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23/out

Parece que o luto pela Shay chegou ao fim. Está certo que ainda houve algumas menções à paramédica neste episódio de Chicago Fire e é totalmente impossível esquecê-la toda vez que Severide entra em cena. Mesmo com essa nova folga na trama, nada de incrível aconteceu esta semana e já começo a ficar em crise por causa da ausência de um belo caos. Agora que as storylines estão “mais limpas”, é justo tirar os chamados da banalidade. Que eu saiba, ninguém mais precisa ser apresentado e todos os plots estão alinhados. Acho que dava para apertar um pouquinho mais o acelerador. Não foi chato, mas também não foi incrível.

 

Casey ganhou uma nova storyline que não é tão nova assim. Afinal, não é a primeira vez que o personagem se envolve com problemas familiares. Tanto seus quanto dos outros. A parte boa é que ele terá o próprio compasso fora do arco da Gabby. Eu não me aguento toda vez que o Tenente banca o pai do ano e fiquei chorosa com o encontro dele com a sobrinha. Claro que Casey não deixaria o babado incômodo da irmã passar em branco. Sabemos perfeitamente que ele ama uma justiça. Depois de acompanhar o empenho de saber quem é Jim realmente, só tenho a impressão de que ele se dará mal, como nos velhos tempos. Acho que a fase Voight não ensinou muito, né? O bombeiro é desse jeito mesmo, cabeça quente e um grande simpatizante das causas alheias. O posicionamento dele perante o ex-cunhado não será dos melhores e estou bem interessada nas consequências que virão. É muito difícil pensar em algo bom, ainda mais quando temos esse personagem envolvido. Casey é sinônimo de zica.

 

Mesmo com esse plot, Casey quebrou um pouco a regra de não tratar assuntos pessoais no ambiente de trabalho. O Tenente estava tão pilhado que nem notou suas atitudes que incomodaram não só a noiva, como Herrmann. Primeiro, ele me sobe com ela para o telhado e quase ferra os dois. Segundo, ele a interrompeu incontáveis vezes durante o serviço. Mau costume. Vai ser duro cortar esse hábito de um desabafar com o outro no Batalhão, pois ambos sempre misturaram as coisas. Achei de muito bom tato Dawson se sentir incomodada com as interrupções. Ao menos, a bombeira está empenhada em ser tratada como Cadete, algo que Casey meio que trollou neste episódio por querer conversar sobre o status da irmã.

 

Gostei muito da maneira como ela agiu ao ponto de avisar muitas vezes de que estava ocupada e de que isso poderia ser conversado depois. Sempre imaginei que Gabby seria a primeira a quebrar o profissionalismo e muito me espantou Casey tomar partido. Acredito que tenha sido automático, mas não posso deixar de dizer que os comportamentos dela, desde o início da temporada, têm sido uma grata surpresa.

 

Gabby também arrasou ao provocar Herrmann. Caí para trás quando é revelado que a porta do compartimento do caminhão 81 era deixada aberta de propósito. Tenho admirado muito essa força de vontade dela, de querer fazer as coisas direito, de não ser tratada com regalias, realmente se entregar à profissão. Tudo bem que ela voltou a ser colocada no pedestal pelo Boden, que a protegeu das críticas do Herrmann, mas são meros detalhes. Gabby não estava ali para saber. Em contrapartida, achei genial ela se impor e pedir para sair da asa do Casey. Isso é o que chamo de interesse.

 

 

Em alguns momentos, Herrmann conseguiu me tirar do sério, pois nunca me esquecerei da hostilidade com que ele tratou a Jones na temporada passada. Ao vê-lo reagir praticamente da mesma maneira, notei que o real conflito interno do personagem é não aceitar favoritismo. Com ele é tudo nu e cru. Compreendi totalmente a desconfortabilidade do bombeiro diante da Dawson e do Casey. É irritante alguém lhe dar o poder e pisar em cima disso toda hora. Casey deu a ele a responsabilidade de treinar Gabby, mas foi tirado do sério por ser barrado. Entendi essa frustração, ao ponto dele ir falar com o Boden. Inclusive, essa conversa na salinha teve muitos pontos negativos. Acredito que isso poderia ter sido discutido diretamente com o Tenente, especialmente para dar uma balançada que o faria ver que estava roubando Dawson para assuntos pessoais em horário de trabalho.

 

Achei a jogada do Herrmann infantil, igual a contra Jones. Não é a primeira vez que uma mulher sobe no caminhão 81 e não sei porque ele ainda resmunga. No fim, o perdoei, pois Dawson o chamou a razão e, no fim, ganhou um amigo para ajudá-la a ser awesome. O bacana é notar os interesses similares: ela quer ser uma bombeira e ele Tenente. Uma troca de aprendizado que, literalmente, acarretará numa dinâmica desafiadora.

 

Poupei os comentários ruins sobre o Severide, mas agora ele deu motivo. Aproveito e friso que não sou grande fã do personagem porque ele me tira do sério quando resolve ser um crianção. Nos episódios passados, entendi a dor dele, mas acreditei piamente que o choque da semana passada o teria trazido à tona. Compreendo que certas coisas não cicatrizam com rapidez, mas é preciso ter um pouco de força de vontade. Severide não tem mais 15 anos. Ele pode sim ser melhor que um beberrão. Achei o cúmulo o cara vomitar dentro do ambiente de trabalho e ainda admitir para o Casey, que não é apenas Casey, mas um Tenente, que estava de ressaca. Assim, normal demais. O que me chamou a atenção foi o momento em que ele enche a cara com Connie. Será que o bombeiro apareceria bêbado durante o expediente?

 

Sinceramente, não duvido, por causa dessa zona emocional. Sendo um pouco mais leve, ri com a ideia de Vegas e fiquei orgulhosa do jeito como ele tratou a Brett. Porém, esse homem precisa de um propósito. Esse pensamento de que não tem mais ninguém precisa ser corrigido rapidinho. As atitudes do Severide começam a perder a graça.

 

Falando em Brett, como fiquei com dó dessa menina, mas estou com a pulga atrás da orelha. De frente para Harrison, ela se defendeu sobre a impressão de como ele a faz se sentir uma maluca. Isso me encucou. A personagem saltou nesta temporada cheia de mistério, a começar pela quantidade de grana e pela opção de morar em um bairro altamente perigoso. Brett se sentia à vontade. Eu morreria de medo, todos os dias. Quando a casa dela é invadida, fiquei com o coração na mão, pois ela me parece muito indefesa. A iniciativa de espancar o assaltante me fez vibrar, jamais teria coragem. Estou interessadíssima na storyline dela e não me espantaria se a paramédica fosse desequilibrada. Por enquanto, acredito que o principal impasse é ser diminuída porque as pessoas não acreditam na sua capacidade. Mills chamou a atenção dela e a destruiu. Depois veio o idiota do ex-noivo querendo botar moral.

 

Está certo que Brett parece aquelas garotas desprotegidas, riquinhas e que vivem em uma redoma, mas sinto que há um instinto badass camuflado que pode aflorar se derem oportunidade.

 

Pirei com a presença do Ruzek. Tudo bem que queria ver o Antonio ou o Halstead, mas achei justa a escolha do detetive que ainda não tinha dado as graças em Chicago Fire. Como venho dizendo nas resenhas de Chicago P.D., tenho gostado bastante dessa dedicação dele. O personagem tem demonstrado um belo amadurecimento profissional, extremamente interessado e focado. Adorei vê-lo no plot do Casey, uma trama que tem cara de beco estreito. Espero que Ruzek apareça mais na série, talvez, junto com o Atwater. Seria awesome!

 

O episódio trabalhou bastante a questão de ser compensado e de pedir favores. Boden foi um fofo ao defender a causa de Cruz, que terminou de volta ao volante. Rachei de rir com Mouch sem um pingo de moral para lidar com a Platt. Foi bem engraçado! Também achei digna a atitude do Cruz em deixar Otis usufruir do último momento como motorista do caminhão. Um pensamento bacana para quem poderia ter trollado.

 

Sobre os chamados, só o do elevador me impactou. Fiquei agoniada, pois já fiquei presa dentro de um. De novo, Severide ganhou as atenções e começo a ficar com birra disso. Ele fica metade do episódio que nem um lixo e, do nada, toma espinafre e samba? Até parece que uma pessoa não fica abalada com dias seguidos de bebedeira. Sem contar que Severide não dorme direito e vive de ressaca. Como o personagem trabalha tão bem? Talento? Pode até ser, ele ama o que faz, mas esse estilo de vida pede um escorregão daqueles. Só acho que está demorando demais para isso acontecer e jurava que esse seria o chamado que faria a casa dele cair.

 

Já estou arrepiada por causa da promo do próximo episódio.

Stefs
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