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28/ago

Eu senti uma tremenda estranheza com este episódio de Pretty Little Liars por causa dessa pegada de Ação de Graças. Não ornou muito bem, mesmo com o salto no tempo. O especial de Dia das Bruxas fazia mais sentido, pois outubro é um mês muito próximo à summer finale da série (uma pena que a do ano passado flopou lindamente). Eu me senti perdida no tempo com toda aquela felicidade natalina, sendo que ninguém está com essa vibe. Em contrapartida, a ABC Family arrasou na publicidade e não cumpriu metade da propaganda. Se é uma coisa que se aprende é não confiar mais nas promos, algo que aboli da minha vida e evito assistir ao máximo. Por isso, estou longe da decepção por estar bem acostumada com a trama morna, um detalhe que se repetiu esta semana. O episódio enrolou ao extremo, espremeu todas as informações em 40 minutos e foi bem complicado acompanhar as meninas por causa do ritmo apressado.O bom é que houve foco em apenas uma storyline – que não trouxe nada de bom, pois Bethany continua a ser um mistério – e algumas dúvidas abertas na semana passada retornaram e deixaram a entender que Ali é A. Será?

 

A cena de abertura anunciou o Dia de Ação de Graças e meu coração ficou na mão. Onde estava Spencer?, pensei, com medo de que ela tivesse ido dessa para melhor. Isso me ocorreu porque não acho impossível uma das Liars morrer. Claro que Marlene e Cia. jamais fariam isso a essa altura do campeonato, quem sabe em uma series finale, pois é pedir para que boa parte dos fãs abandone PLL. Da mesma forma que uma das meninas deveria pertencer ao “A” Team, acho ideal uma delas morrer. Spencer, Aria, Hanna e Emily podem ser as protagonistas, mas isso não quer dizer que são imunes. Se Ali é realmente A, é bom que comece a ser mais cruel para mostrar que pode ir muito além de um movimento externo para desnorteá-las. Mexer com os pais e com os namorados já deu tudo o que tinha que dar.

 

Quem quer que tenha sido responsável pela morte de Mona mostrou uma personalidade malévola e é bem provável que essa mesma pessoa tenha ateado fogo na casa dos Cavanaugh com o Noel dentro. PLL já não brinca mais com as SMS. Agora, o foco é brincar com a vida alheia. Quem garante que o quarteto não passe pelo mesmo? Eu sou total a favor dessa ideia.

 

Quem trouxe tensão ao episódio foi Ali, mas de um jeito bem comedido. Dessa vez, sentimos que a presença dela, nem que seja por 2 minutos, é o suficiente para deixar os cabelos em pé. A personagem retornou com sorrisos debochados e com um olhar cheio de malícia mostrando que de coitadinha não tem nada. Na verdade, nunca teve. Mesmo com as garras de fora, a garota não parou de encenar e burlou o polígrafo de um jeito que Spencer se tornasse o alvo da polícia de Rosewood. Impassível, mas trabalhada no desdém, Ali sabia muito bem o que fazia, pois, com muito sucesso, conseguiu eliminar todas as atenções que estavam focadas em sua pessoa. A Rainha da Maldade repetiu parte do discurso do season finale da temporada passada, com foco exclusivo na Liar que a desafia, justamente para não ser pega no erro. Só sei que Ali jamais seguiria adiante com seus planos se não tivesse certeza de que as outras meninas, especialmente Spencer, estivessem ocupadas com algo mais urgente.

 

Afirmar que não matou Bethany foi o revés para que Gabe e Cia. focassem a investigação totalmente nas Liars. Agora, a Rainha da Maldade pode fazer o que bem entender. O engraçado é que o policial que a interrogou, e até ela mesma, trabalhou em um único viés: assegurar Spencer como responsável pela morte da Bethany. Eu queria entender como esse ponto de vista veio à tona, pois não é possível que o vídeo da Melissa tenha se tornado um viral. Porém, nota-se que, ao mudar o detetive, o foco da storyline é outro. Tanner queria saber de Shana e Gabe de Bethany. Acho isso uma tremenda bagunça. Que eu saiba, uma investigação precisa seguir pelo mesmo caminho, mas parece que os novos Wilden possuem uma sede particular de vingança contra as Liars, algo que acometeu os policiais anteriores.

 

Ali trabalhou duro para convencer não só as amigas, como os fãs, de que era digna de pena. Ainda bem que não caí nessa. Por não ser aceita, ela teve que agir à altura. Tomar a iniciativa de enfrentar o polígrafo e roubar o exército de Mona mostraram que ela sempre vence e que está no controle. Automaticamente, Ali voltou a repetir o que fazia antes do seu desaparecimento: ter 4 otárias mais um fã-clube. A personagem foi bem-sucedida ao plotar contra o alicerce que mantém as meninas unidas. Achei bem interessante como o policial que norteou a Rainha da Maldade disse que a verdade tem a ver com a memória e a mentira com a imaginação. A vilã uniu os dois e criou uma história da qual acredita religiosamente. Ali tem muitas personalidades. Há muitas camadas que escondem o verdadeiro eu dela, um detalhe que casa muito bem com as indagações de Mona: ela faz isso por acreditar na própria mentira? Ou ela mente para si mesma por ter provocado algo ruim? Ou porque ela só quer brincar? Eis o mistério…

 

De um jeito mágico, a Rainha da Maldade condenou a frenemy. Foi excepcional falar sobre liderança durante o interrogatório, pois Spencer comanda o quarteto. As outras simplesmente veneram a diva Hastings, um detalhe mostrado no 1º episódio desta temporada. Ali não engoliu isso muito bem, como não tem engolido outras coisas, tais como o chute de Emily. No desenrolar de 12 episódios, a personagem mostrou que não gosta de ser questionada, nem muito menos de ter suas ideias refutadas. Quando isso acontecia, ela dava um jeito para provar o contrário. Uma pessoa que gosta de manipular age dessa maneira para mostrar que tem razão. Ali não aceitou a recusa com relação ao seu retorno e ofereceu beijos e abraços. Ela não gostou do que leu no scrapbook da galera sobre o quanto sua morte foi a coisa mais maravilhosa de Rosewood e se empenhou para provar o contrário. O mesmo foi esperado quando Emily a convidou por imaginar que as Liars pediriam perdão na voz da mais passiva do grupo. Ser enganada a deixa frustrada, ainda mais quando o golpe vem daqueles que se menos espera. No caso, as Liars, as ervas daninhas que precisam ser eliminadas.

 

Adeus, Mona!

 

E a série imitou o livro. Fiquei com tanta dó da Mona! Ela é aquele tipo de pessoa que perdeu o juízo por causa de outra e passou a agir em legítima defesa por se sentir o tempo todo insegura, como as outras Liars. Mona só foi mais esperta para se garantir, o que deve ter incitado seu interesse de fazer parte do “A” Team. Assim, a garota passou a ser extremamente imprevisível. Trazer o convívio familiar da personagem foi um golpe extremamente baixo, pois deu para notar que a Mrs. V a protegia e a amava. E, não menos importante, que tinha medo de Ali, algo que as outras mães não sentem. Ver Mona no quarto só reforçou o quanto ela era solitária e, fazer parte da tramoia das Liars contra a Rainha da Maldade, talvez, foi tudo o que sempre quis. Ver o entendimento dela com o quarteto fez o impacto da morte doer demais, especialmente quando Spencer dá aval para agregá-la ao plano.

 

Daí, viu-se a mancada sem limites de quebrar uma ótima dinâmica. As cenas no Radley foram demais. Imaginem que mundo feliz seria a união de Mona e de Spencer liderando o motim contra Ali? Infelizmente isso não acontecerá, pois mataram uma das melhores personagens de PLL.

 

Mona era uma adolescente incompreendida, que aprendeu a se defender muito cedo, o que lhe acarretou a impressão de ser perigosa. Janel fez um trabalho excepcional ao encarnar a sempre dual Mona – o gênio. A personagem foi uma das poucas que transitou por todas as fases que Ali impulsionou (direta e indiretamente): loser, popular, membro do “A” Team, maluca e quase uma Liar. Vê-la abaixar a cabeça e ser prestativa com as meninas só tornou a morte dela mais difícil de engolir. Cada fala, cada atitude, cada pensamento da personagem ao longo do episódio foi de despedida. Sentirei falta dessa doida varrida que tinha tudo para ser uma ótima inserção ao quarteto. Foi muito cruel o que fizeram.

 

A Rainha da Maldade, isso se ela for responsável, tirou de cena não só a brilhante Mona, como Spencer, as pessoas que poderiam detoná-la. Ai que ódio dessa garota maligna, socorro!

 

Então, Ali é A?

 

Pequenos detalhes soltos neste episódio tentaram desvirtuar essa ideia. No Brew, Lucas disse à Mona para que não acreditasse que era Crazy Mona porque ela ganharia. Nisso, o ela que parecia ser sobre Alison deixou de ser, pois Mona desconversa na hora, como se aquele discurso de Lucas fosse referente à outra pessoa. Na hora, pensei no encontro dela com alguém no cabeleireiro (5×03) enquanto assistia à mudança de visual de Hanna. A silhueta parecia muito a de Ali, bem como o comprimento do cabelo, e deu até para ter a impressão de que rolou o uso de máscara. Outro ponto que contribuiu para não dar tanta força para Ali ser A foi a maneira como Mona reagiu ao ser abordada. Ela tinha medo da Rainha da Maldade, mas a enfrentava, como aconteceu no confronto na igreja. Para mim, a visitinha mortal não tinha nada a ver com a arqui-inimiga (embora o estado da casa tenha denunciado uma boa briga). Sem contar que a assassina – dona de um perfil de mulher – não lembrou Ali. O cabelo não era do mesmo comprimento, parecia até peruca. Teoria das gêmeas? CeCe? Bethany saindo da noite dos mortos do Hopi Hari? Mais um joguinho mental.

 

Eu ainda acredito que Ali seja A, porém, não totalmente. Aprendemos ao longo dos episódios que ela tem muitos contatos por precisar de mãos em todos os lugares. Há a impressão de que a personagem faz tudo sozinha, mas duvido muito. Ali faz o tipo de ser a mente mirabolante que maquina os planos e não a que suja as mãos de sangue. O que foi visto na casa de Mona não foi uma atitude de um sociopata, mas de um assassino nato. Talvez, com problemas psicológicos. Ali é aquela que degusta e que faz de tudo para não ser incriminada. Por isso, os outros fazem a bagunça em nome dela. Tudo estrategicamente manipulado.

 

Sobre Ali ter matado a Bethany (vide Mona): acho que essa atitude pode não ter sido impulsionada por causa do affair da Mrs. D. Se fosse por isso, Spencer já estaria morta, pois ela tem um ótimo relacionamento com Jason (o irmão que detesta Ali e que tem um chamego pela Liar). Sim, acredito que o gatilho foi ciúmes, não do milésimo homem que Jessica se envolveu, mas por ver a mãe mimar Bethany. Ali poderia se sentir inferior (e ela andava com CeCe na época, a péssima companhia que causou dores de cabeça para Mrs. D). Talvez, a mãe tentou unir a filha à quase enteada e o resultado não foi feliz.

 

É fácil concluir que Ali é A. É isso que a série quer e esses pequenos detalhes a deixam na zona de segurança. A Rainha da Maldade se deliciou com a morte de Mona, mas isso não quer dizer que a tenha matado. Ao menos, não por enquanto. O que me deixou bem inconformada é que ninguém se preocupou em proteger todas as provas sobre Bethany. Uma burrice tremenda deixar todos aqueles arquivos dando sopa. Eu queria imaginar que Aria tenha algo guardado, bem como Lucas, porque seria muita idiotice abrir tanto esse plot para segurá-lo até a 7ª temporada. Bem… Por ter uma entonação conclusiva, não duvidaria que isso acontecesse.

 

E então…

 

O final do episódio não deu muito que pensar sobre o especial de Natal. Foi mais uma despedida à Mona, uma demonstração de puro escárnio do que viria ser A. Agora, há mais uma morte para investigar. Se esse povo nem deu conta da Shana, quem dirá da Mona. E nem se lembram da morte da Jessica. Que coisa não!?

 

Se eu for definir o meu fatal, diria que a summer finale foi fatalmente triste. Isso nunca aconteceu, mas terminei de assisti-lo com os olhos lacrimejados por causa do sadismo aplicado no fim da participação da Mona na série. A boneca me tirou do sério. Não tenho palavras, só sei sentir.

 

A refletir

 

RIP Mona!

Mona saiu de cena junto com todos os diagnósticos de Bethany. Será frustrante tudo isso desaparecer, sério. Cada vez mais vejo que a polícia de Rosewood é corrupta e tenho certeza que a maior prova disso será quando a perícia passar pela casa dos Vanderwaal e não encontrar nenhum resquício do atacante. Isso porque a pessoa que matou Mona estava com toda aquela juba solta. Duvido que um fio de cabelo não tenha escapado (se não for peruca, claro).

Como PLL sobreviverá sem Mona? Ela é a Mona! Será que darão mais espaço ao Lucas? Eu acharia válido, pois ele também é alvo. Por mais que não tenha tanta simpatia pelo personagem, fiquei com dó de vê-lo chateado ao saber da morte da parceira de crime.

Toby é nossa esperança, mas quebrou a perna e ficará de molho por 1 mês. É fácil pensar que ele começará a correr risco de vida também e não duvidaria se a batida foi algo planejado.

Então quer dizer que Ali tem uma fazenda de carros? Que bacana, né?

Só eu queria que Aria desse a louca para cima de Gabe? Essa menina está com sangue nos olhos! Com a morte de Mona, nem saberemos o que foi cochichado na semana passada, mas vale o adendo sobre a prioridade que a Liar recebeu ao ser a última a ouvir a voz da garota. Que conexão mais estranha, não?

Spencer foi presa por algo que não cometeu até que se prove o contrário. Quem pode salvá-la é Melissa, a pessoa que afirma que fez o que fez para proteger a irmã. Que tal ela provar isso agora? Está aí uma ótima oportunidade. E traga o Wren, por favor!

Gabe me saiu muito como Wilden neste episódio. Eu sinto que ele trabalha a favor da Ali, do mesmo jeito que Garrett trabalhava a favor da Jenna. O detetive nunca escondeu sua obsessão por Spencer, como se fosse meta de vida capturá-la. Como se quisesse fazer isso há muito tempo. Gabe simplesmente considerou o falatório de Ali, sem lógica alguma. Pobre Spencer!

Agradeço a todos que acompanham as resenhas de Pretty Little Liars.
Nos vemos no especial de Natal. <3
Stefs
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