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10/out

Para variar, estou no chão com este episódio de Chicago P.D.. A trama foi eletrizante como de costume, não poupou na ação e deixou os dramas particulares um pouco de lado. Porém, isso não quer dizer que não houve sufoco, um desconforto que deixou a sensação de choro entalado na garganta. A situação de Halstead não foi fácil, semana passada as coisas estavam tranquilas até demais, e achei sensacional o ápice que ela atingiu. Acredito que esse impasse tenha sido finalizado, pois o gosto de “operação concluída com sucesso” estalou no peito. Nada como um susto, né? Bembenek firmou sua posição de inimigo de Chicago que não descansará nesta temporada, mostrou que não está de brincadeira e acredito que esse seja apenas o começo do que promete ser mais um período de horror na cidade selvagem de Voight.

 

A trama emendou o cliffhanger da semana passada e tenho que fazer uma pausa para rasgar seda para a Sophia Bush. Definitivamente, essa mulher agarrou sua personagem. Deu para notar desde o início desta temporada que a atriz retornou mais forte e mais segura no papel da Erin. Desde os trejeitos até o ímpeto na voz, essas mudanças têm sido maravilhosas de assistir. É um deleite! Simplesmente  surtei quando a detetive assumiu o barraco no bar ao mesmo tempo em que tentou proteger e amenizar as emoções de Halstead por causa de Maddie. A camaradagem de ambos tem sido incrível, ainda mais quando se trata de uma mulher e de um homem, uma união que costuma cair no clichê da antipatia. Aqui não há frescura e nem espaço para sexismo. Ambos trabalham como iguais e acho isso genial.

 

Depois do conflito tempestuoso, migramos para a Unidade de Inteligência. Logo de cara, a trama revela o pretexto de brincar com a morte. De um lado, Bembenek, dono da síndrome de ser Deus, foi aterrorizado com essa “temática” por Al, mas isso não retirou o alvo das costas do Jay. Além disso, o até então vilão da temporada deu mais trabalho para o time de Voight: uma lista que cala aqueles que poderiam afligi-lo um pouco mais. É óbvio que esse malandro quer um julgamento corrupto, nada mais sensato que eliminar uma bancada que pode condená-lo, mas Al foi rei ao barrá-lo no parque de diversões.

 

Vê-lo ser açoitado por Al foi de chorar, o detetive foi divo como sempre. Acho-o brilhante! Sem dúvidas, o personagem merece mais espaço na trama. Gosto da frieza dele ao lidar com bandidos, de um jeito mais comedido que o Voight. Enquanto o chefe da Inteligência domina uma situação com pancadaria, o segredo do parceiro está na fala. Claro que ele sai dos limites, ninguém é de ferro, mas sua característica principal é ser impertinente fazendo pouco. Que continue assim junto com o fiel escudeiro chamado palito de dente.

 

Adendo: quero flashbacks em Chicago P.D. Isso é um apelo impossível, mas gostaria de ver Al e Halstead no exército, Erin e Voight brincando de pai e filha, e assim por diante. Pena que omitir esses detalhes é vital para a série por causa da ideia de “caixinha de surpresas”. Segurar o background dos personagens faz parte da provocação da trama, mas isso não me impede de resmungar. Não sou paga para passar vontade e me debater no chão com baba na boca pedindo por mais. Socorro!

 

Todos contra Jay Halstead

 

Jay foi o outro lado da moeda que brincou com a morte (de novo), independente de ter um alvo nas costas. Ele foi o caso semanal e eu não pude suportar a iniciativa dele em fazer parte do plano para capturar um membro da gangue do Bembenek. Eu fiquei desesperada!

 

Jesse Lee Soffer tem humilhado os inimigos no show de atuação desde o episódio passado. Depois do Voight, ele é meu personagem favorito, especialmente quando grita e dá umas porradas em quem merece. O ator conseguiu transmitir de novo o duelo emocional do detetive que sempre rende atitudes impulsivas que não deixam de ser corajosas. Atrelado a elas, havia um desejo de vingança por Maddie. Essas emoções meio que negativas não impediu que o lado sensível aflorasse, uma característica marcante desse personagem que banca de durão, mas desmorona com extrema facilidade. Jay é aquele que, no final do dia, soma tudo o que aconteceu e simplesmente se entrega. Ao que for. Certeza que isso foi um aprendizado da época do exército. Como dizem, as pessoas mudam em campo de batalha e o detetive tenta ser contido, mas é humano como qualquer um de nós (ou quase). Meu coração diminuiu no mesmo compasso da trama. Eu não tenho condições cardíacas para suportar esses surtos.

 

Halstead mostrou essa dualidade durante o caso Lonnie. Ele saiu do sério e, no fim, se entregou as suas emoções. Neste episódio, isso aconteceu de novo. Acompanhá-lo como caso semanal me deixou inquieta, com a sensação de que algo terrível aconteceria. Quando o detetive bate no peito e mergulha de cabeça na situação, não pude sentir nada mais que admiração, algo que Voight compactuou comigo durante todo o processo. Fiquei orgulhosa do Jay em não hesitar. Ele é irresponsável na maioria das vezes, acho que o teria barrado nessa missão suicida, porém, quando o personagem bate na foto da lousa e enfrenta Voight, não houve mais o que contestar. Se é uma coisa que ovaciono é quem enfrenta o chefe da casa, pois o Sargento é assustador. Jay tem sido essa pessoa desde a temporada passada e foi ótimo vê-lo dentro do hábito de bater de frente com o muro da Inteligência.

 

Jay me tirou do sério com a indignação não de ser um alvo, mas por alguém ter tomado um tiro no lugar dele. Esse pensamento mudou todo o ponto de vista da situação e reforçou o que quis fazer. Jesse tem honrado muito o destaque que conquistou. Você sente a dor, o desespero, a raiva e a agonia do personagem dele. Quando o artista consegue passar tudo isso sem grande esforço, é preciso elogiá-lo. Ainda mais quando esse artista não possui um tremendo currículo na indústria do entretenimento. Cada vez que assisto Halstead sair do eixo, ao mesmo tempo em que não esconde a fragilidade apesar da carreira militar e do fato de ser um detetive, fico impressionada. É a mesma coisa que sinto quando Beghe encarna o bem e o mal de Voight em curto espaço de tempo. Fico vidrada. Jay no hospital me deixou sem rumo.

 

O detetive terminou de me matar quando berra que não tem beneficiários. Onde está a família desse cidadão? Isso só aumentou minha vontade por flashbacks, mas, infelizmente, não há espaço. Agora, ficarei episódios a fio me perguntando por que Jay é solitário. Se ele quiser vir aqui em casa, tomar um café, as portas estão abertas.

 

Voight feat. a gaiola

 

Voight mandou a mensagem: don’t f*** com a minha equipe. Queria estar morta na primeira cena dele atrás do atirador. Enquanto Atwater morria correndo, o Sargento caminhou com superioridade. Voight não anda, ele desfila. Ele não joga as verdades, ele cria analogias. Ele não prende, ele joga na gaiola. Como é possível existir pessoas que não gostam do personagem? Quem é que não pira com o Voight’s Way? Ainda mais na gaiola? Isso merece mil estrelas. Fato que fiquei muito feliz com o retorno do cafofo da bandidagem, mais conhecido como purgatório.

 

A palavra final do Voight foi manter os modos de operação segredados. Enquanto assistia, não estava tão errada em achar a ação meio bagunçada e desesperada, sem um medidor do que poderia acontecer. O Sargento é muito do insight, do improviso. Acho que ele não se daria bem com uma estratégia delimitada de cabo a rabo. O problema é que isso pode causar a morte de alguém (me dá arrepio só de pensar nessa possibilidade, mas temos a mesma equipe de Chicago Fire em P.D., então, há infinitas possibilidades desta temporada terminar com 1 membro a menos na equipe original). Esse ímpeto quase custou Jay, mas o que valeu foi o orgulho que Voight sentiu por um de seus detetives. O personagem pode ser um amor para determinadas coisas, mas é fato que ele gosta de pessoas com iniciativa e sangue frio. Erin se tornou assim, uma mistura de geleira com afabilidade. Jay tem a mesma vibe. Quem precisa aprender isso é o Ruzek, personagem que acabou de entrar na minha lista de amor e ódio.

 

Erin me emocionou de novo. Dá para nascer uma pessoa com um passado mais zoado que o dela em Chicago P.D.? Tudo bem que tenho a leve impressão de que o background do Jay não é a quinta maravilha, mas a situação dela é de querer pegar aquela coelha e jogar de volta no mato. Depois do meu inconformismo com a revelação da detetive em ter ajudado a mãe durante uma overdose aos 9 anos, o buraco foi mais fundo quando ela conta ao Voight o motivo de ter pedido uma graninha emprestada que, de graça, lhe garantiu uma vomitada. Pior foi ela confessar que protegeu a mãe ao invés de se defender das “acusações” de problemas com álcool.

 

Se é uma coisa que me tira do sério são pais irresponsáveis e eu não entendo porque Erin ainda tenta agradar essa mulher que nem merece ser chamada de mãe. Meu coração ficou frustrado ao vê-la no casamento, sendo ignorada (Bunny estava meio alta ou foi impressão?), o que rendeu a confissão de que Voight é sua família. Eu não sei o que emocionou mais: Erin assumir isso ou Voight dizer que ela foi a melhor coisa que aconteceu. Voight, me adota?

 

Outros plots

 

 

Platt, a desagradável. Gosto das tiradas dela para cima da Burgess, mas com a Nadia foi preconceito. Eu queria muito odiá-la, mas não consigo, ainda mais quando, depois do azedume, vem a sensibilidade. No caso, a chateação porque ninguém lembrou do aniversário dela. Claro que a Sargento não facilita um rememorar por ser petulante na maior parte do tempo, mas Platt não tem um passado bacana também e isso me deixa na corda bamba. Em contrapartida, sabia que Nadia se inspiraria em Erin para cogitar a ideia de ser policial. Algo óbvio e que poderá tirá-la do plano de fundo. O inusitado é que Platt pode ser a força que Nadia precisará para ter um distintivo.

 

Alguém me explica essa palhaçada entre o Ruzek e a Burgess? Eu não sei vocês, mas não suporto a dinâmica dessa dupla, especialmente porque a policial parece ter desistido mesmo de ingressar na Inteligência por causa de um flerte do trabalho. Ligando pro Voight já!

 

Alguém deleta o Atwater? Percebam que ele só ganhou espaço na trama porque um detetive ficou de molho. No caso, Halstead.

 

Gente, a Brett! Surtei com essa menina lá, tendo uma chance de brincar de crossover. Fiquei tão feliz com a aparição dela. Meu coração até a shippou com o Halstead. Por mim, está autorizado. Eu sou a favor de qualquer shipper nessa série, menos Burzek.

 

Pergunta que não quer calar: o que diabos Sean tem com o Al? Estou me coçando para saber.

Stefs
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