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28/set

Eu não sei explicar o meu amor por essa série. Para vocês terem ideia, minha ansiedade pelo retorno estava no auge ao ponto de eu sonhar com Voight e Cia.. Quando acho que não dá mais para ser fangirl, lá estou eu, completamente enlouquecida. A melhor parte disso é ter certeza de que as taxas de decepção são muito baixas. Qualquer série tem uma decaída, claro, mas se as coisas continuarem  no mesmo pique da season premiere da 2ª temporada de Chicago P.D., prevejo sucesso e muito mais amor da minha parte. O desenrolar da trama foi turbulento, porém, o que captei foi uma pegada sensitiva e impressiva. Uma degustação que trouxe detalhes imprescindíveis do 1º ano de CPD. Foi uma reapresentação do que é esse universo e de quem são os personagens. Literalmente, foi um novo convite que facilmente me tragou.

 

Primeiramente, tenho que dizer que a turma da Inteligência parecia ter voltado das férias. Estranhei bastante as feições tranquilas do pessoal e a falta de tensão no ambiente de trabalho. Se não fosse a aparição do Voight logo de cara, seria fácil supor que ninguém ficou por dentro da morte do Jin. A situação causou estranheza. Halstead me deixou confortável ao demonstrar preocupação, um ponto positivo, pois ninguém ali me pareceu interessado. Devo dizer que fiquei contente com a resolução imediata desse dilema. Não seria útil aprofundar esse subplot, pois a resposta já piscava em neon há muito tempo. Nada como desatar o único nó da temporada passada para dar espaço a novos assuntos. O peso real do plot Jin acarretou uma reflexão sobre moralidade, algo que arrebatou Voight.

 

Jason Beghe roubou de novo a cena ao colocar os sapatos do Voight. O show de atuação, sempre incômodo e estridente, fez valer os primeiros minutos do episódio. O berro dele na Unidade foi para aplaudir de pé. O Sargento foi o chavão promocional do retorno da 2ª temporada de CPD e nem precisou de muito para saber que ele não provocara a morte de Jin. Seria uma burrice tremenda retroceder o personagem a esse ponto, pois ele tem sido um dos melhores no quesito desenvolvimento até então. Voight é dual e, de novo, conseguiu segurar as dúvidas sobre seu caráter dentro de uma trama que o testou como pessoa e como policial. Para dar força a isso, nada como trabalhar a pauta moralidade em meio às cenas-chave do personagem na temporada passada. Essa sacada brilhante trouxe a lembrança do Voight de antes que impulsionou a decisão de quem seria o Voight agora. Foi um comparativo bem interessante de assistir (e que deu muita nostalgia).

 

Resgatar esses detalhes foi genial por ter rememorado quem esse Sargento costumava ser, o que ele fazia e com quem ele andava. A versão “corrupta” começou chutando um bandido para fora de Chicago, sofreu o choque da perda de Jules e degustou da paisagem – que já virou cartão postal da série – na companhia da antiga chefe da Corregedoria. A versão de agora foi acusada de assassinato, parou diante da mesma paisagem sozinho e meteu um quote de motivação para a equipe. Foi um antes e depois que o fez se enveredar pelos dois únicos caminhos possíveis para decidir pela melhor resolução. Admito que fiquei revoltadíssima com a determinação dele em enterrar o caso por causa da chantagem do Stillwell. Juro que se Voight tivesse feito isso, iria pessoalmente lhe dar uns tapas.

 

Uma das coisas que admiro no Voight é a falta de hesitação nas tomadas de decisão. Isso finca a solidez da dualidade do personagem que ainda acarreta desconfiança. Tudo o que aconteceu só teve como objetivo fazê-lo escolher que tipo de policial seria. Não esperava que o Sargento fosse jogar a toalha e revelar os podres para os companheiros de trabalho. Afinal, ele estava muito seguro em enterrar o caso. Se não fosse pela mãe de Jin, era bem provável que mais um momento sacana de Voight geraria indignação. O que me matou foi vê-lo se permitir, por meros minutos, voltar ao posto de brinquedinho da Corregedoria para não afundar. Eu não quis acreditar que ele foi pelo caminho fácil para retroceder só por causa da presença da Sra. Jin. Depois do que aconteceu com Pulpo, rever o personagem sendo cretino me enfureceu (e eu amei).

 

Esse duelo moral ressaltou a prioridade de vida do personagem: o distintivo. O chefe da Inteligência sempre priorizou os seus desejos cheios de ganância. Ele foi corrupto pela grana, aceitou a parceria com a Corregedoria pelo cargo e quase calou o assassinato de Jin para não perder o posto. De novo, ele bateu um papinho e não foi engolido junto com o Stillwell. Simples! Movimentos meramente profissionais de um homem nem um pouco otário.

 

A presença da Sra. Jin emocionou demais. Saber que Jin foi desacreditado e que, de certa forma, Voight deu a ele uma chance me deixou sem estruturas. Fiquei chateada com a morte do personagem e ficaria ainda mais chateada se o Sargento se conformasse em ser marionete da Corregedoria e enterrasse o caso. Não dá para confiar 100% no Voight, mas é incrível odiá-lo e amá-lo em curto espaço de tempo. Fico passada como ele é cara de pau, intolerante e sarcástico ao mesmo tempo em que é conselheiro, altruísta e praticamente o Silvio Santos. Voight é um personagem sob medida que mexe muito com a nossa cabeça. Por ter a tremenda facilidade de mudar da água para o vinho, essa figuraça é uma caixinha de surpresas.

 

O caso semanal

 

Oskar Bembenek merece 10 estrelas por ter posto à prova a dinâmica da equipe da Unidade de Inteligência. Não que isso não tenha acontecido na temporada passada, mas o peso do trabalho em conjunto neste episódio foi sem comparação. Todos dançaram conforme a mesma música e mostraram o quanto amadureceram. Os riscos de cada cena fez meu coração parar na garganta, especialmente por terem usado e abusado de tiroteios a céu aberto e da participação de todos os detetives que poderiam muito bem morrer na season premiere. Foi lindo vê-los empenhados na mesma situação. Chicago P.D. retornou com cenas extremamente violentas, barulhentas e desconcertantes. Eu não sabia para onde olhar!

 

Wolf deu um tremendo voto de confiança nessa turma ao colocá-los no conflito ao mesmo tempo. Fiquei admirada ao notar as diferenças gritantes na performance dos atores. Linstead é um grande exemplo. Por mais que os adore, não captava firmeza no trabalho deles. Agora, fiquei passada com a boa sincronia. Quem me impressionou também foi Ruzek, totalmente confortável na própria pele e consciente do job, sem ataques impulsivos. O que vi foi um elenco mais seguro, mais preparado (até mesmo no jeito de segurar as armas, algo que achei muito zoado na temporada passada por causa da falta de postura e de firmeza), mais focado e mais forte. Parece que só agora essa turma agarrou os respectivos personagens.

 

Outro ponto muito legal trazido pelo caso semanal foi o papel de informante. Tivemos dois neste episódio, e só um se beneficiou e ganhou uma recompensa pelo esforço. Por ser meio leiga nesse papo de Inteligência, achei um máximo. Nada mais sensato que dar um agrado para aqueles que podem morrer por bancarem o X-9. Meu queixo caiu quando a Jellybean ganhou toda aquela grana por ser uma informante registrada. Melhor que bolsa Voight, hein?

 

O suposto vilão da vez, que acabou preso muito cedo bem nos moldes Pulpo, trouxe à tona o velho e bom assunto de corrupção. Conforme a investigação rolava, foi fácil sacar que policiais sacanas reportavam as passadas do time de Voight para eliminar qualquer possibilidade de confissão. Se essa ideia irá longe? Bem que poderia, pois seria sensacional ver Voight diante de profissionais que optaram pelo caminho que ele bem conhece. Seria um conflito muito interessante que poderia até trazer mais do passado do Sargento em parceria com o Al. Sou louca para saber das sujeiras desses dois.

 

Halstead meu herói

 

Por mais que eu goste muito do Jay, tinha a singela impressão de que o personagem continuaria no mesmo molde: marrento e meio que irresponsável. Fico aliviada por isso não ter acontecido. Ele é outro que evoluiu bastante, deixando de ser o cara arisco para o focado e otimista. Jay foi o único a demonstrar interesse nos mistérios de Voight ao ponto de expor suas opiniões na tremenda ousadia. Uma atitude que bateu de frente com a passividade de Erin com relação ao mentor. Nos dois últimos episódios da temporada passada, Halstead passou pelo embate moral ao mesmo tempo em que viu do que o seu chefe é capaz para limpar os vermes de Chicago. O detetive salvou Pulpo e não me espantei em vê-lo como o responsável em dar justiça à morte de Jin. Achei muito bacana, até porque os dois foram bem próximos.

 

Jay precisa de um exemplo e a pessoa escolhida foi Voight. Ele quer fazer o certo e o boss se tornou a inspiração. O personagem passou este episódio dentro de uma nova briga moral e desafiou aquele que poderia demiti-lo. Gosto muito do atrevimento dele, especialmente por ser frio e emotivo na hora certa. Eu o admiro por confrontar Voight de peito aberto. Contudo, o detetive pode ser durão na ação, mas é ingênuo (como ele me entrega o pen drive sem fazer uma cópia?) por esperar o bem. Ele gosta de justiça e de honestidade, e não encontrou nada disso no escritório da Inteligência. Confrontar Lindsay, como tem feito desde a temporada passada, lhe deu terreno para provar que estava certo sobre todas as suposições que tinha sobre Voight. Halstead fez o trabalho que deveria ter sido de Antonio.

 

A dinâmica entre Erin e Jay serviu não só para fincar o conceito de parceiros, mas para salientar um shipper em ascensão. A dupla também contou com um revival da 1ª temporada ao fazer uma pausa para o café. Isso doeu na minha alma, especialmente com a chamadinha de atenção dela para cima dele sobre Nadia. Fora isso, tenho que dizer que derreti com a camaradagem que estava muito mais convincente e que ressaltou o equilíbrio e o profissionalismo de ambos. Linstead melhorou demais e está no caminho certo. O jeito como ele a confronta. O jeito como ela revida com o silêncio. Há intimidade agora. Se for para mantê-los assim, está aprovada a anulação do affair.

 

A cena final do episódio trouxe o melhor e o pior do Halstead. O detetive simplesmente atirou no irmão do canastrão da vez, sem piscar. Como um perfeito militar. O personagem é guiado pela irresponsabilidade das próprias emoções, mas havia algo de diferente no olhar dele. Não era o deboche típico da temporada passada, mas tranquilidade. Como se fosse normal puxar o gatilho – o que de fato é, pois ele serviu no Afeganistão. O bom disso tudo é que a storyline do detetive foi engatada e estou louca para saber como Voight e Cia. o protegerão.

 

Os novatos… Ou quase

 

Estou espantada por ter gostado do Roman. Adoro policial sem limites na ficção. Bem a cara dele não querer mais parceiras femininas só porque se apaixonou por uma. Eu rachei horrores. O ponto negativo é que ele mal chegou e ofuscou a Burgess. Houve uma cena engraçada, mas foi só isso. O ponto curioso é que o personagem é meio fechadão e cheio dos segredos. De onde ele conhece o Al, hein? Ficou claro que ele manja muito mais do trabalho que a Brugess e não sei se isso funcionará, pois o cara simplesmente a atropela.

 

A presença de Nadia dentro da Inteligência ficou solta no ar na temporada passada e, agora, a personagem garantiu um cantinho como secretária. Gostei dessa ideia, ainda mais por ter a impressão de que logo, logo, ela se inspirará na Erin e saltará rumo à Academia.

 

Os apagados

 

Dawson, onde está você? Por que você me pareceu tão bem depois de um tremendo toco da família? O detetive estava lá, mas ao mesmo tempo não estava. Por mais que o personagem tenha sido a causa do barro acontecer, esperava mais destaque, especialmente na companhia do Voight. Bem que tentaram, mas…

 

Alguém me explica porque diabos o Atwater foi promovido? Eu não fui fã da ideia e continuo a não ser. O personagem nem parceiro tem e transita entre o Al e o Ruzek. Oi? Gostava mais dele na companhia da Burgess, até porque ele fazia mais coisas. Vamos ver se esse plot evolui.

 

O “casal” Burgess e Ruzek é sinônimo de furada, uma investida que não digeri. Nem foi falado se ele chutou a noiva (sinto que ele está com as duas ou eu comi bola?). Enfim, não gostei do praticamente “cala a boca e vamos para o quarto”. Que isso jovem? Foi uó vê-los juntos. Burgess está totalmente sem propósito e não dá crédito algum para o desejo de ingressar na Inteligência (algo que jamais perdoarei o Voight, pois ela foi mil vezes melhor que o Atwater).

 

Concluindo…

 

O pique do episódio foi intenso. Todos foram testados e as conclusões fizeram esses personagens se situarem em posições totalmente diferentes da temporada passada. Foi um ótimo começo do 2º ano de Chicago P.D., eletrizante e de perder o fôlego.

 

A refletir

 

Estou com medo da mãe da Lindsay. Sophia Bush e seu carma de assumir personagens com mama issues.

 

Estou bem preocupada com o Halstead. Como ele trabalhará sem correr o risco de morrer, assim, por acidente?

 

Eu queria que o Halstead encontrasse o cofre do Voight. Visualizo perfeitamente a cena.

 

Tenho a impressão que o Stillwell voltará. Acho que ele não deixará barato esse sucesso do Voight. Sem contar que, com a saída desse personagem, um new face precisa assumir a Corregedoria.

 

PS: as resenhas de Chicago P.D. irão ao ar na sexta-feira.

Stefs
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