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07/ago

Este episódio foi daqueles que passou com um piscar de olhos. Quando me dei conta, ele simplesmente acabou. Fiquei imersa, aflita e praticamente em posição fetal do começo ao fim. A trama não apresentou nada novo, a não ser um personagem sem nome que espalhou um vírus com o intuito de exterminar de forma quase brilhante a população sobrenatural de Beacon Hills. Ainda há perguntas em aberto: quem é o Benefactor? Quem quer tanto aniquilar a galera? Especialmente Scott? Para todas essas questões daria Peter como resposta, o personagem que subiu muitos degraus no meu grupo de suspeitos, especialmente por não estar na lista de morte. Se o que aconteceu esta semana é um aperitivo do que está por vir, já comprarei meus lencinhos e acionarei minha bombinha de asma.

 

Nada como começar um belo sábado de ENEM (opa!) dentro de uma escola em quarentena. O episódio manteve o gancho dos anteriores e o ótimo ritmo justamente por focar o enredo em uma única locação e dentro de um único impasse. Não houve um leque de informações e os subplots não se intrometeram. Preciso dizer que a dinâmica dos personagens adultos arrasou, como sempre. Achei demais o espaço dado à Natalie, pois ela nunca foi imersa em um caos sobrenatural. Para quem continua cega sobre o que a cidade abriga, até que a personagem agiu muito bem. Adorei vê-la investigar e deduzir. O mesmo elogio vai para o Sr. Yukimura que não poderia ter ficado de fora dessa bagunça por ser parte do babado todo. Isso me fez perguntar onde estaria a mãe da Kira que não passou nem perto de Satomi.

 

As coisas também fluíram muito bem para Melissa que merece o título de rainha. Ela pisa nos inimigos quando assume a posição hardcore de mãe preocupada. De novo, mama McCall trouxe brilho com a sua determinação, indo da mulher amorosa a sangue frio ao saber que Scott estava empacado na escola. A atitude dela contra Braeden arrancou boas risadas. O mesmo vale para Deaton que sambou na cena de abertura do episódio em um breve duelo contra Satomi. Eu gosto tanto quando o elenco adulto de Teen Wolf ganha destaque, mostrando que são bons também nas épocas de crise. Até o papa McCall merece 5 estrelas ao fritar os miolos do assassino da vez. Todos lindos!

 

Stiles foi o personagem A+ do episódio. No desenrolar do drama na escola, senti no fundo do meu âmago aquela comichão da expectativa em imaginar que ele poderia ter herdado nem que fosse um pouco do mojo sobrenatural. Quando ele foi infectado, minhas esperanças quicaram no teto e depois esmoreceram. Por causa da experiência nada esquecível com o Nogitsune, essa ideia não me é incogitável, mas admito que anularia a magia do Stiles em ser o único humano. Juro para vocês que ansiei por um ataque divino do personagem no desenrolar da trama, mas tudo o que ele fez foi dentro da sensatez de ser o detetive e o ser mais racional do bando. Mais uma vez, o garoto deu as tripas e o coração para salvar os amigos.

 

Depois do Sr. Argent, Stiles é meu personagem xodó e ele me deixa maluca quando está em zona de risco. Desde o início da temporada, aguardo pelo momento em que ele terá um breakdown. É fato que o personagem não se recuperou do que aconteceu na temporada passada e ainda carrega muitos traumas (e os remói). Para piorar, ele ainda sente culpa pelo aperto financeiro do pai. Stiles está emocionalmente destruído, mas não deixa a peteca cair. Em meio ao caos, fiquei com o coração apertado na cena em que ele enfrenta o assassino. Não sei como o adolescente superará um revólver na cabeça e o sangue respingado no rosto. É algo que não dá para esquecer. Depois do tiro, certeza que o menino Stilinski ganhou mais um trauma. Tudo o impacta com mais força. Eu penso que, assim como Chris, o peso do que ocorrera na temporada passada ainda o assombra. Isso justificaria a decisão de abrir os braços para a morte. É fácil ver a intenção – no caso foi proteger Scott e Cia. –, mas ninguém sabe o que rola por dentro. Só sei que a situação foi pesada demais para o Stiles.

 

Pior que isso foi vê-lo correr desesperadamente para Scott, a fim de avisar sobre o antídoto. Eu nunca deixarei de elogiar essa lealdade, especialmente por parte do Stiles que subiu muitos patamares ao ponto de não hesitar em tomar um tiro pelo melhor amigo. Nada ganhou da cena final em frente ao cofre dos Hale, pois Stiles se desesperou como no season finale da temporada passada. Eu praticamente tive medo deste episódio terminar com o personagem no chão, e Scott do outro lado, perdendo a vida. Eu fiquei sem respirar.

 

Fora do cerne da trama, tivemos o impasse de Malia. Eu me controlei bastante para não meter o bedelho no background dela, mas não dá mais para poupar os dedos. Eu gosto do jeito engraçado e cold shoulder da personagem, mas só acho que as coisas têm sido aceleradas demais para ela. Há muitas reticências, tais como: com quem ela vive? Como ela aprendeu a ler e a escrever? Quem a sustenta? Há muitas indagações que não foram respondidas e não defenderei essa atitude como “falta de tempo e poucos episódios na temporada”. Kira contou praticamente com um especial centrado na storyline dela. No caso de Malia, pequenas menções sobre a nova rotina já ajudariam. O problema é que querem maquiar os buracos na storyline dela com seu jeito engraçado e perdido.

 

A partir do momento em que foi decidido mantê-la como regular, o mínimo que se poderia fazer é assentá-la e não arremessá-la sem um tipo de propósito. O que a torna útil até então é a filiação com Peter. O que vem depois? Uma crise de identidade, sendo que ela nem passou no teste de adaptação no mundo humano? Sendo bem sincera, eu não engoli bem essa ideia de Malia e Peter serem parentes. Foi muito tapa buraco. Peter não se transformará no pai do ano e, se isso acontecer, será uma descaracterização muito tosca. Ficaria ridículo!

 

Como bem disse Stiles, o demônio da gola V nunca será o cara legal. Nunca será o bom samaritano. Talvez, o propósito é criar atrito para Malia, de forma que ela decida qual faceta de si mesma quer abraçar. Vejam bem, ela agiu de novo como a típica werecoyote neste episódio, ou seja, ela ficou aliviada em valer menos na lista de morte. Ela nem se abalou tanto com o fato de Kira e de Scott saírem na frente. Peter pode muito bem usar isso para torná-la seu mais novo brinquedinho. Talvez, Malia se torne um projeto do próprio pai. No mínimo, ele a dominará como bem faz com Derek. A única coisa que não pode acontecer é amolecê-lo.

 

A storyline da Malia tem muitos buracos. Agora que ela sabe do parentesco, isso a mudou, só não se sabe o quanto. A werecoyote sabe que é uma Hale, mas não sabe com quem tem uma ligação direta. Espero, espero mesmo, que ela não se torne uma vingadora barata.

 

Antes de concluir, preciso falar um pouco do Scott. O Lobito situou um ponto-chave que estava esquecido: a faculdade. Eu tenho medo dessa parte, pois séries adolescentes nunca vingam em meio à transição dos personagens. Quero só ver como enrolarão até lá, pois, como já disse por aqui, é em Beacon Hills que as melhores coisas acontecem.

 

Outra coisa, Scott foi muito fofo em dizer ao bando que é preciso ter uma vida e concordo plenamente. Fiquei bem abismada quando ele contou lá no cofre que pode até perder a casa por causa das dívidas da Melissa. Quero nem ver onde parará a grana que está embaixo da cama dele, fato. Vale um comentário também sobre a reviravolta do personagem que lembrou aqueles bons tempos do tio Deucalion. Ninguém é totalmente cego, certo?

 

O que (re) aprendi com este episódio: levarei mais de um lápis para fazer uma prova, nunca mais confiarei em professores, Derek se apaixona muito fácil (cuidando do investimento, tô ligada, viu?), o Benefactor é muito, mas muito minucioso (foi bacana saber da continuação da fita, a propósito), e que tudo pode ser resolvido com uma xícara de chá.

 

A Refletir

 

Em minhas passeadas pela internet, encontrei um novo possível Benefactor: o professor Adrian. Ninguém sabe se ele está vivo ou não. Depois de ser vitimizado na temporada passada, ele é um dos que tem mais motivos para exterminar o sobrenatural de Beacon Hills. Eu acho isso meio sem noção, mas em Teen Wolf tudo que vai volta, então…

 

Os Órfãos não são os únicos inimigos da cidade? O que significa ser Órfão, afinal? Até então, Violet e Garrett deram a entender que os assassinos solicitados pelo Benefactor são adolescentes, mas tivemos presenças adultas. Nem incluo tanto o mudinho, pois ele, para mim, não causou tanto impacto. Quero mais detalhes dessa parte da história.

 

De novo: Peter está fora da lista. Eis oficialmente nosso Benefactor?

 

Quem era o lobito na sala de experimento do professor maluco que tomou bala na cuca? Ele estava por dentro demais dos paranauê…

 

Stiles considerou ficar com o dinheiro dos Hale. Será que a ideia vai pra frente?

 

Percebo que a dinâmica do bando de Scott é resumida a um incidente que os tranca no mesmo lugar. Quando é que teremos o prazer de vê-los em ação para termos uma opinião?

 

Cadê o Liam? Ele não pode ficar fora da bagunça desse jeito.

Stefs
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