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22/out

Hoje faz cinco dias que eu fui ao show do Thirty Seconds to Mars. Faz uma semana que eu não vou pro trabalho. É a terceira vez que eu tento escrever sobre o show e fico enrolando e me distraindo com fotos e vídeo novos que não param de sair. Para todos os efeitos, esse não é um review imparcial.

 

Eu nunca lembro exatamente quando foi, mas conheci o Mars por volta de 2005, na época do lançamento de A Beautiful Lie. Virei fã na hora, principalmente depois do clipe de The Kill (fez referência ao King? Tem meu amor instantâneo), ouvia o ABL como se não houvesse amanhã e tudo mais. A vida continuou, e, de um jeito ou de outro, eles sempre estiveram presentes. Alibi, Night of the Hunter e Closer to the Edge me ajudaram a passar por uma das piores fases da minha vida, assim como desde 2005 eu nunca me esqueci do aniversário do Jared e que ele é capricorniano como eu. Mesmo tendo passado uns dois ou três anos sem acompanhar a carreira dos meninos, sempre contei o Mars entre as minhas bandas favoritas.

 

Foi no final do ano passado/começo deste ano que eu me apaixonei novamente por eles e a montanha-russa de sentimentos que tem me acompanhado desde então não está deixando nada a desejar.

 

Consegui folga do trabalho mais cedo do que devia e fui para São Paulo na quarta de manhã, o dia que eles chegariam na cidade. Fui para o shopping onde seria a exibição do Artifact, documentário da banda, e fiquei lá no maior estilo fangirl, esperando para tentar encontrar o Jared. Não deu nada certo naquela noite, mas toda a aventura valeu a pena porque eu consegui falar com a Reni e o Ander, da equipe do Adventures in Wonderland – AIW, uma das empresas do Jared, que organiza os pacotes VIP. Eu já admirava demais o trabalho deles desde antes de ter uma experiência pessoal e foi bem bacana ter a chance de vê-los de perto com a mão na massa. Só gostaria de não ter ficado tão nervosa naquela hora, porque tenho certeza que gaguejei demais e enrolei um pouco o inglês.

 

O dia do show foi uma maratona, partimos para a fila cedo e chegamos lá às 8 da manhã, para encontrar o Espaço das Américas já bem lotado de fãs e vendedores ambulantes. Acho que nem nos shows do Iron Maiden eu vi tantos produtos falsos sendo vendidos na fila. Esse, aliás, foi um tópico que o Jared abordou após a exibição do Artifact no dia anterior, segundo quem estava lá. O Brasil é um dos países onde há maior comércio de produtos falsificados deles, e esse é só um dos fatores que dificulta a vinda da banda para cá. Mais tarde, no Meet&Greet e também durante o show, ele falou sobre a vontade deles de vir para o país com maior frequência e instigou os fãs a terem uma voz mais ativa, demonstrando aos empresários e organizadores que existe sim público para o Mars no Brasil. Ou seja, ninguém perderia dinheiro ao trazê-los para cá mais vezes.

 

Adventures in Wonderland

 

Crédito da foto: Adventures in Wonderland

 

Depois de um sol absurdo na cabeça durante toda a manhã, por volta de 13h30 começou o check-in do pessoal que tinha algum pacote VIP, no meu caso, Soundcheck e Meet&Greet. Eu percebi que de modo geral os pacotes da AIW geraram muitas dúvidas e confusão por aqui. Para tentar explicar da melhor maneira possível, todos os pacotes são cobrados em dólar e devem ser pagos à vista. Eu comprei os meus pelo site e posso garantir que é totalmente seguro. Caso haja algum problema, o suporte deles está disponível por email, eles respondem rápido e sempre dão um jeito de resolver a situação. Eu, pelo menos, nunca fiquei sabendo de alguém que tenha ficado insatisfeito com o atendimento ou o serviço de modo geral.

 

Há diversos pacotes VIP e o preço deles varia bastante. Você não precisa ser milionário para conseguir conhecer os membros da sua banda favorita, e é a existência de todas essas opções que eu mais gosto na AIW. Os mais caros davam direito ao Meet&Greet, autógrafos, foto, assistir o show da lateral do palco etc., mas também existiam pacotes bem mais acessíveis, como o Soundcheck e o Backstage Tour. É claro que fica um pouco salgado você desembolsar mais um tanto em dólar sendo que os ingressos já foram caros, mas é uma coisa que vale muito a pena pra quem gosta, vale guardar um pouco mais de grana para isso. Outro detalhe é que a AIW não oferece essas experiências só para o Thirty Seconds to Mars, eles estão em turnê com vários outros artistas, inclusive vieram para o Brasil recentemente com a Demi Lovato.

 

Já ouvi muita gente falar que acha um absurdo pagar para conhecer seu ídolo, assim como já ouvi do vocalista de uma das minhas bandas preferidas que nunca, jamais, em hipótese alguma faria uma coisa dessas. Opiniões e opiniões, eu paguei pra conhecer o Jared, o Shannon e o Tomo, não me arrependo e acho sensacional ter tido a oportunidade de poder comprar uma coisa dessas.

 

Outro assunto que é bastante discutido entre os fãs é a “obrigação” que os meninos têm de sair nas fotos com cara de quem está amando tudo aquilo. Eu procuro não ser muito radical nesse sentido, porque consigo ver os dois lados da situação. Concordo que ficaria extremamente decepcionada se algum deles tivesse saído com cara de tédio na minha foto. Ainda bem que todos parecem estar amando a turnê brasileira e estão saindo muito bem nela.

 

Infraestrutura

 

Crédito da foto: Reprodução

 

Eu conheci o Espaço das Américas há dez anos, no show do Edguy que foi headline do Rock the Planet, um festival que reuniu também o Viper, o extinto Shaman (na época só com um “a” mesmo) e o Kotipelto. Daquela época, tenho saudades do preço do ingresso, paguei apenas R$40,00 por tudo. Entretanto, o lugar era um galpão sujo e sem a mínima infraestrutura para um show, quem dirá um minifestival. Fiquei de boca aberta quando entrei na casa de shows na quinta-feira passada e dei de cara com um salão de entrada lindo, superlimpo e organizado.

 

A equipe de segurança, por outro lado, deixou a desejar. Antes e durante todo o show, várias pessoas passaram mal, não havia pessoal capacitado suficiente para socorrer todo mundo, e os seguranças que estavam na frente do palco pareciam despreparados para lidar com um evento daquele porte. Além de todo o atraso para socorrerem quem estava passando mal, os roadies americanos não conseguiam se comunicar com os seguranças e acabavam tentando fazer todo o trabalho sozinhos. Foi uma coisa que incomodou demais, já que isso tudo gerava uma confusão tremenda na frente da grade e atrapalhava o show.

 

A questão da água foi bem interessante. Todos lá na frente pediam por água sempre que os seguranças recebiam copinhos gelados, até que surgiram dois vendedores entre a grade e o palco, vendendo garrafinhas por, sim, R$7,00. Porém, assim que o show começou, o Jared falou lá de cima que queria que todos que estivessem na frente recebessem quanta água quisessem. A partir desse ponto, os seguranças e os bombeiros apareciam com água direto, foi a salvação para quem estava esmagado e passando mal, e nada disso teria acontecido por vontade própria dos organizadores do show, do dono do espaço, enfim, dos brasileiros por trás do evento.

 

O show

 

Crédito da foto: Reprodução

 

Sobre o show, devo dizer que me surpreendi muito. Não que eu esperava que fosse ruim, mas nunca esperei que fosse tão bom quanto foi. O Jared sempre fala que o trabalho dele em cima do palco é fazer com que todos que estão na plateia tenham a melhor noite da vida deles. Foi exatamente isso que ele fez. Eu vi tudo da grade, o melhor lugar que eu já peguei em todos os shows que já fui, mas em alguns momentos eu queria estar lá no fundo para poder ver todo o espetáculo de longe. Para quem gosta, é indescritível a sensação de estar lá no meio do pessoal, olhar para cima e ver aquelas bolas gigantes, coloridas e cheias de água sendo jogadas de um canto para outro enquanto eles tocam This is War. É emocionante demais ouvir Closer to the Edge ao vivo e ver aquela chuva massiva de papeizinhos brancos caindo sobre todo mundo.

 

Foi uma alegria enorme ouvir músicas antigas, como From Yesterday e Attack, que eles não tocam mais ao vivo e estão tocando na América Latina. O Jared fez o possível para segurar as notas mais altas, coisa que ele não tem feito ultimamente, mas o resultado foi melhor do que podia se esperar. Principalmente com a ajuda da plateia brasileira que, como sempre, deu um show à parte. Aliás, um dos momentos mais emocionantes para mim foi ver a alegria estampada nos rostos deles quanto todo mundo forçou o coro inicial de Vox Populi e eles acabaram tocando ela de surpresa, sem ensaio nenhum. Outro momento de encher os olhos de lágrimas de orgulho foi ver a bandeira do Brasil pra lá e pra cá na mão do Jared em Do Or Die, e olha que eu não sou nem um pouco patriota.

 

Só para colocar um defeito (bem pequeno, para não ficar elogiando tanto), eu achei que eles poderiam ter aberto o show com Birth e poderiam ter colocado Night of the Hunter no set também, como eles fizeram no show extra no Rio de Janeiro. Mas isso é só um detalhe, porque a noite foi maravilhosa, e eles me conquistaram ainda mais.

 

Além de toda a experiência com o Mars, eu tive a oportunidade de conhecer pessoas maravilhosas, que tornaram esses dias mais especiais. Agora a vida real está batendo à porta de novo e vai ser muito difícil voltar para a rotina de trabalho e desgosto diários. De tudo isso ficaram as lembranças, as fotos e a vontade quase incontrolável de jogar tudo para o alto e sair correndo atrás de Marte.

 

Caso você for dono de uma das fotos, não hesite em nos mandar um e-mail para que possamos creditá-la.

Mônica
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Escreva seu comentário antes de ir <3
  • Mônica Oliveira

    Ai meu deus, isso não se faz a essa hora da noite! hahahaha

    Já te falei que você foi a maior responsável por trazer o Mars de volta na minha vida, e por isso eu serei eternamente grata! Eu quis te matar por você não chegar mais cedo pra nos encontrarmos lá, provavelmente cortaria relações se você vendesse seu ingresso. (Bug do Windows: signo falando mais alto HAHAHAHAHAHA) Mas também fiquei pensando o tempo todo se você tava curtindo lá de trás. Aliás, só pensava em você quando tocou Closer to the Edge! <333

    Obrigada por compartilhar esse sonho comigo, prevejo outros sonhos sendo realizados em conjunto no nosso futuro! #spoiler hahahaha
    E ainda estou mal de saudades </3

  • heyrandomgirl

    Eu tinha que vim comentar, por motivos de compartilhamos o mesmo sonho, mas o realizamos de formas e ângulos diferentes. O que importa é que nós fizemos o debut da Jarolda no mesmo dia e, de quebra, nos conhecemos. Se posso dizer algo de bom nisso tudo, na aflição e na quase venda do meu ingresso, é que a banda de Marte me deu uma marida linda que tanto amo <3 Que foi me dada por nada e que agora fica por tudo. Maior presente esse <3

    Error: vc é capricorniana Hahahahhaah

    Não houve um minuto sequer que não pensei nas suas emoções, e nem das filhas, pois, por mais que não estivesse lá, a energia e a emoção eram as mesmas. Eu só tenho mto orgulho do seu sonho realizado, vc pagou na cestinha de Jesus Leto, e tem todo meu apoio. Pra ter um sonho, vale até vender as calcinhas se for possível Hahahahahaahahah

    Então, assim, obrigada por tudo <3