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09/out

Eu trocaria o nome desta série para Zica Fire. Tenho que concordar mais uma vez o que Severide falou na season premiere desta temporada: eita Batalhão amaldiçoado, hein? Ainda bem que ninguém foi para o saco, algo que imaginei por causa da promo. Chego aqui aliviada em meio a essa brincadeira que trouxe de novo o receio de morte. Uma brincadeira que centralizou a trama em um único chamado para causar pânico, dar novos nortes a determinadas storylines, dar destaque para quem estava apagado e terminar de alinhar os novos caminhos que prometem dar um viés interessante para o 3º ano de Chicago Fire.

 

O episódio foi arrastado, mas se deu bem por causa do peso do acidente. Como fui contaminada pela promo, achei que a situação seria insustentável de assistir. O objetivo desse caos foi resgatar a treta entre Batalhões, um subplot que ficou no ar na season premiere. O desastre levou ao auge os ânimos dessa turma e, como sempre, me senti uma barata tonta por não saber para onde olhar e por não saber o que sentir. Estava preparadíssima para chorar, mas segurei meu drama. Porém, isso não quer dizer que senti de menos. Quando o caminhão me capota, pensamentos ruins me dominaram. Shay já se foi, Mills assustou e repetiu a dose ao ter um piripaque no meio do resgate… Agora, me veio Mouch com risco de cegueira, Cruz todo trêmulo e Otis fora de órbita… Não suportaria mais um adeus em tão curto espaço de tempo. Nem mesmo Gabby e Severide que ainda estão abalados com os últimos acontecimentos e ainda reagem conforme o peso do luto.

 

A trama foi muito delicada. O rastejar permitiu que sentíssemos toda a dramática, pouco a pouco, uma tortura. Outros detalhes também causaram aflição, como a possível prisão de Cruz e até a morte de Molina (que provou ser mais digno que o próprio Batalhão que atua). Por mais que não tenha tido ação e correria, dois itens que estão em falta neste começo de temporada, a situação trouxe à tona os mais variados sentimentos. Era de se esperar que a treta entre Batalhões acarretasse uma atitude irresponsável, comentei isso na resenha da season premiere. Só não esperava um capote durante o expediente. Às vezes, nem sei o que é pior, homens ou mulheres em meio a uma competição nem um pouco madura.

 

Em alguns momentos, fiquei na dúvida sobre os culpados. Por mais que meu coração estivesse com o 51º Batalhão, questionar a trama fez o episódio valer a pena. Juro que revi a cena do acidente para procurar esse maldito semáforo (há um pelo retrovisor do Cruz, luz amarela, e fiquei com vontade de dar na cara dos showrunners por terem pensado nos detalhes). Essa interrogativa de quem deslizou no freio se prolongou por causa do comportamento do Welch. O bombeiro é um babaca, mas também dançou em um balde de emoções, desde orgulho por não querer ser ajudado até a culpa. Uma culpa que logo foi esclarecida, pois foi ele quem incitou essa idiotice. Por mais que eu não o curta, acho mágico quando um personagem salta na trama como cretino e, com um revés, rodopia e mostra um pouco de sensibilidade. Nada como um belo susto, hein? Não deu para não admirar esse mala comovido com o melhor amigo, quase fui convencida de que ele não é tão mal assim, até pisar na bola e mostrar que é o rei da imaturidade. Uma característica ressaltada no atrito com Gabby.

 

Por isso, temos Casey de exemplo. O Tenente reinou no episódio. Gostei da posição de líder e da sensatez de não ter sido o provocador dessa lambança. Gostei da defesa ao Cruz sem hesitar e do quanto ele segurou as pontas em determinadas situações para evitar novas brigas. Confesso que não esperava essa postura consciente e profissional do bombeiro, pois foi ele quem iniciou essa guerrinha. Do jeito que andava, meio explosivo e de pavio curto por causa do impacto na cabeça, imaginei que a reação dele seria pior. Ainda bem que tudo transcorreu com maturidade, algo que contribuiu para dar um pouco de dignidade ao 51º Batalhão que ainda não recuperou o ritmo de trabalho.

 

O que pegou mesmo no plot do Casey foi o babado da Gabby. Posso dizer que achei essa resolução muito prática (e óbvia)? A paramédica deu duro na temporada passada para realizar o sonho de ser bombeira. Foi humilhada e passada para trás para o Boden mexer uns pauzinhos e trazer uma resolução feliz? Não, não, não, isso é muito feio (Branca de Neve Feelings)! Chief deixou claro como água que não haveria possibilidades dela trabalhar no mesmo ambiente que o boy. Do nada, Dawson consegue ingressar com a condição de não misturar profissional e pessoal, e, claro, de não casar. Óbvio que essa investida é para cortar o barato Dawsey, já que seria perfeito se as coisas transcorressem como o esperado, e para tensionar a relação do casal. Admito que fiquei feliz pela iniciativa, pois estou louca para vê-la ser bombeira.

 

Porém, se mantivessem a ideia da transferência da personagem para as mãos do Welch, o atrito seria mais interessante (temos um tema de preconceito aqui). Infelizmente, o acidente desta semana deixou meio claro que 2 Batalhões não têm espaço em Chicago Fire.

 

Por isso, acho que é bom se preparar para o drama sonífero entre Dawson e Casey. Amo o casal, mas ele me tirou do sério incontáveis vezes na temporada passada. O Tenente terá que engolir isso, mas ficou claro o quanto ele está confuso sobre essa nova empreitada da então noiva. Fiquei na saia justa por não conseguir adivinhar como o personagem se sente, pois, nitidamente, muitas coisas se passaram na cabeça dele. Ao falar com Boden, Casey parecia feliz e confiante. Deu todo apoio. No fundo, achei que a novidade da Gabby não seria revelada por lembrar do quanto ele ficou meio desgostoso com a mudança de profissão dela. Acredito que o problema do bombeiro é querer priorizar o relacionamento. Além disso, não engolir uma mulher no mesmo patamar que o seu. Ele finge que é mágico, mas aprendi a desconfiar da sua nobre pessoa por causa dos surtos no 2º ano de CF.

 

Aceitei a “insatisfação” por causa da ideia de adiar o casório. Até achei que ele ficou magoado pelo ímpeto da Dawson em aceitar o cargo e fiquei mais calma quando ela sentou e resgatou essa ideia. Amo quando os dois conversam sobre os próximos passos do relacionamento. A paramédica foi bem madura, uma novidade, pois seu sonho de ser bombeira sempre ficou à frente de qualquer coisa. É bem capaz que os dois cheguem a se separar durante a temporada, pois a personagem não quer gentileza e, se Casey ainda achar bem lá no fundinho que é uma má ideia, ele será bem desagradável. Só o fato dele recusar o abraço dela simbolizou um teaser do que vem aí.

 

Como disse na resenha passada, Cruz estava esquecido desde a 1ª temporada. Colocá-lo como responsável pelo Molly’s II foi uma empreitada para tirá-lo da sombra, mas nada se equipara ao perrengue dele neste episódio. Sabemos que ele cuidou bem do irmão, foi corajoso em se aliar à turma de Chicago P.D. e até de dar uns berros no Voight. Tomar a culpa por algo que estava claro que não provocou foi o auge da zica. Joe é um muito sensível, leva as coisas realmente a sério e para o pessoal, e fica obcecado pela situação. O impasse dele trouxe à tona até uma reflexão interessante: fora da ficção, vemos ambulâncias quebrar as regras de trânsito para socorrer alguém (e nem sempre isso é um fato. Há idiotas que abusam para fugir do engarrafamento). Como esse ponto poderia condenar o motorista que até que “tem o direito” de pisar no acelerador para salvar uma vida? Pensei muito sobre porque não fez o menor sentido. Cruz quase foi para o xadrez por algo não tão incorreto. Se for para punir qualquer viatura e afins por quebrar as regras, o mundo estaria perdido.

 

O que aliviou essa problemática em torno do Cruz foi Molina ficar entre a vida e a morte. No mais, achei o semáforo meio que sem sentido. Ok que tem que prestar atenção, independente de você ser bombeiro ou não, mas, se for assim, uma penca de gente merece ir para a cadeia. Ficaria bem possessa se o personagem tomasse a culpa, especialmente porque Casey foi politicamente correto. Seria muito carma o Tenente pensar o bem e alguém no meio deles tomar o mal por causa de uma irresponsabilidade que exalava o cérebro de ovo do Welch. Cruz trouxe à trama um embate emocional que me deixou feliz pelo resultado.

 

Mills foi o plot à parte e trouxe uma reviravolta que até achei relevante. De novo, o bombeiro rendeu um tremendo susto ao capotar em meio ao resgate de Molina e morreu na praia ao ser barrado de exercer a profissão. Assim como Dawson e Severide que permanecem como lembretes da morte de Shay, Peter se tornou o efeito colateral do dia da explosão. Adorei o papo dele com o Newhouse, o discurso de trocar os sapatos se eles não servem mais. Bem pertinente, pois Mills ingressou nessa carreira por causa da inspiração pelo pai e nem sempre isso é sinal de que você nasceu para determinada coisa. De fato, não deve ser nem um pouco fácil se decepcionar ao se ver diante da realidade de não poder exercer aquilo que sempre acreditou ser um propósito. Fiquei toda derretida com o encontro dele com o avô, o que fez meio que cair por terra o surto da mãe. O que importou mesmo foi a brecha para Mills ser paramédico, um salto até que esperto, pois dará novos ares a Chicago Fire.

 

Como assim, Stefs!? Ao invés de incluir personagens novos (que sempre morrem, né?), nada como mudar os membros do 51º Batalhão de posição. Só assim para a história respirar um pouco e continuar a trazer novidades. Acho que tem tudo para ser interessante, pois Mills e Dawson estarão em uma vibe diferente que tenho certeza que será intensa de assistir.

 

Plouch is the new black! Eu não me aguento com a Platt e o Mouch, gente! Ela toda mandona para cima do Otis foi sensacional, dentro dos padrões da personagem. Ainda bem que a visão do bombeiro não foi comprometida. Por outro lado, ele tem sido um pé no saco no quesito Molly’s II. Ele mais atrapalha que ajuda.

 

Herrmann bancou o paizão de novo. Eu gosto demais dele e simplesmente piro quando o personagem apazigua a situação. Na companhia de Casey, o bombeiro mandou muito bem em meio ao drama do Cruz.

 

Atwater só serve para fazer pontinha, né (acho que está clara minha birra por ele desde que ingressou para o time de Inteligência)?

 

Bem-vinda ao Truck 81, Gabby!

Stefs
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