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09/ago

Este episódio teve um ritmo muito parecido com o anterior, mas com menos taxa de irritação. Acho que foi o poder da Spencer que quebrou um pouco o clima gerado pelos mesmos plots que já não aguentava mais. Finalmente, a trama deu espaço para Emily fazer algo de diferente, pois estava muito difícil vê-la empacada no discurso ridículo em proteger Ali. Não houve tanto drama como na semana passada, nem tanto suspense e nada que tenha me feito ficar chocada. Mais uma vez, o pouco de informação até que ajudou a melhorar este episódio que também passa facilmente batido. O retorno de Jenna e de Noel foi o big thing da semana e gostaria que ambos permanecessem por mais tempo. Infelizmente, isso não é uma realidade.

 

O episódio deu continuidade ao cliffhanger da semana passada e o elenco garantiu atuações barulhentas. A trama já abriu com um forte atrito que ressaltou o quanto Ali brinca com as meninas na maior cara de pau. Eu ainda fico meio bege como nenhuma das Liars solta logo os cachorros (todas elas empacam magicamente na hora do desabafo) e se deixam levar como nos velhos tempos. Confesso que o começo dessa cena me deixou furiosa. Emily e Spencer de braços cruzados engolindo o discurso ensaiado de Ali foi para perder a amizade, sério. Ainda bem que não durou muito. Fiquei para morrer quando ela reverteu o “tal uso do Noel” como um objetivo genial para tirar as atenções de cima dela (e das Liars, o que é pura mentira, claro). Pior foi vê-la – de novo – relembrar da picuinha sobre o sequestro, como se o problema fosse mútuo. Bem, não é, e Ali não gostou de ter a verdade jogada na cara.

 

Ali tem um sério problema em acreditar nas próprias abobrinhas, tudo para manter a atuação, e já começo a achar que isso é patológico. A personagem está convencida de que é a boa samaritana da história, a única sensata com ideias brilhantes e o gênio ao tirar o papo do sequestro do radar. É uma jogada individual, pois, assim que tiver chance, fugir se tornará o melhor negócio. Só sei que ainda não me conformo como ainda engolem esse papo e a expressão falsa de pesar da Ali. Eu já teria arrancado os olhos dessa menina.

 

Digo que o vício de Ali em mentir é patológico por causa do comportamento dela neste episódio. Ela age como se parou no tempo. Sei que a personagem é famosa em atuar dentro da própria mentira por acreditar nela, mas começo a crer que o problema está na cabecinha oca dela. Isso porque nem houve sequestro para garantir algum tipo de trauma. A prova disso foi quando a personagem indaga sobre o que acontece com o grupo, o fato dele cair aos pedaços. Ali não percebeu – ou finge não perceber – que a panelinha de dois anos atrás não é a mesma de agora. Pode ser ou não parte do fingimento, mas está óbvio que a Rainha da Maldade não vê (ou não quer) que o quarteto aprendeu a viver sem sua presença. O problema é que Ali não aceita essa desunião por precisar de trouxas para manipular, do mesmo jeito que não engole ser consternada por ainda achar que é detentora da palavra final.

 

De novo, a adolescente culpou as Liars, do mesmo jeito quanto ao possível “descaso” sobre a mentira. Ali cobra as coisas como se nunca tivesse sumido. Como se não soubesse que é a real responsável por tudo. Por isso, dou uma salva de palmas para a Jenna que lacrou a vida ao dizer que Shana virou a casaca por causa dela, e isso acontecerá com as Liars mais cedo ou mais tarde. Pelo menos, é o que espero. Não dá para ser tapada pela 2ª vez por causa da mesma pessoa que está bem óbvio que não mudou porcaria nenhuma.

 

Ali também honrou o posto de urubu e selecionou Spencer para infernizar. Ela está apavorada com a presença de Tanner, a Wilden 2.0 que não perdeu tempo dentro da própria tramoia em pressionar as meninas. Seja lá o que a Rainha da Maldade tem medo, a nova versão de A está mesmo empenhado/a em torturá-la aos poucos. Sinto que a detetive recebe informações exclusivas sobre o caso Shana, pois ela está muito intrusiva pro meu gosto. Mesmo mexida, Ali tentou manter a compostura por meio de leves chantagens para cima das Liars. O pior momento foi o uso do clichê para atormentá-las (se uma cai, todas caem, please!). Foi meio sem noção Ali se sentir confortável em jogar altos verdes para cima de Spencer, sendo que as duas se detestam. Cadê a atuação de frenemies? Está na hora da Rainha da Maldade temer a Liar, não? Eu não entendo essa “nova” dinâmica das personagens. Eu estava ansiosa para vê-las se odiando como no começo da temporada e esse clima de “está tudo bem” não desce.

 

Por mais que Spencer tenha poupado o verbo para cima de Ali, tenho que dizer que ela foi a melhor pessoa deste episódio. Até mesmo Emily me fez feliz, totalmente destruidora. Spencer garantiu o lado engraçado da história com as cenas na sala de espera do oftalmologista e a súbita loucura de ter visto 2 Jennas. Não tem como negar que é essa Liar que impulsiona as outras a terem uma performance melhor e fico contente que essa vibe tenha rebatido na Emily. Afinal, a personagem teve seu melhor momento depois de 8 episódios. Ela precisava sair da bolha da Ali, fato. A iniciativa solitária contra Noel rendeu bons frutos e mais indagações. Tudo bem que a motivação foi o crush, mas o que foi descoberto meio que compensou. Emily continua a se mover por Ali. Ela só pensa na Ali. Respira Ali… Chega, né?

 

Emily estava sagaz e obstinada. Foi ótimo ela ter aceitado a vaga de treinadora assistente. Nada como o senso de normalidade. O ponto alto da personagem foi o confronto contra Sydney. A doppelganger da Jenna mostrou que é facilmente controlada, faz a muda quando é interrogada, mas, no fundo, até que acreditei nela. A justificativa foi boa: não saber que Emily é uma pessoa decente. De fato, o que move as tramoias de Rosewood são as mentiras e os boatos, e ninguém se conhece tão bem. Nem mesmo as próprias Liars. Ninguém sabe o que Jenna, Ali ou Mona falam para as pessoas que recrutam. Sydney me convenceu um pouquinho porque ela me lembrou do Lucas e do receio dele em ser cruel com Ali por cogitar que, de fato, ela teria mudado. Então, presume-se que quem está no comando dessas equipes honra o código da mentira e da omissão.

 

Agora, o que Jenna quer com Sydney ao ponto de não deixá-la falar é outra história, especialmente quando as duas vestem a mesma roupa. Que doença é essa?

 

Momento desabafo

 

Dos últimos episódios para cá, Pretty Little Liars tem me deixado com uma grande insatisfação no quesito storyline e caracterização. Pequenos exemplos de mudanças bruscas sem motivos palpáveis:

 

– Hanna mudou por Ali, se afundou na bebida e foi assediada por Zack por causa de um bilhetinho infantil de A;

 

– Zack foi apresentado como um cara bacana. Do nada, ele ressurge como um babaca sem limites;

 

– Spencer se comportou muito aquém do esperado quando os pais dela anunciaram o divórcio. Considerando essa personagem, foi meio impossível aceitar o abalo dela ao ponto de tentar salvar o casamento de Veronica e Peter. Parece até que Spencer deixaria passar de boa a storyline dos Hastings. Não, né?;

 

– Caleb e os dramas de Ravenswood poderiam ser deixados para trás. Afinal, a série foi cancelada. A cidade pode até retornar para PLL, mas não a mesma storyline. O comportamento dele no último episódio foi inaceitável e, se não fosse Spencer, é bem provável que ele continuaria na poker face quanto ao comportamento de Hanna. Como já disse por aqui, eu não assisti ao spin-off dele para saber o que aconteceu, mas, já que Hanna é a pessoa vivendo o drama da bebida, não tinha porque incluir o namorado. Spencer me representou ao sacudir Caleb, pois não engoli o que rolou na semana passada. Eu não aceitei essa mudança radical que nem durou o bastante para atingir um propósito condizente. Rebeldes sem causa, eu disse;

 

– Ella foi destroçada por algo não cultivado na série. Simplesmente aconteceu, como um tapa na cara. Detestei o fim do noivado por causa do gatilho digno de ensino fundamental. Um bilhetinho… Really? Foi infantil demais, até para os moldes de PLL. Para “compensar”, me inventam que Zack já tinha dado um deslize. Não, né? Achei o fim da picada Ella se desmanchar aos prantos nos braços de Byron, o homem que a traiu repetidas vezes e que ainda tem pendências com Ali. Muito bacana esse empenho de mostrar uma mulher aceitando o cara que a apunhalou de braços abertos – sqn! E o que foi aquele discurso nostálgico do Byron? Depois dessa, não duvido que Veronica aceite o Peter de volta.

 

Está bem difícil engolir essas mudanças que não se sustentam e que não surgiram por ótimas razões. Não é à toa que esses conflitos nem duraram. Hanna terminou o episódio jogando os bons drinques no ralo, vejam bem… Tanta pilha para criar plots mal conduzidos.

 

A refletir

 

Então que Ali viu a mentira dela ser cutucada com extrema classe. O cara que assumiu a mando de A estava por dentro da tramoia e repetiu praticamente o mesmo discurso da Rainha da Maldade para Tanner. Com qual objetivo, fica nas reticências, especialmente se Ali morderá a isca ao confirmar que o cidadão é o tão temido sequestrador. Só sei que a personagem sentirá o agridoce do próprio vício em mentir.

 

Tanner sabe das coisas. Ela está cheia da malícia, cutucando assuntos que nem fazem parte da investigação sobre Shana. Só eu que acho estranho o fato da Mrs. D ter sido esquecida? Shana está em todos os lugares e Aria me é questionada sobre as relações íntimas do/com Ezra? Essa detetive está brincando com fogo. Só espero que Ali termine queimada.

 

Jenna deveria comparecer em todos os episódios. O confronto com Emily e Spencer foi de tirar o chapéu, especialmente quando ela afirma que é Ali a pessoa que deveria deixá-las nervosas.

 

Ainda quero entender qual é a da Sydney.

 

Noel tinha o queijo e a faca na mão e, nas entrelinhas, conquistou Spencer como aliada. Se isso funcionará, ficam outras reticências. Só sei que até engoli a desculpa dele em ter todo aquele material, pois a Rainha da Maldade realmente trata todo mundo como algo descartável. Fez sentido. O problema é que Spencer também jogou que precisa de garantias, mas não boto fé que algum dia ela usaria essas provas contra sua frenemie. Porém, é Rosewood e A tem olhos em todos os lugares. Claro que as evidências de Noel não ficarão seguras para sempre.

Stefs
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