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25/ago

É com grande alívio nos pulmões que Doctor Who retornou. Quando um novo Doctor entra na jogada, o 1º episódio parece um piloto fresquinho, totalmente preparado para ser julgado ou amado. Vale um adendo especial sobre o quanto a edição e a fotografia da série evoluíram novamente, detalhes que encheram os olhos. A abertura ficou visualmente perfeita! Agora, desligando o lado fangirl, admito que minhas emoções sobre o retorno do Time Lord estão bem divididas. Digo isso porque algumas coisas foram meio frustrantes de assistir. A trama se arrastou, sem tanta expectativa. O cliffhanger não incitou minha curiosidade. Eu entendo que a ideia principal foi apresentar o Doctor do Capaldi, o item que valeu todo o episódio, mas senti que faltou alguma coisa. Esse é o grande problema de se esperar muito e terminar meio chateada.E teve menção à Amy Pond e meu coração sambou no peito.

 

Como bem pontuou Vastra: lá vamos nós de novo. Não me matem, mas achei o episódio fraco e quem o salvou foi o Capaldi. Foi ótimo rever a cavalaria, sempre responsável em render ótimas risadas, e captar os primeiros rastros das incógnitas. Para uma série que sempre traz um retorno turbulento, acho que economizaram muito, especialmente na hora de dar algum tipo de impacto com relação à nova versão do Doctor. Posso até dizer que tudo não passou de uma degustação a fim de nos deliciarmos ou detestarmos esse “novo” Time Lord. Ainda estou meio em transe, sem saber muito bem o que sentir. Por isso, não cobrarei tanto, pois é uma nova jornada e os próximos episódios – aparentemente – prometem tiro, porrada e bomba.

 

A mensagem sempre será o ponto mais importante para minha pessoa quando o assunto é Doctor Who. Dessa vez, Moffat impôs no seu roteiro os dilemas de aceitação e de confiança, e o resultado não poderia ter sido menos que saudosista.

 

Primeiras impressões do 12º Doctor

 

Capaldi roubou a cena. Minha expectativa quanto ao retorno da série estava concentrada nele e mando daqui meus parabéns. O ator foi o responsável em não ter me deixado totalmente amuada com relação ao episódio e simplesmente arrasou. Por causa dele, a espera valeu a pena. Eu sabia que Capaldi assumiria com maestria o papel de Senhor do Tempo e que me cativaria à primeira vista. Logo de cara, ele apresentou uma personalidade que considero ideal para o personagem: sem frescura, ranzinza, cheio de veneno na língua e consciente das coisas que precisa fazer. Não há tanto drama nele. Ao menos, não por enquanto. Para mim, isso é excelente porque lembra um pouco do 1º e do 9º Doctor – diálogos pontuais, mais sérios e mais maduros, humor comedido, sem ladainhas. Detalhes que precisavam retornar para DW.

 

Vejam bem, ele estava ótimo!

Dessa vez, o adorável alienígena de 2 corações duelou boa parte do episódio na busca do seu novo eu que estava em status de reinicialização. Dessa forma, ainda não dá para julgá-lo. O homem, famoso por ser o doido em uma caixa azul, arrasou como o doido de camisola. Ri demais com ele! O Twelfth me cativou assim que mencionou os anões da Branca de Neve. Não precisou de mais nada para me conquistar. A estranheza diante de Strax, a pequena amnésia que o impediu até mesmo de associar os nomes das pessoas que já conhece, a falta de norte em não saber como salvar o dinossauro, entre outras coisas, contribuíram para reforçar o quanto o Doctor parecia um vovô maluco.

 

Adorei o lado ensandecido por respostas que geraram questionamentos que, com certeza, serão suas marcas registradas. Adorei o esquema de focar na pergunta mais importante para entender a situação e captar a problemática incitada pelas dúvidas certas. Espero que esse joguinho seja algo intrínseco da nova versão do personagem. Charadas são legais.

 

A loucura do Doctor foi quase uma distração que rendeu resoluções soltas no ar. A cena do restaurante mostrou a nova forma de raciocínio do personagem, bem como a chance de conhecê-lo sem o jeito esbaforido que o fez saltar da cama para bater um papo com a dinossaura. Perdido nas caraminholas da sua mente, o Time Lord mostrou serviço e salvou o dia pela milésima vez com direito ao 1º discurso de cara nova. A versatilidade de Capaldi é para glorificar de pé. Pareceu que ele sempre foi o Doctor devido à facilidade em mudar as nuances do personagem de um instante a outro. O ator transitou da versão maluca e encrenqueira do alienígena para a sensata e obscura ao encarar o inimigo como se já manjasse do job. De fato, ainda não dá para dizer muito sobre a nova personalidade do vovô da TARDIS, pois ele passou o episódio inteiro preso a sua confusão. Mas acho que Capaldi tem tudo para ser um Doctor interessante, especialmente se continuar preso ao duelo consigo mesmo.

 

O Time Lord incitou minha curiosidade ao afirmar que já tinha visto o próprio rosto antes, cujas feições lhe renderam um mar de dúvidas, como se algo dentro de si quisesse lhe indicar algo sobre esse passo que sua regeneração atingiu. Essa lacuna tem tudo para ser intrigante, especialmente porque o Twelfth promete ser mais dark que o Eleventh. Ele será preto no branco, com filtros assombrosos. Na cena com o mendigo, deu para sentir como o personagem pode ser amedrontador, um maluco sem estribeiras. Foi arrepiante olhá-lo, um sentimento que acometeu Clara. Esse é o Doctor, claro, com um novo rosto, mas e a personalidade? Por enquanto, sabemos que ele tem sobrancelhas agressivas, uma poderosa arma que ganhou até um espacinho na abertura da série. O que foi o surto dele sobre elas? Me acabei de tanto rir.

 

Resumindo o Doctor até aqui: recém-saído de um manicômio, que amou ser escocês (por que será?) e que tem uma queda por café. Relutante a abraços, odeia mímica (sendo que ele fez uma genial para se comunicar em dinassaurês) e karaokê, e é um idoso infrator. Já amo.

 

Clara: mais ação e menos flerte

 

Esse foi um ponto que me deixou muito frustrada. Eu estava preocupada com a dinâmica que haveria entre o “novo” Doctor e Clara. Em um apelo: espero que melhore. A cena do restaurante foi engraçada para o Time Lord e lamentável para a companion. As cutucadas aparentaram uma DR digna de old couple. Foi triste! Totalmente desnecessário dar tanta atenção a um assunto banal, ao ponto da Vastra se meter. Esse viés não orna com a série. A primeira coisa que pensei assim que Capaldi assumiu a TARDIS foi no fim do flerte. Que esse tema tenha recebido a saideira neste episódio. Clara me irritava na companhia do Eleventh e ainda não consigo acreditar que metade do plot dela foi resumido aos dilemas da paquera. Esse é o tipo de coisa que não engulo. Doctor Who não precisa do apelo de crush platônico. Já me bastaram Rose e Martha. Chega, né?

 

Se fosse só o flerte, tudo bem, mas Clara me deixou nos nervos ao resmungar sobre o novo rosto do Doctor. Foi quase a Martha tendo complexo na presença da Rose. Ok sentir estranheza, pois toda companion que assistiu a uma regeneração passou por isso. Porém, quis arrancar meus olhos com o julgamento sobre a aparência e o pedido para ter a versão anterior de volta. Foi meio intragável e acho que Clara agiu assim por ter sido muito mimada pelo Eleventh. Só não sei de onde veio esse papo de narcisismo, sendo que ela nunca me transmitiu isso, mas tudo bem. É fato que o 11º deu a ela muita liberdade e lidar com o descaso do 12º cutucou o ego. Sério, gente, eu ainda tento entender que tipo de transformação a personagem sofreu, pois a adorei no 7×01 e passei a detestá-la. Eu já tinha birra da Clara por causa do flerte e este episódio só contribuiu para aumentar minha antipatia. Considerando minha experiência particular com a série, a companion anda dificultando meu trabalho em apreciá-la.

 

Tirando esses pontos supérfluos, Clara foi excelente no final do episódio. Fiquei muito chocada com o revés do Doctor “largando-a” à mercê da sorte. Senti muita verdade na atitude dele, uma punhalada forte que me estremeceu. Teria chorado que nem a companion por causa do gosto súbito da traição, fato. A personagem foi maravilhosa ao discursar para se garantir, palavras intensas e poderosas. Nessa cena, ficou evidente como Clara funciona muito bem sozinha e é até estranho afirmar isso. Ela é independente, sua storyline se incumbiu de mostrar isso. Ela tem lá suas fragilidades, como foi apresentado em um pequeno retrocesso dela na escola, mas suas melhores sacadas acontecem sem o Doctor. Nisso, eu a considero extremamente genial. Não tem como negar que as viagens no tempo a fortaleceram e a tornaram leal ao alienígena (recusando-se a traí-lo). Jenna mandou muito bem.

 

A voz do Matt Smith diretamente de Trenzalore fez meu coração parar na garganta. Fiquei estarrecida. Melhor que isso foi o fato de tornar essa ideia digna de uma única voz para dar um wake up call na Clara. Diante da possibilidade de ir para casa, ela se despiu dos preconceitos. Foi emocionante, tocante e significativo, ainda mais por induzi-la a ficar. A cena ficou ainda mais linda com o discurso final do Twelfth, praticamente implorando para que a companion o enxergasse. Por mais que o episódio tenha ficado muito aquém do esperado, o final deu uma entonação especial, especialmente por envolver o Doctor que Clara amou.

 

A refletir

 

Já prevejo que essa Missy será a nova River e eu já torci o nariz. Tudo bem que amo a ideia de mulheres como vilãs, mas sério que rolou o termo namorado? Bem… Antes ela que a Clara.

 

E essa Terra Prometida, hein? Parece o mundo da Alice.

 

Quem liberou o chamado da Garota Impossível no anúncio de jornal? A Missy, certo? Ou não? Sinto cheiro de chamado para a morte.

 

Falando na Clara, Strax soltou nas reticências o tempo de vida dela. Isso seria a indicação de que a Jenna realmente pulará fora da série?

 

Twelfth afirmou mil vezes que já tinha visto toda aquela situação do restaurante. Madame du Pompadour? O insight nos levará para Missy. Oremos!

 

Semana que vem tem os Daleks e eu estou meio que surtando!

Stefs
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Escreva seu comentário antes de ir <3
  • heyrandomgirl

    Quem não sente falta da Amy, né? Ainda não consigo entender como as pessoas não a curtem hahahaha. Tudo bem que sou indagada por não gostar tanto assim da Clara, mas são meros detalhes.

    Eu queria ter ido ao cinema para ver o epi, toda trabalhada no trauma que foi assistir ao de 50 anos, mas acabou não dando =[ Deve ter sido muito incrível, como qualquer coisa de DW é <3

    Capaldão tinha meu apoio desde sempre. Caí no chão qdo ele foi revelado como Doctor, o acho sensacional. Na série The Musketeers ele samba mto, uma pena que teve que sair pra ser Doctor. Ganho nosso de qualquer forma. Eu gosto de tudo nele, especialmente por barrar o flerte. Não suporto isso, sério Hahahahaha

    As mensagens é tudo em DW <3 Não me atenho a outros tantos detalhes que a maioria do fandom bate na tecla e não consegue largar do osso. Eu queria ser boa com teorias, mas não sou Hahahahahh Eu sempre capto alguma coisa e choro litros. Sempre me sinto bem com alguma coisa dita na série. É mágico <3

    Eu gosto mto da River, mas não quero que ela seja a Missy Hahahahahahaahha Sei lá, o plot dela é dos Pond e não faria o menor sentido ela retornar. Acho que ela 'acabou' bem. Não precisa de um revival [e ela é do Matt, aquelas Hahahahahaha]

    Troll Moffat tá resgatando os jobs antigos dele. Estamos de olho nesse plot dos androides kkkkkkkkk

    Beijos sua linda <3

  • Stephane Lopes

    Assisti hoje no cinema e quando o Doctor falou da Amy eu automaticamente disse: Eu também sinto falto dela Doctor. <3

    Ah como sinto falta dessa ruiva maluca e do Matt… Mas sério, eu super aprovei o Capaldi como Doctor e simplesmente amei o episódio! Foi muito amor <3

    E preciso concordar com uma coisa no seu post… "A mensagem sempre será o ponto mais importante para minha pessoa quando o assunto é Doctor Who."
    Isso é um fato, as mensagens nos episódios de DW são a parte mais importante e é sempre uma mais linda que a outra. <3

    E essa Missy me fez pensar bastante também… Espero que ela não seja uma nova River porque eu não gostava muito dela (Nem me pergunte porque, ela só não é minha personagem favorita… Tá ali, okay, mas não ligo muito pra ser sincera.), mas acredito que tem bastante potencial na personagem. Vamos ver o que vai rolar nos próximos episódios… E eu também tive impressão de que já tinha visto aquela cena do restaurante antes, não foi só o Doctor.
    Talvez por causa de "The Girl in the Fireplace" já que lá os androides também estavam usando partes humanas para concertar a nave e a si mesmos. Acho que vai ter uma ligação ali com este episódio… Espero que sim porque esse é um dos meus episódios favoritos devo dizer. Super ansiosa para continuar seguindo os passos do novo Doctor! <3