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16/jul

Alguém poderia, por gentileza, segurar a minha mão? Comentei na semana passada que o episódio anterior teve um pouco do que eu desejava para esta temporada, e este foi um chute na minha cara. Eu não consigo respirar direito de tanta emoção e meu cérebro queima de empolgação ao escrever este parágrafo. Eu estava morrendo para ver este episódio por causa do retorno do Chris e estou em um estado de agitação, como se o personagem tivesse desaparecido por anos e retornado agora. Acho que está bem claro o quanto sou enlouquecida por ele, né? Eu não tenho estrutura para aguentá-lo. O que foi visto esta semana foi de partir o coração de todas as maneiras possíveis e inimagináveis. Eu quis pegar todo esse povo de Beacon Hills no colo e sair correndo. As cenas foram envolventes, de novo a série mostra o objetivo de retornar às raízes ao se apoiar em uma atmosfera que fica cada vez mais instigante, daquele jeito que ninguém pisca. Gostei também do fato de ter duas tramas trabalhando ao mesmo tempo, o que ajudou a garantir uma conclusão de qualidade.

 

Vale um elogio para o senso de continuidade desta temporada de Teen Wolf. Por mais que isso tenha rolado de um jeito mais sutil nas outras temporadas, Jeff e Cia. estão bem preocupados com a passagem de tempo e, sempre que há oportunidade, os personagens pontuam quantos dias já se passaram desde a aventura no México. O menino Sean foi o gancho que deu respaldo à investigação que recebeu informações importantes (mas não completas) de Scott. A situação serviu para unir o Xerife e o Derek, uma dupla um tanto quanto curiosa, pois era costumeiro ver esses dois personagens interagirem mais diretamente com o Argent. O que deu para captar com as cenas entre ambos é que Derek não parece nem um pouco abatido com o que aconteceu no começo da temporada. Percebi o quanto foi fácil esquecer de que ele rejuvenesceu para dar um gás no subplot da Kate. Sério, eu já nem me lembrava dessa ideia que passou com um piscar de olhos.

 

No mais, eu gostei dessa aproximação, especialmente do Hale, ao cerne da trama. Comentei na semana passada que seria um saco vê-lo sentando à espera de Braeden. Trazer o Peter para mais perto é um detalhe necessário também, ainda mais porque ele provou que continua um babaca (alguém avisa o Ian para parar de malhar? Ele tá ficando enorme). O trio pode vir a ser interessante, pois cada um tem uma personalidade marcante e distinta que pode render diálogos inconvenientes e cenas de atrito. Perto de Derek e de Peter, o Xerife pode aprender mais sobre o sobrenatural. Aproveito para dizer que aprovei a inserção do Parrish por causa do relevante conhecimento militar. Acho que esse grupo tem futuro se o Jeff souber manejá-lo e equilibrá-lo. Nem quero ver quando o Argent se misturar com eles.

 

Vou adaptar as palavras do Stiles: aconteceram muitas coisas confusas neste episódio que sempre acontecem em noite de Lua Cheia. A dupla dinâmica de TW ofereceu um balanço geral do que aconteceu com o menino Liam sem perder a graciosidade de ser atrapalhada e cômica. Foi impossível segurar a risada. Não tem como esses dois aprenderem a lidar com os problemas com seriedade e eu gosto tanto disso. Stiles e Scott são adolescentes, agem como tal, até mesmo em momentos de pânico. Está certíssimo. Por isso (e outros milhões de motivos) que a série me cativou tanto. A maneira perdida do Scott em lidar com Liam garantiu um retrocesso ao que Derek fez por ele lá na 1ª temporada. A mordida é um presente? Na hora minha mente se abriu com um clarão. Mais engraçado que a frase, foi a tentativa da “expressão Derek” que o Posey tentou adotar. Só risos!

 

Liam se comportou do mesmo jeitinho quando Scott fugia do Derek, todo apavorado por causa dos efeitos colaterais da transição. Eu fiquei com muita dó dele, ainda mais quando a Kira faz aquela pausa dramática. Não tem como negar que Scott arruinou um adolescente de 15 anos, algo que aconteceu com ele. Eu sempre gosto dessa transparência do Lobito, sempre focado em colocar todo mundo na mesma página. A cena na casa do lago da Lydia em que ele “desmascara” os amigos para situar Liam foi bem legal. Obviamente que esse impasse não seria resolvido com uma boa conversa, pois o novo lobisomem do pedaço agregou um problema a mais: alterações bruscas de humor. O moleque é totalmente descontrolado e raivoso, e isso dará um trabalhão imenso para o Scott.

 

Inclusive, pode ser um detalhe que atraia a tia Calavera, um conflito que nem precisa de confirmação para saber que acontecerá. Somando um lobisomem + crises explosivas de raiva, McCall terá que ser muito mais que um Alfa cheio de discursos. Está aí uma nova oportunidade para ele ser um líder de verdade e aprender muito mais dentro dessa nova e inusitada situação. Uma responsabilidade tremenda, pois, como disse o Chris, Liam é o Beta dele. Muito deverá a ser pensado antes mesmo dos caçadores latinos farejarem a soleira de Beacon Hills.

 

 

Depois de muito esperar, finalmente Stiles abriu a boca para falar sobre seus sentimentos depois de ter sido possuído por um Nogitsune. Eu senti que ele não estava nem um pouco bem e esse esclarecimento fez meu coração ficar pequeno. Desde que a série retornou, Stiles parecia mais abatido que o normal e é fato que a mente dele deve estar cheia dos traumas. Muito me espanta ele não ter sofrido ainda de um estresse pós-traumático. Ficou meio claro neste episódio que o personagem abafou as suas inseguranças ajudando Malia desde que ela retornou à sociedade e, óbvio, mantendo o sarcasmo nível 100. Mesmo com a dose excessiva de cortes secos para cima do Scott e o desgosto ainda evidente por Liam, Stiles abaixou a guarda e confessou que se lembrava de tudo o que fez e de ter gostado. Podem me xingar, mas pensei na Allison e no quanto ele deve se sentir culpado, especialmente por ela ter sido a garota do seu melhor amigo. Não deve ser nada fácil ser Stiles a essa altura do campeonato.

 

Devo dizer que estou ficando cada vez mais satisfeita com a temporada por causa desses desabafos súbitos, pois não aguentava a poker face da galera como se nada tivesse acontecido. Fiquei no chão quando ele desabafou tudo para ajudar a Malia, descrevendo os sentimentos que ainda o atormenta. Mais tenso que isso foi o personagem sentir de novo que é a sobra do bando, sendo que ele é o mais mágico dos humanos.

 

Não teve como não gostar (de novo) da cena Stalia. Meu coração ficou aos pedaços por ela, sério. A interação entre os dois foi uma mistura de ira, medo, culpa. Feliz ou infelizmente, os dois têm muito em comum e podem se ajudar. Acredito que essa é a ideia principal de colocá-los juntos, pois ambos têm muito que superar. A storyline deles se assemelha bastante, não tem como negar. Malia nunca teve um suporte humano e ela concentrou isso na figura do Stiles que a acompanhou, independente do risco de morte. Uma pessoa que se opõe e luta por você, ainda mais alguém como o Stilinski que também não arredou o pé da primeira noite de Lua Cheia de Scott, torna tudo mais especial. Malia tem Stiles como âncora e isso é bom para ela. Inclusive, é fácil notar que, a cada episódio, há tentativas de mostrar que a personagem é normal como qualquer outro, apenas dona de um desvio sobrenatural. A garota tem muitas fraquezas, como qualquer adolescente. Os instintos de werecoyote lhe garantem a confiança e a independência, seus meios de sobrevivência. Mostrar que ela também é humana com foco na insegurança torna difícil não simpatizar com ela.

 

Quem ganhou destaque mais uma vez foi a Lydia. O comportamento dela neste episódio mostrou do que ela é realmente capaz. Comentei na resenha passada que a personagem estava mais segura e mais confortável no papel de Banshee, mais confiante quanto aos instintos que agora a norteiam com mais facilidade na trama. Lydia encontrou um balanço perfeito ao ponto de não se desequilibrar com as descobertas que continuam a acontecer quando menos se espera. Dar a ela a iniciativa de entender o código por si mesma foi sensacional. Isso mostrou que a personagem já reconhece o seu dom como uma responsabilidade. Lydia simplesmente levou a sério o que aconteceu na temporada passada e agregou como aprendizado. Ela não ignora mais os sinais. Ela não tem mais medo de estar errada. Isso é muito bom.

 

Lydia é a única que tem trabalhado dentro do plot sobrenatural e conseguiu resultados. Com a saída de Allison, a Banshee teve que assumir a personalidade de duas pessoas, um conflito interessante de sensibilidade e de racionalidade. Eu paguei pau para a cena no quarto à prova de som. Achei que era defeito do episódio, mas, quando a sacada é revelada, tive um troço. Essa foi a melhor cena da personagem em 3 anos de TW. Ela no centro de tudo, antenada, se permitindo fazer descobertas. Isso é uma baita evolução. Tenho gostado dessa maturidade da adolescente.

 

Vale mencionar o quanto Lydia está firme e forte na trama ao ponto de conseguir esconder os problemas pessoais. Comprovou-se de vez que o dilema humano desta temporada é dinheiro e o Peter precisa recuperar a grana para dar uma de Silvio Santos. Mal acreditei que a família dela está falida.

 

Falando no código, alguém chama o SAMU. Lydia nem precisou terminar de digitar o nome da Allison para meu coração ficar entalado na garganta. Eu acho que nunca mais me recuperarei desse soco na cara. Ao longo do episódio, o Benefactor, ainda sem um rosto oficial, continuou a manejar seus mandantes de crime para exterminar os seres sobrenaturais de Beacon Hills que pertencem a uma listinha básica de morte. O interessante é que o mudinho tornou fácil imaginar que todos os envolvidos seriam do mesmo jeito que ele. Ver adolescentes agir como caçadores fez meu queixo cair e me fez pensar em milhões de coisas.

 

Hora para teorizar

 

Aviso que isso é uma viagem na maionese tremenda, mas vale contar para vocês a ideia que fez meu cérebro fritar.

 

O Benefactor é um caçador de seres sobrenaturais. Ele paga para uma galera se infiltrar e fazer o trabalho sujo. Meu cérebro rodopiou e apontou para Chris Argent, meu possível vilão da temporada. Eu sabia que ele retornaria neste episódio e, depois de analisar o modus operandi do que tem acontecido desde o começo da temporada, não pude ignorar a possibilidade do pai da Allison ser a pessoa que quer exterminar todo mundo. O comportamento dele diante de Scott estava muito estranho, meio desconfiado, meio na defensiva. Ele já lidou com lobisomens antes, então, nada justificava os olhares de soslaio. Pode até ter sido um sentimento por causa da perda da filha…

 

O que penso é: Kate roubou a grana dos Hale, o que financia os mercenários. Chris sempre foi aquele que colocou a mão na massa e não me espantaria se ele fosse o responsável em nortear os caçadores por ser um bom conhecedor de Beacon Hills. A namoradinha do Garrett (que tá muito Jackson) me lembrou da Allison no jeito de se vestir na hora da caça, mas o que chamou mais atenção foi o colar usado para matar o tio da cerveja. Tudo isso me fez recordar de uma entrevista do JR em que ele falou que Chris não retornaria com um largo sorriso. Mesmo depois de tanto tempo de luto, o personagem vê Scott e o bando como os responsáveis pelo que aconteceu não só com a Allison, mas com a família dele inteira. Também se falou a respeito do código fundado pela filha e as chances disso não ser respeitado. Se o Chris for o Benefactor, eu vou querer me pendurar nele que nem o Jared Leto abraçou uma árvore.

 

Se isso for real, não ficarei nem um pouco indignada. Ele é um Argent e tomou atitudes a favor das criaturas de Beacon Hills por causa da influência da filha. Ele tem o direito de sentir o que quiser e tomar medidas até mesmo drásticas. Chris é um caçador e pode estar na pior fase do luto. Se ele for o Benefactor, todos os mistérios dessa storyline ficaram escancarados neste episódio. O problema é que é difícil apagar o carisma que ele criou por Scott e do quanto ele ficou aborrecido ao saber que Kate quebrou o 1º código dos Argent. Sem contar que ele retornou e salvou o dia. Chris não seria burro em brincar de matar a galera em um território em que ele corre o risco de ser descoberto. Mas há um detalhe que vai contra e a favor dele: o personagem sabe sobre a história dos Berserkers. Unindo as atitudes de Kate e o que aconteceu neste episódio, o caçador me deixou com a sensação de que retornou não por causa da SMS, mas com uma agenda nada confiável.

 

Eu não tenho nenhuma reclamação deste episódio. Com tantos personagens em cena, as coisas funcionaram muito bem. As duas tramas se desenrolaram e conseguiram se encontrar. Está claríssimo que o bando se unirá de vez contra a lista negra. Em outras palavras, chegou a hora de analisar a dinâmica do “novo” grupo. Tenho que mandar um beijo para a Kira. Ela arrasou, especialmente caindo da escada. Já amo esse lado vixen/trapaceiro dela.

 

A refletir:

 

Será que a Kate e o Chris trabalham juntos? Esse é meu maior medo, porque é fácil pensar que ela pegou a grana para financiar a vingança em Beacon Hills e Chris ficou como estrategista. Seria o Argent o Benefactor? Por favor, que ele seja (ou que ele não seja. Estou indecisa). <3

 

Quando o Parrish lidará com o sobrenatural de Beacon Hills? Eu acho o personagem bom demais para ser verdade, sabem? Manja de tudo que é militar, é bonito, bacana, inteligente… Posso me acostumar com a ideia de que ele pode ser um traíra ou um defunto até o fim da temporada? As pessoas legais nunca duram na série, fato.

 

Eu preciso frisar que ver o nome da Allison não me fez bem, mexeu com todos meus sentimentos calados por causa do luto. Nem quero ver quando o Chris citar o nome dela. Choradeira garantida.

 

Acho que muitas emoções virão daqui para frente.

Stefs
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