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08/out

Como o combinado, eis que estou aqui com as resenhas de The Originals. De novo, aviso que as abandonei porque o tempo estava curto, o que me impedia de dar a devida atenção (e reflexão) que os Mikaelson merecem. Por causa disso, dei uma pausa, mas não se preocupem que não chutarei o balde de novo (nada de síndrome Claire Holt).

 

E lá vamos nós!

 

O título do episódio fez jus ao “novo” lifestyle que abriu a season premiere da 2ª temporada de The Originals. Já que New Orleans é pura poesia, nada mais sensato que eu bancar de “poetisa” e dizer que a turma dos vampiros precisava de um tremendo impulso para ressurgir das cinzas. Como fênixes, o conflito que visou Francesca e os moonlight rings não tinha só o pretexto de enfatizar um desejo de vingança, mas de dar espaço para novas alianças serem fomentadas e antigas serem resgatadas. O dilema trouxe à tona a importância da família e do lar, pontos cruciais que fizeram esta série dar certo até aqui. A trama teve um ritmo muito bom e o encaminhamento ocorreu no timing apropriado. Sem contar que todo começo de temporada exige que os personagens, bem como new faces, se situem, um detalhe que se desenvolveu junto com os plots da vez. Enquanto a pintura geral se desenrolava, novas nuances pipocaram, pequenos teasers da treta que está por vir.

 

A trama abriu com um belíssimo golpe baixo. Toda vez que olho para a Holt, tenho vontade de pular na tela e deixá-la careca. Ainda rola um inconformismo – de leve – da minha parte por ela ter pulado do barco, mas compreendo a iniciativa. Carreira na TV não é fácil, ainda mais trabalhar em séries da CW que não tem prazo de validade. Ou você faz alguns bicos ou morre condenado a um único projeto (e a Claire é muito relutante a isso). Claro que a atriz (e tantos outros que estão na Plecland) tem meu apoio. Nada como se convidar a se retirar. Porém, não dá para mentir: essa mulher faz falta. Ver Rebekah e a pequena Hope foi um soco na cara. Gente, como pode aquele bebê ser tão fofo? Eu queria morder aquelas bochechas. E a expressão da tia? Ajuda, Luciano! Queria estar morta com o cavalinho dentro do berço. Não fiquei nada bem, pois esse amor entre Klaus e Rebekah me deixa muito abatida de emoção.

 

A narrativa da vampira foi responsável em nos dizer, como um conto de ninar, o que restou para Klaus e Cia. em New Orleans depois do surto da Francesca. Retrocedemos um pouco aos acontecimentos do season finale da temporada passada e deu tristeza ver a vampirada enfiada nas respectivas tocas. O Quarter deixou de ser o mesmo. Até o lar dos Mikaelson. De fato, houve a queda do reino. Na 1ª temporada, vimos uma cidade cheia de música e de luz comandada pela empatia de Marcel, e agora retornamos e mergulhamos em um clima hostil, sem vida, sem animação, liderado por Francesca. A mulher voltou como líder e mostrou o quanto é uma cretina ao coordenar a vigília de cada esquina e ao dar aval para qualquer vampiro ser aniquilado. Nas palavras de Rebekah, deu a entender que o coração desta temporada será a tentativa de restabelecer o reino para trazer Hope sã e salva para os braços dos pais. Porém, sabemos que os lobisomens não são metade das enxaquecas futuras.

 

Enquanto esse momento, que com certeza será lindo, não chega, a meta foi remover os moonlight rings de circulação. Klaus estava com a tromba feita e vivia uma fase difícil da TPM, com direito a cólicas (nunca perderei a chance de zoar da cara dele, porque meu amor pelo personagem permite). Nada como começar a temporada com uma bela noite de Lua Cheia para terminar de comprometer o bem-estar do não rei de New Orleans. Como disse na época em que resenhava a 1ª temporada, tenho medo de que estraguem o personagem. Sei o quanto Joseph é maravilhoso ao incorporar o lado maldito do híbrido, mas isso, o tempo todo, satura a interpretação e fica na mesmice. Adorei revê-lo cheio de ódio no coração ou não seria o Klaus, como também a tranquilidade de assumir que precisa tirar um pouco de sangue. Ser controlado por Elijah, ainda mais depois da sequência de infortúnios, é digno de querer arrancar a própria cabeça.

 

O personagem teve muitas cenas boas, dentre elas a que ele senta e bate um papo com Hayley. O que me deu um pouco de fé de que Klaus não será tão mala quanto na temporada passada foi o fato dele admitir que pecou na hora de listar as prioridades. Só o fato do personagem reconhecer o egoísmo em querer o trono ao invés da filha é um grande avanço para assentá-lo nos preceitos de Elijah. Se é para agir contra os inimigos que, no mínimo, haja um raciocínio, um detalhe que nunca foi a preocupação de Klaus na hora de ter o que quer. Eu quero acreditar que o híbrido correrá atrás do prejuízo inspirado por pensamentos válidos. No caso, tratar os assuntos de New Orleans dentro de uma dinâmica familiar. Sei que o lado degustador de sangue jamais se dissipará, nem quero isso, mas espero que consigam balanceá-lo. Não o quero emotivo em demasia também, pois seria uma tremenda descaracterização. Klaus nessa vibe está de bom tamanho. No mundo sobrenatural, matar é normal, e ele (junto com Elijah e Hayley) possui motivos de sobra para uma chacina.

 

Achei muito legal a trégua temporária que uniu Klaus e Marcel. Os dois ainda se conhecem muito bem e confiam um no outro. Nada como se unir para derrubar um inimigo em comum. A treta entre as facções de New Orleans está só no começo, mas o híbrido me fez sentir orgulho por ter abaixado a guarda e ter permitido que o seu pupilo mergulhasse no plano. É esse o pensamento. Mesmo rendido à revolta, Klaus raciocinou, o pequeno grande milagre para um ser que é 100% impulsivo. Outra cena que adorei foi a dele sendo liberado da cólica da TPM. Eu sempre gargalho ao vê-lo empenhado nas pinturas. Morri e voltei quando ele comenta que uma cor da paleta estava em falta. Mais adiante, tive outra morte terrível quando, durante a quebra do poder dos anéis, o híbrido dá uma pincelada básica no sangue dos inimigos para fazer um desenho, com direito ao famoso sorriso cretino. Fico muito contente por Joseph não ter perdido o mojo sádico do seu personagem.

 

O que espero para esta temporada é que Klaus brigue pela justiça de um jeito um pouco mais consciente ao mesmo tempo em que não anule o Q de crueldade só por se sentir culpado. Como ele mesmo disse, agora é hora de recuperar a cidade. Então, chororô está vetado. Eu estava com saudade de você, Klaus!

 

Eu esperava mais da Hayley, porém, quero acreditar que esse é só o começo das loucuras que a personagem fará nesta temporada. Juro que esperava mais surtos. Contudo, o curto desconforto emocional da little wolf foi o suficiente para eu gostar um pouco mais dela. Hayley abraçou a batalha em família pelo instinto de vingança. Certíssima. Um dos milhões de dilemas dela nesta temporada é não saber controlar os próprios instintos e Klaus dará uma mãozinha. Provavelmente, haverá novos momentos de ódio (vide promo da Comic-Con) e torço para que a Phoebe dê conta do recado, pois quero que Hayley desmorone Elena Gilbert. Desculpem, mas é meio impossível para minha pessoa não fazer um comparativo do comportamento das duas personagens que têm assinatura da Plecland. Hayley tem total responsabilidade de mostrar como é lidar com uma transição com sensatez. Estou de olho!

 

Hayley me ganhou no discurso dado ao Elijah. No decorrer da trama, ela estava impetuosa, dominada por muitos sentimentos que se intensificaram por causa da sua nova condição sobrenatural. Little wolf perdeu muito e queria que alguém pagasse por isso. O que achei incrível é que Hayley não se acovardou em nenhum momento. Ela foi lá e sujou as mãos de sangue. Sentiu na pele o que é ser Klaus por um dia, ao ponto de não hesitar em matar pessoas que têm a mesma “genética” que a sua. Aquela galera que queria matá-la junto com os Mikaelson representou a família que nunca teve e, do nada, se viu obrigada a virar a casaca por motivos pessoais. Daí, chegamos em algo que Plec e Cia. não sabem desenvolver muito bem (salvo Narducci que abençoa os roteiros): o conflito moral.

 

No caso da Hayley, o viés deu certo (por enquanto). O peso nos ombros de ter feito algo errado, algo anormal que não bate com o próprio caráter, fez essa personagem mais palpável. Humana. O conflito moral diante de Elijah foi extremamente realista. A transição dela de lobisomem para lobisomem + vampira não acarretou uma mudança radical de personalidade. Hayley agiu motivada pela dor, uma dor que claramente a consome. Foi ótimo vê-la ainda consciente de si mesma ao ponto de medir os pontos altos e baixos do plano para destruir Francesca. Ela reconheceu que matar não alivia nada. Ela se sentiu um lixo por ter se rebaixado a mesma condição de um vampiro ao ponto de comparar a atitude com o lifestyle dos lobisomens. Hayley passou a temporada passada querendo descobrir sua linhagem. Ir contra isso reforça o outro dilema que ela passará por não saber a que buraco pertence.

 

Eu a admirei por ter reconhecido a falha por mais que tenha sido justificável, algo que Elena jamais faria antes de ligar para o Stefan. Hayley é uma mulher independente e eu não quero que tirem isso dela. Ela foi rápida em notar que ser o que é não é o que deseja. A então híbrida (isso existe? Hahaha) quer a filha, normalidade, paz de espírito. Se enfiar no universo de Klaus e de Elijah tirou todas essas chances. Não se sentir recompensada e encarar Elijah com a sensação de que é um monstro é um bom pontapé para elevar a trajetória da personagem. Só espero que Phoebe abrace isso. Sou traumatizada com o desempenho dela em The Secret Circle.

 

Elijah estava do jeito que esperava. Comedido, inteligente e elegante, o coordenador da chacina contra os Guerrera e o único alicerce de Klaus e de Hayley. Confesso que estou meio preocupada com esse “aval” dado ao híbrido de ajudar a little wolf a se recuperar da angústia. Sério, não estou a fim de outro triângulo amoroso. A última vez que ouvi “cuida dela pra mim” foi em TVD e a série chegou onde está por depender de um romance que nem funciona mais. Ok que The Originals tem uma pegada adulta e familiar, mas, tendo a respiração da Plec perto de qualquer roteiro, não me espantaria se rolasse algo entre Hayley e Klaus. Essa doida tem vício em criar romance sem a mínima necessidade. Vide The Tomorrow People. Espero que o pedido de Elijah termine como apoio moral, pois se mudar o foco, ficarei revoltada.

 

Cami e Marcel. Casal do pop! Continuo a não dar nada para a humana da cidade. Aprendi isso ao me decepcionar com as promessas em torno do Matt que nunca foram cumpridas. Humanos não têm vez nem em Mystic Falls, quem dirá em New Orleans. Não é à toa que Cami já está no radar da Esther (e há boatos de que ela será transformada). Tenho que dizer que essa mulher estava maravilhosa. Mais madura, mais assertiva, mais sensata. Acima de tudo, corajosa, até mesmo para dar um toco em Marcel (quem é que me termina com ele? Socorro!). Surtei quando ela mente para o bando da Francesca para ajudar uma turma que não a favoreceu em nada. A personagem estava dentro do prometido, com o desejo de ter uma vida pacata, com problemas humanos. Pena que o processo será interrompido.

 

Marcel também foi outro que não estava tão diferente, preso ao mesmo objetivo, recrutando. Talvez, o que pegará é manter a boa convivência com Klaus, mas a palavra “rei” não saiu da boca dos dois, então, o trono do Quarter ainda está na disputa. Deu para notar que o vampiro ainda é elo para muitas coisas, especialmente Davina, embora ambos estejam de cara um com o outro. O melhor da aparição dele foi Josh, situado em um posto de importância.

 

A pequena Davina não sambou, mas mostrou que ainda tem essa habilidade ao botar Oliver no devido lugar. Que lobinho irritante! Estou surpresa pelo carinho que agora sinto pela Danielle, pois ela me aborrecia com a mesma expressão para tristeza, alegria e raiva. A bruxa ainda não ganhou o espaço que merece, mas só o fato de tratar Mikael como bichinho de estimação foi um sinal de que ela não está para brincadeiras. Adorei vê-la à procura de um pouco de normalidade. Davina é tão pequena que tenho vontade de apertá-la. Assim como Cami, a personagem voltou mais forte e mais ciente do que realmente é. Nada como ser usada para mudar a concepção do que é viver em meio ao caos sobrenatural de New Orleans.

 

Até então, o objetivo de Davina é tirar o link dos vampiros transformados por Klaus para deixar o híbrido no bloco do eu sozinho para morrer. Pergunto-me se isso chegará até Mystic Falls. Precisa, né?

 

Pausa para falar do marido Daniel

 

Quando soube que o Sharman entraria em The Originals, muitas coisas se passaram na minha cabeça, mas não que ele seria a personificação do Kol. Senti-me como uma completa babaca, pois o fato estava na minha cara. Afinal, aonde Kaleb, um bruxo, sem ligação com Klaus e Cia., iria com todo aquele sotaque que é característico dos Mikaelson? Tcharam! Agora está explicado, bem como os flashbacks que rolarão nesta temporada tendo a participação do Kol. Uma coisa puxou a outra e eu fiquei fora da órbita. Havia dúvidas sobre quais irmãos teriam retornado junto com a Esther, Finn foi o primeiro confirmado e o plot twist de Kaleb me deixou sem respirar. K por K (sendo que me torturei para saber se era com C ou com K, vide IMDB). Stefs, otária e míope! Só tenho a dizer que surtei com a curta aparição do Daniel, aquela levantada de sobrancelha é um tiro e aquele sorriso é um tapa. Sim, pessoal, eu o amo muito e espero que a storyline de Kaleb seja muito, muito incrível. O bichinho merece. Ainda mais por ele representar meu segundo Original favorito. Tem que honrar o Buzolic, por favor!

 

Adendo: vocês podem conferir minha revolta com a morte do Kol aqui.

 

Para finalizar…

 

Devo admitir que descartar Francesca foi muito simples e básico. E que poser de vilão, né? Muito covardona, uma piada, ainda bem que morreu. Entretanto, a parte ruim é que a personagem nem teve tempo de mostrar potencial, o que deu a entender que Mikael e Esther (que agora se chama Cassie) serão os plots centrais, só que divididos por causa dos objetivos diferentes. Serão duas paredes que tentarão espremer Klaus, Elijah e quem estiver envolvido por motivos ainda não muito claros. Sabemos que Mikael quer detonar o híbrido, Esther parece que está na mesma pegada (o objetivo de vida dela sempre foi expurgar a vampirada), mas segurar a temporada só com essa storyline requererá um pouco de jogo de cintura para instigar e envolver sem entregar demais.

 

A temporada tem tudo para ser boa. Houve muita coisa maravilhosa, especialmente a trilha sonora. A trama foi intensa e inquietante, e os atores estavam impecáveis. Agora o debate é saber se essas supostas alianças se manterão, especialmente diante da mama Mikaelson que quer New Orleans, mas sem a vampirada. Quero só ver essas amizades, afinal, do #FreeKlaus todo mundo mudará rapidamente para o #KillKlaus. Basta uma ótima oferta para mudar de time.

 

Cadê esse jantar entre os Mikaelson, por favor?

Stefs
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  • heyrandomgirl

    Rebekah é sempre o ponto fraco, mas fico contente que ela tenha vazado da CW. Ficaria condenada por mais mil anos em uma série. hahahaha não pode!

    Ai, Klaus de TPM é mto lindinho, mas me tira do sério e morro de vontade de dar uns tapas. Vai se tratar com esse shipper, pfvr! hahahaha

    Eu só tenho olhos pra Esther, Finn e Kol. O resto pode dançar macarena Hahahahaha

    Beijosss!