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18/set

Semana passada, apresentei a vocês meu amor por Chicago Fire e, dessa vez, abro espaço para falar de Chicago P.D., o spin-off. Logicamente, quem incitou minha curiosidade em assisti-lo foi Sophia Bush, minha amiga de longa data desde a época de One Tree Hill. Claro que meu amor se expandiu para todo o elenco e mal posso esperar pela 2ª temporada da série.

 

Chicago P.D. também ganhou minha desconfiança – achei que não vingaria por ser da NBC e por aparentar ser mais uma série policial banhada de clichês. Assisti aos dois primeiros episódios e chorei largada na BR. Dos últimos tempos pra cá, tenho ignorado muitos pilotos para não ficar a ver navios por causa dos cancelamentos. Eu sabia que tinha grandes chances de amar essa série, o que aconteceu à primeira vista, e não fui adiante porque não queria que mais um doce fosse arrancado da minha mão. Eu a deixei avançar e, quando veio à renovação, fiquei feliz da vida.

 

Também assinada por Dick Wolf, que conta com o auxílio da mesma equipe dedicada à Chicago Fire, a premissa centraliza a rotina e a vida de um grupo de policiais que pertencem ao Departamento de Polícia de Chicago, mais precisamente da Unidade de Inteligência. Esse é o palco da história que tem como líder o Sargento Hank Voight que comanda os detetives Lindsay, Halstead, Dawson, Olinsky e Ruzek na caça de traficantes e de assassinos que perturbam a paz da selvagem Chicago.

 

Balanço da 1ª temporada

 

Voight

Hank Voight abre o piloto de Chicago P.D. como a grande incógnita por ter assumido de maneira surpreendente a chefia da Unidade de Inteligência depois de um período na cadeia. O passado o condena e ele precisa duelar contra isso. Mesmo sob a lupa dos haters, Voight não deixa de ser temido na roda dos bandidos mais populares de Chicago e sabe ser aterrorizante com quem o deixa descontente. O personagem é ameaçador, irônico, tem um ego acima da média e uma autoconfiança que o torna um tremendo zombador. Já na primeira cena, conhecemos um pouco dessa persona que não tem limites na hora de combater o crime.

 

A temporada é cheia de vilões, mas o principal é Pulpo (ele me mata de tanto rir, diga-se de passagem). Os dois primeiros episódios foi uma jogada esperta de marketing por mostrar o que é Chicago P.D. e quem são os envolvidos. Ambos são complementares e apresentam a série, explorando a ação e a dramatização. É com esse duo extremamente simbólico que você decide se deve ou não seguir adiante para saber o que essa turma ainda enfrentará. Senti um aperto no coração por causa da tristeza (o 2º episódio me fez chorar) e do choque (que faz a equipe perder um pouco da timidez).

 

Grupo

A questão do confiar é debatida graças ao desfecho  desses dois episódios que rendem a pausa do plot Pulpo. Os outros sacanas que surgem logo em seguida mostram o potencial da série quando o assunto é estardalhaço. Há personagens que perdem as estribeiras quando uma operação mexe com dilemas muito pessoais. Assim, se é uma palavra que define bem essa temporada de Chicago P.D. é passado. Alguns detetives duelam contra fantasmas que dão força à respectiva storyline, como é o caso do Halstead. Ele me deixou bastante intrigada (e apaixonada, confesso). Quem também provoca esse sentimento é o Voight, o ponto de conflito durante boa parte da temporada. Por ser dual, ele gera desconfiança por onde passa.

 

Ao contrário do senso de família em Chicago Fire, o núcleo de protagonistas em Chicago P.D. é totalmente distante. Eles precisam fomentar elos de confiança por se tratar de uma equipe recém formada por Voight com base em indicações ou em amizades passadas. Ninguém se conhece e o grupo pena para cativar. Não porque o elenco é ruim (ele é perfeito demais), mas por causa da desconfiança que impera no ambiente de trabalho. Eu os tratei como minha mais nova família já no 2º episódio, com direito a querer estapear essas crianças desobedientes. Voight é essencial para uni-los, contudo, as discrepâncias, especialmente as causadas pela sua presença, geram conflitos que são a cereja da série.

 

Linstead

O gelo entre os membros da Inteligência se quebra conforme o ritmo de cada operação. Os casos semanais servem para uni-los e para forçá-los a se conhecer. Todos os membros possuem gênios diferentes e cada um precisa conviver, tolerar e aprender com isso. Esse detalhe pesa muito na correria contra o crime por realçar defeitos, como a impulsividade. Quebrada a estranheza, todos pensam em conjunto, agem ao mesmo tempo e cobrem um ao outro. Conforme o desenrolar da trama, você quer conhecer melhor essa turma, com ou sem o distintivo. Não tem como negar que, a cada episódio, a dinâmica do grupo rouba o fôlego, até mesmo na hora de quererem arrancar um o olho do outro.

 

O diferencial de Chicago P.D. vem da necessidade de trazer para o cerne da trama os backgrounds dos personagens principais. Enquanto Chicago Fire preza o presente de cada membro do 51º Batalhão, Chicago P.D. busca apoio na vida dos detetives antes de embarcarem para a Unidade de Inteligência. Esse é o Q a mais que choca e emociona a cada episódio. O mais interessante é que a série não faz apresentações arrastadas de cada um deles. Isso acontece no embalo da ação. Vale mencionar que muitas storylines migraram de Chicago Fire para Chicago P.D., o que rendeu mais espaço de tempo para os casos e para outros personagens ganharem a devida atenção.

 

Nem tudo é drama na Unidade de Inteligência, pois temos os oficiais Burgess e Atwater que sofrem bullying da Sargento Platt, a chefe interesseira que ninguém gostaria de ter. A storyline deles é focada na trajetória rumo ao time de Voight… Ou quase.

 

No geral, a 1ª temporada conseguiu contrabalancear os casos semanais, os subplots que englobam o passado de alguns personagens, bem como a apresentação daqueles que nem passaram por Chicago Fire. A série não provoca tantos cliffhanger, pois cada episódio é concluído, como um começo, meio e fim do expediente. Porém, nada impede que situações e rostos reapareçam, como o caso do Pulpo. O andamento dos fatos cria uma atmosfera densa que acompanha esse time e não tem como não ficar na torcida. Até pelo Voight, vai…

 

É possível assistir Chicago P.D. sem ver Chicago Fire?

 

Não, não é. Afinal, foi Chicago Fire que deu aval para Chicago P.D..

 

No começo, achei que seria possível assistir um e não o outro. Mudei de ideia assim que o Voight entrou em cena na 1ª temporada de Chicago Fire. É lá que a storyline dele é desenvolvida, desde a fama de corrupto até a captura pelo detetive Dawson (que também está em Chicago P.D. e é um dos membros que não o suporta). Eu até recomendaria assistir só os episódios em que Voight participa, mas daí veio a 2ª temporada com uma penca de informações que serviram de pré-aquecimento para o spin-off.

 

Linseride

Na 2ª temporada de Chicago Fire, outros personagens dão as caras, como o Halstead, cuja storyline explica como ele conquistou o posto na Unidade de Inteligência. Lindsay também participa de incontáveis episódios na companhia de Severide, o bombeiro que logo se torna o interesse amoroso dela. Dawson também dá um passeio no 51º Batalhão por ser irmão da Gabriela Dawson (a paramédica). E há os crossovers com Chicago P.D. (e vice-versa).

 

Sem contar que uma série sempre faz referência a outra… Acho que deu para notar que é preciso assistir Chicago Fire, né? Ótimo!

 

Por que Chicago P.D. é awesome?

 

Além da Bush, da voz rouca do Jason, da lindeza do Jesse, do charme do Seda, Chicago P.D. obedece ao ritmo de séries policiais. Há o grande plot que se ramifica nos subplots que não se referem apenas aos casos menores. Pulpo é o ponto de partida para muitas coisas.

 

Grupo

A série me ganhou definitivamente ao mostrar o passado de alguns detetives. Em Chicago Fire, bombeiros não precisam manter as identidades secretas. Em Chicago P.D., quem trabalha na Inteligência não tem hora para voltar para casa e não pode revelar para qualquer um o que faz. Você vê o quanto a equipe se sacrifica em nome da carreira. É muita angústia!

 

Meu coração fica a mil em cada episódio. Para uma pessoa como eu que gosta de monstros, viagens no tempo e romances mamão com açúcar, me surpreendi demais ao me ver toda fangirl por Voight e Cia. É um vício que não consigo largar.

 

Chicago P.D. consegue ser desconcertante e explora o máximo que pode o quanto alguns seres humanos são podres e quanto outros passam dos limites para salvar uma vida.

 

PS: e não tem como aguentar Sophia Bush aos prantos. Não dá mesmo!

 

Chicago P.D. retorna no dia 24 de setembro.
Stefs
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