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02/set

Este é aquele momento que começo a me debater em frente ao computador por causa daquela imensa vontade de deletar este post. Jamais, em hipótese alguma, estava nos meus planos trazer algo do meu universo de ficwriter aqui para o blog. Tudo por mera vergonha. Aqui não faço uso de um nome fake. Aqui é Stefs Lima. Postando uma fic Stelena. Silas está voltando do Other Side por causa disso. Por não querê-la abrigada em outro site, eis que o Random Girl está aqui para isso. Até porque não tenho planos de continuá-la.

 

Bem… foi muito difícil engatar uma história inspirada no universo de The Vampire Diaries e eu tenho que agradecer ao episódio Resident Evil (5×18) por ter me dado o insight. Como tudo na minha vida é do avesso, a imagem que abre este post nasceu primeiro que o texto (com o intuito de ser só mais uma edit no Tumblr). De frente ao Photoshop, escrevi Oblivion. Quem é Stelena assíduo (infelizmente, não é mais meu caso) sabe que essa música do Bastille embalou Stefan Salvatore em mais um episódio de como Elena Gilbert arrancou de vez meu coração, lá na 4ª temporada. É triste, da mesma forma que a ilusão Stelena, a base de inspiração para esta postagem que chamaria de One Shot.

 

Eu sempre tive muito pavor de escrever qualquer coisa que envolvesse TVD por causa do fandom. Aprendi muito, especialmente a respeitar as opiniões de todo mundo. Acho que precisei amadurecer como fã e isso aconteceu ao longo das minhas resenhas que me trouxeram pessoas incríveis. Esta seria minha 2ª tentativa e confesso que lutei demais para colocar as palavras no Word. Como sou acostumada há anos com os moldes de fanfics de Harry Potter, mudar de universo foi um choque.

 

O objetivo de Oblivion era (ou é, não sei, vai que mude de ideia) trabalhar todas as cenas que fizeram parte da ilusão Stelena. Aqui, Elena e Stefan são humanos, vidas pacatas, sem seres sobrenaturais, com direito a pai, casa e até pet. Resumindo, seria uma fic da categoria Universo Alternativo com um pouco da série e dos livros. Eu usaria o que pudesse unir.

 

Cá estou quebrando um tremendo gelo. Esta sou eu compartilhando um momento de insight que poderia até ser Klaroline. Na hora da escrita, não tenho preconceito em fazer experimentos. Já escrevi muito Rony e Hermione sendo que sou Harry e Hermione roxa. Enfim… Só queria trazer um pedaço bom de TVD, não necessariamente o shipper, mas o contexto (como a importância do diário).

 

Aviso que a formatação é a do FanFiction.net, que não sou expert na escrita e nem em revisão. O que sempre importou para mim é uma boa história e eu tentei fazer isso em 6 páginas.

 

Espero que gostem <3

 

 

Querido diário

 

Escrever não tinha sido a melhor pedida dos últimos dias para Elena Gilbert. Ela encarou aquelas palavras, sem saber muito bem o que escreveria em seguida. A caneta batucava insistente contra o diário, um gesto automático que só a distanciava do objetivo. Percebeu como sentia falta de escrever de um jeito natural, daquele jeito em que a coisa toda flui com base em qualquer ideia, nem que fosse uma opinião de 3 linhas sobre uma folha de outono dançando pelo asfalto até chegar aos pés de um estranho. Notou como era difícil encontrar as palavras quando se obrigava a transitá-las para o papel. Seus pensamentos davam um nó impossível de ser desatado. Isso era o bastante para deixá-la inquieta e frustrada.

 

O duelo contra a página só aumentava porque impusera escrever em um diário como meta daquele ano. Ainda mais aquele diário que foi feito por ela e que passou a ser um grande morador do seu guarda-roupa. Reencontrou-o por acaso, em uma faxina, e tivera que deixá-lo arejando para o cheiro de mofo se dissipar. A possibilidade de voltar a escrever a empolgara… Mas perdia a graça conforme se torturava para encontrar as palavras corretas.

 

Cautelosa, acariciou a capa vermelha, fofa, feita de camurça, que protegia as folhas envelhecidas graças ao grande auxílio da sua melhor amiga Bonnie, o oráculo da internet. Literalmente, o diário foi o achado da semana e, ao encará-lo, sentira que aquele era o momento de voltar a desabafar com um antigo companheiro que a acompanhava em todos os lugares. Sentira até satisfação do peso dele na bolsa.

 

Claro que não sabia muito bem onde estava com a cabeça para retornar com aquele velho hábito, mas sua mãe tinha um jeito único de ser persuasiva. Ainda mais quando envolvia a escrita. Prestes a ingressar no último ano da escola, viu também a chance de testar se escrever era a sua vocação. Dentro de si havia o desejo enrustido de ser escritora, mas achava uma piada perto dos desejos jornalísticos de Caroline Forbes, a outra melhor amiga.

 

Elena não tinha o que contar. Poderia escrever um quote, mas já tinha feito isso na primeira página. Cabisbaixa, percebeu duramente que sua vida estava um poço de tédio. Tudo porque estava exausta da parafernália escolar, com todas as festas e encontros às escondidas. Ultimamente, só pensava na família e nos encontros menores com as amigas. Afugentada na sua caretice, aprendeu que as coisas continuavam a transcorrer, sem o mínimo de esforço. Ela não precisava ter controle de tudo, como bem fazia quando estava no seu reino estudantil.

 

Não tivera grandes surpresas nas férias também. Pensando bem, não tivera um momento emocionante – só um meio sinistro na montanha-russa que lhe dera o direito de odiar Bonnie por 3 minutos. Isso antes de viajar para o litoral. Simplesmente morrera de ódio.

 

Ainda sem escrever, Elena observou os arredores, ignorando o tique da caneta que agora retumbava contra o vidro da mesa. Era mais um dia em Mystic Falls, uma cidadezinha nos confins da Virgínia. Ela amava aquele lugar, não só pela sensação de segurança, mas também pelas paisagens. Havia um tradicionalismo ali que a encantava, especialmente com relação às famílias fundadoras. Em meio às casas de arquitetura antiga, havia árvores altas, com folhas tão verdes que davam muita pena quando ficavam amareladas e despencavam. Era uma cidade pequena e aconchegante. Daquela que recebe qualquer um de braços abertos.

 

Elena tinha muito orgulho de chamar aquele lugar de lar.

 

Não era mentira, mas Mystic Falls se desenvolvera muito. Com certeza, dava um banho em Nova Orleans, cidade vizinha e dita como concorrente, especialmente no quesito lendas urbanas. O seu lar era cheio de tradições. Adorava os eventos, não tanto quanto Caroline, mas eram divertidos por quebrarem a rotina idêntica de todo mundo: casa – escola ou casa – trabalho ou casa – e algum lugar para matar o tempo.

 

Nem com o tédio praticamente constante, Elena não tinha a mínima vontade de ir embora. Sua mente fantasiosa imaginava um lar perfeito. Um casamento perfeito. Uma vivência perfeita. Tudo em Mystic Falls, o lugar que tinha tudo o que precisava.

 

Tudo o que precisava…

 

A página em branco do diário a atraiu. Escrevera mais duas palavras – além do querido diário. Buscou no fundo da mente os motivos de ter resgatado o costume de desabafar em um caderno cheio de folhas. Tinha praticamente 17 anos, não precisava escrever sobre suas inseguranças. Até porque sua vida social não oferecia motivos para tanto. Tinha suas melhores amigas, costumava namorar o cara mais popular da escola e tinha uma família unida. O que tinha que compartilhar? Nada, claro.

 

Absorta, considerou contar ao seu mais novo diário sobre a curta viagem que fizera para visitar a sua tia Jenna. Além de ter sido uma oportunidade de conhecer a Universidade Whitmore, o objeto de desejo dela e de Bonnie, foi uma chance de interagir com pessoas novas.

 

Podia falar da faculdade, pensou, mordendo a tampa da caneta.

 

A ausência de palavras começou a irritá-la. De novo, Elena buscou inspiração na paisagem. Isso tendia a dar certo, até porque a janela do seu quarto tinha uma bela visão que sempre a ajudava a fazer até mesmo a lição de casa. Sem contar que estava sentada em um aconchegante café que tinha um estilo parisiense – não que tivesse ido à Paris um dia para saber – com as mesas dispostas no calçadão, onde, mais adiante, estava a praça e a igreja. Era um dos seus lugares favoritos, com uma vista maravilhosa.

 

Mas o papel e a caneta continuavam a desafiá-la. Tinha justamente saído de casa para colocar as ideias por escrito. Não voltaria sem duas páginas completas.

 

Foi então que pensou nas causas de ter saído com o diário embaixo do braço. Tinha acabado de terminar um relacionamento. Matt Donovan. O garoto de ouro da escola. O garoto dos sonhos de muitas garotas. Elena não soubera decifrar os sentimentos que a fizeram tomar essa atitude. No fundo, até reconhecia que o namoro tinha empacado e ficado monótono, ao ponto dos dois não terem nem mais o que conversar.

 

Ao contrário das fofocas que diziam que um tinha traído o outro, Elena e Matt apenas reconheceram que aquele relacionamento, que mais parecia uma experiência para saber se tinham algum futuro por se conhecerem desde que usavam fraldas, daria certo. Até que deu, mas não como esperavam.

 

Melancolia. Era esse o sentimento que havia levado Elena para o lugar de sempre. Vinha ali com as amigas, mas raramente sozinha. Raramente com um diário.

 

Respirando fundo, olhou mais uma vez para a página em branco. Coçou o canto da testa e deixou que os pensamentos fluíssem da mente para o papel, bloqueando a cobrança de ter que escrever. Inclinou-se sobre a folha e acompanhou o compasso dos seus sentimentos.

 

Querido diário,

 

Faz muito tempo que não mantenho um diário e não sei muito bem por onde começar. Quem sabe, dizer que faz frio em Mystic Falls possa ser um bom começo. Não que seja uma novidade. Não sei como as pessoas reclamam desse tempo… Sempre há roupas bonitas nas vitrines, chocolate quente, chuva de final de tarde, cheiro de terra molhada… Coisas que tornam Mystic Falls apaixonante.

 

Ainda não sei ao certo o que me fez voltar a escrever. Sinto-me triste pelos últimos acontecimentos que incluem Matt. Terminamos o relacionamento que durou o quê? Praticamente uma vida inteira? Tudo bem que os beijos e os abraços não estão inclusos na maior parte da nossa convivência, mas Matt sempre foi meu e eu dele. Toda nossa vida é interligada. É estranho cortar o cordão umbilical (ausência de uma palavra decente) depois de tanto tempo, mas acredito que foi para o melhor. Matt e eu estávamos nos tornando dois desconhecidos, e eu ainda o considero muito para permitir que isso aconteça.

 

Sinceramente, não precisamos namorar para saber que ainda seremos a melhor coisa que aconteceu um na vida do outro. Às vezes, penso que não o amei o suficiente. Que não demonstrei o quanto gostava dele. Às vezes, acho que confundi afeição com amor, e mudei para forçá-lo a terminar comigo. O problema é que eu tomei essa decisão, pois a distância aumentou e chegamos a um ponto que empacamos. O término parecia a única solução.

 

Agora me dou conta de que faz dias que não falo com ele. As aulas estão prestes a recomeçarem e acho que estou sendo meio insensível. Deveria visitá-lo, mas ele parece meio ocupado com todos os assuntos de esportes e afins. Parece até a Caroline quando assume o grêmio estudantil. Enfim, vai ser bem difícil revê-lo daqui uns dias…

 

Elena parou de escrever em meio a um suspiro. Era isso mesmo que sentia. Melancolia. Reconhecer o sentimento poderia tê-la reconfortado, mas a fez sentir raiva ao ponto de arrancar a folha e olhá-la com desprezo. Resolveu recomeçar, pois não queria estrear um diário com palavras tristes e pesarosas. Literalmente, não queria começar com o pé esquerdo – o que queria dizer nada de palavras depressivas. Elas poderiam esperar a vez delas.

 

Tinha que pensar em algo feliz. As bebedeiras da tia Jenna pareciam uma boa abordagem.

 

Com esse pensamento, Elena começou a descrever suas férias. Lembrou-se até de detalhes importantes. Até sorria sozinha com as bobagens que escrevia. Tinha duas páginas quando notara que a caneta a guiou de volta aos assuntos depressivos.

 

E, de novo, arrancou a página. Dessa vez, não a amassou, mas a colocou embaixo do suporte de guardanapo. Olhando para o céu, percebeu que logo cairia uma tempestade, um indício de que deveria se apressar. Cogitou pedir um café, mas olhou decidida para a nova folha em branco. Não sairia dali até ter pensamentos completos – e positivos – escritos naquele diário.

 

A mão que segurava a caneta alisou a nova página. Quando estava disposta a escrever de novo, exclamou de pavor ao ver a folha depressiva voar, quicando, deslizando pelo asfalto, até parar nos pés de um estranho. O alarde da situação a fez se levantar desesperada. Nem parou para pensar que alguém poderia afanar suas coisas.

 

Mas era Mystic Falls, uma cidade totalmente segura. Quem roubaria um diário em branco?

 

Burra, pensou. Sentiu-se ainda mais burra por não ter sido rápida o suficiente. O estranho pegara a folha e havia um singelo interesse no rosto dele. Só não sabia se era pelo fato de parecer uma maluca ou porque sua letra era horrorosa.

 

Que não seja nenhum conhecido, por favor…, pensou Elena, desesperada. O desespero só aumentou ao se dar conta de que o rapaz com sua folha ainda estava agachado, lendo suas palavras depressivas. Ela sabia o quanto o sexo masculino era ótimo em espiar as coisas do sexo feminino. Tinha um irmão que era ótimo em xeretar pelas frestas da porta.

 

Chegando mais perto, estava pronta para ser estúpida, mas empacou. O estranho havia saído na frente de um jeito surpresa, congelando-a.

 

– Perdeu alguma coisa?

 

O mundo de Elena entrou em câmera lenta. O estranho ergueu a cabeça e só o que ela viu foi o par de intensos olhos verdes. Era como se tivesse saído da órbita. Até seu coração batia alguns segundos mais rápido, notou. Encarando-o, sentiu algo pesado se esvair dela, a melancolia que parecia tão enraizada minutos atrás.

 

Estava imóvel, imersa e acanhada por se sentir tão intrusiva no contato visual. Elena não pestanejava. Nem muito menos o estranho que parecia muito interessado no comportamento dela.

 

– Er sim… – Elena sentiu um bolo de saliva se formar na garganta lhe dando um pouco de falta de ar. Olhou para o chão, a fim de tentar se recompor, e continuou: – Isso que você está segurando é uma página mortificante do meu diário.

 

O estranho se levantou, ainda segurando a página do diário. O movimento dele foi o suficiente para trazê-la de volta à realidade.

 

Rapidamente, a mente de Elena se lembrou dos motivos de estar ali tão afoita. Voltou a ser dominada pelo desespero. Não queria que ninguém lesse aquilo. Era deprimente.

 

Assistiu, apavorada, os dedos dele deslizando na lateral da página. Podia visualizar muito bem o momento em que ele entoaria suas palavras com um Q de escárnio.

 

E era um fato que ele estava fazendo um tremendo esforço para não sorrir. Sabia disso porque um furo se formava na bochecha esquerda dele. Como uma covinha.

 

– Você censura o seu diário.

 

Os olhos dele ainda estavam presos na página e Elena começou a achar que teria um AVC.

 

– Tenho certeza que vai contra as regras dos diários. – ele voltou a dizer, olhando interessado para Elena.

 

O mundo pareceu desabar quando ele ofereceu a Elena um meio sorriso.

 

– Eu tenho certeza que você não é a polícia dos diários.

 

Mentalmente, Elena imaginou como seria pegar a folha e sair correndo. Preferiu manter a compostura e fez o máximo para não encarar aquele rosto – que se deu conta nunca ter visto em Mystic Falls. Uma das vantagens de morar naquele fim de mundo é que todo mundo se conhecia. O estranho não fazia parte do mural dos conhecidos.

 

Do nada, um meio sorriso tímido brotou no canto dos lábios dele. Elena ficou constrangida ao ponto de olhar para os lados, desejando que aquele apuro terminasse.

 

– Acredite em mim – ela colocou as mãos nos bolsos traseiros da calça, os olhos desejando a folha do diário. – é bem ruim.

 

Elena estava arrebatada e, tomando um pouco de coragem, o encarou de novo. Geralmente, era malcriada quando lhe perguntavam algo, mas sua língua estava pateticamente grudada no céu da boca, impedindo-a de ser rude. Sem pensar muito, arriscou um sorriso que foi retribuído. Estava ali um meio termo para disfarçar seu desespero sobre aquela página ainda irrecuperável. Tinha que ser gentil. Garotos não reagiam muito bem a garotas malucas.

 

A situação ficou ainda mais constrangedora quando ele olhou para a página, com um sorriso que escondia o desejo de lê-la.

 

– Oficialmente, estou intrigado.

 

De vislumbre, ele podia vê-la se segurando ao máximo para, no mínimo, não ameaçá-lo. Notou como as sobrancelhas dela se juntaram no meio da testa, a expressão de baque, como se acabasse de receber uma péssima notícia. Deveria ter sido tão transparente que até as suas sobrancelhas se altearam.

 

Um breve entendimento.

 

– Oficialmente, não estou brincando.

 

Elena tinha certeza de que ele estava se divertindo com o seu pânico. Tentou sorrir de novo, soltando a respiração pelas narinas, olhando desesperada para o lado e depois para ele. Pensou seriamente como aquele estranho era muito abusado em soltar piadinhas.

 

A resposta dela não o impediu de sorrir de novo. Um sorriso muito bonito, ela notou.

 

A súbita intimidade entre os dois a fez se aproximar, um pouco alarmada pela maneira como ele estava muito à vontade com uma situação que ela começou a não achar mais graça. Lentamente, estendeu a mão, observando o sorriso ainda estampado no rosto dele.

 

Quase se dando por vencida, se encheu de esperança quando ele devolveu a página, os dedos se raspando em meio a um contato visual firme.

 

– Obrigada! – ela agradeceu e sondou o rosto dele. Poderia ir embora, desejar uma ótima tarde, mas, enquanto seus dedos passeavam pela página, teve uma ideia que Bonnie a julgaria pelo resto da sua vida. – Me chamo Elena.

 

– Eu sou Stefan.

 

Elena coçou a nuca e olhou para trás, como se alguém a esperasse. Estava meio embaraçada com a própria cara de pau. Tinha acabado de terminar com Matt e agora se apresentava para um total estranho que podia muito bem ter se recusado a devolver a página do seu diário.

 

– Nunca o vi em Mystic Falls – disse Elena, voltando a olhá-lo. – Turista?

 

– Não. Na verdade, estou de mudança.

 

– Bem, bem-vindo então.

 

– Obrigado!

 

O silêncio constrangedor parecia ter encabulado não só ela como ele também. Elena queria muito interromper aquele momento totalmente inadequado, mas havia algo nele que incitava sua curiosidade. Havia algo nele que a prendia.

 

– Acho que já a assustei o suficiente – avisou Stefan olhando para os sapatos e depois para ela. – Acho que nos esbarraremos por aí.

 

– É, acho que sim. E espero que não tenha nenhuma página do meu diário envolvida.

 

Stefan ponderou por alguns segundos e rebateu:

 

– Não se importe tanto em deixar uma página voar, como não quer nada. Talvez, você tenha alguma história interessante para me contar.

 

As bochechas de Elena queimaram. Bem que tentou balbuciar algumas palavras, mas Stefan saíra na frente:

 

– Nos vemos por aí, Elena.

 

Ele lhe deu as costas.

 

Ela continuou parada, sem respirar direito.

 

Relutante, Elena se forçou de volta à cadeira que ocupara minutos atrás. Olhou para o ponto de encontro com o estranho chamado Stefan, vendo a silhueta dele desaparecer. Nem notou que tinha agarrado a caneta com força, as mãos apressadas abrindo o diário, as palavras se enfileirando uma atrás da outra com tremenda rapidez.

 

A escrita simplesmente fluiu e Elena, com um sorriso bobo, nem deu créditos ao estranho pelo rompante de inspiração.

 

N/A: Algumas partes dos diálogos do episódio foram preservados/alterados para terem mais sentido. Aqui jaz Stefs morta de vergonha.

 

Atualização 29.04.2015: e a fanfic continua. Basta clicar na tag.

Stefs
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  • heyrandomgirl

    Nem respondi esse coment? Comoassem? Às vezes, dá pau e não recebo notificação, socorro! hahahahaahahahah Mto obrigada pelos elogios, sua linda! Foi bem difícil escrever essa short porque nunca investi nada além de Harry Potter. E ler elogio de alguém fã da série – apesar dos pesares hahaahha – é bom demais <3

  • lari

    Ai meu Deus! Realmente amo Stelena e adorei como você descreveu os sentimentos deles e desenvolveu os diálogos, parabéns.