas finalmente a morte de Shana virou pauta para estremecer as Liars. Essa mulher é muito cínica, né? O que causa aflição é a espera da manifestação de A para destruir Aria e causar um furacão na cidade. Meu coração até aperta só de pensar.

 

Ezra quer conexões entre Bethany e Jessica. As 2 residiam no Radley no mesmo período e, possivelmente, foram mortas por A. O que me encucou: como A teve tanta certeza de que Ali não estava morta? Mona? A troca de corpos soa como uma empreitada da Rainha da Maldade, pois acredito que ninguém do “A” Team ousaria sujar as mãos de terra. Para garantir a morte, nada como incluir um álibi, e foi isso que aconteceu. Quem colocou a Bethany na posição exata da antiga falecida estava por dentro do ocorrido e, provavelmente, do lado da Ali. Afinal, Jessica enterrou a filha e alguém viu e colocou a outra no lugar. Porém, dá para imaginar que A acreditara que seu objeto de desejo ainda estava vivo naquela noite e imaginara que era Bethany. Imagina que louco se Jason a viu ao invés da CeCe batendo um papo com a Melissa…

 

The Black Widow retornou para dar um abraço na família da Bethany. Eu quero que essa figura seja explorada. Depois de mil episódios de ausência, tá na hora, né?

 

A mostrou que só tem um foco: Ali. Aria não é interessante no momento, pois a Rainha da Maldade foi a única que recebeu mensagens ao longo do episódio. Pior que a morte é a tortura psicológica. O impasse é: Mona a quer fora da cidade. E agora, José?

 

Alguém confiou mesmo no Peter? Senta lá, Claudia! Da mesma forma que Melissa sabe mentir muito bem, o papa Hastings honra o código da família. Por outro lado, ainda não acredito que ele tenha contribuído com a morte da Mrs. D.

 

Eddie knows everything. Alguém me faz esse cara falar? O futuro de PLL está nas mãos dele. Capaz que morra só porque a série foi renovada.

 

Mona queimou a casa do Toby? Bem, até que faz sentido, pois a Jenna nem mora mais lá.

 

A primeira coisa que Ali pega para fugir é um lenço à la Jessica DiLaurentis. Tudo bem que poderia ser um acessório para ela cobrir a cabeça, mas que coincidência, né?

 

O que foi a cena da Paige em nome de Jesus? Eu tive que pausar o episódio de tanto que ri.

Stefs
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