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17/out

Depois de 3 episódios bombásticos, as coisas se acalmaram um pouco em Chicago P.D.. Ninguém foi gravemente ferido ou jurado de morte. Isso deixou meu coração no lugar, pois ainda não me recuperei do susto que o Halstead provocou na semana passada. Com o fim do plot do Jay, nada mais sensato que dar uma folga na trama para assentar as storylines dos outros personagens que estavam meio escondidinhos desde que esta temporada começou. Um deles é Antonio, o detetive que exigia um pouco mais de atenção desde o retorno da série, especialmente porque a situação dele foi deixada nas reticências. Nada que uma espera recompensadora, certo? O caso semanal não foi chocante, mas estimulou emoções familiares que casaram perfeitamente com o novo subplot de Voight (que foi de chorar!).

 

Quando vi a promo deste episódio, já estava preparada para uma reviravolta estarrecedora. Por estar pilhada por causa dos últimos acontecimentos que abalaram as estruturas da Unidade de Inteligência, já estava com meu colete à prova de balas para o próximo barraco, com o coração na mão, preparadíssima para desmoronar. Porém, tenho que dizer que o caso desta semana foi bem morno e não vejo isso como um ponto ruim. A situação proporcionou uma investigação minuciosa, algo que não tinha acontecido desde que Chicago P.D. retornou. Há três semanas, esse grupo estava preso no mesmo caso, na correria e no improviso, e Erin e Jay ganharam todos os méritos. Essa lentidão, que tem muito a ver com cuidado aos detalhes, me fez enxergar melhor o posicionamento dos outros personagens, especialmente daqueles que resmunguei desde a season premiere.

 

Nesse caso, Atwater. Desde que entrou na Inteligência, o personagem não tem feito muita coisa e isso me tirou do sério (vide resenhas anteriores). Nem dá para dizer que é culpa do foco em Linstead porque Ruzek teve momentos preciosos durante parte da investigação que envolveu o Bembenek e continuou engajadíssimo esta semana no sequestro das meninas. Atwater precisava de espaço para mostrar do que é capaz e isso não inclui tagarelar diante da foto de um suspeito. Ele estava perdidaço no meio da galera, um detalhe que se manteve por três episódios. Só agora o detetive mostrou um pouco dos motivos que o fez ser escalado ao invés da Burgess. Tudo bem que ainda tenho birra disso e admito que essa escolha do Voight não me fez a fã mais feliz. Por estar nessa bolha de ressentimento, foi meio difícil digerir a nova posição do Atwater, até porque ele tinha mais espaço no plot da Platt.

 

Eis que chegou a hora do meu elogio (depois de eras). Os pequenos insights no decorrer da investigação fizeram toda a diferença. Por mais que goste do Ruzek com o Al, acho que seria bem interessante essa troca de parceiros, pois Atwater e o crush da Burgess ainda são novatos (por assim dizer) e podem se ajudar. No decorrer do caso, ambos foram os que mais trabalharam em busca de pistas e eu achei isso maravilhoso. Sem contar que foram eles que prepararam o tabuleiro para os demais detetives trabalharem. Quando Atwater menciona a sala de música, tive que dar 5 estrelas. E dei mais estrelas pela iniciativa, algo que eu sei que ele tem, mas, dessa vez, deu para notá-lo e se animar um pouco com o posicionamento dele.

 

Quem também deixou meu coração feliz foi Antonio. Por mais que ele assuma o posto de subgerente da Unidade de Inteligência (isso é uma piadinha), nada foi dado ao personagem desde que a série retornou. Comentei na season premiere que o detetive estava sossegado demais para quem tinha sido abandonado pela família e vê-lo desmoronar na frente da Eva derreteu meu coração. Gabby pode ser casca grossa (vide Chicago Fire), mas ele sempre foi muito emotivo. Vê-lo se segurar quanto a isso me fez querer arremessá-lo na parede, pois, a meu ver, não era possível que um cara extremamente sensível, apaixonado e intenso tratasse os últimos acontecimentos da própria vida na poker face. Ainda bem que esse dilema foi resgatado. Afinal, é um assunto extremamente relevante do subplot dele.

 

Adendo: nos comentários via Twitter, notei que tem uma galera bem animada com as possibilidades de rolar Antonio e Nadia, e tenho que dizer que surtaria. Até porque foi fofo demais quando ele a buscou na casa de reabilitação na temporada passada. Enfim… Tudo é possível em Chicago P.D. (menos Linstead. Ajuda aí, Voight!).

 

Adendo²: a Eva tem algum segredinho, hum?

 

Pausa dramática para falar do Voight. Preciso repetir como venero esse personagem, especialmente quando se deixa levar pelas emoções. O Sargento tem provado que é muito humano e é um deleite quando isso acontece. Não acho isso um sinal de fraqueza, pois o impulso dele para buscar justiça – e acredito que foi até o que o inspirou a ser mais decente – vem do coração. É o gatilho, seja para o bem ou para o mal.

 

Da mesma forma que Voight fica cego de ódio, ele também consegue ser cordial e afável, e eu queria abraçá-lo por ser tão dócil com Olive. Adoro quando aproveitam o gancho de determinada situação e o humanizam. Algo que acontece com todos os personagens. É mágico!

 

Então que o Voight será vovô, é? Confesso que não estou nem um pouco contente com o possível retorno do Justin, mas são meros detalhes. Morri e voltei quando o Sargento tira o fatídico cartão auxílio e divide um pouco da grana do bolsa Voight. O olhar bondoso dele para Olive emendado ao sorriso contido me destrói. Juro que esperava uma atitude fria com a novidade, mas sabemos que o personagem tem dois calcanhares de Aquiles. Quando não é Lindsay, é o Justin. Esse cara ama os filhos que tem, de sangue ou não, e me pergunto como ainda podem odiá-lo.

 

O caso semanal e as melhores cenas

 

O sequestro de Hayden e de Allison permitiu que o time de Inteligência botasse a mão na massa em sincronia. Isso aconteceu na semana passada, porém, o foco estava no Jay. Dessa vez, todos se individualizaram e ganharam destaque similar. É sempre muito bom quando tiram um pouco do brilho da Erin e do Jay – ambos ficaram 3 episódios nos holofotes, injusto com os outros, né? Tudo bem que senti falta de Linstead (criança mimada, vejam bem), mas, pelo menos, a situação proporcionou que os detetives atuassem em igualdade.

 

Acho que estou acostumada a ver o mal em tudo quando assisto Chicago P.D.. Se é uma coisa que aprendi com muitas séries do gênero policial é não confiar em uma problemática onde um dos envolvidos possui pé na política. O que aconteceu foi absolutamente o contrário e me indignei da mesma forma. Pode não ter havido uma culpa concreta nas costas do Gordon, mas só o fato dele reconhecer os caras que sequestraram as meninas me fez ter vontade de saltar pela tela do notebook e enforcá-lo. Eu não posso com a ganância do ser humano. Me dá nos nervos! Em contrapartida, fiquei meio Voight diante do Alderman. Achei que ele era um perfeito mentiroso e ainda sinto que o cara não é de confiança.

 

A invasão do prédio onde estava Hayden me deixou passada. Pensei: será que eu teria coragem de me jogar da janela para me salvar? Há muitas coisas que se tornam possíveis por causa do medo e foi isso que impulsionou a garota a saltar. O impasse fez Antonio, Ruzek e Atwater sambarem no ‘cover me’, palavra de ordem deste episódio. Outra parte boa foi a aparição do Mills e da Brett. Eu gostaria de entender porque diabos o povo tem tanta birra da paramédica. Eu chamo isso de tremenda frescura por causa da Shay, até porque a novata, que vem de Chicago Fire, nem tem um plot ainda, um detalhe que só começou a ser desenvolvido esta semana. Que bobagem!

 

Adendo: Antonio não precisava deixar Mills com a autoestima mais no chão, né? Resgatar o papo de ser um bom policial é o mesmo que dizer que ele foi um bom bombeiro. Deixe-o em paz, porque a chatice do Peter está no auge.

 

A cena final me deixou pregada na cadeira. Foi nela que notei o quanto estava sentindo falta desses casos semanais que coloca cada detetive responsável por um ponto de observação. Pirei com o Halstead na artilharia e, como disse, com Ruzek e Atwater fazendo toda a diferença. Porém, nada fez meu coração saltitar mais que a eximia confiança da Sophia Bush ao lado de Jon Seda. Eu aprovaria essa parceria, mas a Erin é do Halstead, então…

 

Outros plots

 

Eu acho o Sean a pessoa mais esquisita do mundo e esse pensamento ganhou mais força com a aparição dele no último episódio de Chicago Fire (3×04). Ele é muito balão, sério. Isso não me incomoda, mas o mistério que o rodeia. Sei lá… Às vezes, acho que não foi só um problema de paixonite que o fez se transferir para outra estação de trabalho. Vale lembrar que o policial conhece Al e tem um instinto muito desesperado de fazer o barro acontecer. Achei válida a patada que Platt deu nele, pois não há como negar que o cara é enxerido. Porém, não se pode proibi-lo de investigar. Que saia justa, hein?

 

Burgess resmungou, resmungou, resmungou, mas não resmunga que está de pegação com o Ruzek, né (eu não reclamaria, mas prioridades são prioridades, ué)? Para quem está obstinada a entrar na Inteligência, ela está com a animosidade no auge. Não é à toa que a faísca para fazer alguma coisa veio de Sean, o policial que a tem ofuscado sem o mínimo de esforço. Eu gosto muito da personagem da Marina, mas não dá para negar que a perda do companheiro Atwater fez toda a diferença. Juntos, ambos tinham um propósito e atuavam equiparados e focados em subir mais um andar. Sean é diferente e não tem trazido esse tipo de empolgação. Parceiros precisam ter química, independente se for do mesmo sexo, e não vejo isso na “nova” dupla. Por mais que eles tenham entrado em um acordo esta semana, não consigo gostar – ainda – do novo viés que a storyline da Burgess tem recebido.

 

O próximo episódio promete ser um chute no estômago. Sequestrar o Voight é assim… Demais para a minha saúde, meu bem-estar e tudo mais.

 

PS: surtei muito com o Antonio de terno e gravata. Posso dizer que acho esse ‘negócio’ de segurança privada a maior furada ever? Contudo, Layla me fez morrer, pois adoro a India. E bateu nostalgia One Tree Hill. Quero cenas dela com a Bush, socorro!

Stefs
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