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30/out

Este episódio de Chicago Fire foi focado no emocional. Houve incontáveis momentos em que meus olhos se encheram de lágrimas. Lembrando que a última vez que me derreti desse jeito foi com a Shay e até que demorou para a trama ter um novo engate dramático, algo sempre relacionado aos chamados. O que aconteceu esta semana foi um frisar da importância dos gestos e de decisões positivas que podem mudar a vida de alguém, bem como a companhia e a confiança. Além disso, estava muito ansiosa para ver a aparição da Serinda Swan, maravilhosa em todos os sentidos, e como se daria o encontro com Severide.

 

Casey continuou empenhado nos problemas da irmã e tenho que dizer que adoro quando o personagem fica meio frustrado diante de uma injustiça. Com a mesma rapidez que o dilema apareceu, ele morreu com uma prática resolução. O bacana é que isso trouxe para o cerne da trama o Newhouse, o bombeiro que estava nas sombras, sem uma storyline.

 

Sobre o personagem, só sabíamos das investigações feitas após o expediente e, pelo visto, descobriremos que isso não é tão simples quanto aparenta. Newhouse deu o exemplo e mostrou como é bom fazer algo a favor de outras pessoas. Nada mais incrível que chegar em casa, botar a cabeça no travesseiro e saber que fez algo certo. Porém, gestos de bondade não agradam todo mundo e era de se esperar que o bombeiro fosse marcado por um hater. O suspense dele na companhia de Mills me deixou vidrada, como se fosse uma situação tirada de Chicago P.D., mas depois morri de rir com a captura do cachorro. Era fato que dava para esperar o pior. Estou bem interessada nesse plot misterioso.

 

Estou meio assim com a Gabby, para não perder o costume. Ainda sinto que a maior dificuldade dela é passar pela vida sem ser bajulada. Sem contar que a bombeira pisa firme em determinadas situações e depois não as aguenta. Ela pediu auxílio do Herrmann para ser uma ótima profissional, mas nem deu meio expediente para começar a chorar. Dessa vez, foi ela quem pediu arrego para o Casey e tomou várias na cara. Achei digno, especialmente quando ele pontua que foi ela quem quis esse distanciamento ao aceitar Herrmann como mentor, então, receba. Gostei muito das chamadas de atenção que a personagem recebeu, bem como o tratamento diferente. Sei que Dawson quer se destacar, mostrar que manja dos babados, acho digno, mas ela sofre muito com o problema do ego ferido. O que me mata é que ela exige um tratamento equiparado e depois fica de cara porque apertam o calo. Decida-se!

 

Herrmann fez o que muitos ali nunca tiveram coragem: tirar o nariz empinado da Gabby. Como disse na resenha passada, com ele não tem essa de favoritismo. Ele foi duro na queda e achei justo. Ela não queria ser tratada como qualquer outro bombeiro da casa? Então… De novo, falar é fácil, sentir o peso da decisão que é difícil. Sei lá… Senti a personagem meio indecisa com o que quer. No decorrer do episódio, foi nítida a sua frustração pela frieza do Casey e pelo treinamento de Herrmann. No último chamado, foi fácil ver que a bombeira teve uma pequena recaída sobre a antiga profissão, ao ponto de empacar ali durante o salvamento. Pode ser impressão, não sei, já que ela não pensou duas vezes em deixar de ser paramédica.

 

Por outro lado, Herrmann foi bem mala em barrá-la no chamado do Archie. De novo, ele me fez lembrar do tratamento chatíssimo pra cima da Jones, e Gabby fez o favor de reforçar esse meu pensamento ao ler o bilhete que a bombeira lhe deixou. Fiquei sem chão. Eu não me aguentei, quase chorei nessa cena. Não posso com uma baixaria dessas. Ninguém de Chicago Fire tem esse direito. Gosto do “2º Tenente”, mas ele ganha meu ódio ao se comportar assim, como se sinalizasse o típico preconceito de que mulher não pode ser bombeira. Até senti pela Gabby por causa do mínimo instante em que ela ficou com um pouco de complexo.

 

A parte boa é que Gabby e o Herrmann são, acima de tudo, amigos e mantiveram uma dinâmica engraçada apesar da chatice momentânea que oscilou entre os dois. O bombeiro está empenhado em torná-la uma bombeira kick ass, e esse conflito de afazeres é só o começo dessa relação desafiadora. O bacana é que, depois de ser torturada, ela se impôs e ganhou o espaço que queria. Espero que a personagem pare de resmungar e honre essa oportunidade, por favor.

 

Severide e Brett derreteram meu coração no caso Archie. Nossa, aquela criança entalada me deixou muito tensa e aflita. Quando a mãe vai até a ambulância toda preocupada e ansiosa, imaginei que tinha abuso envolvido. Esse plot trouxe à tona a sensibilidade de Brett que deixou bem claro neste episódio o quanto tem facilidade de se envolver com tudo. Essa qualidade é um tremendo defeito para quem é paramédica. Concordo totalmente com o Severide sobre o papo de não ir a fundo depois que um chamado é encerrado, mas é difícil não ficar abalado com certas coisas. Ainda mais Sylvie que vem de outro estado que não se compara em nada com a selvageria de Chicago. Ela ainda tem uma impressão ingênua do próprio trabalho e não aceita muito bem terminar o dia sem ter salvado uma vida.

 

Achei demais Brett abraçar a situação da mãe do Archie, ao ponto de ser pentelha o bastante para persistir. Essa personagem frisou a questão dos gestos para mudar a vida das pessoas e todo o desenrolar desse plot foi emocionante. Estava sentindo falta desses chamados que se entremeiam na trama, causam estrago e encerram com uma mensagem arrebatadora.

 

Por outro lado, o caso Archie serviu para Severide sair da bolha. Nossa, ele voltou a me irritar de um jeito que quis invadir o Batalhão e destruir aquele jogo do mal. Caí pra trás quando o personagem menciona Vegas de novo, pois pensei que era coisa da mente alcoolizada dele. Pior que o Tenente parecia bêbado no expediente, juro, com essas ideias loucas de levar os amigos para badalar. O personagem chegou a um ponto, isso desde o episódio passado, que não o entendo mais. Casey mencionou que o amigo precisa de algo para retornar, mas não senti firmeza.

 

Repito: está faltando força de vontade.

 

O encontro com a personagem da Serinda no cassino ficou muito X, mas, pensando bem, tudo na vida do Severide é meio X. Espero que a sorte em Vegas e o beijo da lucky girl migrem para Chicago junto com ele, pois não aguento mais essa rodada eterna de negação. Em contrapartida, deixo meus elogios pela maneira como ele tratou Brett e se engajou com a causa dela. Gostei muito dos dois juntos e espero que nasça uma amizade bacana.

 

Falando na Serinda: ela samba em todos os sentidos. Quem nunca viu um trabalho dela, por favor, comparecer em Graceland. Ela simplesmente arrasa e quero que destrua tudo em Chicago Fire. Sinto-me até culpada de rasgar seda assim, porque faço isso só com a Sophia.

 

Sobre os chamados, eles voltaram a impactar. Tenho que dizer que morri de agonia e de rir do 2º, aqueles dois loucos que brigaram por causa dos acordes da banda. Enfim, no geral, este episódio foi bem vazio no quesito trama. Só o Newhouse chamou a atenção.

 

A série retorna no dia 11 de novembro.
Stefs
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