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09/jul

Alguém me segura, pois eu estou muito a fim de abraçar este episódio. Eu esperei duas semanas para ver a trama de Teen Wolf engatar e acho que agora vai. Depois do jogo da Seleção contra a Alemanha, nada mais maravilhoso que ter sido consolada com algo digno de glorificar de pé. É fato que esta temporada começou sem um norte específico, os personagens estavam dispersos e sem uma dinâmica convincente, e os plots sofreram um pouco para se ajustarem – o que rendeu dois episódios mais ou menos. Dessa vez, estou contente, pois as coisas começam a se assentar. A proposta do Jeff para este ano da série é voltar às raízes e acho que ele conseguirá no final das contas. O que aconteceu esta semana teve um gosto saudosista já no previously e me debati que nem uma criança. Eu mal podia esperar para rever as partidas de lacrosse e amei o resgate do passado do Scott na 1ª temporada só para situar o que aconteceria. Meu coração ficou todo derretido de saudade!

 

O episódio em si foi um resgate ao que Teen Wolf costumava ser nas S1 e S2 e foi exatamente isso que me fez amá-lo. Essa busca pela normalidade, o retorno da rotina escolar, a treta no campo de lacrosse, os relacionamentos… Tudo foi de tirar o chapéu. Para um episódio “mudo”, as coisas foram bastante barulhentas. Logo de cara, o suspense foi estarrecedor. Conhecemos Sean, o responsável em acarretar arrepios por relembrar como Beacon Hills é assustadora. Com muita tensão, muito receio e muitos olhares de esguelha, nosso primeiro descamisado da temporada apresentou o que interessa: a pessoa mudinha que mais parecia um ajudante do Jigsaw em Jogos Mortais. Pelo visto, ele tem como objetivo matar seres sobrenaturais. Sem dúvidas, o homem sem boca instigou meus medos e mal posso esperar para o que está por vir. Não vejo a hora do vilão da temporada sair da penumbra. Mesmo com Kate na soleira da galera, nada como um inimigo detentor de uma interessante mitologia. Espero que isso seja real!

 

Sean pode ter morrido, mas ele foi ótimo em dar trabalho para a Lydia. Como nos velhos tempos, a personagem surgiu afastada de Scott e de Stiles. A parte boa é que ela reafirmou que ainda faz parte do bando de um jeito que diria muito mais crucial em comparação aos gritos dela na temporada passada. Eu não gostaria de vê-la apenas como farejadora da morte, claro, mas deu para notar que Lydia está um pouco mais confiante em seguir seus instintos de Banshee. Ela não parece mais tão aterrorizada com a ideia de encontrar corpos, detalhe que ficou evidente no episódio passado. A garota parece confortável e isso é muito bom. Por mais que o trabalho de Lydia seja sensitivo, eu quero que a storyline dela seja aprofundada. Essa foi uma das promessas e não acho que seja cedo para focar nesse viés. É o terceiro episódio de uma temporada curta, então, é melhor que o lado dela ganhe situações interessantes.

 

Ao contrário do bando, Lydia foi quem trabalhou neste episódio, o lado Banshee se mostrando mais forte que ela, guiando-a com mais eficiência. Isso rendeu mais um momento investigativo que sempre casa perfeitamente com a euforia policial de Stiles. Vimos o trabalho dos dois na temporada passada e, sendo bem sincera, sinto falta dos debates Stydia.

 

Posso dizer que se ela pegar o Parrish não ficarei nem um pouco chocada?

 

O clima na escola pegou fogo e eu me senti como uma criança dentro de um parque de diversões. Ninguém sabe como amei rever o Coach. Melhor ainda foram as citações ao Jackson e ao Isaac, algo que me fez ficar emocionada. Como disse nas resenhas passadas, senti falta de menções aos personagens que se foram. Quando o Coach soltou a língua, minha fé de que o andamento da temporada se desenrolará as mil maravilhas ganhou força. Nada como eliminar algumas pendências e nada mais sensato que resgatar duas pessoas que se tornaram fonte de ódio do Coach por causa do abandono do time. Mais uma vez, o esporte se tornou um meio para deixar a trama interessante e engraçada. Scott e Stiles me fizeram rir demais ao serem expostos com suas inseguranças adolescentes, como nos velhos tempos. Graças a eles, conhecemos Liam, o concorrente e detentor da antipatia de Stiles.

 

Sobre o menino Liam, se é uma coisa que aprendi ao longo de Teen Wolf é confiar no taco do Stiles. Quando ele demonstra asco por alguém, é bom ficar de olho. Matt também parecia gente boa, lembram? E ele não passou de chefe do Kanima. Vai que Stiles tem razão de novo, né? Também não pude deixar de rir com o jeito romântico do Scott em receber Liam, como se fosse um padroeiro. Esse conflito entre Stiles e Scott com relação aos novatos sempre é ótimo. No mais, acreditei que o novo personagem tinha algo de diferente, pois não acredito em pessoas 100% boas no que fazem. Até o mais perfeccionista possui falhas, ué. O confronto dele contra a dupla dinâmica me lembrou do Isaac e das cheiradinhas que o Scott dava nos garotos para encontrar o novo lobisomem do pedaço. Só risos!

 

Até então, Liam parece um garoto comum que quer realizar um sonho. Porém, foi impedido. Ele me fez morrer de aflição com as cenas de lacrosse por causa da tensão impregnada de testosterona. Gostei dele até. O personagem foi bastante útil para o papo de humanidade voltar à tona, um detalhe que contrastou com Scott que fez o teste para o time agindo como um simples adolescente sem benefícios de lobisomem Alfa. O Lobito até sentiu o agridoce da dor de cotovelo ao ver que o novato estava ficando com toda a glória. Stiles foi muito sábio em dar um conselho ao melhor amigo, me enchendo de admiração por ser um ótimo parceiro, sem drama e sem a papagaiada de inveja. Amo esses meninos!

 

Ver Scott e Stiles empenhados na vida real também ajudou a situar a trama que, a dois episódios, não tinha foco algum. As coisas estavam dispersas, os personagens muito solitários e a dinâmica estava totalmente atrapalhada, digna de vergonha alheia. Inseri-los no mesmo lugar pode fazer com que os plots e os subplots funcionem como antes. Estou confiante quanto a isso. Essa normalidade foi muito bem pontuada com os problemas financeiros do Stiles e a busca de Scott pela ajuda do Argent (eu fiquei tão feliz com essa menção). Até Kira não passava de uma adolescente banal ao ter que lidar com uma possível nova mudança. Por ser, acima de tudo, uma série adolescente, nada como colocar nossos amados personagens em solo conhecido para o mistério engolfá-los como nas duas primeiras temporadas.

 

Já que comentei sobre o Scott, vou avaliá-lo. Ele começou mais um ano letivo, só que na estaca zero. Literalmente, ele estava de volta à primeira temporada: sem time e sem namorada. A vaga ainda está em negociação, mas, para honrar o romance da série, o Lobito não ficou solteiro por muito tempo. Eu babei demais nas cenas Scira, admito. A bitoca entre ambos me fez rebobinar a cena, pois achei que foi impressão. Morri de rir com o comportamento dele ao cair na real e toda a fofura dela em ter ficado encabulada. Estou bem satisfeita por eles terem ficado juntos logo e espero que continuem a agradar.

 

Em contrapartida, Scott precisa de mais oportunidades para que seu lado Alfa aflore. Por mais que ele seja um altruísta encantador, eu o quero posicionado como um real líder. Tudo é muito poético, muito bonito, mas está na hora do Lobito ser Lobito. A melhor cena dele foi no final do episódio, porém, ainda acho a storyline do personagem muito fraca. Eu aceito bem o fato do Scott agir em conjunto, mas isso o fez perder o posto principal por causa do peso do bando. O que me anima é o plot twist que pode garantir mais ação para ele. Tomara!

 

Preciso dizer que Malia ganhou mais algumas estrelinhas comigo. Teen Wolf tem que parar com essa coisa de me fazer shippar todo mundo com todo mundo. Assim a vida fica difícil. Quando ela conta sobre as cores dos marca textos e a utilidade de cada um deles, quase tive um AVC. O jeito como Stiles olhou para ela, depois de sacar que o mesmo é feito no mural dele, me fez babar. Foi muito fofo! Assim como Scira, Stalia balançou meu pobre coração. A personagem pode não ter noção total de ser humana, mas, o pouco que ela mostrou neste episódio, já muda muita coisa. Malia pode não aparecer tanto, mas já deu para entender que ela é atenta aos arredores e isso é bom. Sem dúvidas, ela me deixou com vontade de conhecê-la, especialmente por ter demonstrado preocupação com Kira.

 

Devo dizer que o instinto de barraqueira também me cativou porque adoro personagens sem papas na língua. No quesito personalidade, Malia tem tudo para me conquistar totalmente. No primeiro episódio desta temporada, ela ficou mal na fita por soar extremamente insensível, especialmente com Lydia. Porém, esta semana a coiote ganhou uma suavizada. Parece que as aulas particulares com Stiles têm dado certo. Devo dizer que a proximidade Lydia e Malia me causou uma ponta de pânico, mas dei amém ao ver as duas se dando bem. Confesso que me surpreendi com a Lydia interessada em ajudá-la. A cena típica da lousa foi sensacional.

 

Eu adoro a Braeden, gente! De novo, ela mostrou que é badass e não está com paciência com quem tá começando agora. A inclusão dela no plot dos Hale começou a surtir as primeiras agitações, mas admito que não estou empolgada. Por mais que seja Kate a razão de uni-la ao Derek e ao Peter, estou mais interessada no Benefactor. Sendo bem sincera, acho que essa storyline tem tudo para flopar e é fácil imaginar que os três só entrarão na verdadeira ação bem no final da temporada. Sad but true. Peter, Derek e Braeden renderam uma situação engraçada neste episódio, mas foi só isso. Por outro lado, se passou 1 semana e Derek continua com os complexos causados pelo fato de ter sido adolescente por um tempinho, o que dedurou sua obsessão pela mudança na cor dos olhos. Sinceramente, achei que Derek estaria mais raivoso, com aquele desejo de afogar Kate na privada. Esse sossego me irrita.

 

Na boa, quem tem tudo para tornar esse plot funcional – que mais soa como subplot – é Braeden, pois ela é sagaz e esperta. Fora isso, não vejo nada de interessante para Peter e Derek nesta temporada. Eu estou bem cansada de vê-los empacados naquele loft e acho que está na hora de uma repaginada.

 

Vale mencionar o fato de Derek se ver na corda bamba pela milésima vez no quesito confiar em mulheres. Está escancarado que ele terá algo com Braeden e o que me acalma por enquanto é que ela mudará e se preocupará com o bando. Mas isso não anula o fato do Derek comprovar de novo que é passivo demais com a mulherada e facilmente manipulado.

 

Este episódio foi muito centrado em comparação aos outros dois e os personagens também pareciam mais confortáveis na trama. Já ficou claro que o novo trio é Scott, Stiles e Kira e espero que ele funcione, especialmente quando houver a inserção da Malia. Rever o Coach encheu meu coração de amor. Vale um adendo especial da dinâmica entre Melissa e o Xerife. Foi de glorificar de pé! O jeito como eles complementam o raciocínio um do outro só me faz shipá-los mais. Melissa estava muito mais segura e confiante, e acho que isso será primordial para o padrasto de Liam que não saberá lidar nem um pouco com o enteado lobisomem.

 

Só sei que ainda sinto falta de uma citação sobre a Allison e fiquei feliz por isso ter ficado subentendido na Kira. Eu quase chorei de emoção. Mal posso esperar pelo retorno do Chris que, salvo engano, é no próximo episódio.

 

A refletir:

 

A Seleção perdeu para a Alemanha e, como protesto, Scott mordeu Liam. Eu entrei em choque! A Sra. Calavera avisou que isso não poderia acontecer, pois o Lobito seria caçado, mas lá foi ele usar medidas desesperadas para salvar o dia. O bom disso é que a 4ª temporada se firmará como uma ode à 1ª. Nada como ter um lobisomem em transição para deixar Scott e Stiles em pânico.

 

Então que Braeden falou que Kate roubou algo de Derek: a natureza. Só eu que estou louca para saber qual é a mitologia por detrás da nova coloração dos olhos dele?

 

Não teve como não pensar no Benefactor quando Sean foi aniquilado, o que deu a entender que o menino não tinha outra opção a não ser morrer. O objetivo do inimigo da temporada é exterminar seres sobrenaturais e o ocorrido rendeu um ótimo viés para se pensar muitas coisas, especialmente porque Sean era um wendigo.

 

Por que o mudinho quis brincar de mudinho para cima de Scott?

 

E o que seriam os códigos que Lydia e o mudinho manjam? Parece código de programação. Acho que será esse viés que aprofundará o lado Banshee da personagem, pois ela repete o mesmo processo quando desenhava enlouquecidamente o Nemeton. Se antes era química, agora é a vez da matemática. Chamem a turma de TI!

 

Eu achei engraçado que, depois do furto do Peter, tudo o que se falou neste episódio foi sobre dinheiro. Stiles sem grana, Scott também… Até o hospital tá quebrado. Cadê a Kate e os 117 milhões de barras de ouro que valem mais que dinheiro? #SilvioSantos

Stefs
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