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29/ago

Hoje quebro a promessa sobre aquele papo de que não escreveria mais as resenhas de The Originals. Minha desistência não foi influenciada pela saída da Claire, mas pela quantidade de séries que me responsabilizei na época, achando que daria conta. Com a retirada de Supernatural, Klaus e Cia. serão figuras recorrentes aqui no Random Girl.

 

Assim, este post é meramente opinativo, feito só para concluir o arco da 1ª temporada.

 

Eu nunca duvidei do potencial de The Originals. Desde o piloto backdoor que rolou em The Vampire Diaries, senti que a ideia funcionaria. Afinal, Klaus, Elijah e Rebekah são personagens adultos. O que isso quer dizer? Eles não precisam do drama adolescente, nem muito menos de um triângulo amoroso. Sem contar que os 3 atores mandam bem demais! A presença de Joseph, de Daniel e de Claire é impactante, não tem como negar. Quando encarnam os respectivos personagens, faíscas implodem para todos os lados. O que me deu ainda mais fé de que a série vingaria foi o foco familiar. O problema dos Mikaelson é a lealdade em meio às intempéries, uma questão que passou por incontáveis testes que sacudiram o lema Always and Forever. Com essa proposta que abriu um leque de storylines, TO se tornou uma série independente, cujo vínculo com TVD é fatalmente esquecido.

 

Isso quer dizer que um novato pode encarar a saga dos Mikaelson tranquilamente, bastando apenas dar uma acompanhada no que aconteceu no meio da 2ª para a 3ª temporada de TVD para entender como ela funciona. Não há nenhum tipo de semelhança entre as duas séries e digo que a qualidade de TO é superior. Mesmo com pequenos crossovers, a jornada de Klaus na companhia dos irmãos fomentou o próprio caminho em 22 episódios de altos e baixos, pancadaria, mortes, sustos e reviravoltas.

 

Por que The Originals é awesome?

 

Ao acompanhar a 1ª temporada, parecia que os irmãos Mikaelson nem foram transferidos de Mystic Falls para New Orleans. Pareciam personagens novos dentro de um contexto inédito (o que é verdade). Sem contar que eles mostram logo no piloto como estão confortáveis no novo cenário. Plec foi audaciosa em retirá-los de TVD, pois o trio tornava a série de Elena e Cia. extremamente envolvente e tenebrosa. A princípio, não achei um risco dar a eles um spin-off porque os fãs já os amavam. O sucesso foi imediato ao ponto da CW anunciar a renovação antes de divulgar a lista oficial dos sobreviventes da fall season. É só pra quem pode, gente.

 

Uma das coisas que achei fascinante em The Originals foi a ambientação em New Orleans. A cidade é famosa pelo apelo sobrenatural e isso trouxe o clima perfeito para a nova vivência de Klaus e seus irmãos. Os ares de vampirismo é muito diferente do que é visto em TVD, a atmosfera é mais pesada, daquelas que você se sente em perigo o tempo todo, e os efeitos visuais são incríveis. Sem contar o elenco que apresentou uma ótima dinâmica. O contexto foi muito bem arquitetado.

 

Eu diria que TO é um conto de terror. A escolha de New Orleans, um lugar que também abriga lendas urbanas escabrosas, combinou com a jornada aterrorizante de Klaus. Há um requinte de classicismo que casa perfeitamente com o estilo de vida dos irmãos. A arquitetura da cidade é bem antiga, com casas de madeira, a maioria com tetos côncavos. Um cenário que contribui para dar elegância aos seus protagonistas em um lugar que raramente o sol aparece. O lado dark da série se inspira no estilo gótico, causando arrepios em confrontos noturnos, ainda mais quando acontecem no cemitério. A maioria das cenas parece que foi gravada apenas sob o bruxulear de velas. Vale um adendo sobre as festas que quebram um pouco dessa pegada sombria e garantem empatia por meio de cores vivas e de uma trilha sonora de primeira. Acho que nem preciso dizer também que os flashbacks são de matar.

 

A série é muita rica visualmente. Há uma preocupação em mostrar a cultura de New Orleans, especialmente os estilos artísticos que fincaram raízes por lá. O jazz marca presença em muitos episódios, bem como as lojinhas de antiguidades e os locais sacramentados, pontos que ajudam a reforçar também o papel do turista interessado em saber dos mistérios da cidade.

 

A ausência de triângulo amoroso é uma das melhores coisas de The Originals, pois os personagens estão imersos em um universo adulto. Houve a tentativa dessa calamidade acontecer entre Cami, Klaus e Marcel, e dou amém por não ter engatado. Outro ponto que TO se deu bem (mesmo com alguns escorregões) foi no desenvolvimento de trama. Ninguém fica a ver navios, cada personagem, além de Klaus, Elijah e Rebekah, ganha importância, nem que seja para morrer. Sendo honesta, não captei tantas falhas de continuidade, daquelas que detonam toda a série.

 

Vamos falar sobre Klaus

 

Acredito que o maior impasse da temporada foi encontrar um meio termo para Klaus, pois, em The Originals, ele não é um vilão aos moldes de TVD. Ele é o cara que quer ser rei de New Orleans. Fim! É assim que a nova jornada do personagem se inicia e, conforme os obstáculos surgem no caminho dele, a trama se altera, conquistando novos vieses que funcionam como teias para atrair os outros personagens. Ao longo de cada episódio, me preocupei bastante com o temperamento de Klaus. No começo, é divertido assisti-lo todo cruel e mala. Depois, você se pergunta se esse cidadão não amadurecerá. O híbrido mantém o estilinho que o consagrou em TVD, fator que o tornou meio irritante. Vê-lo infeliz uma vez ou outra, beleza, mas 10 episódio seguidos foi demais. Lembro-me que resmunguei nas resenhas sobre esse comportamento bipolar, pois ficava repetitivo e cansativo. Nada mais chato que escutar uma pessoa reclamar das mesmas coisas e agir da mesma maneira para ter o que quer.

 

Admito que prefiro o  personagem cheio de ódio no coração, mas esse perfil combinava mais com TVD. Lá, Klaus era o vilão que não se preocupava com mais nada a não ser o umbigo. Em TO, ele quer um trono e tem a responsabilidade de ser pai. A parte boa é que Klaus enfrentou muitas reviravoltas que o fez agir de maneiras diferentes. Ele é herói com pose de anti-herói, o cara que mais precisa aprender sobre a vida. Ao longo da temporada, Klaus se manteve dual – cruel e impiedoso, carismático e apaixonado, especialmente para defender a família (como também para tirá-la de cena). Aprendemos que todas as transformações de uma pessoa tem um motivo. No caso dele foi o pai. No fim, os escritores encontraram um meio termo. Klaus termina a temporada com uma bagagem que só cabe a ele escolher o que quer agregar para o futuro.

 

Elijah, Rebekah, etc. e tal

 

O amor e ódio entre os Mikaelson ganham força lá no meio da temporada com a chegada de Celeste. É nesse momento que o trio revê muitos conceitos, especialmente sobre lealdade. Quem surpreende quando essa personagem entra em cena é Elijah. O sempre educado e condizente vampiro perde as estribeiras. Por detrás da nobreza, há um Original tão frio e extremista quanto Klaus. Vale mencionar o amor por Hayley que quebra muitos paradigmas. Elijah chegou em New Orleans com 2 pretextos: ajudar Klaus a assumir o trono, na tentativa de reconstruir o legado da família, e fazê-lo aceitar o bebê como um sinal de redenção. O personagem até se manteve focado nessas metas, mas, conforme assume outros perrengues, sabotar o irmão se torna um dos pontos importantes da sua storyline.

 

Por mais que Rebekah seja uma vampira linda e forte quando quer, ela retrocedeu. Definitivamente, a personagem parou no tempo. O único ponto positivo foi vê-la desafiar Klaus para conquistar a própria felicidade. Coisas de Rebekah. A Original continuou dependente e ingênua, caindo nas mesmas emboscadas que a condenaram no passado por motivos de carência. Rebekah estagnou por querer uma vida normal e feliz. É bonito, claro, torci horrores, mas esse desejo a deixou sem graça. Salvo os momentos com Hayley que lhe renderam um pouco de ação, a personagem continuou vulnerável. Sua saída pode ter sido algo ruim, pois a série dependia do equilíbrio entre os irmãos. Porém, há males que vão para o bem, e Klaus não teria terminado de um jeito aceitável se não fosse pela conversa esclarecedora com a irmã, um amor sem precedentes que emocionou.

 

Com a ausência de Rebekah, quem ganhou os holofotes foi Hayley e admito que não dava nada para ela. Phoebe não é minha referência quando o assunto é atuar, a acho péssima desde The Secret Circle, mas não é que ela evoluiu? Em séries como TO, preciso ser representada por mulheres de atitude, algo que Rebekah tinha aos montes quando não estava parada reclamando da vida. Não esperava que Hayley assumiria esse posto. Tá de parabéns! O mesmo digo para a Danielle Campbell que só sabia fazer a mesma expressão, o que me impedia de saber quando a Davina estava realmente chateada ou raivosa. No fim, ela se tornou uma das personagens mais fortes. É sempre bom assistir essas mudanças no cast.

 

Conclusões sobre a 1ª temporada

 

Por mais que Plec me tire do sério (descobri o motivo: ela é geminiana), não há como negar que ela fez um ótimo trabalho em The Originals. A série é envolvente do começo ao fim, fortalece o suspense e a tensão a cada episódio, e todas as storylines se fundem perfeitamente, o que culminou em um finale sensacional. Chorei horrores!

 

Lealdade foi a palavra de ordem da 1ª temporada. Ao longo dela, conhecemos a hierarquia de New Orleans e suas diferentes facções. Inimizades que prometem mais caos. O Quarter começou no auge, apenas como objeto de cobiça de Marcel e de Klaus, pupilo e mentor que dançaram ao som das mesmas músicas, mergulharam nas mesmas tramoias e provaram altas doses de caos. Literalmente, houve uma queda do império e, no final do dia, o que importou foram as pessoas que permaneceram, aquelas dispostas a tudo para protegerem suas famílias.

 

Foi uma ótima temporada e dá medo de imaginar o que virá a seguir. Especialmente porque a série foi transferida para as segundas-feiras por causa da pancada de pilotos (péssimos, diga-se de passagem) encomendada pela CW. Fiquei satisfeita com as storylines e o desenvolvimento de cada uma delas, bem como as mudanças radicais que surpreendem. É uma série que aquece aos poucos. Depois disso, cada cliffhanger é de matar do coração. Acredito que The Originals ainda tem gás e potencial para garantir uma 2ª temporada de qualidade.

 

Vamos pensar positivo para a Plec não estragar essa série porque já me basta o que ela deixou acontecer com TVD. Oremos!

Stefs
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Escreva seu comentário antes de ir <3
  • heyrandomgirl

    Simmm, mal posso esperar <3

    Ai não, não shippo Klaus com ngm depois daquele fiasco que foi Klaroline. Cami merece coisa melhor, no máximo o Marcel que nunca a tratou mal e que a ajudou apesar dos pesares. Uma noite quem sabe pq a carne é fraca, mas OTP no way hahahahahaha

    Hayley e Elijah é fofo, que continue no platônico pq se virar real acho que estraga. [se a Plec não estragar antes, claro]

    Eu espero que a 2ª seja boa. Tenho minhas desconfianças por causa das pessoas envolvidas. TVD maior exemplo Hahahahah

  • Isis Renata

    saudadesssss desses vamps e logo eles estarão de volta
    gent! quero meu shipper acontecendo nesta temporada! quero sinhê. Nem que seja por uma semana ou uma noite de amor mas Klami tem que rolar gent. Sei que Klaus é um lonely boy e acredito na teoria que ele deve reinar solo, sem queen. Mas prfvr uma noite vai 😛 hahaha

    olha. tenho karma com a hayley por razão de Elijah e não acho que ela segura o rojão não hahahaha 😛 mas tá, ela deu uma melhorada
    Cami tem muito mais intensidade que ela em cena, hehe

    mas eu gostei bastante da temporada. sim, teve seus plots repetitivo as vezes mas gostei muito!
    aguardando a próxima ansiosamente 😀