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21/ago

Posso dizer que achei este episódio muito funcional sem a Ali? Foi como voltar aos antigos moldes de Pretty Little Liars e isso me deixou bem nostálgica. Gosto de você Sasha, mas sua personagem não fez a menor falta. Mesmo com a ausência, a Rainha da Maldade não saiu da língua de ninguém e deixou um rastro de dúvidas e de preocupações, especialmente por causa do ocorrido na semana passada. Como foi dito por Hanna, o quarteto voltou ao caminho de onde começaram. Do começo ao fim, a trama rendeu as mais variadas especulações, e a melhor delas foi sobre A ser Ali e vice-versa. Uma interrogativa que me fez muito feliz, pois penso da mesma forma, algo que comentei na resenha da semana passada (bem como em outras). Achei demais Hanna e Emily baterem nessa tecla. Afinal, ninguém conhece Ali como Ali, e não me espantaria se o tal vilão/ã fosse essa cidadã que sabe inventar potentes mentiras baseadas em si mesma.

 

O jogo de A (?) abriu o episódio de um jeito inusitado. Com uma mensagem digna dos bons tempos de High School Musical, o vestido que Ali usou durante a falsa alucinação de Hanna não foi o cliffhanger do episódio passado à toa. A visitinha da Rainha da Maldade se tornou mais uma entre milhões de provas contra o quarteto que, como era de se esperar, não abriu o jogo com Tanner. Sinceramente, não consigo mais pensar que A é responsável pela tramoia desta temporada, pois os percursos estão de cunho muito pessoal. Na minha mente, claro que A saberia dessa saidinha de Ali e duvido muito que ficaria em silêncio. Seria uma oportunidade de ouro para torturar (ainda mais) psicologicamente as Liars. Assim, se eu fosse A, e soubesse que a pessoa que amo infernizar fez o gracejo de sapatear embaixo do meu nariz, não deixaria passar batido. Isso só aumenta minha tendência em acreditar que Ali é a responsável em coordenar essa brincadeira (que tem perdido a graça).

 

Quem chamou atenção nessa cena foi Spencer. Ela ficou frustradíssima! Está realmente difícil quebrar as amarras com Ali, viu? Do jeito que detesto gente mentirosa e manipuladora, me recusaria fazer o low profile e mandaria A passear. Agir normal? Really? Onde isso é possível?

 

Spencer e Emily renderam o debate dos meus sonhos: A é Ali? Ou A se faz de Ali ou Ali se faz de A? Essas foram as principais incógnitas do episódio, pois até Emily, meio tardiamente, entrou na paranoia de desconfiar de qualquer coisa vinda do crush. Para reforçar esses questionamentos, Ali saiu de Rosewood, sendo que ela não podia. Não acredito que A tenha sido tão desleixado/a ao permitir que seu alvo desse um passeio. Isso só aumentou a ideia de que essa figura é Ali. A A que conheço, aquela versão duro na queda das 3 primeiras temporadas, jamais deixaria a sua vítima favorita tirar umas férias. Para aumentar a esperança sobre essa especulação, Ali me liga para Spencer depois da mensagem nos televisores. Cada de pau? Não sei, mas sabemos que PLL gosta de brincar com a nossa mente. Está muito simples apontar tudo para Ali. Porém, não dá para negar que A está muito na paz, tornando mais fácil acreditar nessa teoria.

 

Inclusive, a ausência da Rainha da Maldade foi muito pertinente, pois deu mais impacto a todas as incógnitas que brotaram durante o episódio e que fazem muito sentido se considerarmos o que tem acontecido até aqui.

 

Serei bondosa com a Emily dessa vez. Embora tenha me feito revirar os olhos por agir toda cheia de recalque depois que Ali cuspiu na cara dela, a Liar merece uma estrelinha por ter arregaçado as mangas por conta própria. Nada como uma decepção para uma pessoa reagir, certo? Por mais que a personagem tenha sido irritante desde o retorno da série, ela merece um pouco de admiração ao confessar que errou, algo que nem todo ser humano tem coragem. Ela foi até corajosa em desabafar com Spencer (a que sempre tem opinião pra tudo). Emily escorregou por causa da sua ingenuidade na hora de aceitar Ali de volta, uma burrice inspirada nas memórias do passado. Desde o começo, falei que a Rainha da Maldade foi esperta em atrair a mais sonsa das Liars (e que gostava dela de um jeito mais especial) para usar de escudo. Emily foi besta ao reacender seus sentimentos por um crush platônico, uma atitude que lhe custou Paige. O saldo? Uma grande decepção e um wake up call que a fez enxergar o quanto foi iludida (de novo) ao ter confiado em uma pessoa, cujo histórico é uma lástima.

 

De quebra, Emily entrou em uma paranoia tardia, pois, enquanto as outras meninas se mordiam de raiva com a presença de Ali, essa Liar só queria dividir o edredom com o crush. Ainda afirmo que a personagem continua a agir pelos motivos errados, pois tenho a impressão de que ela só tomou certas iniciativas para ter um parecer oficial sobre o caráter da Rainha da Maldade. Se Ali for legal, ela volta a amá-la. Se não, ela continuará dedicada a sabotá-la. Simples! Emily pode estar interessada em ajudar as amigas, mas o ego ferido continua a falar mais alto e isso ficou evidente quando Ezra se tornou o meio para obter respostas. O que rolou entre esses dois foi de muito valor, mesmo sendo nítido o desespero da Liar em compensar o tempo em que ficou mergulhada em uma ilusão.

 

Ezra parece que realizará o sonho de ser jornalista investigativo. Com Aria ou sem Aria, o personagem voltou a se dedicar a um projeto de vida: dar sentido ao plot da Ali. Foi muito amor vê-lo agradecer Emily pelo voto de confiança. Acho que o teacher precisava desse conforto, pois, desde o ocorrido com Shana, ele não tem feito nada de interessante. Os insights de Ezra, especialmente perante a dúvida de Ali acusar alguém sabendo que não foi sequestrada, foram ótimos. No plot dele, levantaram-se novas suspeitas, não só sobre seu antigo affair, mas, especialmente, por estar diante do que parecia ser um manuscrito, dando a impressão de que o material é valioso. Nunca imaginei que Ezra e Emily teriam uma dinâmica bacana, aprovei essa iniciativa, e fiquei satisfeita por vê-los chegar a algum lugar. Nada como se aproximar da mentira monstruosa de Ali por meio dos detalhes. Detalhes que a Rainha de Maldade se agarra com afinco para se proteger. Acho que está aí uma forma de trincá-la… Pensar no simples, no básico, se afastar da situação e vê-la pelos pequenos fragmentos para depois abocanhar o restante (que sempre é a parte mais complicada).

 

Os demais babados

 

Hanna estava muito bem neste episódio e acho bárbaro como mataram a storyline dela. Melhor fazer isso agora ao invés de prolongar uma ideia flop até o fim da temporada. A Liar representou meus pensamentos sobre A ser Ali, cheia de “péssimas ideias” pertinentes. Adoro quando Hanna abraça as teorias da sua mente. Ela me faz companhia agora e, aos poucos, volto a amá-la. É muito bom vê-la sóbria. Amém!

 

Aria também arrasou. Só eu a achei meio estranha essa semana? Não sei… Ela parecia meio maníaca com aquele olhar de membro do “A” Team. Se eu já amava qualquer teoria que a inclui na tramoia assinada por A, a interação com Mona me causou faniquitos. O que a Liar cochichou, hein? Melhor: o que Mona quis dizer ao afirmar que Ali subestima a pequena Liar? Aria tem crescido bastante na trama e, em poucos minutos, me deixou com a pulga atrás da orelha. No fundo, sempre a achei mais venenosa que Spencer, pois, quando a personagem abre a boca, só saem verdades ríspidas. Se ela fez Mona chorar, o que mais a garota pode fazer? Fiquei muito, mas muito curiosa e intrigada, especialmente ao considerar o comportamento da Tanner que tem agido como um urubu para cima de Aria. Essa sensação aumentou quando a detetive oportuna Byron, mostrando o foco obsessivo pela filha dele.

 

E o segredo da Melissa veio à tona. Verdadeiro ou falso? Não sei, mas a expressão chorosa e as palavras de amor para Spencer derreteram meu coração. Devo dizer que a confissão da personagem me deixou com a sensação de que faltou alguma coisa. Força do hábito. Melissa deu respaldo a um momento da irmã que chamou atenção durante o episódio: quando Hanna fala que Tanner associa a morte de Bethany com a panelinha, Spencer afirma calorosamente que não há link algum. O problema é que a diva sempre foi o link da situação, pois não foi confirmado se ela teria ou não acertado uma pessoa com a pá. O relato de Ali no season finale da temporada passada não vale de nada, pois foi um banho de meias verdades. Melissa pode ter enterrado Bethany, mas quem arrastou o corpo para o buraco da Rainha da Maldade?

 

Hanna, Emily e Spencer concluíram que tudo foi encenado. Bethany foge no mesmo dia, usa uma blusa amarela e até a pulseira da amizade escrita “Alison”. No flashback, a menina manteve o rosto coberto, o que abre a lacuna se era ela ou a Rainha da Maldade sendo enterrada por Melissa. É muito fácil considerar que Ali planejou a própria morte e usou a pessoa que sua mãe deveria adorar por ser uma sádica. Sem contar que é quase certo que ela assistiu ao próprio enterro só pelo fato de usar o mesmo traje da Mrs. D. Coincidências? Vale lembrar da presença de CeCe na mesma noite, que pode muito bem ter sido a Bethany, considerando o fato de que Jason estava muito grogue. Jessica também pode ter ajudado a filha sumir, porém, a mulher estava preocupada, possivelmente com assuntos do Radley (no caso, Bethany). Isso, considerando o ponto de vista da Ali.

 

Sem contar que a Mrs. D sabia que Ali estava viva esse tempo todo. Aquela poker face nunca me enganou, ainda mais quando a mala e o e-mail vieram à tona, incógnitas ainda sem respostas. Há muitas suposições ainda e o que se confirmou (de novo) foi que Spencer participou daquela noite. Porém, há divergência de informações, especialmente por vir das pessoas menos confiáveis da série. Cadê o Peter para ser bombardeado?

 

Ainda acho que o relato de Melissa não supre o que Spencer (e nós!) precisava saber sobre o ocorrido, especialmente sobre o que fez. De fato, nada impede que a Liar tenha acertado Bethany, mas sinto que tem coisa mal contada. Afinal, Melissa diz que era Bethany, mas era mesmo? Ela afirmou que preferiu não olhá-la. Então…

 

Toby foi um amor, como sempre é, porém, que bacana ver como Rosewood é uma cidade incrível que acelera a carreira policial como se fosse a coisa mais simples do mundo. Digo isso porque a passagem de tempo desta temporada tem sido de um dia para o outro, e não de semanas. Tá fácil ser bem-sucedido por lá, especialmente quando se já é fichado. A jamais deixaria isso passar batido. Estava com saudade do bromance dele com Caleb. De fato, Toby não ajudou em nada e achei muito sem noção vê-lo dar uma de Wilden feat. Gabe feat. Tanner ao ser incisivo ao interrogar (não conversar) com o amigo e a namorada. Showrunners de séries policiais morrendo de rir nesse momento.

 

Para finalizar, preciso falar sobre o que me irritou neste episódio. Primeiro: Byron. Eu não sou muito fã do pai da Aria, admito que ele foi rei em dar umas patadas na Tanner, mas foi uma hipocrisia sem tamanho o personagem marcar presença e, de quebra, bolar uma reunião de família. Forçou muito a amizade, até porque a Ella não merece ficar com esse babaca. Segundo: a storyline de Caleb. Sério que PLL ganhará toques sobrenaturais? Só para tentar sobreviver por mais 2 anos? Que coisa mais ridícula! Parece que Marlene não superou o cancelamento de Ravenswood ao ponto de trazer metade do plot para uma série que não é do mesmo gênero. A paixão dela por terror e suspense abriu um novo plot que não orna com PLL. Ok Caleb ficar abalado com o que aconteceu com a Miranda, mas qual é a utilidade disso na vida do personagem? Falta de criatividade de pensar em algo melhor para envolvê-lo de novo na série? Quero nem ver o que essas “visões de Miranda” renderão. Tirou totalmente o propósito do papo de alcoolismo. Marlene deve assistir Teen Wolf, pois o final do episódio cheio de vaga-lumes ficou muito parecido com o que rolou na 3ª temporada do hit da MTV.

 

A refletir

 

Quem morrerá? O tabuleiro de Ouija (ridículo, ridículo) apontou para o goodbye e Mona e Melissa estavam em clima de despedida neste episódio. Sem contar que ambas deram de graça informações para as Liars, uma iniciativa que não acontece sem alguém se dar mal. Eu gosto muito das duas, mas adoraria que Mona continuasse na série.

 

Quem foi dedurar a verdade para Tanner? Mona? Alison? Não acho que a Rainha da Maldade iria tão longe, especialmente quando se tem Spencer no meio do caminho.

 

O que Cyrus esconde para Ali usá-lo? Será que ele retornará? Admito que estou curiosa para saber como a Rainha da Maldade o conheceu e tudo mais. PLL está em falta com flashbacks. Saudades desses tempos, saudades.

 

Por que diabos a Spencer não tira logo aquele vídeo do computador? A roubará isso!

 

O que Mona sabe de NY?

 

De novo: o que Aria cochichou pra Mona?

 

Melissa voltou para a Inglaterra… Quando teremos o prazer da visita do Wren?

 

E aí, todos prontos para a summer finale? 
Stefs
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