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27/ago

Sabe aquele dia que você marca no calendário convencida de que será extremamente especial? Sem antes começar? Dia 23 de agosto de 2014 representou uma data que se resume em três palavras: sonho realizado, reconhecimento e amor por livros. Foi até que fácil ignorar os problemas de infraestrutura da Bienal (muita gente para pouco espaço) e da falta de senso ao colocar autores populares na mesma data (que acarretou em uma desorganização), pois eu tinha um encontro marcado com a escritora de Os Instrumentos Mortais, Cassandra Clare. Eu soltei alguns spoilers sobre sonhos realizados no Instagram e hoje venho aqui contar o que de fato aconteceu. Acreditem: foi tudo muito inesperado.

 

Quem proporcionou esse encontro foi a Galera Record que reuniu as equipes dos sites que cobrem a série no Brasil (representei o Lightwoods Brasil) em uma salinha com ar-condicionado estalando no Holiday Inn. Esse foi um dos pontos que contribuíram para fazer esse dia tão especial. É surreal ainda dizer que conheci pessoalmente a Cassie.

 

É sempre muito complicado descrever sensações quando estamos prestes a realizar algo, ainda mais quando não se há nenhum tipo de planejamento. De repente, tudo saiu do platônico e só restaram as borboletas no estômago e o choque de saber que conhecer a Cassie de fato aconteceu. Mesmo em momentos que prometem subir minha pressão fangirl, eu consigo ficar centrada. Até chegar ao hotel, estava bem tranquila, como se vivesse um dia comum. Tentei, de um jeito inútil, imaginar como me sentiria ao estar diante de uma escritora que faz parte da minha prateleira. Procurei dentro de mim todos esses sentimentos que nos abordam quando estamos prestes a conhecer alguém (famoso ou não), mas graças à Aline, também da equipe do Lightwoods, não só me distraí, como conheci uma pessoa extremamente whovian (ainda roubarei sua camiseta), Echelon e lightwoodiana.

 

Como disse, esse foi aquele dia que tinha certeza de que seria especial. E ele foi totalmente.

 

Depois da curta entrevista, chegou a hora dos autógrafos e me peguei no 1º drama do dia: o que diria a ela? Conforme as pessoas se afastavam e eu chegava mais perto, remoía a insegurança de não ter o que dizer. O nervosismo me pegou de jeito. Poderia agradecer por ter criado Alec e Isabelle, pedir um spin-off para os Lightwoods, jogá-la pela janela por ter assassinado o Max, dizer que Malec é um dos melhores shippers do universo… Havia muitas coisas que eu poderia dizer sobre o trabalho dela, mas, quando parei ao lado da Cassie, preferi falar de algo mais pessoal. E foi aí que o We Project deslizou pela minha língua.

 

Claro que nem falei o nome do projeto, pois era bem capaz da Cassie enrugar a testa e perguntar se eu era algum alien. Eu não sei o que me deu para dizer isso, mas tem tudo a ver com o dia 27 de setembro de 2012, quando o WP nasceu. Nessa época, comi os livros dela. Isso me empolgou, especialmente por estar em contato com uma obra que foi criada por uma antiga escritora de fanfics que vi perambular pelo fandom de Harry Potter. Enquanto lia Os Instrumentos Mortais, digitava os meus primeiros parágrafos originais. Dizer isso em alto e bom som para a Cassie, e receber uma recíproca tão contagiante, foi um balde de água fria.

 

Quando acabou meu tempo, fiquei meio abalada. Afinal, eu falei sobre algo muito particular para uma escritora que é reconhecida mundialmente. O negócio todo se tornou mais real.

 

Quando contei que ela foi uma das responsáveis em me encorajar a escrever algo próprio (fora das fanfics quero dizer), achei que seria ignorada. Sabe aquele típico uhum!? Para minha surpresa, Cassie foi simpática ao extremo. Ela sorriu, amplamente, e perguntou se eu estava gostando. Respondi que sim, que estava sendo incrível, e a agradeci por ter uma parte de culpa nisso. Cassie me desejou boa sorte e me permitiu escolher um dos brindes na mesa (e elogiou a camiseta que usava, a de café, que a prima Isis me deu. Veja bem, você tem bom gosto). Depois, tiramos a foto (que não está disponível ainda). Assim que sentei, achei que desmoronaria. Os sentimentos não resistiram à anestesia, pois fiquei com uma tremenda vontade de chorar. Parecia uma criança chateada, mas estava muito feliz. Eu compartilhei o WP com uma das escritoras que está na minha prateleira. O céu é o limite!

 

Foi surreal. Do começo ao fim.

 

Como disse na postagem lá no Lightwoods Brasil: “Uma das coisas que mais aprecio na vida é aquela felicidade de sonho realizado. Eu sou uma pessoa que tem uma fileira infinita do que chamaria de sonhos impossíveis quase possíveis. Aqueles que foram riscados com sucesso têm muito a ver com aquela velha frase: tudo acontece quando se menos espera. Eu gosto do inesperado. Gosto da sensação de pânico e de surpresa. Das mãos tremendo. Da imensidão de pensamentos que me abordam. Sem dúvidas, o encontro com a Cassandra Clare foi uma das melhores coisas que aconteceu comigo este ano”.

 

Um dia, quando alguém perguntar, direi que a primeira pessoa famosa que soube do We Project foi a Cassandra Clare. Ela pode não se lembrar desse momento no futuro, mas eu lembrarei. Foi uma oportunidade incrível, que valeu cada segundo.

Acréscimos diretamente da Bienal (porque tudo aconteceu no mesmo dia)

 

Uma imagem vale mais que mil palavras. Mesmo com o suor, o caos, o calor, o inferno na terra chamado Bienal do Livro, analisem e vejam se uma dessas pessoas se importou tanto com isso (eu sei que se importaram, mas estávamos em bando, e em bando o Sol aparece).

 

E, claro, trouxe para casa o livro da minha vida. Finalmente, ele está na minha prateleira, pois só existia em PDF na minha máquina. É para glorificar de pé os minutos árduos de espera para chamar Fangirl de meu. É minha Bíblia pessoal, gente.

 

Foi um dia maravilhoso graças às pessoas envolvidas. <3

Stefs
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  • Isis Renata

    tô tremendo rosanaaa! hahaha não creio nisto
    me senti parte desse dia agora, ai que emoção *–*
    claro que os créditos são seus pois usou a blusa, mas gent é amor demais
    eu que amo presentear e não tem coisa mais gostosa que ouvir que "fiz bem feito" 😉
    que emoção essa a sua prima. minha nossa. esse com certeza foi um daqueles dias que você demora para processar e que passa tão rápido, tão cheio de sentimentos!
    e realizações
    eu também AMO sonhos realizados. sempre amei. dos mais demorados, aos que acontecem logo e de surpresa nhoo *¬*
    novamente parabéns pela conquista e o dia lindo, repleto de gente cheia de amor, vamo combiná né? 😀
    ps. quero esse livro tbm HAHAHAH #todasamaRainbow