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24/out

Estou arrasada com este episódio de Chicago P.D.. Eu sabia que não teria estruturas esta semana por causa da sinopse que denunciava o sequestro do Voight. Só de ler meu coração ficou na garganta e, depois de ver o resultado dessa tramoia, quase tive um AVC. São em momentos como esse que percebo o quanto estou apegada a um personagem ao ponto de sentir tudo o que ele passou de um jeito meio esquisito. Pode ser bobagem para alguns, mas, como tenho rótulo fangirl desde que nasci, todos os golpes contra o Sargento rebateram direto no meu coração. A dor física, o turbilhão de emoções, a raiva e a agonia. E os socos. Senti como se fosse em mim. De novo, é engraçado como foi fácil odiá-lo em Chicago Fire, bem como se apaixonar por esse homem que, a cada semana, dá um show de caráter. Só sei que quis invadir a Unidade de Inteligência para dar um jeito nessa bagunça.

 

Voight tem conquistado um encadeamento de trama incrível, uma evolução claramente evidente em cada passo que dá. O personagem não faz o tipo que corre atrás de redenção. Ele age no impulso, no que é certo. Aprendeu a ser justo. Duelou com o desejo de resolver os próprios impasses que o faria ter sangue nas mãos. Por causa desses e de outros conflitos, este episódio deixou todas as minhas emoções à flor da pele. Foi sensacional! Do começo ao fim. Acho que não terei palavras suficientes para definir meus sentimentos.

 

You choose Voight as a target, you can’t be that smart
LISPECTOR, Halstead

 

De fato, ou a pessoa é burra ou muito ousada. No caso, os sacanas da vez compartilharam esses dois tipos de personalidade, separadamente, e quem se destacou foi o espertinho que acreditou que se daria bem. De tudo o que poderia acontecer em Chicago P.D., eis que logo o chefe da turma acordou com o pé esquerdo. No mundo real, ninguém reclamaria de uma ausência dessas. Nada como um dia de folga, ainda mais se a chefia for mandona e temerosa que nem a do Voight. Porém, estamos falando de funcionários, por assim dizer, que foram treinados para desconfiar e para farejar. Qualquer acontecimento fora do normal, ainda mais na rotina de trabalho, é motivo para todo mundo ficar tenso. Para um homem que nunca fica doente e que nunca se atrasa, era fato que alguma coisa estava errada.

 

Voight foi o caso semanal. E que caso semanal. Acho que só consegui respirar direito nos minutos finais do episódio. Cada soco que o personagem tomou, senti na pele essa emoção. Até mesmo o ataque contra Olive. Agonizei junto com ela. A trama mexeu com o psicológico de todos os personagens, até com o meu, e o peso da situação exigiu pensamentos rápidos e práticos, pois a operação ficou entre quatro paredes. Sem reforços, a equipe de Inteligência foi posta no limite da razão para trazer a chefia de volta e a salvo. Quando o Sargento tomou a trama para si, deu para captar toda sua ira e fiquei absolutamente baqueada. Eu queria que aqueles idiotas fossem capturados logo, mas a tortura emocional e mental prolongada na trama criou um clima de impossibilidades. Isso deixou o episódio ainda mais difícil de assistir. Não de um jeito negativo, claro, mas pela demora com que a justiça veio. Fiquei ansiosa.

 

Assistir a este episódio trouxe um misto de muitas coisas, especialmente a indignação perante a possibilidade de traição da Olive, como também as chances diminutas de Gregorie ser capturado. Estender essa sensação de que a equipe poderia falhar em uma investigação deixou a trama mais intensa. Essa turma está acostumada em tirar bandidos da rua. Dessa vez, não havia tanta certeza. A impaciência, que me acometeu, dos personagens foi a amostra do quanto a situação foi complicada. Tinha cara até de que o caso não seria solucionado. Literalmente, todos se viram naquele típico dia que você deseja que nenhuma zica aconteça e, no fim, acontece. Especialmente quando seu chefe fica ausente.

 

Jason sambou na atuação de novo por causa da transição do homem fraternal para o policial que tem o próprio jeito de lidar com as coisas em apenas 40 minutos. Achei badass demais ele enfrentar dois caras, cheio de marra, sendo que um deles era um armário. Por causa dessa áurea de invencível, achei mesmo que Voight os desbancaria. Ri quando ele pergunta se ambos o conheciam, como se isso fosse o bastante para amedrontar. Esse cidadão não tem limites, nem quando está prestes a se ferrar. No fim, o que se tirou de lição é que nem o Sargento mais temido por inúmeros bandidos e gangues de Chicago é imune. Voight não foi apenas um caso aleatório devido à grana. Esta semana, o personagem não passou de vítima.

 

Houve uma quebra de defesas. Voight foi fragilizado. Invadiram o espaço dele. Ele foi resumido a uma estrutura de metal, amarrado e contido, vendo Olive ser torturada. Uma situação que jamais pensaria que um dia o veria passar. O Sargento bonzão foi rendido dentro do seu antro seguro e nem sua reputação o poupou. Ele foi humilhado, talvez, como jamais pensou que seria. Como resultado, o personagem foi humanizado e piro quando isso acontece.

 

O que me marcou neste episódio foi o retorno do Voight’s Way na companhia de Al. Achei arrasadora a cena do bar em que os dois abordam Josie – uma garota que conseguiu me tirar do sério, mas que não deixarei de dar meu elogio por enfrentar o Sargento, ainda mais ciente da reputação dele. Achei formidável como ela reagiu, marrenta e metida, como se nada fosse lhe acontecer. Josie agiu como se Voight fosse como qualquer outro policial e quase se deu mal. Uma cena babado! Sem sombra de dúvidas, Jason teve sua melhor atuação esta semana. Do lado negro do seu personagem, ele migrou para o bom cidadão de família. Que se preocupa e quer justiça. Foi um dia fácil para os inimigos do Voight, hein?

 

A trama foi absolutamente sensitiva. O que me deixou sem reação foi o esclarecimento do desespero do Sargento em perseguir os bandidos. Não era apenas por grana ou por vingança à Olive. Quando ele tira a aliança da esposa da pastinha e dá para o Justin, quis saltar para dentro da tela e dar um montinho nele. Como pode ser tão amor? Me emocionei, me revoltei, quis dar umas porradas naquele mané do Gregorie junto com o Halstead. Senti a dor da Erin que estava com medo de perder aquele que a protegeu e o responsável por quem é agora. Até mesmo Antonio se comportou com excelência e liderou muito bem o caos.

 

Um dos pontos geniais da trama foi a dedicação em criar dúvidas com relação à Olive. Fiquei extremamente aliviada por ela ter sido apenas um meio e não o fim. Juro que se ela tivesse ajudado no sequestro – que, a princípio, era um assalto – me sentiria completamente enganada. Tudo bem que no decorrer da trama fiquei encasquetada com a garota. Considerando que Justin nunca foi um bom samaritano, sempre muito bem acompanhado de figuras de má fé, estava preparada para remoer meu ódio por essa menina. Só pelo simples fato de pensar no quanto ela foi ótima em enganar alguém como Voight. A conversa deles no começo do episódio, quando o dinheiro entra na roda, foi o ponto-chave para fincar essa dúvida. Ficaria chateada. Não é todo mundo que toma chá com o Voight.

 

Por mais que o caso Voight tenha unido todos os membros da Inteligência (foi lindo de se ver!), darei minha estrelinha de destaque para o Halstead. Não pensem que faço isso só porque sou muito fã dele. Isso vem da sede do personagem por justiça, um sentimento que estava no auge. Jay se tornou leal ao Sargento. Ele passou por todas as provações que agora acometem Ruzek e Atwater – que só pensavam na quantidade de grana que estaria no cofre. O detetive queria pôr a mão na massa e gostei dessa necessidade em querer participar. Gosto muito da cara de pau, da ironia, da impaciência do Jay. Amei mesmo vê-lo dar a cartada final contra Gregorie, um resultado que apenas confirmou o quanto ele dá valor ao Voight e se inspira nele. Achei os insights admiráveis, mesmo que barrados. Isso mostrou o quanto o personagem confia em um homem que, outrora, via como corrupto. Isso é evolução de storyline.

 

Adendo: estava com saudades dessa turma disfarçada. Nem preciso dizer que pirei com Linstead, né? Gente, custa muito fazer os dois darem uma bitoca por acidente? Sem compromissos. Voight nem iria ver, juro!

 

Outros plots

 

Confesso que fiquei admirada com a curta aparição do Justin. Como disse na semana passada, eu não vou com a cara dele. Até que achei de muita dignidade vê-lo bombado, abraçando o exército e projetando o futuro. É isso aí, garoto! Porém, o gelo que há entre ele e o pai ainda existe, mas deve ter se quebrado um pouco quando Voight lhe dá aquela aliança safada. Eu não esperava esse tipo de conclusão e ainda não me recuperei. Como é que Voight consegue ser tão imprevisível e ainda chocar e emocionar ao mesmo tempo? Quero ele como sogro, vô, pai, chefe… Para já!

 

Antonio mergulhou no caso Voight como também no tal serviço de segurança. Asher é o chefe babaca do ano. Era óbvio que Layla tentaria uma abordagem e fui pro chão com a recusa imediata do detetive. Era fato que esse trabalho não passava de furada. Pelo que deu a entender, Asher contrabandeia pedras preciosas, o que pode até ser uma sugestão de futuro caso, como, pelo visto, maltrata a esposa. Antonio, policial dedicado, em vibe de divórcio, totalmente de pavio curto, não deixará nada disso quieto, tenho certeza.

 

Burgess continua a me decepcionar, embora ame as conclusões amargas dela para arrematar as falhas geradas pela sua ingenuidade. O casinho Monica foi besta, mas divertido só por causa da boa dinâmica com o Sean. Foi bacana vê-los mais à vontade, sério, porém, ainda estou insatisfeita com essa junção. Para piorar, Burgess tem se mostrado uma completa relaxada por causa do Ruzek e fico feliz que Platt tenha notado.

 

Um beijo para a Nadia que mostra o seu valor em momentos inusitados. Ela foi uma sábia e fofa em flertar ao telefone para conseguir alguma evidência. Platt estava errada em julgá-la pelo passado. Ela se dará muito bem na paquera, vejam bem, se se tornar policial – algo assim que estou louca para ver.

 

PS¹: Platt e Voight. Não precisou de mais nada além do contato visual para saber que ambos se respeitam.

 

PS²: e essa oferta de trabalho para a Erin? Mas eu só vi possibilidades Linstead nisso.

 

PS³: Al, estou com você, mas não caia mais em contradição. Lembra-se quando você ralhou com o Ruzek sobre só entrar no local de trabalho quando estivesse preparado? Vida pessoal barrada antes de ultrapassar a grade?

 

Resumo da ópera: um dos melhores episódios da temporada até então. Sem pestanejar.

Stefs
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