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26/ago

Um casal, duas pessoas normais, como você e eu, resolve largar mão de tudo por um tempo e dar a volta ao mundo de carro. O meu primeiro contato com esse livro foi em uma prateleira em alguma livraria aqui de Curitiba. A capa e o assunto me atraíram bastante, mas eu apenas passei os olhos por cima da sinopse e fui gastar meu dinheiro com outra coisa, provavelmente Stephen King.

 

Há dois motivos pelos quais eu guardei o livro de volta no lugar. O primeiro é que, como regra geral, eu não me dou bem com narrações de histórias reais. O segundo foi ter achado que um casal que teve condições de largar tudo e fazer uma coisa dessas não pode ser considerado normal, como você e eu. Principalmente porque eu li a sinopse correndo e fiquei com a impressão de que eles eram de outro país, provavelmente dos Estados Unidos, onde tudo parece ser mais fácil.

 

Foi só quando me deparei com o mesmo título na estante do meu padrasto que fui ler com atenção e vi que o casal em questão é natural de Santa Catarina, onde a viagem deles começou.

 

 

Me apaixonei pela história do Roy e da Michelle logo nas primeiras páginas, quando concluí que eles são sim gente como a gente. Em uma narrativa bem gostosa de ler, o Roy conta todos os perrengues e as maravilhas da viagem deles. Uma viagem que durou 1.033 dias, passou por 5 continentes, encontrando uma variedade de culturas e de pessoas de todos os tipos pelo caminho. Eu, que amo viajar e tenho como um dos maiores sonhos conhecer o mundo, fiquei com os olhinhos brilhando a cada novo lugar visitado por eles, a cada nova moeda e novos costumes.

 

 

Como toda a história é contada pelo Roy, eu fiquei o tempo todo pensando como a Michelle se sentia naquelas situações que ele retratava. Há coisas que só as mulheres conseguem entender e desafios que para nós parecem de fato ser mais complicados. Então, foi com muita surpresa e satisfação que eu li o relato dela – Uma Mulher No Mundo, capítulo que conta a passagem deles pelo Oriente Médio. Em uma parte desse texto, ela diz que andava desleixada até demais com a aparência e que isso pode ter afetado a relação dela com o Roy.

 

Imagino que esta seja uma preocupação normal dos casais que sonham em fazer uma viagem dessas. Por mais estável que o relacionamento seja, 24 horas diárias de convivência, por mais de dois anos, podem mudar tudo para melhor ou para pior. O Roy também comenta sobre isso no final do livro, e eu fiquei feliz por eles terem passado por esse teste e por estarem juntos até hoje.

 

Para quem se interessa por fotografia, essa foi outra coisa muito legal que eles fizeram durante a viagem. Nos meses antes da partida, os dois investiram em aprender a fotografar e aprimoraram suas técnicas no decorrer da aventura. Isso resultou em uma exposição de cair o queixo, sendo que algumas dessas fotos estão espalhadas pelo livro. Fico imaginando quanto tempo eles levaram para escolher quais fotos entrariam onde. Eu demoraria meses!

 

 

Assim como a dona do Random Girl, sou muito fã de pessoas que correm atrás dos seus sonhos. Elas são uma fonte inesgotável de inspiração e de motivação para mim, e foi por isso que eu gostei tanto de Mundo por Terra. Terminei o livro me sentindo amiga desses dois catarinenses, além de renovada; dei cinco estrelinhas sem pensar duas vezes! Parabenizo e agradeço muito ao casal por terem compartilhado essa aventura.

 

 

Na Prateleira 
Título: Mundo por Terra –
Uma Fascinante Volta ao Mundo de Carro
Autores: Roy Rudnick & Michelle F. Weiss
Acessem: Mundo por Terra

Mônica
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  • Mônica Oliveira

    Super recomendo!