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03/jul

Eu estou tão contente com este episódio de um jeito que esta resenha fluiu maravilhosamente. Agora sim eu sinto que a nova temporada de Teen Wolf começou e, como disse na semana passada, é em Beacon Hills que as melhores coisas acontecem. Depois da premiere que ficou muito a desejar, as coisas parecem que voltarão aos conformes. Scott e Stiles tiveram o momento de dupla imbatível, Lydia continuou a sentir o cheirinho da morte, o Xerife e o papa McCall deram o ar da graça e Peter voltou na antiga posição de esclarecedor dos fatos com sua camiseta gola V muito sensual. Houve também aquela tensão gostosa que sempre precede a abertura. Por mais que algumas coisas ainda não funcionem na trama, foi muito bom sentir novamente essa familiaridade. Eu ansiava muito por isso e estou feliz.

 

Então que o episódio desta semana foi continuidade do anterior e o dilema permaneceu ao redor do então adolescente Derek Hale. O garoto estava despedaçado, mas mostrou ser tão cabeça dura quanto sua versão mais velha. Esta semana houve mais tensão, um pouco de revelação e de nostalgia. Tudo isso fez meu coração dar cambalhotas de felicidade. Parece que Jeff e Cia. começam a honrar o objetivo de retornar as raízes de Teen Wolf, o que acho ótimo porque a 3ª temporada ficou bem a desejar. O pouco que tivemos de Kate Argent também foi uma belezinha para causar alguns retrocessos de fazer qualquer um pular em círculos.

 

A trama abriu com um novo flashback entre Peter e Derek nas versões teen, algo que sempre deixa o gostinho de quero mais. Morro de curiosidade para saber mais detalhes dessa doida relação. Até hoje tento entender qual era a do Teen Peter. Nunca dá para saber se o personagem ofereceu auxílio de coração ou por algum interesse ao sobrinho. Na versão adolescente, esse sentimento sempre bate mais forte, como se Peter almejasse transformar Derek em um monstrinho sedento por poder como ele. Há muita dualidade no tio Hale, muitas sombras e muitos caminhos não explorados. Deveriam começar a centralizá-lo, não é? Só acho. Esse retrospecto me fez pensar muitas coisas, especialmente nas incoerências que oportunizam colapsos na storyline dos Hale. A primeira coisa que me atraiu foram os olhos azuis de Derek, a fase pós-Paige. Até aí, tudo bem, mas não consegui engolir o fato dele ter problemas em se transformar. Achei meio sem cabimento. Humanos com gene de lobisomem só se “revelam” com 16/17 anos? Derek já deveria estar acostumado, não?

 

Indago isso porque no flashback que rolou na 3A, Derek parecia muito confiante em ser lobisomem. Ao menos para mim. Ele só era fraco justamente por estar apaixonado. Pode ser impressão, como também uma bela bobagem. Vai que perdi alguma coisa e não me recordo. Só sei que essa nova situação apresentada entre Derek e Peter me deixou com um tremendo ponto de interrogação na testa. Em contrapartida, a dureza de Derek em se transformar nos reapresentou à mitologia do triskle que nunca foi aprofundada também. A entonação do que parecia ser um ritual não mostrou de fato o que aconteceu com o personagem em nome da hierarquia dos lobisomens. Por ser aparentemente o objeto de interesse de Kate, está bem na hora de trabalhar esse símbolo, né?

 

Eu agradeci aos céus por Kate ter aparecido. Se não fosse por ela, o episódio teria sido muito bobo. Sem ela, teríamos apenas o Teen Derek, cuja storyline não rendeu pano para a manga. Adoro o lado dissimulado dela, o andar sorrateiro e aquele sorrisinho de ordinária que está pronta para dar o bote. A cena do banheiro no posto de gasolina me fez colar o nariz na tela do computador de tamanha que foi minha emoção. Sei que ela fez coisas absurdas, mas eu não tenho vergonha de admitir que a adoro. Ela foi responsável pela pouca tensão deste episódio, especialmente nos minutos iniciais, um esquenta do que estará por vir. A ex-caçadora me fez sentir que TW finalmente tinha retornado ao contribuir com toda a atmosfera sombria, de que alguém continua à espreita depois das calamidades que aconteceram em Beacon Hills na temporada passada.

 

Peter se saiu mais uma vez como o narrador e ele explodiu meu cérebro com tantas informações e suposições com relação ao propósito dela. O que foi interessante nessa nova storyline da Kate foi a ideia de dar a ela um sintoma, como a dificuldade em se transformar. Antes de ganhar mais atenção, parecia até que a personagem tinha conseguido transitar da vida humana para a de were-jaguar de um jeito muito prático. Fiquei bem tranquila com as falhas ao ponto dela se sentir meio insegura.

 

Embora Kate tenha feito Derek voltar a idade em que havia uma confiança mútua, nada me fez cair de boca no chão como o beijo entre os dois. Gente! Eu fiquei muito passada. Não tenho vergonha de dizer que essa relação é muito zoeira, daquele tipo que você ama ou vomita. No meu caso, era o mesmo que ver Susana Vieira beijando um garotinho. Ela gosta de meninões, gente, e todo mundo tira sarro. Por que não fazer o mesmo com Kate e Derek? Tudo bem que é doentio pacas por causa da diferença de idade, mas quem se importa? Século 21, muitos tabus se foram e nada como gerar polêmica. Confesso que quando vi o Teen Derek simplesmente ceder à coroa mais gata de Beacon Hills tive um colapso. No verbal a coisa toda não parecia tão real como é agora. Aquele papo de se conhecer biblicamente me deixará afetada nos próximos dias. Kate precisa ir para a cadeia por corrupção de menor (#risos)!

 

No mais, deu para ver com clareza o tipo de joguinho mental que ela fez para enganar Derek na época em que se conheceram. A diferença é que o objetivo foi outro.

 

Teen Derek

 

Vamos ver se eu entendi bem: Derek voltou a ser adolescente para fazer absolutamente nada? O objetivo de torná-lo mais jovem só foi para abrir o cofre? Depois que a ficha caiu, eu apenas lamentei pelo ocorrido, pois houve um belo desperdício. O personagem podia sim ter uma storyline que valesse a pena. O caminho estava aberto, bastava usá-lo com inteligência. Ainda mais porque ele renderia muitas histórias para contar. Com essa versão do Derek, vi a chance de tapar muitos buracos da storyline dos Hale. Eu amaria um flashback que mostrasse a dinâmica da família até o ponto que Kate se situa como intrusa. Até cheguei a desejar que a versão adolescente do personagem continuasse por mais alguns episódios só para dar um pouco mais de informação, especialmente sobre o namorico com a ex-caçadora. Não que isso seja um dever da série, pois TW tenta ao máximo focar no que é mais importante, mas tudo o que sabemos sobre Derek é resumido e vago. Eu queria mais detalhes.

 

Derek teve um dia fácil para os inimigos. O personagem estava despedaçado e perdido, sentimentos que só aumentaram quando ele foi atrás da família. A interação dele com Scott foi muito bacana, pois voltamos ao ponto em que todos confiam no não tão novo Alfa ao ponto de trocar o affair da adolescência – Kate deve ter morrido de ódio. O que pegou foi que o Teen Derek não serviu de absolutamente nada, apenas para polemizar. O episódio da semana passada criou um cliffhanger que deu a entender que finalmente o personagem teria um viés interessante, mas foi mera ilusão. Em poucos segundos de cena, Hoechlin retornou milagrosamente. Foi bem sem noção!

 

No mais, as cenas finais do episódio beneficiaram demais o Teen Derek que se saiu muito melhor em comparação ao Old Derek. Senti mais firmeza nele. O Derek de Hoechlin com aquela expressão despedaçada e totalmente infeliz (créditos ao Stiles) faz o personagem cair na mesmice. É pecado falar assim, mas não tenho culpa se eu gostei bem mais do baby Derek e não ligaria se o personagem ficasse desse jeito por mais tempo.

 

Além de ter agitado as coisas em Beacon Hills, Derek propiciou muitos revivals engraçados na companhia de Stiles. Quando ele foi chamado de Miguel, caí pra trás de tanto rir. Sem contar a violência típica Sterek que sempre rende uma jogada contra a parede. Eu pirei com as cenas dos dois personagens. Outra coisa que preciso comentar é como o Teen Derek teve uma adolescência muito parecida a de Scott. Isso ficou muito claro neste episódio. Os dois perderam a garota que amavam e duelaram para controlar as transformações. Vale até mencionar a transição de Beta para Alfa, algo que aconteceu com os dois. Gostei bastante de ver essa confiança ser desenvolvida em curto espaço de tempo, algo que aconteceu com Scott e Isaac. Ao ver isso, tenho mais certeza do quanto Jeff quer retornar aos moldes das duas primeiras temporadas.

 

Sobre o bando

 

Então que a galera tinha ido para um tal acampamento e todos os pais de Beacon Hills acreditaram nessa mentira. E meu nome é Cláudia! Achei isso muito péssimo. Jamais que Scott e Cia. sairiam com a mesma tranquilidade depois dos últimos acontecimentos. O mais engraçado é que ninguém cita a Allison. De novo, volto a sentir como se ela não existisse. Afinal, situar os personagens que se foram sempre foi uma das prioridades de qualquer começo de temporada. Dizer ao menos se já houve um velório seria de grande ajuda. Esse suposto descaso muito me incomoda, ainda mais por influenciar no comportamento dos personagens. Quis morrer quando a mentira do acampamento foi revelada, como se fosse muito normal os pais caírem nisso depois de tanta perda e tanto caos. Há guardiões nessa série e eles não são mais tapados sobre o sobrenatural de Beacon Hills. Fica a dica!

 

Devo dizer que ainda não vejo eficácia na nova formação do bando de Scott. Se já se passaram tantos meses, o quinteto deveria estar na sua melhor performance. Tudo está desorganizado e eu não sentia isso com a antiga turma, pois cada fatia trabalhava individualmente para poder compor a trama. Até agora, Scott e Stiles voltaram a ser a dupla imbatível, Kira ainda tem crise de identidade, Lydia não terá avanços no lado Banshee e Malia está no bloco do eu sozinho. Não deveria haver uma interação mais consistente? Não acho que seja cedo para isso, pois o tempo passou, não? Então, todo mundo, em tese, já se conhece o bastante. O bando da temporada passada era maior e funcionou muito bem ao contrário do que vejo agora. Allison ficou afastada na temporada passada em incontáveis episódios, mas ela sempre tinha uma atitude. Bem como Derek e os gêmeos, e até mesmo o pobre do Isaac. Isso porque na 3A houve uma quantidade enorme de personagens e houve um revezamento de cada grupo para fazer a storyline funcionar. Eu sinto uma discrepância e quero que esse sentimento me largue.

 

E, outra coisa, que ceninha de luta mais triste a desse novo bando, hein? Eles já foram melhores.

 

Para compensar, nada como rever rostos familiares. Deaton bateu na tecla que bem senti que aconteceu nesses dois episódios: todos tapando o Sol com a peneira. Eu não captei ninguém abatido, mesmo que a passagem de tempo seja consideravelmente grande. O único que eu sinto que está na corda bamba é Scott e tive certeza disso quando ele berra o nome da Kira na hora do duelo contra os Berserkers. Até eu perdi o fôlego, pois o peso dramático me fez lembrar da Allison, golpeada de baixa guarda. Deaton me representou ao dizer que Lydia, Scott e Stiles precisam cuidar das próprias vidas, o que ajudou a reforçar o pensamento de que ninguém parou para pensar no que foi perdido. Literalmente, eles abraçaram o slogan da temporada: can’t go back. Isso deixou todo mundo sem direção e afoito para fazer alguma coisa sem parar para criar uma estratégia, algo que sempre foi importante no contexto da série.

 

Eu não sabia que isso me magoava até agora. Allison salvou a vida dessa turma, mas ninguém parece que se lembra disso. Jeff pode estar ainda com crise de showrunner que perde o protagonista e não aceita. Se a ideia dele é aniquilar Allison de um jeito a dar um reboot em Teen Wolf, o tiro tende a sair pela culatra. Eu sinto falta de qualquer citação à Allison. O que me conforta um pouco é que o peso emocional sobre esse assunto virá com Chris Argent. Porém, o trio está em negação ao ponto deles só quererem botar a mão na massa, justamente para não pensar no ocorrido. Será que o mundo deles chegou a cair? Será que ninguém foi atormentado pelas fases do luto?

 

Tristezas e chateações a parte, como foi lindo rever o elenco mais velho. Só senti falta da Melissa. Mal acreditei no papa McCall empenhado em reconquistar o filho. Desde a temporada passada, o achei um tremendo idiota incluso em uma storyline babaca. Aquela motivação de ter saído de casa me fez querer saltar pela janela, pois foi algo muito mal trabalhado. Eu gritei com o retorno Xerife vs. Stiles, o jeito como ambos interagiram como nos velhos tempos sempre me matando do coração. O comentário sobre uma viagem no tempo por causa do estado do Derek me fez morrer de tanto rir.

 

Sobre as novatas que não são novatas, Malia me representou dentro da sala de aula, um momento que se repete, pois o mesmo duelo com marca textos aconteceu com o Stiles na 1ª temporada. Depois de ter causado uma leve má impressão na semana passada, acho que quando ela se tornar mais consciente de si mesma, de um jeito que pense como humana e não como um animal, será possível gostar dela. A personagem é tão sem amarras que não tem nem receio de invadir a cama do Stiles para brincar de carícias. Confesso que ainda tento entender qual é a dela, cujo tratamento não é nada natural, uma tentativa de forçar a ideia de que ela sempre esteve ali. A storyline da Malia está bem digna de corrida de coiote, fato. Sem contar que achei nada a ver ela ter uma súbita desconfiança que logo foi atrelada ao Peter. Tipo, como ela sabe? Ficou muito a desejar o encontro pai e filha, como se o tio Hale ansiasse por isso e Malia soubesse que o satã de gola V fosse o pai dela. O que me deixou ainda mais besta foi ela ser mais eficiente que Scott, sendo que ele é o Alfa. Oi?

 

Malia ainda me deixa desconfortável, mas gosto da independência dela. Sem contar a impulsividade animal que pode gerar sérias dores de cabeça. Ela tem genes do Peter e acho que, por ela ainda ser “selvagem”, o papa Hale pode muito bem torná-la em um monstrinho.

 

Kira e Lydia mostraram que serão as novas BFF do pedaço e ambas andam meio perdidas na trama. Ainda estou preocupada com a Banshee e a ausência de storyline. O mesmo vale para a Kira que já tem toda a história contada e está sendo resumida a dança da katana. Espero que as coisas melhorem para elas.

 

Este episódio de Teen Wolf foi bem superior ao anterior. Como disse, senti que a série voltou agora, com todo aquele entretenimento típico que me faz vibrar. Dessa vez, houve o peso do mistério e da ameaça de novos seres sobrenaturais que não prometem descanso junto com Kate. Mais legal ainda foi ver que há outros lugares de Beacon Hills que podem ser explorados, como a escola que nada mais é o point de instalação do cofre dos Hale. O episódio propiciou o raciocínio rápido dos fatos e o gosto da reviravolta, mas ainda dá para acrescentar mais pimenta na vida desse povo.

 

Para refletir:

 

Atenção: que são vocês, Berserkers? Sei que Chris já contou a história deles no episódio Echo House da temporada passada. Agora sim está mais do que justificado o retorno do caçador, diretamente da França.

 

Eu achei o policial Haigh muito caçador por causa da maneira com que ele tratou o Teen Derek. Por outro lado, fiquei contente em rever o Parrish, embora desconfie dele também. A Echo House retornou como um assunto inacabado para os Stilinski. Stiles deve ter sim muitos traumas a serem trabalhados, a expressão dele não foi nada boa ao ver a correspondência e só me falta ele ter passado as “férias” internado. O Nogitsune fez um estrago tremendo na vida dele e acho que seria bacana mexer nesse ponto.

 

O que tinha naquela maleta em nome de Jesus? Quem roubou? Juro que pensei no vovô Argent. Tenho a impressão que isso tem a ver com o Benefactor. Não acho que tenha dinheiro, mas sim uma lista de 117 milhões de pessoas ou de criaturas, como o bestiário dos Argent, para serem aniquiladas. Deixem-me imaginar! Essa é a meta do vilão da temporada e, para o Peter ficar desesperado, coisa boa não foi levada. Pior que isso é ter a impressão de que Kate planejou tudo. Será que ela não abandonou o lado de caçadora no final das contas?

 

Derek voltou de um jeito que não entendi e com os olhos er… Dourados? Isso seria uma nova cor causada pelo desempenho dos efeitos visuais da série ou o lobisomem voltou à estaca inicial da hierarquia? Ajudem-me! Ah! Uma coisa muito mancada é quando aparece a ficha dele no computador da polícia. Tem tudo, menos a data de nascimento dele. Fiquei p***.

 

E pelo amor de Deus eu preciso do Chris Argent.

Stefs
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