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26/ago

E tudo começou com um grito que berrara o nome da Allison. Só de escrever esse nome sinto calafrios. Estou de queixo caído com este episódio. Os plots se amarraram de um jeito impactante e os mínimos detalhes vieram à tona para trazer uma conclusão ao enredo do Benefactor. Jeff Davis sambou na cara de todo mundo com muita dignidade. Estou estarrecida, com o coração a mil. Os escritores se empenharam em causar um revés desconcertante, especialmente ao cutucar a 1ª temporada. Gosto muito quando as respostas são trazidas com base no que aconteceu, ainda mais em Teen Wolf. Comentei isso na semana passada por não ter engolido muito bem o papo da Meredith ser a vilã da vez. Jeff tinha como objetivo trazer os moldes antigos da série e não me espantei quando a busca para isso aconteceu na storyline de Peter que explicou o inferno em Beacon Hills. O recontar foi surpreendente. Mal consigo raciocinar por causa do chocante resultado.

 

A trama foi direto ao ponto. Afinal, estamos perto de mais um fim de temporada e, depois da revelação de Meredith, o que precisava era de uma confirmação e de uma conclusão. Tudo começou com aquele gostinho de dúvida e de insegurança porque os assassinos atingiram um alto padrão, praticamente caçadores bem treinados que fariam os Calaveras orgulhosos. A correria da cena de abertura foi o suficiente para aquecer as turbinas do que viria depois e tenho que dizer que a edição dela foi de arrepiar. O clima tempestuoso, os cortes rápidos e a brincadeira em slow motion aumentaram a tensão. O conjunto da obra trouxe o desespero, o medo e a agonia de não saber se a dupla sairia do campo de lacrosse com vida. Para aumentar a inquietação, Kira surgiu sem fazer a dança da katana e fico aliviada por ela não ter recebido uma porrada. Surtei quando a personagem apareceu no meio da chuva e da neblina, toda decidida em combater os inimigos. A raposa não pode mais ficar de fora, é.

 

O tema deste episódio foi “salve-se quem puder”. O corre-corre permaneceu até os últimos minutos da trama e trouxe Scott para o centro de tudo, não só como o amigo que protege, mas como o líder que norteia. A cena na Clínica Veterinária encheu meus olhos de lágrimas. A maneira como os seres sobrenaturais olharam para o Lobito, cheios de confiança, ainda mais se tratando de um adolescente-Alfa, derreteu meu coração. Em horas como essa que vejo como o personagem amadureceu ao seu tempo, sem tanta presa ou desespero de bater no peito para assumir um impasse. Eu tenho muito orgulho de onde ele chegou, sendo respeitado, até mesmo pelo Argent e pela Satomi. Só acho que Scott precisa ser mais Alfa.

 

Não me contive de emoção quando o Lobito aparece com os temporários agregados do seu bando, protegendo todo mundo ao lado de Kira. Em meio à fuga desesperada, os assassinos saíram da penumbra e se mostraram nem um pouco semelhantes ao mudo, aos órfãos, ao químico e nem aos policiais que entraram na brincadeira na semana passada. Dessa vez, parecia o FBI totalmente por dentro de como o bando de Scott funciona, ao ponto de usar flechas. O mais genial do plot dos assassinos foi a hierarquia que acarretou diferentes modos de operação ao longo dos episódios. O que era para ser um trabalho solitário, feito na penumbra, sem deixar nenhum rastro como aconteceu no 1º episódio, atingiu o alto escalão. As figuras da vez estavam bem equipadas e bem preparadas. Os planos do Benefactor atingiram um plano profissionalizado e foi desesperador acompanhar a cena da treta entre as duas partes. Fiquei sem fôlego!

 

Teen Wolf me traumatizou tanto que esperei uma morte cair no colo do Scott. Cheguei até a temer pelo Argent que estava no auge da raiva, querendo meter bala em todo mundo. O duelo valorizou ao máximo os personagens envolvidos e acarretou aquela cosquinha boa de orgulho. Ainda bem que Liam foi poupado, pois tenho certeza que esse menino teria se dado mal.

 

Para causar ainda mais aflição, voltamos à realidade de Scott, personagem que passou a temporada inteira lutando contra todas as possibilidades de se tornar um assassino. Era de se esperar que esse instinto aflorasse em meio à luta e foi assustador como o rosto dele mudou durante seu ápice de ódio (e ficou horrível, diga-se de passagem). Claro que o Lobito não mudaria da água para o vinho tão rápido, pois o que ele fez contra o assassino que abordou foi meramente motivado para proteger sua família sobrenatural. Seria muita mancada mudá-lo pelos instintos errados, pois Scott é uma boa pessoa. Se um dia ele chegar a matar, será basicamente pelo mesmo motivo que o fez transformar Liam: para salvar uma vida. Ele não é cruel como Peter, nem pretensioso como o Deucalion.

 

Porém, foi muito fácil perceber que, independente de ser bom ou mau, e do motivo ser válido ou não, matar muda qualquer pessoa. Esse ato faz parte da natureza de um lobisomem, um eterno predador. Mais cedo ou mais tarde, isso pode acontecer, pois, da mesma forma que Scott mordeu alguém sem nenhum planejamento, é bem capaz que aniquile um cidadão por acidente.

 

O embate oportunizou muitas coisas boas, como a inclusão de Braeden e de Derek, dois cidadãos que não fizeram absolutamente nada no transcorrer da temporada. Fiquei contente de vê-los ali, empenhados em proteger todo mundo. Derek foi rei na ideia de criar uma lista de morte que incluiria quem os ameaçasse, um discurso muito poderoso. Acho que nunca captei o poder do Derek até agora e acredito que seja influência do lado humano. O personagem está nadando em sentimentos mundanos, detalhes que deveriam ser bloqueados graças aos benefícios da licantropia. Para não sentir nada, ele focava na raiva e, ultimamente, o tenho achado muito sensível. Talvez, ser humano o mudou, especialmente por ter que aprender a se virar. Sinceramente, acho que nem quero vê-lo como antes.

 

O plot twist

 

Fiquei besta como as peças se encaixaram, dando um final plausível para a storyline do Benefactor. Agora sim me sinto impactada graças ao jogo previsível/imprevisível de optarem por Peter como mentor da lista de morte. Literalmente, ele ensinou que o que desejamos com tanto afinco pode se tornar realidade. Posso como uma coisa dessas? Está certo que a maioria dos indicativos o apontava como o causador dessa bagunça, especialmente por não ter o nome na lista. Porém, você não quer acreditar que alguém do bando vire a casaca, até mesmo o tio Hale que só ficou na penumbra durante a temporada, plotando na companhia de Kate. Estou bem satisfeita com o resultado, pois não tinha lógica Meredith assumir essa responsabilidade assim do nada, sendo que nunca tivera vivência direta com Scott e Cia.

 

Assim, não estava tão errada quando comentei na resenha passada que ainda faltava alguma coisa com relação ao papo de Meredith ser o Benefactor. Somando todas as participações dela na série, não havia motivos que justificassem a culpa dela no cartório. Não quando se tem de exemplo Gerard Argent, a pessoa que deveria ter assumido esse papel. Xerife e Lydia bateram na minha tecla de interesse: por que diabos a Banshee teria feito isso? Quando Meredith chama por Peter, e rola aquela tensão na sala de interrogatório, meu coração parou na garganta. Imaginei dezenas de reviravoltas ao longo do episódio, mas não isso. Não tenho palavras. Só sei sentir sobre o tio Hale ter provocado isso sem saber.

 

Era fato que o vilão da temporada seria alguém que tivesse convivido com o bando de Scott. Meredith nunca tivera essa experiência. Por isso, não a aceitei muito bem como “vilã”. Eis que a resposta estava embaixo dos nossos narizes o tempo todo: Peter Hale. Querendo ou não, ele é meio Benefactor. O retrocesso para a 1ª temporada foi inesperado e perfeito. A atuação do Ian, todo lunático e sedento por vingança, foi de tirar o chapéu. O poder do personagem está na malícia que fica expressa não só no falar, mas nos olhos, no sorriso. Meredith teve toda a razão em temê-lo, mas ela se tornou tão doida quanto ele por arquitetar uma vingança contra aquilo que se é. As palavras frias e cortantes de Peter, anunciando o desejo de eliminar todos os seres sobrenaturais de Beacon Hills, trouxeram o encaixe que faltava para concluir o papel do Benefactor na trama.

 

Fiquei passada com a conexão entre Meredith e Peter. Foi praticamente um Messenger sobrenatural. A revolta dele sobre a Talia foi devastadora. Mais devastador ainda foi ele relembrar o que bolou enquanto estava em coma. Agora, idealizem se todas as figuras sobrenaturais fossem recriadas tendo o Tio Hale como inspiração? Socorro!

 

Eu me sinto ainda mais extasiada por ter desejado o certo: a resposta dessa storyline tinha que vir das temporadas anteriores. Os escritores surpreenderam, não há como negar. A sagacidade disso não vem só do salto que o background de Peter recebeu, mas pela preocupação nos detalhes que facilmente foram ignorados, como o vinho no tapete e a parede que Lydia viu as mãos. Estou muito, mas muito satisfeita de ver como as peças do quebra-cabeça finalmente se encaixaram. Peter sempre foi daqueles que nunca perde uma chance de se vingar. De novo, o tio provou ser uma caixinha de surpresas, pois não imaginaria que ele teria essa vontade de dar um reboot em Beacon Hills. Para chegar a esse ponto, só mesmo pelo desejo de poder. Foi uma sacada imprevisível e que, de certa forma, fez sentido. O sonho de Peter é dominar e a ideia de criar uma nova ordem sobrenatural tem tudo a ver com o objetivo de ser o Alfa.

 

Já que um plano falhou, o outro ainda está de pé. Ser o Alfa já é uma ideia muito intrínseca do Tio Hale, até Meredith concordou nesse ponto. O personagem é totalmente megalomaníaco e nunca conseguirá aceitar que está na pior. Pode fugir para as colinas, Scott!

 

Para concluir essa parte, Meredith fez jus ao título do episódio e entendeu que nem todos os seres sobrenaturais fazem monstruosidades. Ela queria reiniciar tudo por ter uma ideia errada. Foi tocante como ela se explicou para Lydia, dizendo que entendeu o grito dela por Allison como um chamado, uma razão para dar aval à lista de morte. Ela não estava tão errada em considerar esse ponto de vista, especialmente ao dizer que eles são os responsáveis pelas mortes de outras pessoas. A personagem só se esqueceu de que nem todos são assim. Meredith não tivera essa chance, pois fora condenada à Casa dos Ecos. Scott sempre será nosso Lobito do mês, da semana e do ano pelo bom comportamento e pelo formidável altruísmo. Claro que a turma seguiria ao máximo os passos do seu Alfa.

 

Os outros plots

 

Todo mundo pode ser corrompido por dinheiro. Essa ideia justificou a criação do nada querido Benefactor. Peter não estava errado em criar mentalmente uma chacina porque há pessoas que fazem tudo por grana. Os acontecimentos desta temporada giraram em torno desse ponto e mostrou que ninguém em contato com a lista pensou duas vezes sobre o que caçariam. Simplesmente calibraram as armas e rastrearam os azarados. Em nenhum momento houve interesse por parte dos assassinos de saber se de fato o que o Benefactor propusera era real. O único que mostrou que sabia de algo foi o Químico, não é à toa que ele infectou geral em curto espaço de tempo – o mais inteligente de todos. Ninguém se preocupou em saber se todos aqueles nomes realmente sinalizavam um perigo. Duvido muito que metade dessa turma sabia diferenciar um lobisomem de um Banshee. Simplesmente, todos se envolveram por dinheiro. Não estamos longe dessa realidade, não é? Peter sabe das coisas…

 

Stiles e Malia fizeram as pazes, mas não curtiram o momento por causa da fita assinada com o nome de Lorraine. Um quarto não era um quarto. Um vinho não era um vinho… Da mesma forma que a lista de morte começou com uma chave, ela terminou desse mesmo jeito. De fato, a avó de Lydia tinha culpa no cartório, mas queria impedir de certa forma. Foi nesse plot que os pequenos detalhes concluíram o plot do Benefactor e eu me joguei para trás por não acreditar no que via. Achei formidável como conseguiram casar as insinuações com os fatos.

 

O que também gostei neste episódio foi a inclusão de outros rostos: é sempre bom ver Melissa, toda mãezona querendo proteger Stiles; foi ótimo ver o Xerife fora do hospital, bem como o Parrish que parecia bem recuperado depois do atentado contra sua vida; Chris me fez pirar com a aparição sempre muito marcante; Kate fez jus à megera que é, toda maravilhosa provocando Peter quanto à segunda parte do plano – que é matar Scott.

 

Lacunas em aberto: que flores amarelinhas eram aquelas Sr. Argent? Prefiro não chutar para não errar. E o que Meredith quis dizer que o Peter “não acabou”? Scott?

 

Agora é hora de resolver as pendências com Kate Argent. Será que Chris a liquidará?

Stefs
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