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13/ago

Eu esperava muito mais deste episódio, sabem? Considerando que a temporada passou da metade, no mínimo, a pancadaria tinha que ficar mais intensa. A trama possuía um ótimo propósito e não engatou, sendo que está na hora de revelar a identidade do Benefactor. Os personagens não chegaram a canto algum, o que acarretou um plot sem fundamento. Foi meio decepcionante. Havia potencial no plano do bando do Scott, especialmente por ter oportunizado depois de muito tempo a chance de Chris usar seus talentos de caçador no meio da ação. Mal acreditei no quanto as coisas foram mornas e tediosas. Os subplots serviram para tapar buraco. Precisava mesmo mostrar Derek investindo forte na Braeden? Nem eles tinham motivos de ter atenção, fato.

 

O começo do episódio foi engraçado por causa das cenas Stalia que simbolizaram a chateação de Malia e a preocupação de Stiles. Por um momento, achei que o menino Stilinski voltara a delirar como na temporada passada. Depois disso, pulamos para a delegacia onde encontramos papa McCall meio tenso após o ocorrido na escola. Essa foi uma das partes mais interessantes, pois trouxe o desejo dele em saber o que realmente acontece em Beacon Hills e um desabafo sobre como lidar consigo mesmo ao ser o responsável em tirar a vida de alguém. Esse último ponto coincidiu com o sonho de Scott na companhia de Liam, cujo objetivo era incitar seu lado assassino. O personagem tem batido de frente com as chances de matar alguém desde o incidente com os Órfãos e Deucalion afirmara o quanto esse ato muda um lobisomem. Acho que depois da conversa com o papa McCall, um momento de desabafo sobre o quanto é difícil tomar uma atitude dessas, como ele sempre precisa seguir pelo caminho lógico e não emocional, não há mais dúvidas de que esse será o desafio principal, e talvez final, do Lobito nesta temporada.

 

O interesse de Scott em saber como uma pessoa se sente depois que mata e como convive com isso foram amostras do que provavelmente enfrentará. Seria pedir muito para ele aniquilar o Peter? O personagem não está fazendo nada e estou cansada de ouvi-lo querer poder. Ultrapassado demais.

 

O cerne da trama girou em torno do objetivo de capturar o Benefactor. Para isso, Scott pagou de isca. Quase tive um surto quando Melissa deu aquele berro no hospital. Eu jurei que ela não sabia de nada e me joguei quando é revelado que a mama estava por dentro do babado. Mesmo com um plot que tinha a cara do sucesso, o bando não brilhou e perdeu a força devido à presença do elenco adulto, um detalhe que tem acontecido com muita frequência. Percebe-se uma tremenda dificuldade em manter a turma do Lobito no mesmo frame em cenas de ação. Tudo bem que na Era de Ouro de Teen Wolf havia personagens que trabalhavam separadamente, mas eu sentia mais tensão por eles em comparação ao que acontece agora. Os atuais companheiros de Scott só funcionam quando ficam presos no mesmo lugar, uma situação que se resume a conversas. Quando estão diante do perigo, as atitudes se resumem a fiasco. Liam (o que foi ele todo preocupado com Scott? Muita fofura!) se saiu melhor que a própria Kira que só sabe fazer a dança da katana. Gosto da personagem, mas não vejo mais beleza nos movimentos com a espada que dão a impressão de que ela é forte, sendo que ainda não é.

 

Para quem está acostumado com todo mundo junto fazendo o barraco, essa divisão compromete as interações que ficam muito a desejar. Assim, os adultos se sobressaem e ofuscam os adolescentes. Melissa e Cia. têm arrasado ultimamente.

 

Além do bando da Melissa, o ponto alto da semana foi o breve confronto entre Chris e Kate. Essa era uma das coisas – de muitas – que faltavam nesta temporada. Tudo bem que eles já brigaram a alguns episódios atrás, mas precisava de um mano a mano. Kate recuou quando teve a oportunidade de matar o irmão e ele retribuiu o gesto ao exigir que ela fosse embora. A aparição da werejaguar levantou muitas dúvidas, como o desejo de capturar o corpo de Scott. Esse detalhe está muito fácil de associar ao desejo de Peter por poder. Ele tem que matar o concorrente para obter o mojo Alfa. Nada como mandar a parceira assegurar que seu objeto de desejo está vivo. Tudo muito lindo, mas ainda estou com o pé atrás com a facilidade da Kate ter aceitado o acordo com um dos seus maiores inimigos. O que me tranquiliza um pouco é que, de certa forma, ela é fiel ao irmão. A personagem ainda deseja a ascensão da família Argent. Se Peter escorregar, lógico que haverá uma mudança de lado.

 

Emendando o pensamento em Peter, não curti tanto a interação dele com Malia. Imaginei que a descoberta geraria uma crise de identidade na personagem, mas o que me deixou com a pulga atrás da orelha foi a rápida aceitação dela achar que é como o papito. Sem contar a neutralidade ao estar diante dele. Malia tem o ego do tio Hale, isso ficou claro, e a acho não tão disposta a mudanças. Ela tenta, mas se não der, não há motivo para se esforçar. Desejar a morte dos pais adotivos pode ser o gatilho para torná-la o monstrinho do Peter, porém, a esperança para que isso não aconteça está no Stiles que segura a humanidade dela. Sinceramente, Malia já tem tudo para cair no meu conceito. Ok ela ter se tornado uma pessoa durona por causa da vida solitária como coiote, faz parte da entonação fria que a personagem possui. Porém, como já disse, as coisas estão muito aceleradas para ela. Capaz que o resultado seja uma droga, pois o descaso com essa storyline é tremenda. Foi simples demais Malia encontrar os papéis da adoção dentro do cofre dos Hale, como também foi muito de boa a conversa com Peter. Gente, ela o desafiou, de onde veio isso?

 

Em contrapartida, o tio Hale me convenceu ao dizer que quer recuperar a memória que Talia furtou (o que incube descobrir a identidade da mãe verdadeira). Estou curiosa, embora mil bobagens já atormentem minha mente.

 

O isolamento de Lydia começou a me incomodar. Já se passaram 8 episódios e nada de grandioso aconteceu com a personagem. Está certo que a proposta para esta temporada é explorar e entender como o lado Banshee funciona. Contudo, a garota representa a antiga formação do bando de Scott e deveria estar inserida entre os dois protagonistas. Honestamente, eu não sei como o papel da Lydia se tornará importante no futuro. Afinal, a função dela exige completa solidão. Devo dizer que tenho gostado da forma como Natalie tem se aproximado da trama, revelando sem ao menos saber que os Martin possuem uma timeline sobrenatural. O papel da mãe tem sido muito bacana, especialmente agora que a avó se tornou um possível viés para descobrir quem é o Benefactor. Se essa senhora está viva ou não, deu para sentir que o assassino da temporada faz parte da linhagem de Lydia.

 

O código, as últimas palavras da avó, reforça o modus operandi do Benefactor. O pensamento de Scott sobre o financiador ser Banshee casa perfeitamente com a storyline de Lydia. Além disso, há a realidade da casa do lago ter sido construída com Mountain Ash. Tudo faz ainda mais sentido considerando a morte de Meredith. Ela pode não ter recebido a visita do vilão da temporada, mas uma mensagem sussurrada ao pé de ouvido. Isso pode significar que Lydia pode estar na zona de perigo, muito mais que os outros membros do bando.

 

Devo dizer que esse revés na storyline da Lydia me fez cogitar a tentativa de criarem uma nova presença de caçadores. Afinal, a tradição Argent foi destruída com a saída da Crystal.

 

Colocando na balança, o que prestou esta semana foi a organização e a obstinação do Argent em querer capturar o Benefactor. Chris e Stiles tiveram poucos minutos de cena que deram esperança de que o episódio seria maravilhoso e impactante, porém, isso não aconteceu. O que percebi de novo foi a necessidade de reforçar o toque familiar: o interesse do Papa McCall em participar, Melissa botando a mão na massa de novo, Natalie norteando Lydia e Chris salvando – de certa forma – o dia. Só faltou o Xerife para lacrar vidas.

 

A refletir

 

Muito me chamou a atenção o fato de Kate e de Peter dizerem que não são o Benefactor. Mentira? Verdade? Não sei, mas essa parceria tem tudo para dar errado.

 

Eu não entendi uma coisa: a casa do lago dos Martin é a base de Mountain Ash, certo? Liam teve sua primeira transformação ali. Scott e Kira também tiveram um momento ali… Eu perdi alguma coisa? Scott já conseguiu quebrar o círculo, o que pode incumbir em nenhum efeito direto, mas e o resto? Estou confusa.

 

Posso dizer que ainda acho o comportamento do Papa McCall muito suspeito?

Stefs
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